Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
sexta-feira, 17 de março de 2023
Tribunal Internacional decreta prisão de Putin por crimes de guerra
quinta-feira, 1 de outubro de 2020
Trump e mulher pegam o coronavírus e entram em quarentena
O presidente Donald Trump e a primeira-dama Melanie Trump fizeram hoje testes da doença do coronavírus de 2019 depois que Hope Hicks, uma assessora próxima que viajou com eles de helicóptero e no avião presidencial, testou positivo.
Hicks entrou em quarentena, como recomenda o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC). O presidente revelou há pouco no Twitter que ele e a primeira-dama pegaram o vírus. Terá de fazer quarentena em plena campanha eleitoral.
"Vamos sair dessa juntos", tuitou o presidente. Politicamente, a doença recoloca a covid-19 e o fracasso do governo americano em conter a pandemia no centro da campanha eleitoral a 32 da eleição. É péssimo para Trump. Ele falou em "gripezinha". Quando o país tinha 15 casos, afirmou que em breve não teria nenhum, Hoje, soma 7,278 milhões de casos e 207.878 mortes.
No Brasil, foram registradas mais 881 mortes e 35.643 casos novos, elevando o total de óbitos para 144.767 e o de casos confirmados para 4,85 milhões. A média diária dos últimos sete dias está em 698. Meu comentário:
terça-feira, 25 de agosto de 2020
Europa registra mais dois casos de reinfecção pelo novo coronavírus
terça-feira, 13 de novembro de 2018
Melania pede a cabeça de uma assessora de Segurança Nacional
"É a posição do Escritório da Primeira Dama que [Ricardel] não merece mais a honra de servir nesta Casa Branca", declarou em nota a diretora de comunicações de Melania, Stephanie Grisham.
O problema aconteceu durante a visita de Melania à África por causa de um lugar no avião e do uso dos recursos do Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos, contaram pessoas presentes. Como Melania não foi eleita, não deveria se envolver em política.
A primeira-dama já copiou literalmente um texto da ex-primeira-dama Michelle Obama, usou uma camiseta dizendo "eu não me importo", numa mensagem aparentemente dirigida ao marido. Se Hillary Clinton ou Michelle Obama pedissem a demissão de um assessor do governo, o Partido Republicano as atacariam com violência.
No primeiro governo Bill Clinton, Hillary tentou formular uma proposta de reforma da saúde para garantir cobertura a todos os americanos. Foi totalmente repudiada por não ter sido eleita.
Neste governo, as únicas pessoas seguras nos seus cargos são da família Trump. Desde a posse, 41 altos funcionários foram demitidos e atacados de forma desmoralizante. Com a maioria conquistada pelo Partido Democrata nas eleições de 6 de novembro, o presidente está se sentindo acuado.
Os democratas querem investigar os negócios do presidente para ver se há conflitos de interesse. Trump faliu várias vezes, então tinha dificuldades para conseguir empréstimos em bancos de Nova York. Tomou empréstimo com o Deutsche Bank e pode ter conseguido dinheiro na Rússia, onde produzia o concurso de Miss Universo.
As relações com a Rússia também serão alvo das investigações da nova Câmara dos Representantes, assim como os negócios de seus hotéis, que recebem delegações estrangeiras que vão aos EUA negociar com governos.
Na opinião da colunista Anne Applebaum, do jornal The Washington Post, quando Trump tenta mobilizar seu eleitorado com temas como a imigração ilegal, está preparando sua defesa para salvar sua presidência e seus negócios.
Como não teria defesa jurídica para tantos escândalos, argumenta Applebaum, Trump terá de desmoralizar as instituições para se apresentar como vítima de perseguição. Para isso, vai precisar de sua base radicalizada, capaz de acreditar nas suas mentiras.
quarta-feira, 20 de junho de 2018
Trump recua e decreta fim da separação de famílias de imigrantes ilegais
Nos últimos dias, o mundo ouviu o choro de bebês e de crianças de dois, quatro anos ou mais anos de idade aterrorizadas por serem separadas de seus pais por uma política desumana e cruel de "tolerância zero" do governo Trump contra a imigração ilegal. Como os imigrantes ilegais devem ser processados e a lei dos EUA não permite a prisão de crianças inocentes, o governo alegou os filhos não poderiam ficar juntos com os país.
A separação de filhos dos pais, a não ser em casos de condenação destes, é um princípio fundamental da democracia liberal. As imagens da fronteira com o México lembraram os regimes nazistas e comunistas.
Desde abril, cerca de 2,3 mil crianças foram separadas dos pais, o que causar danos psicológicos permanentes. Trump faz chantagem para pressionar o Congresso a aprovar uma lei de imigração linha-dura e destinar US$ 20 bilhões para construir um muro na fronteira com o México. No fundo, está de olho nas eleições de meio de mandato, em novembro deste ano, quando o Partido Republicano corre o risco de perder a maioria na Câmara e no Senado.
Por que Trump voltou atrás pela primeira vez sob pressão da opinião pública? O jornal The Washington Post aponta três razões. Quando perdeu o apoio do senador ultraconservador Ted Cruz, o presidente sentiu que ficaria isolado. Os deputados e senadores republicanos estavam envergonhados e constrangidos com o choro de bebês.
A demonização dos imigrantes faz parte da estratégia eleitoral de Trump para novembro, aliás desde o lançamento da candidatura, quando chamou os mexicanos de traficantes, assassinos e estupradores. Mas a prisão de crianças enfrentou forte oposição do eleitorado, a começar pelas mulheres.
Cerca de 70% das mulheres repudiam a separação de mães e filhos. É uma parcela muito importante do eleitorado. A própria mulher do presidente, Melania Trump, e a primeira-filha, Ivanka Trump, passaram os últimos dias tentando persuadir Trump a recuar, acrescenta The Washington Post.
Melania Trump e a ex-primeira-dama Laura Bush, moradora do Texas, protestaram publicamente. Ivanka se manifestou hoje, agradecendo ao pai por "resolver o problema". É um problema que ele próprio criou.
quinta-feira, 26 de outubro de 2017
Trump declara opiáceos emergência de saúde pública nos EUA
Ao lado da mulher, Melania Trump, que falou inicialmente, e rodeado de ex-viciados e suas famílias, o presidente afirmou: "Podemos ser a geração que acabou com a epidemia de opiáceos", que descreveu como uma praga em discurso de 25 minutos.
O número de mortes por dose excessiva de drogas quadruplicou de 1999 a 2008 e continua aumentando. Em 2012, os médicos deram 259 milhões de receitas de uso de opiáceos.
Trump prometeu levantar a questão da fabricação clandestina de fentanyl na China quando visitar o presidente Xi Jinping, em novembro. Ele ameaçou processar companhias que estariam "agindo mal", mas foi criticado por não destinar mais dinheiro para combater a epidemia.
Pelo menos dez estados estão processando o laboratório Purdue Pharma, que produz o analgésico OxyContin, sob a acusação de enganar a população sobre os riscos de se viciar.
A declaração de emergência permite realocar de dinheiro de fundos para combater o HIV e a aids, hoje mais controlados, para o novo programa. Terá de ser renovada a cada 90 dias. Em agosto, Trump havia prometido declarar "emergência nacional". Isso o obrigaria a destinar dinheiro novo ao combate da epidemia.
Historicamente, a heroína consumida clandestinamente era o opiáceo mais perigoso. Hoje, o maior problema está em opiáceos vendidos em farmácias como medicamentos. Os opiáceos fentanyl, heroína, hidrocodona e oxicodona foram responsáveis por mais de 34,5 mil mortes no passado, de acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, com sede em Atlanta, na Geórgia.
O fentanyl é 50 vezes mais forte do que a heroína. Mesmo em pequenas quantidades, mesmo se um envelope no bolso molhar com o suor e for absorvido pela pele, pode ser fatal.
quarta-feira, 20 de julho de 2016
Discurso de Melania tem uma chance em um trilhão de não ser plágio
Melania discursou na noite de segunda-feira, primeiro dia da convenção nacional para lançar o candidato do Partido Republicano à Casa Branca em 8 de novembro, Donald Trump. Seu papel era apresentar uma imagem humana do candidato, visto como um magnata imobiliário inescrupuloso.
Mas um jornalista desempregado teve a sensação de já ter ouvido aquelas palavras. Pesquisou na rede, descobriu o plágio e revelou-o publicamente nas redes sociais.
Pior ainda: a terceira mulher de Trump copiou Michelle Obama, uma figura odiada pelos republicanos, justamente na parte que fala dos valores da família e da educação dos filhos. Se ainda fosse uma primeira-dama do partido...
Trump faz aquele estilo arrasa-quarteirão: agride, nunca recua nem pede desculpas. Como era famoso por demitir candidatos a emprego ao vivo no seu programa de televisão, os americanos ficaram esperando a demissão do responsável.
A primeira versão divulgada nos meios de comunicação dos EUA era que dois redatores de discursos do partido enviaram um texto para Melania e ficaram surpreso quando ela leu um discurso muito diferente.
Para derrubar esta versão negativa para a candidatura Trump, hoje a redatora Meredith McIver pediu demissão. Ela declarou ser "amiga a admiradora da família Trump há muito tempo" e disse ter cometido um erro.
Ao revisar o discurso, Melania teria lido o discurso de Michelle como exemplo do que gostaria de dizer. Meredith afirma que introduziu alguns trechos lidos por Melania ao telefone sem conferir com os discursos de Michelle.
Numa reação aparentemente generosa, Trump rejeitou o pedido de demissão: "Ela cometeu um erro, mas todos cometemos erros", declarou o candidato à televisão americana ABC. Ficou uma forte suspeita de que Meredith foi recompensada por assumir a responsabilidade pelo plágio.
terça-feira, 19 de julho de 2016
Melania Trump plagiou discurso de Michelle Obama
Logo depois do discurso, a televisão americana CNN e o jornal The Washington Post apontaram partes praticamente iguais. Melanie reproduziu o discurso de Michelle sobre valores ensinados pelos pais de que "você trabalha trabalha muito pelo que quer na vida", sua palavra é um compromisso e de que "se deve tratar as pessoas com respeito".
Mais adiante, a frase "porque queremos que nossas criança saibam que o único limite a suas conquistas é o alcance do seus sonhos e sua vontade para trabalhar por eles", do discurso de Michelle em 2008, foi repetida com uma única mudança: em vez de "o alcance dos seus sonhos", Melanie usou "a força dos seus sonhos".
Melania afirmou que ela mesma escreveu o discurso com uma pequena ajuda de assessores da campanha de Trump. Foi mais um gesto de amadorismo, arrogância e incompetência da candidatura do bilionário. A questão é: vai fazer alguma diferença para o eleitorado que o apoia?
As últimas pesquisas indicam uma queda da vantagem da ex-secretária de Estado Hillary Clinton para 5 a 7 pontos percentuais depois que uma investigação concluiu que ela foi "extremamente descuidada" ao usar uma conta pessoal de correio eletrônico quando chefiava a diplomacia americana, colocando em risco a segurança nacional dos EUA.