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segunda-feira, 3 de junho de 2019

Massacre na Praça da Paz Celestial enterrou sonho de democracia na China

O Exército Popular de Libertação da China atacou há exatamente 30 anos neste noite os estudantes que lutavam pela paz e a democracia acampados na Praça da Paz Celestial, no centro de Beijim. A ditadura comunista chinesa impôs uma censura total sobre a tragédia. Nem o número de mortos se sabe: as estimativas variam entre centenas e 10 mil.

A reação brutal da linha dura liderada pelo primeiro-ministro Li Peng acabou com a possibilidade de uma reforma política. A velha guarda maoísta temia seguir o destino da União Soviética. Mas manteve as reformas econômicas que fizeram da China de hoje o segundo país mais do mundo.

A China superpotência é governada por um regime brutal e cruel que colocou um milhão de muçulmanos da minoria uigur em campos de concentração e reeducação, não respeita os direitos humanos e apoia ditaduras sanguinárias no exterior. Meu comentário:

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Chomsky adere a boicote a conferência sobre marxismo na China

O linguista Noam Chomsky e mais de 30 acadêmicos do mundo inteiro decidiram boicotar uma conferência sobre marxismo a ser realizada em Beijim pelo regime comunista da China em protesto contra a prisão de estudantes que defendiam o direito de trabalhadores de se organizarem em sindicatos.

A maioria dos acadêmicos envolvidos no boicote é de universidades dos Estados Unidos e do Reino Unido. Chomsky, professor da Universidade do Arizona, escreveu a seguinte declaração: "Continuar participando de eventos sobre marxismo patrocinados oficialmente significaria ser cúmplice do jogo do governo chinês. Acadêmicos de esquerda do mundo inteiro devem aderir ao boicote destas conferências e eventos."

Nos últimos quatro meses, a ditadura de Xi Jinping prendeu estudantes de várias universidades importantes por apoiarem um movimento de trabalhadores para criar um sindicato livre na fábrica da empresa Jasic Technology, na cidade de Shenzhen, um dos principais polos industriais surgiram com as reformas e a abertura econômica lançadas há 40 pelo líder Deng Xiaoping.

Sob a ditadura de Xi, líder do partido desde 2012 e presidente do país desde 2013, o regime comunista se mostra cada mais intolerante com movimentos de base, especialmente de uma possível aliança entre operários e estudantes, que está na origem do Partido Comunista.

Há duas semanas, em mais uma onda repressiva, estudantes foram presos ou sequestrados, inclusive Zhang Shengye, empurrado à força para dentro de um carro por homens vestidos de preto dentro do campus da Universidade de Beijim.

"Com base nas informações que recebemos, mais estudantes estão em perigo", declarou um grupo de acadêmicos, entre eles Elaine Hui, professora adjunta da Universidade Estadual da Pensilvânia, nos EUA, que lançou o apelo inicial para boicotar o Congresso Mundial sobre Marxismo promovido pela ditadura comunista chinesa e "conferências similares".

Num sinal de endurecimento,  o regime comunista chinês nomeou no mês passado o ex-agente de segurança do Estado Qiu Shiping como secretário do partido dentro da Universidade de Beijim para realizar "inspeções disciplinares" e de "gerenciamento e controle", jargão utilizado para justificar a repressão.

O professor emérito de sociologia na London School of Economics (LSE)  Leslie Sklair pediu a seus colegas que investiguem as relações entre suas universidades e as universidades chinesas cúmplices na repressão governamental. Várias universidades americanas e europeias estão rompendo acordos acadêmicos com a China por causa do controle crescente da ditadura de Xi Jinping sobre as atividades intelectuais e de pesquisa.

sábado, 28 de julho de 2018

Irmão de Daniel Ortega critica repressão na Nicarágua

O ex-ministro da Defesa da Nicarágua Humberto Ortega acusou hoje o presidente Daniel Ortega, seu irmão pela repressão violenta a uma onda de protestos de rua que já dura mais de três meses, com mais de 350 mortes. Ele criticou o uso de forças paramilitares e declarou que o Exército não pode tolerar a situação atual.

A acusação de Humberto Ortega ao próprio irmão em entrevista à televisão americana CNN é um sinal de que a base de sustentação do presidente está rachando. Desde o início dos protestos, inicialmente contra uma reforma da Previdência e depois exigindo a queda do governo por causa das mortes, o Exército se recusa a participar diretamente da repressão.

O governo Ortega tem usado a polícia e forças paramilitares. Na segunda-feira, uma estudante brasileira de medicina, Raynéia Gabrielle Lima, que não participava dos protestos, foi metralhada num bairro nobre de Manágua, a capital nicaraguense, onde paramilitares estariam protegendo membros do partido governista, a Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN). O governo prendeu ontem um segurança particular e o acusou pelo crime.

Cinquenta e nove anos depois da vitória da Revolução Sandinista sobre a ditadura de Anastasio Somoza, Daniel Ortega é o novo Somoza e seu irmão, um dos nove comandantes que tomaram o poder em julho de 1979, não aceita a situação atual.

sexta-feira, 27 de julho de 2018

Reitor acusa sandinistas pela morte de brasileira na Nicarágua

A estudante brasileira Rayneia Gabrielle Lima, de 31 anos, cursava o sexto ano do curso de medicina na Universidade Americana em Manágua. Na segunda-feira à noite, foi morta a tiros quando voltava para casa num bairro nobre da zona sul da capital nicaraguense. O governo Daniel Ortega culpa paramilitares, mas o reitor da universidade responsabiliza o partido do governo, a Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN).

O assassinato aconteceu em meio à maior crise política na Nicarágua desde os anos 1980s, quando rebeldes financiados pelos Estados Unidos combatiam a revolução sandinista, que derrubara a ditadura de Anastasio Somoza em 1979.

Desde 18 de abril, pelo menos 351 pessoas foram mortas na dura repressão do governo Ortega contra uma onda de manifestações de rua. Primeiro, exigiam o fim de uma reforma da Previdência com aumento de contribuição e redução nos benefícios. Depois das mortes, passaram a pedir a renúncia do presidente e de sua mulher, a vice-presidente Rosario Murillo, a antecipação das eleições e uma investigação internacional sobre os crimes cometidos pela repressão do governo Ortega.

“Isto é preciso dizer: foram paramilitares que estavam na casa de Chico López que dispararam”, afirmou o reitor Ernesto Medina. López, tesoureiro da FSLN, era diretor de empresas estatais de petróleo e construção civil até ser denunciado recentemente de violar os direitos humanos, com base na Lei Global Magnitsky.

Havia uma reunião na casa de Francisco López para avaliar a crise no dia em que Rayneia foi morta. Os paramilitares rondavam a área para dar proteção aos dirigentes sandinistas.

“As forças paramilitares sentem que têm carta branca”, acrescentou o reitor. “Ninguém vai lhes dizer nada. Ninguém vai lhes fazer nada. Estão sequestrando e fazendo operações de busca e apreensão com total impunidade.”

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH)  responsabiliza o governo da Nicarágua por “assassinatos, execuções extrajudiciais,  maus tratos, possíveis casos de tortura e detenções arbitrária”.

“A morte desta garota é um sinal do que está acontecendo na Nicarágua, contradiz o que diz Ortega, que tudo está normal”, acusou Medina. “É uma paz de mentira. Há paramilitares por todos os lados.”

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Governo Ortega matou 11 manifestantes no fim de semana

Forças leais ao governo Daniel Ortega atacaram manifestantes na capital e em duas províncias da Nicarágua no fim de semana, matando pelo menos 11 pessoas, o que eleva para 25 o total de mortos desde terça-feira passada. Treze países da América Latina, inclusive o Brasil, pediram a desmobilização dos grupos paramilitares que apoiam o regime.

Em Manágua, paramilitares atacaram no sábado estudantes entrincheirados na Universidade Nacional Autônoma da Nicarágua (UNAN) e os perseguiram até dentro da Igreja da Divina Misericórdia. Três estudantes foram mortos.

No domingo, a polícia investiu contra estudantes que armaram barricadas da Resistência Cívica de Masaya, a Cidade das Flores, berço da Revolução Sandinista, e também nas cidades de Diriá, Niquinohomo e Catarina, denunciaram o bispo auxiliar da Arquidiocese de Manágua, Silvio José Báez, e grupos de defesa dos direitos humanos.

Embora o Exército da Nicarágua afirme que seu armamento está sob controle, no fim de semana, tanto a polícia quanto os paramilitares usaram armas de guerra como fuzis de assalto, lançadores de granadas e lançadores de foguetes de uso exclusivo das Forças Armadas, noticiou o jornal La Prensa.

“É uma carnificina”, desabafou Álvaro Leiva, porta-voz da Associação de Direitos Humanos da Nicarágua. “Para todos os que estão nestas cidades, en vos imploro que fujam, se protejam e salvem suas vidas”, pediu o bispo auxiliar de Manágua, fazendo um apelo: “Vamos evitar mais mortes.”

Ortega era um dos nove comandantes da Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN), que derrubou a ditadura de Anastasio Somoza Debayle em 19 de julho de 1979. Foi chefe do governo revolucionário e, em 1984, eleito presidente. Em 1990, perdeu a reeleição para Violeta Chamorro.

Ele voltou ao poder em 2007 em aliança com o ex-presidente corrupto Arnoldo Alemán, que chegou a ser preso, um indigno representante da oligarquia somozista contra a qual lutara como guerrilheiro na juventude. Hoje, Ortega é comparado a Somoza.

Para se eternizar no poder, Ortega mudou a composição da Corte Suprema e alterou a Constituição para permitir a reeleição sem limites. Com a ajuda dos petrodólares do regime chavista da Venezuela, conseguia realizar programas sociais. A crise econômica venezuelana secou a fonte.

A revolta começou em 19 de abril, com protestos de rua contra uma reforma da Previdência Social que aumentava as contribuições e diminuía as aposentadorias e pensões. Diante da brutalidade da repressão, agora o Movimento 19 de Abril exige a saída imediata de Daniel Ortega e da vice-presidente Rosaria Murillo, sua mulher, a antecipação das eleições de 2021 e uma investigação internacional para apurar as responsabilidades por cerca de 370 mortes.

domingo, 15 de julho de 2018

Polícia ataca igreja e mata mais duas pessoas na Nicarágua

Pelo menos duas pessoas morreram e outras duas saíram feridas ontem da invasão de uma igreja pela polícia da Nicarágua, em perseguição a estudantes universitários, informou o arcebispo de Manágua, cardeal Leopoldo José Brenes. Foi mais um ato de repressão violenta do governo Daniel Ortega contra manifestantes que protestam desde abril, exigindo agora a antecipação das eleições de 2021.

“Infelizmente, duas pessoas perderam a vida nesta manhã e outras duas foram feridas”, lamentou o cardeal-arcebispo. “Para nós, da Igreja, é terrível. Como dissemos várias vezes, nem uma morte a mais.”

Desde 18 de abril, 351 foram mortas nos protestos contra Ortega e sua mulher e vice-presidente, Rosario Murillo. Um dos mortos na igreja foi identificado como Gerald Vázquez, de 20 anos, estudante da Universidade Nacional Autônoma da Nicarágua. O outro se chamava Francisco.

Na sexta-feira, eles se refugiaram na Igreja da Divina Misericórdia, na capital nicaraguense, junto com outros 12 estudantes, três jornalistas, médicos e padres. Além dos mortos e feridos, alguns conseguiram fugir. Outros foram entregues às famílias.

Ortega chegou ao poder em 19 de julho de 1979, como um dos nove comandantes da Frente Sandinistra de Libertação Nacional (FSLN), que derrubou o ditador Anastasio Somoza Debayle. Eleito presidente em 1984, ele governou até 1990, quando foi derrotado por Violeta Chamarro.

Depois que voltou ao poder, em 2007, em aliança com a oligarquia somozista, mudou a Constituição e a Corte Suprema para permitir a reeleição sem limites do presidente. Agora, tenta se aferrar ao poder com uma onda de repressão política violenta.

A oposição exige nas ruas a renúncia do presidente e da vice-presidente, a antecipação das eleições e uma investigação internacional para investigar a responsabilidade pelas mortes dos últimos meses. Ortega aceitou a presença da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, mas năo dá sinais de que pretenda deixar o poder.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

União Europeia decide impor sanções à Venezuela

Por unanimidade, os 28 países da União Europeia aprovaram hoje sanções à ditadura chavista da Venezuela, inclusive um embargo à venda de armas e equipamentos que possam ser usados na "repressão interna" ou para "vigiar" as telecomunicações. Também poderão ser adotadas medidas restritivas pessoais contra os líderes do regime.

A decisão será oficializada na reunião semanal do Conselho de Ministros do Exterior da UE, em Bruxelas, na Bélgica, na segunda-feira. Dá base legal para criar uma lista de responsáveis diretos pela situação na Venezuela.

Os próceres da ditadura de Nicolás Maduro podem ser proibidos de viajar pela UE e seus bens na Europa poderão ser congelados.

As sanções serão graduais, seletivas, flexíveis e reversíveis. Não foram concebidas para afetar o conjunto da população venezuelana, apenas seus líderes políticos que abusam do poder.

O Conselho de Ministros da UE deve reafirmar seu compromisso com um diálogo construtivo e a negociação como única saída para sair da crise e atender às necessidades prementes da população da Venezuela. A UE deve se oferecer para intermediar as negociações.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Rei defende união da Espanha e respeito à lei e à Constituição

Num discurso político inédito, o rei Felipe VI acusou o governo autônomo da Catalunha de dividir a região e o país. Ele reafirmou seu compromisso com a "unidade da Espanha, a defesa da Constituição e o respeito à lei" diante do que chamou de ofensiva dos independentistas numa "tentativa indefensável de se apropriar das instituições".

O rei denunciou uma falta de lealdade inadmissível e advertiu que "é responsabilidade dos legítimos poderes do Estado garantir a ordem constitucional", noticiou o jornal madrilenho El País.

Sem citar o governo da Generalitat, da Comunidade Autônoma da Catalunha, liderado por Carles Puigdemont, Felipe VI repudiou a "vulneração sistemática das normas aprovadas legal e legitimamente", informou o jornal La Vanguardia, de Barcelona.

Nas palavras do rei, Puigdemont e o governo regional "poderiam ter colocado em risco a estabilidade econômica e social da Catalunha e da Espanha como um todo" por sua atitude "irresponsável" e "seu menosprezo pelos afetos e sentimentos de solidariedade que unem e unirão o conjunto dos espanhóis, acusando o govern (em catalão) de "se situar totalmente à margem da democracia e do Estado de Direito."

Mais cedo, em dia de greve geral de protesto, cerca de 700 mil pessoas marcharam em Barcelona para denunciar a violência e a brutalidade policial contra o plebiscito pela independência realizado no domingo passado.

Em entrevista à televisão pública britânica BBC na terça-feira à noite, Puigdemont confirmou que deve proclamar a independência da Catalunha nos próximos dias.

domingo, 1 de outubro de 2017

Só 42,3% votaram no plebiscito sobre independência da Catalunha

O governador regional da Catalunha, Carles Puigdemont, proclamou hoje que a região "conquistou o direito de ter um Estado independente". Ele deve declarar a independência nos próximos dias.

Apesar da repressão do governo central da Espanha, 90% dos eleitores votaram a favor da separação. Mas a participação de apenas 42,3% do eleitorado mina a legitimidade da consulta popular.

Pelos dados do governo catalão, 2,26 milhões de pessoas votaram e 2,02 milhões disseram disseram sim à independência da Catalunha. Como o eleitorado total da região é de cerca de 5,34 milhões de pessoas, um pouco menos de 38% aprovaram a independência.

"Neste dia de esperança e sofrimento, os cidadãos catalães conquistaram o direito de ter um Estado independente sob a forma de uma república", declarou Puigdemont em pronunciamento na televisão. "Somos cidadãos europeus e sofremos atentados a nossos direitos e nossas liberdades", acrescentou, pedindo uma resposta rápida da União Europeia.

Ao todo, 844 pessoas saíram feridas de confrontos com a polícia de choque, orientada pelo governo central de Madri a usar a força para impedir a realização do referendo, denunciou o governo catalão. No fim do dia, o primeiro-ministro conservador espanhol, Mariano Rajoy, afirmou que o plebiscito foi uma farsa e não aconteceu.

"Fizemos o que tínhamos de fazer, agindo de acordo com a lei e somente com a lei", justificou-se Rajoy. O partido radical de esquerda Podemos pediu a queda do primeiro-ministro e convocou o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) a apoiar um voto de censura contra o governo minoritário de Rajoy

A UE apoiou o governo espanhol para não estimular movimentos pela independência e não se manifestou oficialmente sobre a violência policial, deplorada pelos primeiros-ministros da Bélgica, Charles Michel, e da Eslovênia, Miro Cerar. O eurodeputado e ex-primeiro-ministro belga Guy Verhofstadt condenou os dois lados, pediu o fim da violência e a retomada do diálogo na Espanha.

Quando as negociações políticas forem retomadas, o governo central pode oferecer uma reforma do estatuto de autonomia, dando, por exemplo, autonomia fiscal para a Catalunha, a região mais rica da Espanha.

Com 16% da população, a Catalunha é responsável por 19% do produto interno bruto da Espanha. Durante a crise econômica, os catalães protestaram contra a austeridade fiscal imposta por Madri, alegando que sua situação fiscal é diferente do resto da Espanha.

Pela Constituição do país, toda a população deve votar em plebiscitos sobre independência e não apenas a região interessada.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Ditadura comunista aumenta repressão em Cuba

Enquanto aproveita o reatamento das relações com os Estados Unidos para tentar recuperar a economia, e nesta semana o ditador Raúl Castro esteve em Paris, o regime comunista de Cuba aumenta a repressão às oposições mostrando que a abertura econômica não será acompanhada de uma abertura política, informa o jornal francês Le Monde.

Em 2015, o número de prisões e interpelações de dissidentes bateu recorde. Só em novembro, foram 1.447. O método mais comum é prender temporariamente, como num sequestro-relâmpago, para intimidar e não provocar grande reação.

Na França, Raúl assinou acordos nas áreas de turismo, transporte ferroviário e um comércio mais equilibrado. O presidente François Hollande reiterou o apelo aos Estados Unidos feito em maio passado em Havana para a suspensão total e imediata do embargo econômico à ilha, que vem desde 1960, é praticamente total desde 1962 e lei do Congresso desde 1992, então depende de deputados e senadores para ser revogado.

Com a atual composição do Congresso dos EUA, dominado pela oposição conservadora, o embargo não tem chance de ser suspenso. A lei exige abertura política e realização de eleições livres na ilha, o que não está nos planos dos irmãos Fidel e Raúl Castro.

Os irmãos Castro governam Cuba desde 1959. Raúl sucedeu o irmão em 2006 e promete entregar o poder a uma nova geração em 2018.