Na primeira grande baixa do caótico governo Donald Trump, o conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, general Michael Flynn, caiu na madrugada de hoje, depois da confirmação de que ele acenou com a suspensão das sanções impostas pelos Estados Unidos à Rússia por causa da intervenção militar na Ucrânia.
O Departamento de Estado advertiu a Casa Branca de que Flynn se tornou vulnerável a chantagem da Rússia. Em telefonema de fim de ano ao embaixador russo em Washington, antes da posse de Trump, o general admitiu que o novo governo poderia acabar com as sanções e mentiu a respeito ao relatar a conversa ao vice-presidente Mike Pence.
Flynn é um extremista que considera o islamismo uma ideologia assassina e não uma religião. Foi um dos principais defensores do decreto proibindo temporariamente a imigração para os EUA de cidadãos de sete países de maioria muçulmana.
Nesta terça-feira, Trump recebe o general David Petraeus, responsável pelo reforço das operações militares dos EUA no Iraque em 2007 e 2008. Ele conseguiu derrotar a rede terrorista Al Caeda no Iraque com o apoio de milícias tribais sunitas. Mas caiu da direção-geral da CIA (Agência Central de Inteligência) por revelar segredos de Estado a uma amante.
Durante a campanha, Trump acusou a candidata democrata, Hillary Clinton, de crime por usar um endereço de correio eletrônico privado, colocando em risco a segurança nacional dos EUA. É o mesmo delito que derrubou Petraeus.
Trump havia demitido a ministra da Justiça e procuradora-geral interina, Sally Yates, que se negou a cumprir o decreto contra imigrantes muçulmanos. Mas ela era uma funcionária do governo Barack Obama. Estava no cargo enquanto o Senado aprovava a indicação do novo presidente.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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terça-feira, 14 de fevereiro de 2017
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