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quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Trump declara opiáceos emergência de saúde pública nos EUA

São mais de 50 mil mortes causadas por drogas a cada ano, quase o total de americanos mortos na Guerra do Vietnã (1964-75). É mais do que o total de óbitos por armas de fogo e acidentes de trânsito. Hoje o presidente Donald Trump declarou que o vício em derivados do ópio virou uma "emergência de saúde pública" nos Estados Unidos.

Ao lado da mulher, Melania Trump, que falou inicialmente, e rodeado de ex-viciados e suas famílias, o presidente afirmou: "Podemos ser a geração que acabou com a epidemia de opiáceos", que descreveu como uma praga em discurso de 25 minutos.

O número de mortes por dose excessiva de drogas quadruplicou de 1999 a 2008 e continua aumentando. Em 2012, os médicos deram 259 milhões de receitas de uso de opiáceos.

Trump prometeu levantar a questão da fabricação clandestina de fentanyl na China quando visitar o presidente Xi Jinping, em novembro. Ele ameaçou processar companhias que estariam "agindo mal", mas foi criticado por não destinar mais dinheiro para combater a epidemia.

Pelo menos dez estados estão processando o laboratório Purdue Pharma, que produz o analgésico OxyContin, sob a acusação de enganar a população sobre os riscos de se viciar.

A declaração de emergência permite realocar de dinheiro de fundos para combater o HIV e a aids, hoje mais controlados, para o novo programa. Terá de ser renovada a cada 90 dias. Em agosto, Trump havia prometido declarar "emergência nacional". Isso o obrigaria a destinar dinheiro novo ao combate da epidemia.

Historicamente, a heroína consumida clandestinamente era o opiáceo mais perigoso. Hoje, o maior problema está em opiáceos vendidos em farmácias como medicamentos. Os opiáceos fentanyl, heroína, hidrocodona e oxicodona foram responsáveis por mais de 34,5 mil mortes no passado, de acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, com sede em Atlanta, na Geórgia.

O fentanyl é 50 vezes mais forte do que a heroína. Mesmo em pequenas quantidades, mesmo se um envelope no bolso molhar com o suor e for absorvido pela pele, pode ser fatal.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Prince morreu de dose excessiva de opiáceos

O popstar Prince Rogers Nelson morreu de uma dose excessiva de analgésicos produzidos a partir do ópio, os opiáceos, noticiou agora há pouco a televisão americana CNN citando o jornal local Minneapolis Star Tribune e fontes do inquérito. O resultado oficial da autópsia ainda não foi divulgado.

Prince foi encontrado morto em sua casa em Mineápolis em 21 de abril de 2016 depois de trabalhar 36 horas sem parar. Mestre do rock, do pop, do funk, do soul, do blues e do psicodelismo, foi uma dos músicos mais completos do seu tempo. Vendeu mais de 100 milhões de discos.

Horas depois, as autoridades confirmaram se tratar de uma "overdose involuntária".


quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Cultivo de papoula bate recorde no Afeganistão

A produção de papoula, matéria-prima para a produção de ópio e heroína, cresceu 49% neste ano no Afeganistão, com aumento de 36% na área plantada, para um total recorde estimado em 5,5 mil toneladas, mais do que em todo o resto do mundo somado, informou hoje o Escritório das Nações Unidas para Drogas e Crime. Foi o terceiro ano consecutivo de aumento do cultivo.

A maioria da produção se concentra no Sul e no Leste do Afeganistão, regiões de maior influência da milícia fundamentalista dos Talebã (Estudantes).

sábado, 8 de dezembro de 2007

OTAN mata 14 em ataque aos Talebã

Uma operação conjunta da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e do Exército do Afeganistão para retomar uma cidade ocupada pela milícia dos Talebã causou a morte de 12 rebeldes e duas crianças no Sul do país.

Os guerrilheiros fundamentalistas tomaram Musa Cala em fevereiro, quatro meses depois que forças britânicas deixaram a cidade, num acordo com líderes tribais locais que se comprometeram a garantir a segurança.

Nos últimos meses, houve uma série de batalha ao redor de Musa Cala, mostrando a determinação dos Estados Unidos de atacar o principal reduto dos talebã na província afegã de Helmand, maior centro produtor de papoula do mundo e local das mais sangrentas batalhas de Guerra no Afeganistão neste ano.

A ação começou com um bombardeio de uma casa onde os americanos acreditavam que estavam escondido um comandante talebã responsável por ataques contra as forças de segurança afegãs. Os líderes mais velhos da cidade pediram aos talebã que saíssem. Como os rebeldes se recusaram, eles apelaram à OTAN.

Um comandante dos talebã disse que milhares de mujahedin estão se entrincheirando na cidade para resistir ao assalto da aliança atlântica.

Musa Cala era a única cidade afegã sob controle dos talebã.