Mostrando postagens com marcador Gen. Michael Flynn. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Gen. Michael Flynn. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 22 de março de 2019

Procurador especial entrega relatório ao Departamento da Justiça

Depois de dois anos, o procurador especial Robert Mueller encaminhou hoje ao secretário da Justiça dos Estados Unidos o relatório do inquérito sobre a interferência indevida da Rússia na eleição de 2016 e um possível conluio com a campanha do presidente Donald Trump, sem apresentar novas denúncias, noticiou o jornal The Washington Post.

Agora, o secretário da Justiça e procurador-geral, William Barr, vai examinar o relatório e deve apresentar suas principais conclusões ao Congresso. O Partido Democrata está pedindo a divulgação de todo o conteúdo para o público.

Mueller foi designado pelo subprocurador-geral Rod Rosenstein depois que Trump demitiu o diretor-geral do FBI, a polícia federal americana, James Comey, em maio de 2017. Sua investigação foi motivo de irritação e repetidos protestos do presidente, que acusou Trump e sua equipe de serem "democratas raivosos" e de promoverem uma "caça às bruxas".

Durante a investigação, cinco assessores de Trump confessaram a culpa e colaboraram com a equipe do procurador especial: o ex-chefe de campanha de Trump Paul Manafort; o ex-subchefe da campanha Rick Gates; o ex-assessor de Segurança Nacional Michael Flynn; o ex-advogado particular de Trump Michael Cohen; e o assessor George Papadopoulos.

O sexto americano denunciando, Roger Stone, amigo do presidente há muitos anos, acusado de mentir sob juramento ao Congresso, pretextou inocência. Também foram incriminados 13 russos.

quinta-feira, 15 de março de 2018

Trump vai demitir assessor de Segurança Nacional da Casa Branca

Depois do secretário de Estado Rex Tillerson, o maior peso-pesado a deixar o caos do governo Donald Trump, o presidente também deve trocar o assessor de Segurança Nacional, general Herbert McMaster, revelou o jornal The Washington Post.

Apesar do caos em seu governo, Trump se considera fortalecido neste momento pela imposição da tarifas de importação de 25% sobre o aço e 10% sobre o alumínio, e o anúncio do encontro de cúpula com o ditador da Coreia do Norte. Os novos secretário de Estado e assessor de Segurança Nacional terão de correr para preparar a reunião histórica com Kim, prevista para o fim de maio.

McMaster, um general de três estrelas, pode agora voltar ao Exército. Ao lado do secretário da Defesa, James Mattis, e do ex-secretário de Estado Rex Tillerson, era considerado um dos "adultos" do governo, capazes de corrigir a infantilidade do presidente.

Como general da ativa, homem austero e disciplinado, McMaster tem um profundo senso do dever que não se confunde com a lealdade pessoal incondicional exigida por Trump dos subordinados. Quando o presidente reclamou no Twitter que o general não havia feito esforços para defendê-lo, sua sorte estava selada.

Trump negou. No Twitter, declarou ter ótimas relações com seu conselheiro de Segurança Nacional. Tenta ganhar tempo e desmentir a imprensa liberal, que detesta. Mas a saída de McMaster é iminente.

O governo fica cada vez mais com a cara de Trump. O novo secretário de Estado, Mike Pompeo, se negou a condenar a censura e não acredita no acordo nuclear com o Irã. A nova diretora da CIA (Agência Central de Inteligência), Gina Haspel, é acusada de participar de sessões de tortura. Trump acredita na tortura.

Ontem, Larry Kudlow, um comentarista de televisão conservador sem diploma da economia foi nomeado principal conselheiro econômico da Casa Branca, em substituição a Gary Cohn, que sai porque, como defensor do livre comércio, é contra as tarifas de Trump.

Um nome cotado para conselheiro de Segurança Nacional é John Bolton, embaixador dos EUA nas Nações Unidas em 2005 e 2006, no governo George W. Bush (2001-9). É um linha-dura do Partido Republicano, um ultrarrealista. Como Trump, acredita mais no uso da força do que na diplomacia.

Entrevistei Bolton numa palestra no Royal Institute of International Affairs (RIIA), a Chatham House, em Londres. Ele reagiu com fúria a uma pergunta sobre a Iniciativa Europeia de Defesa Estratégica (ESDI), o embrião de um Exército da Europa. Como Trump, Bolton não gosta de nada que possa afetar nem de longe a supremacia estratégica e militar dos EUA.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Trump tentou demitir o procurador especial Robert Mueller

Em uma tentativa de parar o inquérito sobre um possível conluio de sua campanha à Presidência dos Estados Unidos com o Kremlin, o presidente Donald Trump mandou demitir em junho o procurador especial Robert Mueller. Só recuou depois que o advogado-geral da Casa Branca, Donald McGahn, ameaçou deixar o cargo, revelou hoje o jornal The New York Times.

A revelação reforça a suspeita de que Trump está fazendo tudo para obstruir a justiça. Mueller foi diretor-geral do FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal dos EUA. Foi nomeado procurador especial para investigar a influência da Rússia na eleição presidencial americana depois que Trump demitiu, em 9 de maio, o então diretor-geral do FBI, James Comey.

O procurador especial soube disso nos últimos meses e está interessado em interrogar Trump sobre as demissões de Comey e do ex-assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, general Michael Flynn.

Quando a imprensa noticiou que Mueller estava examinando suas tentativas de obstrução de justiça, Trump tentou desqualificá-lo apontando três casos possíveis de conflitos de interesses.

A tentativa de demitir o procurador especial Archibald Cox no Massacre de Sábado à Noite, durante o Escândalo de Watergate, em 20 de outubro de 1973, deflagrou a demissão do procurador-geral Elliot Richardson e do subprocurador-geral William Ruckelshaus. Foi um marco na derrocada do presidente Richard Nixon, que renunciou em 8 de agosto de 1974 para escapar de um processo de impeachment.

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Procurador especial quer interrogar Trump nas próximas semanas

O procurador especial Robert Mueller pretende interrogar em breve o presidente Donald Trump para pedir explicações sobre as demissões do conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, general Michael Flynn, e do diretor-geral do FBI, a polícia federal dos Estados Unidos, James Comey, revelou o jornal The Washington Post.

As ações do procurador especial indicam que ele está se aproximando do presidente. Mueller já denunciou Steve Bannon, ex-chefe de campanha de Trump e assessor especial da Casa Branca. Hoje, soube-se que ouviu na semana passada o secretário de Justiça e procurador-geral dos EUA, Jeff Sessions.

Trump está irritado há muito tempo porque Sessions declarou-se impedido de presidir o inquérito sobre um possível conluio da candidatura republicana com a Rússia. Depois da demissão de Comey, o subprocurador-geral nomeou um procurador especial, tirando do governo qualquer possibilidade de interferir no inquérito.

Mueller já denunciou quatro ex-assessores de Trump. As suspeitas de obstrução de justiça de parte do presidente se avolumam. Pouco depois da demissão de Comey, Trump convocou o diretor-geral interino do FBI, Andrew McCabe, para uma reunião no Salão Oval da Casa Branca e lhe perguntou: "Em quem você votou na eleição de 2016?"

McCabe teria respondido que não votou, de acordo com o Post. O presidente teria manifestado descontentamento porque a mulher de McCabe disputou uma vaga no Senado do estado da Virgínia com o apoio de um comitê de ação política ligado a Hillary Clinton.

sábado, 6 de janeiro de 2018

Trump: "Sou um gênio muito estável"

Diante das acusações e leviandade feitas no livro Fogo e Fúria: dentro da Casa Branca de Trump, o presidente Donald Trump defendeu hoje sua sanidade mental e sua capacidade para governar os Estados Unidos. Em entrevista na residência rural de Camp David, descreveu a si mesmo como "um gênio muito estável" e "muito inteligente", e insistiu que o livro não passa de uma coleção de mentiras.

Quando os advogados particulares do presidente tentaram impedir o lançamento, ele foi antecipado para sexta-feira. Fogo e Fúria já está em primeiro lugar na lista de mais vendidos da Amazon.com, a maior livraria virtual dos EUA.

Seu autor, Michael Wolff, afirma que 100% dos assessores consideram Trump infantil, imaturo e despreparado para comandar o país mais poderoso da Terra: "Este é um presidente que não lê, um presidente que não ouve, que pula de um lado para o outro como uma bola de fliperama", retorquiu o jornalista, sem recuar um milímetro no escreveu.

A situação de Trump foi agravada nas últimas horas pela revelação do jornal The New York Times de a investigação independente do procurador especial Robert Mueller descobriu que vários assessores do presidente pressionaram o secretário da Justiça e procurador-geral, Jeff Sessions, a não se declarar suspeito no inquérito sobre a influência da Rússia na eleição presidencial de 2018.

Furioso com a decisão de Sessions, o presidente teria dito que precisava do seu secretário da Justiça para protegê-lo. Em total desconhecimento da Constituição dos EUA, Trump alegou que Eric Holder protegia Barack Obama e Robert Kennedy protegia John Kennedy.

Seria mais um elemento para caracterizar a obstrução de justiça de Trump no caso da Rússia. O presidente pediu ao então diretor-geral do FBI, a polícia federal americana, James Comey que encerrasse o inquérito sobre o general Michael Flynn, o assessor de Segurança Nacional que não durou um mês na Casa Branca.

Como Comey não aceitou, foi demitido. Sua queda inesperada levou à nomeação de um procurador especial para o caso. Com o cerco apertando em torno do presidente, há uma campanha de ataques contra Mueller. Se Sessions sair, fica mais fácil afastar o procurador especial.

Trump insiste que tudo não passa de "notícias falsas" dos democratas para questionar a legitimidade de sua eleição, inesperada até para ele, de acordo com o relato de Wolff.

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Ex-assessor de Segurança Nacional de Trump admite que mentiu ao FBI

O general Michael Flynn, ex-assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, confessou hoje ser culpado por ter mentido ao FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal dos Estados Unidos, sobre seus contatos com o então embaixador da Rússia em Washington, Serguei Kislyak, durante o período de transição entre a eleição e a posse do presidente Donald Trump.

Quando foi entrevistado pelo FBI, em janeiro, antes de assumir o cargo, Flynn negou ter pedido ao embaixador russo para não reagir às sanções impostas pelo ainda presidente Barack Obama em 29 de dezembro de 2016, em retaliação à interferência do Kremlin nas eleições americanas. O governo Trump trataria a questão de outra maneira. No dia seguinte, o presidente Vladimir Putin anunciou que a Rússia não reagiria.

Como negou ter discutido as sanções com o embaixador, o general Flynn também não revelou ao FBI que Kislyak prometeu moderação na resposta russa para não prejudicar a reaproximação com a Rússia defendida por Trump durante a campanha eleitoral. Ambas as declarações são comprovadamente falsas e foram feitas "voluntária e conscientemente", acusa a denúncia.

Flynn é o funcionário mais alto do governo Trump incriminado na investigação sobre um possível conluio da campanha de Trump com o governo russo. Ele fez um acordo com o procurador especial Robert Mueller e deve revelar de quem partiu a ordem para manter contato com a Rússia. Sua confissão aperta o cerco a Trump.

Hoje, o jornal The New York Times revelou que Trump pressionou três líderes do Partido Republicano a encerrar a comissão parlamentar de inquérito do Senado sobre o mesmo assunto. Em 9 de maio de 2017, o presidente demitiu o diretor-geral do FBI, James Comey, depois de pressioná-lo sem sucesso a encerrar a investigação sobre o general Flynn.

Com a demissão de Comey, que chefiava a investigação do FBI, houve pressão e outro ex-diretor-geral do FBI, Robert Mueller, o antecessor de Comey, foi nomeado procurador especial para investigar o caso.

Trump já cogitou afastar Mueller. Isso o colocaria na posição de Richard Nixon quando demitiu o procurador especial do Escândalo de Watergate, Archibald Cox, no Massacre de Sábado à Noite, em 20 de outubro de 1973. Nixon renunciou no ano seguinte para escapar de um processo de impeachment.

A equipe de transição era chefiada pelo vice-presidente Mike Pence e seus principais assessores eram o genro e Trump, Jared Kushner; o futuro chefe da Casa Civil da Casa Branca, Reince Priebus; e Kathleen McFarland, que era assessora adjunta de Flynn e hoje é embaixadora em Cingapura. Daí partiram as ordens para o contato com Moscou e seus agentes. Kushner seria o responsável.

Em 29 de dezembro, quando Obama impôs sanções, Flynn ligou para um membro do primeiro time da equipe de transição, reunida no clube de golfe de Trump em Mar-a-Lago, na Flórida, "para discutir o que dizer ao embaixador russo sobre as sanções dos EUA".

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Procurador especial investiga Trump por obstrução de justiça, diz Post

CAMBRIDGE-MA, EUA - O procurador independente Robert Mueller, que está investigando a interferência indevida da Rússia na eleição presidencial de 2016 nos Estados Unidos está entrevistando altos funcionários dos serviços secretos para examinar se o presidente Donald Trump tentou obstruir a justiça, noticiou hoje o jornal The Washington Post.

A medida marca uma mudança de orientação do inquérito do FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal dos EUA, iniciado em julho do ano passado. Até há pouco, o foco da investigação era um possível conluio entre a campanha de Trump e o governo russo. Os policiais também procuram provas sobre possíveis crimes financeiros cometidos por aliados de Trump.

Em janeiro, o então diretor-geral do FBI James Comey disse a Trump que ele não estava sendo pessoalmente investigado. Depois da posse, de acordo com o relato de Comey, o presidente pediu ao diretor do FBI que acabasse com o inquérito sobre as ligações do ex-assessor de Segurança Nacional Michael Flynn.

Sem sucesso, em 9 de maio, Trump demitiu Comey, que vazou para a imprensa memorandos escritos para relatar os encontros com o presidente, deflagrando uma nova crise capaz de levar a um processo de impeachment.

Ao depor no Congresso, Comey acusou o presidente de mentir e admitiu que seu objetivo era provocar a nomeação de um procurador especial. Foi nomeado Robert Mueller, o diretor do FBI antes de Comey.

Agora, cinco pessoas que o jornal não identificou confirmaram que o diretor nacional de Inteligência, Daniel Coats, o diretor da Agência de Segurança Nacional, Mike Rogers, e o ex-subdiretor Richard Ledgett, que deixou o cargo faz pouco, aceitaram ser entrevistados por Mueller.

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Ex-diretor-geral do FBI acusa Trump de exigir fim de inquérito

Em um relato de sete páginas divulgado hoje, o ex-diretor-geral do FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal dos Estados Unidos, James Comey antecipou o depoimento de amanhã à Comissão de Inteligência do Senado. 

Comey vai acusar o presidente Donald Trump de uma série de pressões para influenciar o inquérito sobre a interferência da Rússia nas últimas eleições presidenciais americanas.

As pressões incluíram pedidos de lealdade pessoal, para Comey declarar publicamente que Trump não está sendo investigado e para encerrar o inquérito sobre o ex-assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, general Michael Flynn. Podem caracterizar obstrução de justiça, um crime de responsabilidade, capaz de levar ao impeachment do presidente.

Insatisfeito com a resistência de Comey diante das pressões, Trump demitiu o diretor-geral do FBI em 9 de maio de 2017 no quarto ano de um mandato de dez. Só um diretor-geral do FBI havia sido demitido antes pelo presidente, William Sessions, no governo Bill Clinton, em 1993.

O caso foi mais comparado ao Massacre de Sábado à Noite, em 19 de outubro de 1973, quando o presidente Richard Nixon demitiu o procurador especial Archibald Fox, que o investigava no Escândalo de Watergate. Nixon renunciou em 9 de agosto de 1974 para escapar de um processo de impeachment.

Em telefonema não divulgado anteriormente, em 30 de março, Trump pediu a Comey que poderia ser feito para "dissipar a nuvem" de uma investigação sobre ele. Isso estaria prejudicando sua capacidade de governar.

Pelo menos uma vez, em janeiro, Comey disse ao presidente que ele não estava sendo investigado, mas não quis fazer declarações públicas "por inúmeras razões, a mostra importante porque criaria o dever de corrigir, se a situação mudasse", se Trump passasse a ser alvo do inquérito.

O primeiro memorando de Comey sobre os encontros com Trump é sobre o encontro de 6 de janeiro, duas semanas antes da posse. "Para garantir a fidelidade, comecei a escrever num computador portáil dentro de um carro do FBI no momento em que saí do encontro na Trump Tower."

A partir daquele momento, Comey passou a registrar por escrito detalhes de seus encontros com o presidente. Ele não escreveu este tipo de memorando depois dos dois encontros privados que teve com o presidente Barack Obama no governo anterior.

Semanas depois, durante um jantar na Casa Branca, o presidente quis saber de um dossiê atribuído aos russos que revelaria encontros de Trump com prostitutas na Rússia, "expressou seu desgosto com as alegações e as negou fortemente", escreveu o ex-diretor do FBI.

Trump rejeitou a acusação alegando que não esteve com prostitutas e sempre partiu do princípio de que estava sendo vigiado e gravado na Rússia. Na última vez em que os dois se falaram, em 11 de abril, pelo telefone, o presidente pediu mais uma vez uma manifestação pública do diretor-geral do FBI reiterando que ele não está sob investigação.

Comey afirmou ter repassado o pedido a seus superiores no Departamento da Justiça. Aí Trump veio com a tal "nuvem" de suspeita pairando sobre seu governo, declarou lealdade ao diretor do FBI e pediu a solução "daquela coisa".

sábado, 27 de maio de 2017

Genro de Trump queria canal direto de comunicação com a Rússia

O genro e assessor do presidente Donald Trump, Jared Kushner, pediu ao embaixador da Rússia em Washington, Serguei Kislyak, a criação de um canal de comunicação direta com o Kremlin durante o período de transição entre a eleição e a posse, revelou o jornal The Washington Post citando fontes dos serviços secretos dos Estados Unidos.

De acordo com mensagens interceptadas pela inteligência dos EUA, o embaixador Kiskyak comunicou a seus superiores em Moscou o pedido feito por Kushner  em encontros na Trump Tower em 1º e 2 de dezembro. A base ficaria dentro de instalações diplomáticas russas, com o objetivo evidente de evitar o monitoramento pelas autoridades americanas.

O ex-assessor de Segurança Nacional do governo Trump, general Michael Flynn, demitido por mentir ao vice-presidente sobre contatos com Kislyak, participou das reuniões, só admitidas em março pela Casa Branca, que tentou minimizar sua importância. Flynn está no centro da investigação do FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal dos EUA, sobre a interferência da Rússia na eleição presidencial americana.

Kislyak teria ficado surpreso com a possibilidade de autorizar o uso do equipamento de telecomunicações da embaixada russa por causa dos riscos de segurança tanto para a Rússia quanto para a equipe de Trump. Nem os encontros nem as comunicações entre americanos foram vigiadas.

Para os serviços de inteligência dos EUA, o caso revela a enorme ingenuidade de Kushner ao tentar envolver um governo estrangeiros e adversário numa trama para enganar as autoridades americanas.

O FBI vigia constantemente os diplomatas, embaixada e consulados russos nos EUA e a Agência de Segurança Nacional (NSA) monitora suas comunicações internacionais. Se um funcionário da equipe de Trump entrasse e saísse várias vezes da Embaixada da Rússia, seria motivo de "grande preocupação" dos serviços secretos.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Trump nega pressão sobre diretor do FBI para encerrar inquérito

Na sua primeira entrevista coletiva desde a nomeação de um procurador especial para investigar a interferência da Rússia na eleição presidencial em conluio com sua candidatura, o presidente Donald Trump rejeitou há pouco ter qualquer ligação suspeita com o governo russo.

O presidente também negou ter pressionado o então diretor-geral do FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal dos Estados Unidos, James Comey, a encerrar a investigação sobre o caso.

"A investigação toda é a maior caça às bruxas da história", reclamou Trump, em entrevista ao lado do presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos. "Não há nenhum conluio com os russos, não da minha parte nem da minha campanha. Só posso falar por mim."

Esta última frase foi interpretada como admissão de uma possibilidade de envolvimento de alguém de sua campanha.

Trump demitiu Comey em 9 de maio. Alegou que o diretor do FBI estava fazendo um mau trabalho e não estava qualificado para o cargo, no quarto ano de um mandato de dez anos.

Nesta semana, o jornal The New York Times revelou um memorando interno do FBI em que o ex-diretor registra a pressão do presidente para encerrar o inquérito sobre o general Michael Flynn, ex-assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, demitido em fevereiro por ter mentido ao vice-presidente sobre contatos com os russos.

A denúncia caiu como uma bomba em Washington. Até mesmo deputados e senadores do Partido Republicano admitiram a possibilidade de abertura de um processo de impeachment de Trump.

Ontem, o subprocurador-geral dos EUA, Rod Rosenstein, decidiu nomear o ex-diretor do FBI Robert Mueller como procurador independente para investigar as relações da campanha de Trump com a Rússia.

Hoje, em reunião a portas fechadas no Senado, Rosenstein declarou saber que Comey seria demitido antes de redigir o memorando do Departamento de Justiça usado pela Casa Branca como pretexto para justificar a demissão.

terça-feira, 16 de maio de 2017

Trump pediu a diretor do FBI fim da investigação sobre general Flynn

Com pelo menos um novo escândalo por dia, o governo Donald Trump marcha rapidamente para o discrédito e um possível impeachment. Hoje de manhã, soube-se que o serviço secreto aliado que descobriu uma informação ultrassecreta passada pelo presidente à Rússia era de Israel . 

À tarde, o jornal The New York Times noticiou que Trump pressionou o ex-diretor-geral do FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal dos Estados Unidos, a encerrar uma investigação sobre o general Michael Flynn, ex-assessor de Segurança Nacional, demitido por mentir sobre contatos com os russos.

"Ele é um cara legal", alegou o presidente ao tentar acobertar possíveis crimes cometidos pelo ex-assessor. "Espero que você deixe essa passar." Comey respondeu: "Concordo que ele é um cara legal", mas não assumiu nenhum compromisso capaz e relatou a conversa num memorando interno do FBI.

Se confirmado, isso caracteriza tentativa de obstrução de Justiça. É motivo suficiente para a abertura de um processo de impeachment de Trump. O FBI investiga a interferência da Rússia na eleição presidencial nos EUA e um possível conluio da campanha de Trump com o Kremlin. O ex-assessor está envolvido no possível conluio, mas é alvo de outra investigação.

Primeira grande baixa do governo Trump, Flynn foi demitido em 13 de fevereiro por mentir ao vice-presidente Mike Pence, negando ter discutido as sanções internacionais à Rússia num encontro com o embaixador russo em Washington, Serguei Kislyak, ocorrido durante o período de transição entre a eleição e a posse de Trump. O próprio serviço secreto, que vigia contatos internacionais de altos funcionários, o denunciou. Ele estaria negociando uma delação premiada.

Um dia depois da demissão de Flynn, o presidente pediu ao então diretor-geral do FBI que encerrasse o inquérito. De acordo com o memorando, Trump disse a Comey que Flynn não havia feito nada errado.

No início da noite, a Casa Branca desmentiu a versão do ex-diretor do FBI: "Embora o presidente tenha repetidamente expressado sua visão de que o general Flynn é um homem decente que serviu e protegeu nosso país, o presidente nunca pediu ao Sr. Comey ou a qualquer outra pessoa para acabar com investigação alguma, inclusive qualquer investigação envolvendo o general Flynn."

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Assessor de Segurança Nacional de Trump pede demissão

Na primeira grande baixa do caótico governo Donald Trump, o conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, general Michael Flynn, caiu na madrugada de hoje, depois da confirmação de que ele acenou com a suspensão das sanções impostas pelos Estados Unidos à Rússia por causa da intervenção militar na Ucrânia.

O Departamento de Estado advertiu a Casa Branca de que Flynn se tornou vulnerável a chantagem da Rússia. Em telefonema de fim de ano ao embaixador russo em Washington, antes da posse de Trump, o general admitiu que o novo governo poderia acabar com as sanções e mentiu a respeito ao relatar a conversa ao vice-presidente Mike Pence.

Flynn é um extremista que considera o islamismo uma ideologia assassina e não uma religião. Foi um dos principais defensores do decreto proibindo temporariamente a imigração para os EUA de cidadãos de sete países de maioria muçulmana.

Nesta terça-feira, Trump recebe o general David Petraeus, responsável pelo reforço das operações militares dos EUA no Iraque em 2007 e 2008. Ele conseguiu derrotar a rede terrorista Al Caeda no Iraque com o apoio de milícias tribais sunitas. Mas caiu da direção-geral da CIA (Agência Central de Inteligência) por revelar segredos de Estado a uma amante.

Durante a campanha, Trump acusou a candidata democrata, Hillary Clinton, de crime por usar um endereço de correio eletrônico privado, colocando em risco a segurança nacional dos EUA. É o mesmo delito que derrubou Petraeus.

Trump havia demitido a ministra da Justiça e procuradora-geral interina, Sally Yates, que se negou a cumprir o decreto contra imigrantes muçulmanos. Mas ela era uma funcionária do governo Barack Obama. Estava no cargo enquanto o Senado aprovava a indicação do novo presidente.

sábado, 10 de dezembro de 2016

Trump tem a menor aprovação de um presidente eleito dos EUA

A maioria dos americanos não votou em Donald Trump. No voto popular, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton venceu por mais de 2 milhões de votos. Assim, Trump chega à Casa Branca, em 20 de janeiro de 2017, com a menor aprovação de um presidente eleito dos Estados Unidos.

Trump tem hoje apenas 41% de aprovação, em contraste com 72% de Barack Obama, 65% de George Herbert Walker Bush e 62% de Bill Clinton pouco antes de assumirem a Presidência. George Walker Bush, que perdeu no voto popular para o então vice-presidente Al Gore no ano 2000, tinha 50%.

Com o aumento da polarização política, só 15% dos eleitores democratas apoiam o novo presidente, em constraste com 79% dos republicanos, o mesmo índice de George W. Bush.

Isso significa que o governo Trump começa sem o bônus de popularidade normalmente atribuído a um novo presidente. Cerca de 54% dos eleitores votaram contra o magnata imobiliário. Em vez de tentar aumentar seu apelo, os nomes indicados para o ministério e cargos importantes são aliados sem qualificação. Muitos são contra as agências governamentais pelas quais serão responsáveis.

O futuro diretor da Agência de Proteção Ambiental, Scott Pruitt, não acredita que o homem seja responsável pelo aquecimento global. O assessor de Segurança Nacional, general Michael Flynn, não considera o islamismo uma religião. Para ele, trata-se de uma ideologia política assassina. Flynn também divulgou notícias falsas durante a campanha.

Se for aprovado pelo Senado, o futuro secretário da Defesa será o general James Mattis, conhecido como Cachorro Louco. O secretário do Trabalho, Andy Puzder, é contra o aumento do salário mínimo e contra o pagamento de horas extras. Não admira que quase 60% dos americanos rejeitem Trump.