Sob a pressão de uma série de escândalos sexuais, o ex-executivo de restaurantes Herman Cain anunciou agora há pouco que suspendeu sua campanha para obter a candidatura do Partido Republicano à Presidência dos Estados Unidos em 2012.
Em pronunciamento na televisão americana, Cain negou tudo e afirmou que não está abandonando a luta nem será silenciado. Para a rede de televisão ABC News, esse discúrso dúbio indica que ele teria um plano B para tentar ressuscitar sua campanha moribunda.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sábado, 3 de dezembro de 2011
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Berlusconi enfrenta votos de desconfiança amanhã
O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, enfrenta nesta terça-feira, 14 de dezembro de 2010, duas moções de desconfiança, na Câmara e no Senado. Pode ser o início do fim de uma carreira política marcada por escândalos e controvérsias.
Aos 74 anos, Berlusconi é o homem mais rico e o chefe de governo da Itália. Está confiante. Ele deve vencer no Senado, mas pode perder na Câmara, o que o obrigaria a renunciar.
Neste caso, ele ainda teria a chance de tentar formar uma nova coalizão de governo, depois que o presidente da Câmara, Gianfranco Fini, um ex-aliado, cansado das trapalhadas do primeiro-ministro, retirou o apoio de 40 deputados ao governo.
Berlusconi entrou para a política em 1994, no vácuo político criado pelo colapso da Democracia Cristã. O partido de centro-direita que dominava a política italiana no pós-guerra naufragou com a onda de denúncias de corrupção que varreu a classe política do país na Operação Mãos Limpas.
O ex-procurador anticorrupção e atual senador Antonio di Pietro acusa Berlusconi de "humilhar as instituições, arrasar a economia e desmoralizar a Itália". Ele espera que a carreira do atual primeiro-ministro esteja chegando ao fim.
Foram tantos escândalos de corrupção e sexo, festas com adolescentes, conversas telefônicas com prostitutas reveladas publicamente que a revista rockeira americana Rolling Stone deu uma capa com Berlusconi, insinuando que o primeiro-ministro italiano leva uma vida de popstar.
Se perder amanhã, Berlusconi deve renunciar, mas terá a chance de formar um novo governo. Também pode antecipar as eleições e tentar a sorte mais uma vez.
Aos 74 anos, Berlusconi é o homem mais rico e o chefe de governo da Itália. Está confiante. Ele deve vencer no Senado, mas pode perder na Câmara, o que o obrigaria a renunciar.
Neste caso, ele ainda teria a chance de tentar formar uma nova coalizão de governo, depois que o presidente da Câmara, Gianfranco Fini, um ex-aliado, cansado das trapalhadas do primeiro-ministro, retirou o apoio de 40 deputados ao governo.
Berlusconi entrou para a política em 1994, no vácuo político criado pelo colapso da Democracia Cristã. O partido de centro-direita que dominava a política italiana no pós-guerra naufragou com a onda de denúncias de corrupção que varreu a classe política do país na Operação Mãos Limpas.
O ex-procurador anticorrupção e atual senador Antonio di Pietro acusa Berlusconi de "humilhar as instituições, arrasar a economia e desmoralizar a Itália". Ele espera que a carreira do atual primeiro-ministro esteja chegando ao fim.
Foram tantos escândalos de corrupção e sexo, festas com adolescentes, conversas telefônicas com prostitutas reveladas publicamente que a revista rockeira americana Rolling Stone deu uma capa com Berlusconi, insinuando que o primeiro-ministro italiano leva uma vida de popstar.
Se perder amanhã, Berlusconi deve renunciar, mas terá a chance de formar um novo governo. Também pode antecipar as eleições e tentar a sorte mais uma vez.
sábado, 20 de novembro de 2010
Vaticano realiza cúpula antipedofilia
Cerca de 150 cardeais participaram ontem de uma reunião de cúpula do Vaticano sobre os escândalos sexuais e de pedofilia na Igreja Católica.
O encontro foi convocado pelo papa Bento XVI para a véspera de um Consistório, a reunião do Colégio de Cardeais, que será realizado neste fim de semana. Juntos, eles rezaram, refletiram e discutiram a resposta da Igreja às inúmeras denúncias de abusos sexuais cometidos por padres e bispos.
Depois de ignorar as acusações e acobertar os acusados durante décadas, a Santa Sé promete agir com rigor. O bispo britânico Cormac O'Connor afirmou que "a Igreja está fazendo todo o possível para combater esses crimes terríveis e evitar que se repitam.
Um grupo de vítimas de abusos sexuais também se reuniu em Roma. Para Lucy Duckworth, que era uma menina quando foi atacada, "eles não convidaram as vítimas nem autoridades policiais e judiciais, sinal de que não estão interessados em investigações criminais".
No fim de semana, serão sagrados 24 novos bispos. Vinte têm menos de 80 anos. Estariam aptos para votar na eleição do próximo papa.
O encontro foi convocado pelo papa Bento XVI para a véspera de um Consistório, a reunião do Colégio de Cardeais, que será realizado neste fim de semana. Juntos, eles rezaram, refletiram e discutiram a resposta da Igreja às inúmeras denúncias de abusos sexuais cometidos por padres e bispos.
Depois de ignorar as acusações e acobertar os acusados durante décadas, a Santa Sé promete agir com rigor. O bispo britânico Cormac O'Connor afirmou que "a Igreja está fazendo todo o possível para combater esses crimes terríveis e evitar que se repitam.
Um grupo de vítimas de abusos sexuais também se reuniu em Roma. Para Lucy Duckworth, que era uma menina quando foi atacada, "eles não convidaram as vítimas nem autoridades policiais e judiciais, sinal de que não estão interessados em investigações criminais".
No fim de semana, serão sagrados 24 novos bispos. Vinte têm menos de 80 anos. Estariam aptos para votar na eleição do próximo papa.
terça-feira, 11 de maio de 2010
Papa: "Crise nasceu de pecados cometidos na Igreja"
No avião, a caminho de Portugal, o papa Bento XVI reconheceu hoje que "a crise na Igreja Católica nasceu de pecados cometidos dentro da própria Igreja", numa referência aos escândalos sexuais envolvendo padres e bispos.
O papa acrescentou que os religiosos culpados devem entender que precisam aceitar a penitência e a purificação. Isso não os exime de responder pelos crimes cometidos.
Ao assumir a responsabilidade da Igreja pelos abuso, Bento XVI falou que o perdão não substitui a Justiça e que todos os casos devem ser julgados fora da Igreja.
O papa acrescentou que os religiosos culpados devem entender que precisam aceitar a penitência e a purificação. Isso não os exime de responder pelos crimes cometidos.
Ao assumir a responsabilidade da Igreja pelos abuso, Bento XVI falou que o perdão não substitui a Justiça e que todos os casos devem ser julgados fora da Igreja.
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