Pelo menos 60 pessoas foram presas na madrugada de hoje em Hong Kong depois de choque entre a polícia desta região administrativa especial da China e manifestantes que exigem democracia na próxima eleição para governador, em 2017.
Durante a manhã, centenas de permaneciam na área do Almirantado, principal acampamento dos manifestantes. O movimento liderado por jovens e estudantes protesta há 65 dias contra a decisão do governo central de Beijim de vetar possíveis candidatos não alinhados com o regime comunista chinês na primeira eleição direta para governador daqui a dois anos e meio.
No domingo à noite, os manifestantes tentaram cercar a Conselho Legislativo e a sede do governo do território. Não houve sessão legislativa nesta segunda-feira.
Até agora, o movimento não conseguiu nenhum resultado prático. Uma reforma da lei eleitoral aprovada em 2014 introduziu a eleição direta para governador. Antes, ele era escolhido pelo Conselho Legislativo. Mas a China se reserva o direito de vetar candidatos.
O governador Leung Chun-ying propôs um diálogo para ganhar tempo. Sem autorização da China para fazer qualquer concessão à democracia, a negociação não avançou.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
quarta-feira, 15 de outubro de 2014
China usa gás de pimenta e prende 45 manifestantes em Hong Kong
Com gás de pimenta e cassetetes, a polícia desobstruiu hoje ruas do centro de Hong Kong que haviam sido retomadas na terça-feira por manifestantes que exigem a eleição direta do governo em 2017. Pelo menos 45 pessoas foram presas.
A televisão local mostrou imagens da polícia agredindo um manifestante algemado. Ele foi identificado como Ken Tsang, um dos líderes do Partido Cívico, que luta pela democracia no território.
Hong Kong tem estatuto de "região administrativa especial" dentro da República Popular da China, com o direito de manter as liberdades civis do tempo em que era colônia britânica, com base na fórmula "um país, dois sistemas". O movimento pela democracia teme perder essas liberdades.
Ao optar pela repressão, o regime comunista chinês deixa claro não estar disposto a fazer nenhuma concessão à democracia por temor de que o movimento se alastre pelo país inteiro. A Federação dos Estudantes de Hong Kong condenou a violência policial.
A televisão local mostrou imagens da polícia agredindo um manifestante algemado. Ele foi identificado como Ken Tsang, um dos líderes do Partido Cívico, que luta pela democracia no território.
Hong Kong tem estatuto de "região administrativa especial" dentro da República Popular da China, com o direito de manter as liberdades civis do tempo em que era colônia britânica, com base na fórmula "um país, dois sistemas". O movimento pela democracia teme perder essas liberdades.
Ao optar pela repressão, o regime comunista chinês deixa claro não estar disposto a fazer nenhuma concessão à democracia por temor de que o movimento se alastre pelo país inteiro. A Federação dos Estudantes de Hong Kong condenou a violência policial.
sábado, 11 de outubro de 2014
Hong Kong reinicia manifestações pela democracia
Milhares de estudantes protestaram hoje nas ruas de Hong Kong na campanha para exigir a realização direta de eleições na província, que tem estatuto de região administrativa especial dentro da República Popular da China, que rejeita qualquer concessões.
As manifestações foram retomadas ontem de forma esporádica depois que o governo semiautônomo suspendeu o diálogo com a Federação dos Estudantes de Hong Kong. Hoje a multidão não é tão grande como anteriormente, mas, além de estudantes, tem manifestantes mais velhos e funcionários de escritório.
As manifestações foram retomadas ontem de forma esporádica depois que o governo semiautônomo suspendeu o diálogo com a Federação dos Estudantes de Hong Kong. Hoje a multidão não é tão grande como anteriormente, mas, além de estudantes, tem manifestantes mais velhos e funcionários de escritório.
quinta-feira, 9 de outubro de 2014
Hong Kong suspende diálogo com estudantes
O vice-governadora da região autônoma de Hong Kong, na China, Carrie Lam, suspendeu hoje o diálogo com os estudantes que exigem eleição direta para governador em 2017, previsto para começar amanhã, sob a alegação de que eles não desobstruíram as ruas da ex-colônia britânica que ocupam há duas semanas.
"As bases para um diálogo construtivo foram minadas", alegou a vice-governadora. "É impossível uma reunião construtiva amanhã." Diante da ruptura, as organizações estudantis convocaram a população a sair às ruas e se juntar às manifestações de protestos.
Diante da determinação do regime comunista chinês de não fazer qualquer concessão à democracia, o governo de Hong Kong tenta ganhar tempo, apostando no esvaziamento dos protestos, informa o jornal local South China Morning Post.
"As bases para um diálogo construtivo foram minadas", alegou a vice-governadora. "É impossível uma reunião construtiva amanhã." Diante da ruptura, as organizações estudantis convocaram a população a sair às ruas e se juntar às manifestações de protestos.
Diante da determinação do regime comunista chinês de não fazer qualquer concessão à democracia, o governo de Hong Kong tenta ganhar tempo, apostando no esvaziamento dos protestos, informa o jornal local South China Morning Post.
domingo, 5 de outubro de 2014
Governador de Hong Kong exige fim dos protestos
Depois de pequenos conflitos entre manifestantes e a polícia, o governador de Hong Kong, Leung, Chun-ying, ordenou aos manifestantes que exigem autonomia na província autônoma da China que desmanchem seus acampamentos e saiam das ruas até segunda-feira.
Apesar dos apelos para evitar a violência, houve conflitos e provocações de agentes chineses num distrito onde moram muitos chineses de outras regiões.
O movimento liderado por estudantes protesta contra a decisão do governo central de Beijim de vetar candidatos a governador de Hong Kong nas primeiras eleições diretas na "região administrativa especial", previstas para 2017. Eles prometem desbloquear as ruas, mas pretendem continuar com as manifestações.
Apesar dos apelos para evitar a violência, houve conflitos e provocações de agentes chineses num distrito onde moram muitos chineses de outras regiões.
O movimento liderado por estudantes protesta contra a decisão do governo central de Beijim de vetar candidatos a governador de Hong Kong nas primeiras eleições diretas na "região administrativa especial", previstas para 2017. Eles prometem desbloquear as ruas, mas pretendem continuar com as manifestações.
sexta-feira, 3 de outubro de 2014
Estudantes suspedem diálogo com governo de Hong Kong
A Federação dos Estudantes de Hong Kong, um dos três grupos que lideram as manifestações pela democracia no território, suspendeu o diálogo com o governo local, acusando-o de não proteger os estudantes de ataques de oponentes aos protestos, provavelmente agentes disfarçados do regime comunista da China.
Os manifestantes exigiam a renúncia até ontem do governador Leung Chun-ying, ameaçando ocupar prédios públicos se ele não saísse. Poucos minutos antes do prazo fixado no ultimato, Leung propôs diálogo aos estudantes.
Também ontem, o Diário do Povo, órgão oficial do Partido Comunista da China, considerou os protestos "ilegais" e afirmou que "a democracia é inseparável do Estado de Direito". Em editorial, o regime comunista chinês deixou claro que não pretende fazer qualquer concessão ao movimento democrático.
As manifestações começaram depois que o governo central de Beijim anunciou a intenção de vetar candidatos à eleição direta para governador de Hong Kong prevista para 2017.
Os manifestantes exigiam a renúncia até ontem do governador Leung Chun-ying, ameaçando ocupar prédios públicos se ele não saísse. Poucos minutos antes do prazo fixado no ultimato, Leung propôs diálogo aos estudantes.
Também ontem, o Diário do Povo, órgão oficial do Partido Comunista da China, considerou os protestos "ilegais" e afirmou que "a democracia é inseparável do Estado de Direito". Em editorial, o regime comunista chinês deixou claro que não pretende fazer qualquer concessão ao movimento democrático.
As manifestações começaram depois que o governo central de Beijim anunciou a intenção de vetar candidatos à eleição direta para governador de Hong Kong prevista para 2017.
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