Num recuo, depois de perder na Suprema Corte e insistir no assunto, o presidente Donald Trump anunciou ontem que desistiu de incluir uma pergunta sobre nacionalidade no Censo de 2020 nos Estados Unidos. Ele determinou que os dados sobre cidadania sejam compilados com base nos documentos e registros do governo federal.
Ao rejeitar a inclusão da pergunta "você é cidadão?", o presidente da Suprema Corte, ministro John Roberts, declarou que o presidente pode fazer isso, mas precisa justificar. A justificativa inicial era que o Departamento da Justiça precisava dos dados para aplicar a Lei do Direito de Voto.
O verdadeiro objetivo ao compilar esses dados é eliminar quem não tem cidadania americana do cálculo da população para o fim de redesenhar os distritos eleitorais, um antigo sonho do Partido Republicano.
Os imigrantes ilegais costumam viver em grandes cidades e em bairros onde a maioria vota no Partido Democrata. A lei manda contar toda a população.
Trump já está em campanha para a reeleição em 2020. A demonização dos imigrantes é um elemento central do discurso do presidente para mobilizar seu eleitorado. Assim, os imigrantes intimidados tendem a não responder ao Censo.
Se parte da população não é contada, será sub-representada nas assembleias legislativas estaduais e na Câmara dos Representantes, em Washington. É isto que o presidente e seu partido querem.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sexta-feira, 12 de julho de 2019
quarta-feira, 20 de junho de 2018
Trump recua e decreta fim da separação de famílias de imigrantes ilegais
Sob intensa pressão externa e interna, inclusive dentro do próprio Partido Republicano, o presidente Donald Trump recuou hoje pela primeira vez e baixou um decreto suspendendo a separação de menores dos pais que entram ilegalmente nos Estados Unidos. As famílias terão o direito de ficar juntas mesmo quando os pais forem presos por entrar no país sem autorização.
Nos últimos dias, o mundo ouviu o choro de bebês e de crianças de dois, quatro anos ou mais anos de idade aterrorizadas por serem separadas de seus pais por uma política desumana e cruel de "tolerância zero" do governo Trump contra a imigração ilegal. Como os imigrantes ilegais devem ser processados e a lei dos EUA não permite a prisão de crianças inocentes, o governo alegou os filhos não poderiam ficar juntos com os país.
A separação de filhos dos pais, a não ser em casos de condenação destes, é um princípio fundamental da democracia liberal. As imagens da fronteira com o México lembraram os regimes nazistas e comunistas.
Desde abril, cerca de 2,3 mil crianças foram separadas dos pais, o que causar danos psicológicos permanentes. Trump faz chantagem para pressionar o Congresso a aprovar uma lei de imigração linha-dura e destinar US$ 20 bilhões para construir um muro na fronteira com o México. No fundo, está de olho nas eleições de meio de mandato, em novembro deste ano, quando o Partido Republicano corre o risco de perder a maioria na Câmara e no Senado.
Por que Trump voltou atrás pela primeira vez sob pressão da opinião pública? O jornal The Washington Post aponta três razões. Quando perdeu o apoio do senador ultraconservador Ted Cruz, o presidente sentiu que ficaria isolado. Os deputados e senadores republicanos estavam envergonhados e constrangidos com o choro de bebês.
A demonização dos imigrantes faz parte da estratégia eleitoral de Trump para novembro, aliás desde o lançamento da candidatura, quando chamou os mexicanos de traficantes, assassinos e estupradores. Mas a prisão de crianças enfrentou forte oposição do eleitorado, a começar pelas mulheres.
Cerca de 70% das mulheres repudiam a separação de mães e filhos. É uma parcela muito importante do eleitorado. A própria mulher do presidente, Melania Trump, e a primeira-filha, Ivanka Trump, passaram os últimos dias tentando persuadir Trump a recuar, acrescenta The Washington Post.
Melania Trump e a ex-primeira-dama Laura Bush, moradora do Texas, protestaram publicamente. Ivanka se manifestou hoje, agradecendo ao pai por "resolver o problema". É um problema que ele próprio criou.
Nos últimos dias, o mundo ouviu o choro de bebês e de crianças de dois, quatro anos ou mais anos de idade aterrorizadas por serem separadas de seus pais por uma política desumana e cruel de "tolerância zero" do governo Trump contra a imigração ilegal. Como os imigrantes ilegais devem ser processados e a lei dos EUA não permite a prisão de crianças inocentes, o governo alegou os filhos não poderiam ficar juntos com os país.
A separação de filhos dos pais, a não ser em casos de condenação destes, é um princípio fundamental da democracia liberal. As imagens da fronteira com o México lembraram os regimes nazistas e comunistas.
Desde abril, cerca de 2,3 mil crianças foram separadas dos pais, o que causar danos psicológicos permanentes. Trump faz chantagem para pressionar o Congresso a aprovar uma lei de imigração linha-dura e destinar US$ 20 bilhões para construir um muro na fronteira com o México. No fundo, está de olho nas eleições de meio de mandato, em novembro deste ano, quando o Partido Republicano corre o risco de perder a maioria na Câmara e no Senado.
Por que Trump voltou atrás pela primeira vez sob pressão da opinião pública? O jornal The Washington Post aponta três razões. Quando perdeu o apoio do senador ultraconservador Ted Cruz, o presidente sentiu que ficaria isolado. Os deputados e senadores republicanos estavam envergonhados e constrangidos com o choro de bebês.
A demonização dos imigrantes faz parte da estratégia eleitoral de Trump para novembro, aliás desde o lançamento da candidatura, quando chamou os mexicanos de traficantes, assassinos e estupradores. Mas a prisão de crianças enfrentou forte oposição do eleitorado, a começar pelas mulheres.
Cerca de 70% das mulheres repudiam a separação de mães e filhos. É uma parcela muito importante do eleitorado. A própria mulher do presidente, Melania Trump, e a primeira-filha, Ivanka Trump, passaram os últimos dias tentando persuadir Trump a recuar, acrescenta The Washington Post.
Melania Trump e a ex-primeira-dama Laura Bush, moradora do Texas, protestaram publicamente. Ivanka se manifestou hoje, agradecendo ao pai por "resolver o problema". É um problema que ele próprio criou.
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segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018
Suprema Corte recusa ação de Trump contra DACA
Em mais uma derrota na Justiça do presidente Donald Trump, a Suprema Corte dos Estados Unidos se recusou a examinar uma apelação do governo para anular uma decisão de um tribunal inferior que impede o fim do programa Ação Diferida para Chegadas na Infância (DACA), criado por seu antecessor, Barack Obama.
Foi mais um duro golpe para o governo Trump, que considera a DACA inconstitucional. O programa permite a imigrantes que entraram no país ilegalmente quando eram menores de idade estudar e trabalhar nos EUA e os protege contra a ameaça de deportação.
Ao anunciar a intenção de acabar com o programa, Trump deu a data-limite de 5 de março para o Congresso aprovar uma lei para substituir a DACA.
O apelo do Departamento da Justiça é incomum porque o caso ainda não foi examinado pelo Tribunal Federal de Recursos da 9ª Região, a primeira corte revisora da decisão da primeira instância. A decisão da Suprema Corte não significa que o supremo tribunal dos EUA não julgue o caso depois da tramitação por instâncias inferiores. O TFR-9 deve tomar sua decisão em junho ou julho.
A reação da Casa Branca foi reafirmar que o programa é "claramente ilegal" e beneficia os "imigrantes ilegais em massa": "A decisão unilateral do juiz de primeira instância de reimpor um programa que o Congresso tinha explícita e repetidamente rejeitado é uma usurpação da autoridade legislativa", protestou o porta-voz adjunto, Raj Shah.
Em troca de dar uma chance de legalização para cerca de 800 mil imigrantes ilegais que entraram nos EUA quando menores, o governo Trump exige US$ 20 bilhões para erguer um muro na fronteira com o México, o fim da loteria de imigração e do direito de imigração de parentes que não pertençam à família nuclear dos imigrantes.
Cerca de 20 mil beneficiários da DACA perderam seus benefícios por não terem pedido uma renovação por dois anos de seu direito de permanência nos EUA. Eles temiam ser deportados. Outros 100 mil deixaram o país.
Foi mais um duro golpe para o governo Trump, que considera a DACA inconstitucional. O programa permite a imigrantes que entraram no país ilegalmente quando eram menores de idade estudar e trabalhar nos EUA e os protege contra a ameaça de deportação.
Ao anunciar a intenção de acabar com o programa, Trump deu a data-limite de 5 de março para o Congresso aprovar uma lei para substituir a DACA.
O apelo do Departamento da Justiça é incomum porque o caso ainda não foi examinado pelo Tribunal Federal de Recursos da 9ª Região, a primeira corte revisora da decisão da primeira instância. A decisão da Suprema Corte não significa que o supremo tribunal dos EUA não julgue o caso depois da tramitação por instâncias inferiores. O TFR-9 deve tomar sua decisão em junho ou julho.
A reação da Casa Branca foi reafirmar que o programa é "claramente ilegal" e beneficia os "imigrantes ilegais em massa": "A decisão unilateral do juiz de primeira instância de reimpor um programa que o Congresso tinha explícita e repetidamente rejeitado é uma usurpação da autoridade legislativa", protestou o porta-voz adjunto, Raj Shah.
Em troca de dar uma chance de legalização para cerca de 800 mil imigrantes ilegais que entraram nos EUA quando menores, o governo Trump exige US$ 20 bilhões para erguer um muro na fronteira com o México, o fim da loteria de imigração e do direito de imigração de parentes que não pertençam à família nuclear dos imigrantes.
Cerca de 20 mil beneficiários da DACA perderam seus benefícios por não terem pedido uma renovação por dois anos de seu direito de permanência nos EUA. Eles temiam ser deportados. Outros 100 mil deixaram o país.
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terça-feira, 19 de julho de 2016
Moradores da fronteira EUA-México rejeitam muro proposto por Truman
Cerca de 80% dos moradores que vivem ao longo da fronteira entre os Estados Unidos e o México são contra a proposta do pré-candidato do Partido Republicano à Casa Branca, Donald Trump, de construir um muro entre os dois países, indica uma pesquisa divulgada ontem.
Na pesquisa feita pelo canal de televisão Univisión e os jornais Dallas Morning Post e Cronkite News, 86% dos residentes do lado mexicano e 72% dos moradores ao norte do Rio Grande repudiram o projeto.
Só 10% dos 727 moradores das cidades mexicanas de Matamoros, Novo Laredo, Cidade Acuña, Cidade Juárez, Nogales, São Luís e Tijuana ouvidos na pesquisa são a favor de uma das ideias mais controvertidas da atual campanha eleitoral nos EUA. Do lado americano, 22% apoiam o projeto de Trump.
Quem pagaria a conta? Só 2% dos moradores dos EUA concordam com a proposta de Trump de que o México deve pagar pela obra.
Trump também promete expulsar os 11 milhões de imigrantes ilegais e ameaçou proibir a entrada de muçulmanos nos EUA, o que é inconstitucional. A Emenda nº 1 à Constituição dos EUA garante plena liberdade religiosa.
Na pesquisa feita pelo canal de televisão Univisión e os jornais Dallas Morning Post e Cronkite News, 86% dos residentes do lado mexicano e 72% dos moradores ao norte do Rio Grande repudiram o projeto.
Só 10% dos 727 moradores das cidades mexicanas de Matamoros, Novo Laredo, Cidade Acuña, Cidade Juárez, Nogales, São Luís e Tijuana ouvidos na pesquisa são a favor de uma das ideias mais controvertidas da atual campanha eleitoral nos EUA. Do lado americano, 22% apoiam o projeto de Trump.
Quem pagaria a conta? Só 2% dos moradores dos EUA concordam com a proposta de Trump de que o México deve pagar pela obra.
Trump também promete expulsar os 11 milhões de imigrantes ilegais e ameaçou proibir a entrada de muçulmanos nos EUA, o que é inconstitucional. A Emenda nº 1 à Constituição dos EUA garante plena liberdade religiosa.
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quinta-feira, 24 de setembro de 2015
Papa fala de pobreza, imigração e aquecimento global nos EUA
Depois de passar por Cuba sem falar publicamente nos presos políticos do regime comunista, o papa Francisco chegou nos Estados Unidos indicando claramente as questões que deseja abordar durante a visita: a desigualdade social em meio à riqueza, a situação dos imigrantes ilegais latino-americanos e a proteção ao meio ambiente.
Com a popularidade de um popstar, Francisco atraiu a maior multidão reunida em Washington desde a posse de Barack Obama no primeiro mandato, em janeiro de 2009. Hoje à tarde, ele se torna o primeiro papa a discursar no Congresso dos EUA.
Suas críticas à ganância do capitalismo, sua tolerância com o homossexualismo e a promessa de perdão a quem faz aborto e se arrepende tornaram o papa alvo de críticas dos setores mais conservadores.
O governador de Nova Jérsei, Chris Christie, católico e aspirante à candidatura do Partido Repúblicano na eleição presidencial de 2016, declarou constrangido que "a infalibilidade do papa é em questões religiosas e não em política".
A Igreja Católica dos EUA, tradicionalmente conservadora, está à direita de Francisco. Outro tema delicado é a imigração. Descendente de italianos, o papa defendeu a legalização dos imigrantes e descreveu os EUA como um país construído por imigrantes.
Nos jardins da Casa Branca, Francisco deu apoio às negociações sobre o clima, advertindo que "o aquecimento global não é um problema que possa ser deixado para as próximas gerações". Também disse que veio em defesa da família e do casamento.
A maioria dos candidatos republicanos costuma afirmar que o aumento da temperatura média do planeta não é resultado da ação do homem, mais especificamente da queima de combustíveis fósseis como gás natural, carvão e petróleo.
As teses do papa estão mais próximas do Partido Democrata. Talvez ninguém tenha ficado tão feliz quanto Obama, observou o jornal The New York Times. Francisco já foi obrigado a esclarecer que não é comunista, orienta-se pela doutrina social da Igreja.
Com a popularidade de um popstar, Francisco atraiu a maior multidão reunida em Washington desde a posse de Barack Obama no primeiro mandato, em janeiro de 2009. Hoje à tarde, ele se torna o primeiro papa a discursar no Congresso dos EUA.
Suas críticas à ganância do capitalismo, sua tolerância com o homossexualismo e a promessa de perdão a quem faz aborto e se arrepende tornaram o papa alvo de críticas dos setores mais conservadores.
O governador de Nova Jérsei, Chris Christie, católico e aspirante à candidatura do Partido Repúblicano na eleição presidencial de 2016, declarou constrangido que "a infalibilidade do papa é em questões religiosas e não em política".
A Igreja Católica dos EUA, tradicionalmente conservadora, está à direita de Francisco. Outro tema delicado é a imigração. Descendente de italianos, o papa defendeu a legalização dos imigrantes e descreveu os EUA como um país construído por imigrantes.
Nos jardins da Casa Branca, Francisco deu apoio às negociações sobre o clima, advertindo que "o aquecimento global não é um problema que possa ser deixado para as próximas gerações". Também disse que veio em defesa da família e do casamento.
A maioria dos candidatos republicanos costuma afirmar que o aumento da temperatura média do planeta não é resultado da ação do homem, mais especificamente da queima de combustíveis fósseis como gás natural, carvão e petróleo.
As teses do papa estão mais próximas do Partido Democrata. Talvez ninguém tenha ficado tão feliz quanto Obama, observou o jornal The New York Times. Francisco já foi obrigado a esclarecer que não é comunista, orienta-se pela doutrina social da Igreja.
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segunda-feira, 31 de agosto de 2015
Ministro da UE farão reunião de emergência sobre migrantes
Os ministros do Interior e da Justiça da União Europeia farão uma reunião de emergência sobre a chegada em massa de migrantes e refugiados, anunciou hoje o governo de Luxemburgo, que ocupa a presidência rotativa do bloco no segundo semestre de 2015, reportou o jornal EU Observer.
A reunião foi convocada a pedido da Alemanha, da França e do Reino Unido, as três maiores potênciais europeias. O encontro deve procurar soluções para "uma política de retorno", além de "cooperação internacional para prevenir e investigar o tráfico de migrantes".
Os três países querem que a UE faça uma lista de "países seguros". Os cidadãos destes países não poderiam pedir asilo como refugiados políticos. Serão considerados "imigrantes econômicos" e devolvidos a seus países de origem.
Ontem o governo da Alemanha defendeu uma distribuição mais justa dos refugiados pela UE. De acordo com a legislação atual, os refugiados devem receber asilo no primeiro país em que chegarem. Isto representaria um ônus maior para a Grécia, a Itália e a Hungria.
Com a crise econômica, há uma ascensão em quase toda a UE de partidos de extrema direita que põem a culpa de todos os males nos imigrantes ilegais. A proposta de dividir os refugiados de acordo com a população foi rejeitada pelo primeiro-ministro britânico, David Cameron, que enfrenta forte pressão da extrema direita de seu próprio partido e do Partido da Independência do Reino Unido para deixar a UE.
A reunião foi convocada a pedido da Alemanha, da França e do Reino Unido, as três maiores potênciais europeias. O encontro deve procurar soluções para "uma política de retorno", além de "cooperação internacional para prevenir e investigar o tráfico de migrantes".
Os três países querem que a UE faça uma lista de "países seguros". Os cidadãos destes países não poderiam pedir asilo como refugiados políticos. Serão considerados "imigrantes econômicos" e devolvidos a seus países de origem.
Ontem o governo da Alemanha defendeu uma distribuição mais justa dos refugiados pela UE. De acordo com a legislação atual, os refugiados devem receber asilo no primeiro país em que chegarem. Isto representaria um ônus maior para a Grécia, a Itália e a Hungria.
Com a crise econômica, há uma ascensão em quase toda a UE de partidos de extrema direita que põem a culpa de todos os males nos imigrantes ilegais. A proposta de dividir os refugiados de acordo com a população foi rejeitada pelo primeiro-ministro britânico, David Cameron, que enfrenta forte pressão da extrema direita de seu próprio partido e do Partido da Independência do Reino Unido para deixar a UE.
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quarta-feira, 19 de agosto de 2015
Mais de 100 mil migrantes chegaram à Europa em julho
Cerca de 107,5 mil migrantes e refugiados chegaram a portos da União Europeia em julho de 2015, anunciou ontem a agência Frontex, encarregada da coordenação entre os países-membros em questões de fronteiras. É três vezes mais do que em julho do ano passado.
Os números da crise migratória na Europa são eloquentes. De 8 a 14 de agosto, quase 21 mil imigrantes ilegais chegaram a ilhas da Grécia no Mar Mediterrâneo, tanto quanto durante seis meses em 2014, observou o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados.
Com cerca de 2 mil novos migrantes por dia, a ilha de Lesbos, normalmente um destino turístico, está à beira do colapso, adverte a organização não governamental Comitê Internacional de Resgate.
"É uma situação de emergência para a Europa", declarou o diretor da Frontex, Fabrice Leggeri.
A Grécia, a Itália e a Hungria estão na linha de frente deste fluxo migratório e de refugiados das guerras civis e da miséria na Síria, no Iraque, no Afeganistão, na Nigéria e na Eritreia. Em agosto, a UE aprovou uma ajuda de 2,4 bilhões de euros em seis anos para ajudar os países europeus a absorver a onda migratória.
Neste ano, a expectativa é de um total de até 750 mil pedidos de asilo, um recorde.
Os números da crise migratória na Europa são eloquentes. De 8 a 14 de agosto, quase 21 mil imigrantes ilegais chegaram a ilhas da Grécia no Mar Mediterrâneo, tanto quanto durante seis meses em 2014, observou o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados.
Com cerca de 2 mil novos migrantes por dia, a ilha de Lesbos, normalmente um destino turístico, está à beira do colapso, adverte a organização não governamental Comitê Internacional de Resgate.
"É uma situação de emergência para a Europa", declarou o diretor da Frontex, Fabrice Leggeri.
A Grécia, a Itália e a Hungria estão na linha de frente deste fluxo migratório e de refugiados das guerras civis e da miséria na Síria, no Iraque, no Afeganistão, na Nigéria e na Eritreia. Em agosto, a UE aprovou uma ajuda de 2,4 bilhões de euros em seis anos para ajudar os países europeus a absorver a onda migratória.
Neste ano, a expectativa é de um total de até 750 mil pedidos de asilo, um recorde.
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sábado, 15 de agosto de 2015
Itália salva 300 migrantes e outros 40 morrem no Mediterrâneeo
O navio italiano Cigala Fulgosi resgatou 300 migrantes que estavam num barco que estava naufragando no Mar Mediterrâneo, mas pelo menos 40 pessoas morreram afogados, informou hoje o comandante Massimo Tozzi, citado pela agência Reuters.
Pela sua posição geográfica no centro do Mediterrâneo, a Itália é um dos países que mais recebem imigrantes ilegais e refugiados arregimentados por traficantes de pessoas no Oriente Médio e no Norte da África na tentativa de entrar na Europa.
Pela sua posição geográfica no centro do Mediterrâneo, a Itália é um dos países que mais recebem imigrantes ilegais e refugiados arregimentados por traficantes de pessoas no Oriente Médio e no Norte da África na tentativa de entrar na Europa.
domingo, 3 de maio de 2015
Europa resgata 6 mil migrantes no Mar Mediterrâneo
Em mais de 20 operações diferentes, as Marinhas da França e da Itália resgataram nos úlitmos dois dias 6 mil migrantes que tentavam chegar à União Europeia em embarcaçoões precárias, informou hoje a Guarda Costeira italiana, noticiou a televisão pública britânica BBC.
Pelo menos 1.750 pessoas tentando cruzar o Mediterrâneo para chegar à Itália. O principal ponto de partida é a Líbia, que vive em estado de anarquia desde a queda do ditador Muamar Kadafi, em agosto de 2011.
Depois de uma reunião de cúpula, a UE decidiu reforçar o patrulhamento no mar para apreender o que o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, chamou de "navios negreiros do século 21", mas está disposta a receber apenas refugiados de guerra e não o que chama de migrantes econômicos.
Pelo menos 1.750 pessoas tentando cruzar o Mediterrâneo para chegar à Itália. O principal ponto de partida é a Líbia, que vive em estado de anarquia desde a queda do ditador Muamar Kadafi, em agosto de 2011.
Depois de uma reunião de cúpula, a UE decidiu reforçar o patrulhamento no mar para apreender o que o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, chamou de "navios negreiros do século 21", mas está disposta a receber apenas refugiados de guerra e não o que chama de migrantes econômicos.
sábado, 2 de maio de 2015
Arábia Saudita legaliza situação de imigrantes do Iêmen
Em meio a uma intervenção militar da Arábia Saudita e aliados sunitas contra rebeldes xiitas apoiados pelo Irã no Iêmen, o governo saudita decidiu legalizar a situação de todos os imigrantes ilegais iemenitas. Nos próximos dois meses, eles poderão pedir vistos de turista de seis meses com direito a trabalhar, anuncia a imprensa oficial saudita.
Desde 23 de janeiro de 2015, a Arábia Saudita tem um novo rei, Salman ben Abdul Aziz al-Saud, que adotou uma política externa agressiva para contar a expansão da influência do Irã no Oriente Médio. Há conflitos entre sunitas e xiitas no Bahrein, no Iraque, no Iêmen, no Líbano e na Síria.
Com um arco xiita que se estende do Irã até o Mar Mediterrâneo passando pelo Iraque, a Síria e o Líbano, ao norte da Arábia Saudita, a vitória no Iêmen dos rebeldes hutis, xiitas zaiditas apoiados por Teerã, reforçaria a sensação do reino de estar sitiado por inimigos hostis.
A intervenção militar no Iêmen deve ser vista neste contexto, de um duelo entre duas potências regionais, uma sunita e outra xiita. Como o sucesso foi apenas parcial, já que os bombardeios aéreos atingiram a população civil, a legalização dos ilegais é claramente uma compensação para melhorar a imagem do reino saudita.
Desde 23 de janeiro de 2015, a Arábia Saudita tem um novo rei, Salman ben Abdul Aziz al-Saud, que adotou uma política externa agressiva para contar a expansão da influência do Irã no Oriente Médio. Há conflitos entre sunitas e xiitas no Bahrein, no Iraque, no Iêmen, no Líbano e na Síria.
Com um arco xiita que se estende do Irã até o Mar Mediterrâneo passando pelo Iraque, a Síria e o Líbano, ao norte da Arábia Saudita, a vitória no Iêmen dos rebeldes hutis, xiitas zaiditas apoiados por Teerã, reforçaria a sensação do reino de estar sitiado por inimigos hostis.
A intervenção militar no Iêmen deve ser vista neste contexto, de um duelo entre duas potências regionais, uma sunita e outra xiita. Como o sucesso foi apenas parcial, já que os bombardeios aéreos atingiram a população civil, a legalização dos ilegais é claramente uma compensação para melhorar a imagem do reino saudita.
domingo, 19 de abril de 2015
Naufrágio no Mar Mediterrâneo deixa 700 desaparecidos
Cerca de 700 refugiados podem ter morrido afogados no naufrágio de um barco pesqueiro no Mar Mediterrâneo a 100 quilômetros da costa da Líbia, informou hoje o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados. Se a tragédia for confirmada, o total mortos nos últimos dez dias vai passar de mil.
De acordo com relatos dos 28 sobreviventes, o barco de 20 metros estava superlotado e enviou um pedido de socorro na noite de sábado para domingo. A Guarda Costeira da Itália mandou um navio mercante português para o local. Quando o navio se aproximou, os migrantes correram todos para o mesmo lado do pesqueiro e viraram o barco.
Dezessete embarcações foram para o local para tentar salvar os náufragos, inclusive navios de Malta, pesqueiros italianos e embarcações privadas. Conseguiram resgatar 28 sobreviventes.
"Eles são homens e mulheres como nós, nossos irmãos buscando uma vida melhor, famintos, perseguidos, feridos, explorados, vítimas da guerra", lamentou o papa Francisco no sermão deste domingo no Vaticano. O papa pediu à sociedade internacional "uma reação rápida e decidida para que estas tragédias não se repitam".
Desde o início do ano, se as mortes foram confirmadas, o total vai chegar a 1,6 mil, o dobro do total de 2014, quando se estima que 280 mil migrantes entraram ilegalmente na União Europeia, sendo 170 mil pelo mar através da Itália.
O presidente da França, François Hollande, considerou o naufrágio "a pior catástrofe dos últimos anos no Mediterrâneo".
De acordo com relatos dos 28 sobreviventes, o barco de 20 metros estava superlotado e enviou um pedido de socorro na noite de sábado para domingo. A Guarda Costeira da Itália mandou um navio mercante português para o local. Quando o navio se aproximou, os migrantes correram todos para o mesmo lado do pesqueiro e viraram o barco.
Dezessete embarcações foram para o local para tentar salvar os náufragos, inclusive navios de Malta, pesqueiros italianos e embarcações privadas. Conseguiram resgatar 28 sobreviventes.
"Eles são homens e mulheres como nós, nossos irmãos buscando uma vida melhor, famintos, perseguidos, feridos, explorados, vítimas da guerra", lamentou o papa Francisco no sermão deste domingo no Vaticano. O papa pediu à sociedade internacional "uma reação rápida e decidida para que estas tragédias não se repitam".
Desde o início do ano, se as mortes foram confirmadas, o total vai chegar a 1,6 mil, o dobro do total de 2014, quando se estima que 280 mil migrantes entraram ilegalmente na União Europeia, sendo 170 mil pelo mar através da Itália.
O presidente da França, François Hollande, considerou o naufrágio "a pior catástrofe dos últimos anos no Mediterrâneo".
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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
Juiz federal suspende decreto de Obama sobre imigração
Um juiz federal do Texas suspendeu temporariamente a aplicação de decretos do presidente Barack Obama sobre imigração, questionados por 26 estados, até uma decisão final sobre o caso.
Em uma ordem judicial, o juiz Andrew Hanen, do Tribunal Distrital Federal para o Distrito Sul do Texas, sediado em Brownsville, proibiu o governo dos Estados Unidos de levar adiante as iniciativas anunciadas pelo presidente em 20 de novembro de 2014.
As medidas incluíam proteção contra deportação e direito de trabalhar legalmente para cerca de 5 milhões de imigrantes ilegais.
Obama baixou o decreto em novembro alegando que a oposição republicana obstrui há anos uma reforma do sistema de imigração deixando milhões de pessoas num limbo jurídico. Foi também uma manobra para jogar o eleitorado de origem latino-americana contra o Partido Republicano, que hoje controla as duas casas do Congresso.
Os republicanos reagiram acusando o presidente de violar a Constituição e ignorar o Congresso.
Em uma ordem judicial, o juiz Andrew Hanen, do Tribunal Distrital Federal para o Distrito Sul do Texas, sediado em Brownsville, proibiu o governo dos Estados Unidos de levar adiante as iniciativas anunciadas pelo presidente em 20 de novembro de 2014.
As medidas incluíam proteção contra deportação e direito de trabalhar legalmente para cerca de 5 milhões de imigrantes ilegais.
Obama baixou o decreto em novembro alegando que a oposição republicana obstrui há anos uma reforma do sistema de imigração deixando milhões de pessoas num limbo jurídico. Foi também uma manobra para jogar o eleitorado de origem latino-americana contra o Partido Republicano, que hoje controla as duas casas do Congresso.
Os republicanos reagiram acusando o presidente de violar a Constituição e ignorar o Congresso.
sexta-feira, 5 de dezembro de 2014
Itália resgata mais 74 imigrantes ilegais no Mar Mediterrâneo
A guarda costeira da Itália abordou um barco carregado de imigrantes ilegais no Mar Mediterrâneo a cerca de 65 quilômetros de Trípoli, a capital da Líbia, e resgatou 74 sobreviventes, revelou hoje a rede de televisão americana ABC. Pelo menos 17 morreram de desidratação e hipotermia.
No fim de outubro de 2014, a Itália encerrou a Operação Mare Nostrum (Nosso Mar) depois de resgatar cerca de 150 mil pessoas no Mediterrâneo em um ano, a maioria refugiados das guerras no Oriente Médio.
Em novembro, a guarda costeira italiana iniciou uma operação menor sob a supervisão da agência de controle de fronteiras da União Europeia que limita a patrulha a uma área de no máximo 50 quilômetros de distância da costa italiana. Mas o ministro do Exterior, Paolo Gentiloni, autorizou ações além desse limite por razões humanitárias.
No fim de outubro de 2014, a Itália encerrou a Operação Mare Nostrum (Nosso Mar) depois de resgatar cerca de 150 mil pessoas no Mediterrâneo em um ano, a maioria refugiados das guerras no Oriente Médio.
Em novembro, a guarda costeira italiana iniciou uma operação menor sob a supervisão da agência de controle de fronteiras da União Europeia que limita a patrulha a uma área de no máximo 50 quilômetros de distância da costa italiana. Mas o ministro do Exterior, Paolo Gentiloni, autorizou ações além desse limite por razões humanitárias.
quinta-feira, 20 de novembro de 2014
Obama anuncia hoje reforma da imigração por decreto
CAMBRIDGE-MA, EUA - Prestes a ficar em minoria nas duas casas do Congresso dos Estados Unidos nos seus dois últimos anos de governo, o presidente Barack Obama pretende exercer sua autoridade através de decretos. Hoje às 20 horas em Washington (23h em Brasília), sob protesto da oposição republicana, vai anunciar uma reforma da imigração para proteger 3 a 4 milhões de imigrantes ilegais, protegendo-os contra a deportação e oferecendo benefícios sociais.
"Durante vários anos, tentei trabalhar com o Congresso para reformar a lei de imigração e mudar um sistema que claramente não está funcionando", alegou o presidente. "Minha função é aplicar a lei. Vou usar toda a minha autoridade para tentar melhorar o sistema."
O líder republicano no Senado, Mitch McConnell, e outros deputados e senadores da oposição o acusaram de ignorar o veredito das urnas nas eleições intermediárias de 4 de novembro de 2014 e de prejudicar trabalhadores americanos que teriam seus empregos ameaçados por imigrantes ilegais.
Na verdade, os imigrantes ilegais fazem o que os americanos não querem saber. Estou há cinco dias em Cambridge, no estado de Massachusetts. Todos os motoristas de táxi que me transportaram até agora eram haitianos.
Para o Partido Republicano, as soluções são reforçar a fronteira sul para impedir a imigração ilegal, criar um programa de "trabalhadores convidados", todos com alta qualificação profissional, e examinar caso a caso a situação dos 12 milhões de imigrantes ilegais que se estima que vivam ilegalmente nos EUA.
Mesmo no Partido Democrata, há vozes discordantes porque os republicanos usarão isso contra eles nas próximas eleições. Em pesquisa divulgada pela rede de televisão americana CNN, 48% foram contra a decisão do presidente de apelar para decretos, enquanto 38% foram favoráveis.
Por outro lado, como o eleitorado branco de classe média não é mais suficiente para eleger um presidente nos EUA, os republicanos precisam do voto dos americanos de origem latino-americana. Em 2012, 73% votaram em Obama.
O presidente Ronald Reagan (1981-89) dizia que "os latinos são republicanos", por causa de seus valores sobre Deus, pátria e família, "só que ainda não descobriram". Mas a sensação da comunidade latina é que "eles não nos querem aqui".
Sem condições de aprovar leis num Congresso dominado pela oposição, Obama deve dedicar os próximos dois anos a desgastar o Partido Republicano para melhorar as chances dos democratas em 2016, quando a ex-secretária de Estado e ex-primeira-dama deve ser candidata.
Num limbo legal, estão milhões de crianças que nasceram no país e têm direito à cidadania, mas seus pais não têm. Os pais podem ser deportados, deixando-os abandonados. Com o decreto de Obama, nem os pais nascidos no exterior nem as crianças que vieram pequenas para os EUA poderão ser deportadas.
"Durante vários anos, tentei trabalhar com o Congresso para reformar a lei de imigração e mudar um sistema que claramente não está funcionando", alegou o presidente. "Minha função é aplicar a lei. Vou usar toda a minha autoridade para tentar melhorar o sistema."
O líder republicano no Senado, Mitch McConnell, e outros deputados e senadores da oposição o acusaram de ignorar o veredito das urnas nas eleições intermediárias de 4 de novembro de 2014 e de prejudicar trabalhadores americanos que teriam seus empregos ameaçados por imigrantes ilegais.
Na verdade, os imigrantes ilegais fazem o que os americanos não querem saber. Estou há cinco dias em Cambridge, no estado de Massachusetts. Todos os motoristas de táxi que me transportaram até agora eram haitianos.
Para o Partido Republicano, as soluções são reforçar a fronteira sul para impedir a imigração ilegal, criar um programa de "trabalhadores convidados", todos com alta qualificação profissional, e examinar caso a caso a situação dos 12 milhões de imigrantes ilegais que se estima que vivam ilegalmente nos EUA.
Mesmo no Partido Democrata, há vozes discordantes porque os republicanos usarão isso contra eles nas próximas eleições. Em pesquisa divulgada pela rede de televisão americana CNN, 48% foram contra a decisão do presidente de apelar para decretos, enquanto 38% foram favoráveis.
Por outro lado, como o eleitorado branco de classe média não é mais suficiente para eleger um presidente nos EUA, os republicanos precisam do voto dos americanos de origem latino-americana. Em 2012, 73% votaram em Obama.
O presidente Ronald Reagan (1981-89) dizia que "os latinos são republicanos", por causa de seus valores sobre Deus, pátria e família, "só que ainda não descobriram". Mas a sensação da comunidade latina é que "eles não nos querem aqui".
Sem condições de aprovar leis num Congresso dominado pela oposição, Obama deve dedicar os próximos dois anos a desgastar o Partido Republicano para melhorar as chances dos democratas em 2016, quando a ex-secretária de Estado e ex-primeira-dama deve ser candidata.
Num limbo legal, estão milhões de crianças que nasceram no país e têm direito à cidadania, mas seus pais não têm. Os pais podem ser deportados, deixando-os abandonados. Com o decreto de Obama, nem os pais nascidos no exterior nem as crianças que vieram pequenas para os EUA poderão ser deportadas.
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sábado, 25 de outubro de 2014
Rússia detém 6.830 migrantes em Moscou
A polícia de Moscou prendeu 6.830 estrangeiros nas últimas 24 horas para verificar se sua presença na Rússia é legal, informou a agência de notícias Itar-Tass, citando com fonte a assessoria de imprensa da polícia.
A detenção em massa faz parte de uma grande operação que está sendo realizada de 23 de outubro a 2 de novembro de 2014 pela polícia, os serviços secretos e de migração para expulsar os imigrantes ilegais.
É um endurecimento do regime cada vez mais ditatorial do presidente Vladimir Putin diante da virtual intervenção militar russa na ex-república soviética da Ucrânia e, em consequência, do maior atrito da Rússia com a Europa e os Estados Unidos desde o fim da Guerra Fria e o desaparecimento da União Soviética, em 1991.
Em resposta às sanções internacionais impostas pelo Ocidente, há um cerco à oposição interna, às organizações não governamentais e a empresas de mídia com participação estrangeira.
Curiosamente, Putin virou ídolo da extrema direita neofascista europeia e da esquerda latino-americana, neste caso por seu antiamericanismo.
A detenção em massa faz parte de uma grande operação que está sendo realizada de 23 de outubro a 2 de novembro de 2014 pela polícia, os serviços secretos e de migração para expulsar os imigrantes ilegais.
É um endurecimento do regime cada vez mais ditatorial do presidente Vladimir Putin diante da virtual intervenção militar russa na ex-república soviética da Ucrânia e, em consequência, do maior atrito da Rússia com a Europa e os Estados Unidos desde o fim da Guerra Fria e o desaparecimento da União Soviética, em 1991.
Em resposta às sanções internacionais impostas pelo Ocidente, há um cerco à oposição interna, às organizações não governamentais e a empresas de mídia com participação estrangeira.
Curiosamente, Putin virou ídolo da extrema direita neofascista europeia e da esquerda latino-americana, neste caso por seu antiamericanismo.
terça-feira, 8 de outubro de 2013
Total de mortos no naufrágio na Itália sobre para 271
Com mais corpos encontrados no navio superlotado de imigrantes ilegais da Somália e da Eritreia, o total de mortos no naufrágio perto da Ilha de Lampedusa, na Itália, na semana passada, sobe para 271. Ainda há desaparecidos, o que permite projetar o total de mortes em mais de 300.
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
Lampedusa: hipocrisia e lágrimas de crocodilo
Enquanto o mundo chora a morte ou desaparecimento de 300 imigrantes ilegais africanos num naufrágio perto da Ilha de Lampedusa, na Itália, um sítio de notícias da África denuncia o que considera "hipocrisia e lágrimas de crocodilo" dos líderes do continente e da Europa, responsabilizando-os pela tragédia.
Para o jornalista Boubacar Sanso Barry, do GuineeConacry.info, o naufrágio é resultado do que o papa Francisco chamou recentemente de "falta do senso de responsabilidade fraternal" e "insensibilidade com as crises dos outros", comparáveis ao comportamento das potências europeias no período colonial.
As principais causas, observou, que levam africanos desesperados a "tentar assaltar a Fortaleza Europa" são perseguições políticas e situações econômicas insuportáveis.
Os dois países da região do Chifre da África de onde saíram os cerca de 500 náufragos de Lampedusa, Somália e Eritreia, vivem em instabilidade política crônica, com Estados quase inexistentes, numa anarquia sistêmica em que grupos armados e criminosos dividem o território entre si e impõem sua lei.
Para o jornalista Boubacar Sanso Barry, do GuineeConacry.info, o naufrágio é resultado do que o papa Francisco chamou recentemente de "falta do senso de responsabilidade fraternal" e "insensibilidade com as crises dos outros", comparáveis ao comportamento das potências europeias no período colonial.
As principais causas, observou, que levam africanos desesperados a "tentar assaltar a Fortaleza Europa" são perseguições políticas e situações econômicas insuportáveis.
Os dois países da região do Chifre da África de onde saíram os cerca de 500 náufragos de Lampedusa, Somália e Eritreia, vivem em instabilidade política crônica, com Estados quase inexistentes, numa anarquia sistêmica em que grupos armados e criminosos dividem o território entre si e impõem sua lei.
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
Naufrágio mata 130 imigrantes ilegais na Itália
Uma embarcação com cerca de 500 imigrantes ilegais do Nordeste da África que tentavam entrar clandestinamente na União Europeia afundou hoje perto da Ilha de Lampedusa, na Itália, matando pelo menos 130 pessoas. A maioria vinha da Somália e da Eritreia.
O barco pegou fogo antes de naufragar, na manhã de hoje. Lanças, helicópteros e equipes de resgate iniciariam imediatamente as buscas no Mar Mediterrâneo. Mais de 150 náufragos foram salvos, mas cerca de 200 estão desaparecidos, provavelmente mortos.
O barco pegou fogo antes de naufragar, na manhã de hoje. Lanças, helicópteros e equipes de resgate iniciariam imediatamente as buscas no Mar Mediterrâneo. Mais de 150 náufragos foram salvos, mas cerca de 200 estão desaparecidos, provavelmente mortos.
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Obama anuncia reforma na lei de imigração dos EUA
Onde os presidentes Ronald Reagan, Bill Clinton e George W. Bush fracassaram, Barack Obama tem uma grande chance de sucesso, na reforma da lei de imigração para dar uma oportunidade a 11 milhões de pessoas que vivem ilegalmente nos Estados Unidos de regularizar sua situação, inclusive cerca de 150 mil brasileiros.
No passado, qualquer proposta de legalizar os imigrantes ilegais enfrentava feroz resistência dos setores mais conservadores da sociedade americana. Embora os EUA sejam um país de imigrantes, a maioria branca falava mais alto.
Mas, na reeleição de Obama, em 6 de novembro de 2012, o voto latino foi decisivo. Cerca de 71% dos latinos votaram no presidente. É a parcela do eleitorado que mais cresce. Já passa de 10%. O Partido Republicano finalmente entendeu que não terá condições de ganhar eleições no futuro confiando na sua base do passado. Precisa conquistar uma fatia maior do voto latino.
Assim, pela primeira vez, há um consenso bipartidário de que chegou a hora de mudar as regras da imigração. Ontem, uma comissão do Senado chegou a um acordo e as duas casas do Congresso estão empanhadas na reforma.
Em discurso em Las Vegas, o presidente acaba de destacar a importância econômica dos imigrantes na História dos EUA. Ao mesmo tempo, lembrou que seu governo reforçou a fronteira com o México para conter a imigração ilegal e aumentou o número de deportações de criminosos.
"Os princípios são claros", afirmou Obama. "Primeiro, precisamos manter a segurança das fronteiras e fiscalizar as empresas que empregam ilegais, punindo-as se não se enquadrarem. Em segundo lugar, precisamos lidar com os 11 milhões de ilegais. Eles têm de conquistar o direito de residência, mas precisa haver um caminho legal para a cidadania".
Esse processo deve incluir a "verificação dos antecedentes, o pagamento de impostos, o pagamento de uma multa e aprender inglês. Precisa haver um caminho para o green card", acrescentou Obama.
"Em terceiro, precisamos de um sistema que reflita a realidade do nosso tempo", prosseguiu. "Se você é um cidadão, não precisa de anos para poder trazer a família. Se você é um estudante ou empresário e quer abrir uma empresa, devemos ajudá-lo a fazer sucesso aqui".
Para Obama, o que torna uma pessoa um cidadão dos EUA "não é o sangue ou o nascimento, é a adesão a uma série de princípios", continuou, citando até o cientista judeu alemão Albert Einstein como um dos imigrantes que ajudou a construir a grandeza do país.
No passado, qualquer proposta de legalizar os imigrantes ilegais enfrentava feroz resistência dos setores mais conservadores da sociedade americana. Embora os EUA sejam um país de imigrantes, a maioria branca falava mais alto.
Mas, na reeleição de Obama, em 6 de novembro de 2012, o voto latino foi decisivo. Cerca de 71% dos latinos votaram no presidente. É a parcela do eleitorado que mais cresce. Já passa de 10%. O Partido Republicano finalmente entendeu que não terá condições de ganhar eleições no futuro confiando na sua base do passado. Precisa conquistar uma fatia maior do voto latino.
Assim, pela primeira vez, há um consenso bipartidário de que chegou a hora de mudar as regras da imigração. Ontem, uma comissão do Senado chegou a um acordo e as duas casas do Congresso estão empanhadas na reforma.
Em discurso em Las Vegas, o presidente acaba de destacar a importância econômica dos imigrantes na História dos EUA. Ao mesmo tempo, lembrou que seu governo reforçou a fronteira com o México para conter a imigração ilegal e aumentou o número de deportações de criminosos.
"Os princípios são claros", afirmou Obama. "Primeiro, precisamos manter a segurança das fronteiras e fiscalizar as empresas que empregam ilegais, punindo-as se não se enquadrarem. Em segundo lugar, precisamos lidar com os 11 milhões de ilegais. Eles têm de conquistar o direito de residência, mas precisa haver um caminho legal para a cidadania".
Esse processo deve incluir a "verificação dos antecedentes, o pagamento de impostos, o pagamento de uma multa e aprender inglês. Precisa haver um caminho para o green card", acrescentou Obama.
"Em terceiro, precisamos de um sistema que reflita a realidade do nosso tempo", prosseguiu. "Se você é um cidadão, não precisa de anos para poder trazer a família. Se você é um estudante ou empresário e quer abrir uma empresa, devemos ajudá-lo a fazer sucesso aqui".
Para Obama, o que torna uma pessoa um cidadão dos EUA "não é o sangue ou o nascimento, é a adesão a uma série de princípios", continuou, citando até o cientista judeu alemão Albert Einstein como um dos imigrantes que ajudou a construir a grandeza do país.
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