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sábado, 25 de novembro de 2017

Macron promete fazer da igualdade entre os sexos meta de governo

No Dia Internacional de Luta contra a Violência contra a Mulher, o presidente Emmanuel Macron prometeu fazer da igualdade entre homens e mulheres uma das metas prioritárias de seu governo na França, noticiou o sítio FranceInfo, da televisão francesa.

No ano passado, houve 123 casos de feminicídio na França, mulheres assassinadas por parceiros ou ex-parceiros.

"De modo geral, é toda a sociedade que deve embarcar neste verdadeiro combate cultural", declarou o mais jovem presidente da história da França. "A sociedade deve se engajar. Estamos lançando aqui a primeira campanha nacional contra a violência contra a mulher."

"Essa campanha tem vários objetivos: suscitar uma tomada de consciência coletiva, informar as vítimas sobre os passos necessários para denunciar os agressores, com um número de telefone para ligar, o 3919, um sítio na Internet para consultar Pare com a violência contra a mulher!, sensibilizar a sociedade para a problemática da violência e, finalmente, responsabilizar as testemunhas da violência sexual e sexista, convidando-os a ajudar as vítimas", acrescentou Macron.

Depois das denúncias de crimes sexuais contra Harvey Weinstein, as francesas também estão acusando homens que teriam cometido abusos sexuais, avanços indesejados, violência física ou ameaças como perder o emprego. #Balancetonporc (#Entregueseuporco) é a hashtag para o movimento das mulheres na França.

O presidente francês prometeu criminalizar as ofensas sexistas, penalizando-as com multas pesadas, vigiar as redes sociais e combater a difusão da pornografia na Internet. Ele acredita que a educação é a principal arma para lutar contra a violência sexual: "A escola tem um papel fundamental."

Macron quer ampliar os poderes do Conselho Superior do Audiovisual para fiscalizar os vídeos nas redes sociais. As associações feministas criticaram a campanha, considerando-a irrealista e com orçamento reduzido diante das ambições do presidente.

Nos Estados Unidos, um quarto das mulheres sofreu agressões sexuais. No Egito, 99%.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Pistorius consegue liberdade mediante fiança

Depois de uma confusão porque o chefe da investigação de seu caso está sendo acusado de assassinato, o atleta olímpico e paraolímpico sul-africano Oscar Pistorius vai poder responder em liberdade ao processo pelo assassinato de sua namorada, a modelo Reeva Steenkamp, pagando US$ 110 mil, cerca de R$ 220 mil. A decisão saiu hoje.

Pistorius não têm as duas pernas por causa de um problema de nascença. Foi o primeiro atleta biamputado e participar de uma Olimpíada. Agora, terá de entregar seu passaporte, entregar todas as armas de fogo que tiver e não poderá voltar apara a casa onde matou Reeva nem sair do distrito de Pretória, a capital da África do Sul, sem autorização da Justiça, informa o jornal americano The Miami Herald. Ele foi denunciado por homicílio premeditado e qualificado.

Ele matou a namorada com quatro tiros na madrugada de 14 de fevereiro, Dia dos Namorados no mundo anglo-saxão. Na sua versão, Pistorius acordou no meio da noite, foi até a sacada tomar ar quando ouviu ruído no banheiro e atirou, temendo se tratar de um ladrão. Mas testemunhas da vizinhança contam ter ouvido gritos e discussões do casal.

O juiz Desmond Nair argumentou que ele não representa uma ameaça para a sociedade, exigiu o pagamento imediato de US$ 11,3 mil e a demonstração de que ele tem condições de pagar o resto. A próxima audiência foi marcada para 4 de junho. O movimento feminista sul-africano, que luta contra a violência contra a mulher, endêmica na África do Sul, protestou alegando que Pistorius só foi libertado porque é rico.