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segunda-feira, 4 de outubro de 2021

Hoje na História do Mundo: 4 de Outubro

ALEMANHA PEDE TRÉGUA

    Em 1918, o chanceler (primeiro-ministro) da Alemanha, Max von Baden, primo do kaiser (imperador) Guilherme II, envia telegrama ao presidente dos Estados Unidos, Woodrow Wilson, propondo um armistício na Primeira Guerra Mundial (1914-18).

Os EUA declaram guerra à Alemanha em 6 de abril de 1917, depois de ataques a navios norte-americanos no Oceano Atlântico e do Telegrama Zimmermann, em que o ministro do Exterior alemão propunha aliança ao México, oferecendo em troca apoio para este país recuperar os territórios tomados pelos EUA na Guerra Mexicano-Americana (1846-48).

Como não tinham forças na Europa, os EUA só entram em combate um ano depois. Em março de 1918, a Alemanha está ganhando a guerra. Seis meses depois, os aliados haviam empurrado as tropas alemãs para trás da sua última linha de defesa, a Linha Hindenburg.

Então, o general Erich Ludendorff, arquiteto da ofensiva da primavera, exige numa reunião do Conselho Real um cessar-fogo imediato com base no plano de paz de 14 pontos de Wilson. Com a autoridade abalada, o chanceler Georg van Hartling pede demissão imediatamente.

O novo chefe de governo toma posse em 1º de outubro. Von Baden não tem a intenção de admitir a derrota, mas dois dias depois o comandante supremo do Exército da Alemanha, general Paul Hindenburg, aceita a recomendação de Ludendorff.

"O Exército da Alemanha ainda está firme, se defendendo de todos os ataques. A situação, no entanto, está se tornando mais crítica a cada dia e pode levar o Alto Comando a tomar decisões graves", declarou Hindenburg. "Nestas circunstâncias, é imperativo para a luta para poupar o povo alemão e seus aliados de sacrifícios desnecessários. Cada dia a mais custa a vida de milhares de bravos soldados."

INÍCIO DA ERA ESPACIAL

    Em 1957, no início da Corrida Espacial, a União Soviética lança o Sputnik, o primeiro satélite artificial da Terra, e assusta os Estados Unidos, que temem que o inimigo na Guerra Fria possa usar o espaço para fazer um bombardeio nuclear.

O Sputnik tem 56 centímetros de diâmetro e pesa 84 quilos. A uma velocidade de 28,8 mil quilômetros por hora, dá uma volta na Terra a cada hora e 36 minutos numa órbita elíptica com apogeu (distância máxima da Terra) de 934 km e perigeu (menor distância da Terra) de 229 km.

Em janeiro de 1958, saiu da órbita e pegou fogo ao reentrar na atmosfera.

Os EUA lançam seu primeiro satélite, o Explorer, em 31 de janeiro de 1958. Antes, em 3 de novembro de 1957 os soviéticos colocam no espaço o Sputnik 2 com a cachorrinha Laika a bordo. Ela morre no espaço.

A URSS sai na frente na Corrida Espacial. Envia o primeiro homem ao espaço, Yuri Gagarin, que descobre que "a Terra é azul", em 12 de abril de 1961; a primeira mulher, Valtentina Tereshkova, em 16 de junho de 1963; e o primeiro homem a sair da nave e passear no espaço, Alexei Leonov, em 18 de março de 1965. 

Os EUA se recuperam e enviam a primeira missão espacial tripulada à Lua, onde Neil Armstrong dá "um pequeno passo para o homem, um salto gigantesco para a humanidade" em 20 de julho de 1969.

JANIS MORRE DE OVERDOSE

    Em 1970, Janis Joplin, a maior cantora da história do rock, morre de dose excessiva de heroína depois de ascender em quatro anos do anonimato a ícone de uma geração com apresentações antológicas nos festivais de Monterrey e Woodstock.

Janis nasce em Port Arthur, no Texas, em 1943, e vai para São Francisco da Califórnia em 1966, onde entra para o grupo Big Brother & The Holding Company. Depois do álbum Cheap Trills, de 1968, inicia carreira solo

Um crítico a definiu como "segunda, atrás apenas de Bob Dylan, como criadora, cantora e encarnação da história e da mitologia de sua geração".

Ela morreu aos 27 anos, como Brian Jones, Jimi Hendrix, Jim Morrison, Kurt Cobain e Amy Winehouse.

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Trump declara opiáceos emergência de saúde pública nos EUA

São mais de 50 mil mortes causadas por drogas a cada ano, quase o total de americanos mortos na Guerra do Vietnã (1964-75). É mais do que o total de óbitos por armas de fogo e acidentes de trânsito. Hoje o presidente Donald Trump declarou que o vício em derivados do ópio virou uma "emergência de saúde pública" nos Estados Unidos.

Ao lado da mulher, Melania Trump, que falou inicialmente, e rodeado de ex-viciados e suas famílias, o presidente afirmou: "Podemos ser a geração que acabou com a epidemia de opiáceos", que descreveu como uma praga em discurso de 25 minutos.

O número de mortes por dose excessiva de drogas quadruplicou de 1999 a 2008 e continua aumentando. Em 2012, os médicos deram 259 milhões de receitas de uso de opiáceos.

Trump prometeu levantar a questão da fabricação clandestina de fentanyl na China quando visitar o presidente Xi Jinping, em novembro. Ele ameaçou processar companhias que estariam "agindo mal", mas foi criticado por não destinar mais dinheiro para combater a epidemia.

Pelo menos dez estados estão processando o laboratório Purdue Pharma, que produz o analgésico OxyContin, sob a acusação de enganar a população sobre os riscos de se viciar.

A declaração de emergência permite realocar de dinheiro de fundos para combater o HIV e a aids, hoje mais controlados, para o novo programa. Terá de ser renovada a cada 90 dias. Em agosto, Trump havia prometido declarar "emergência nacional". Isso o obrigaria a destinar dinheiro novo ao combate da epidemia.

Historicamente, a heroína consumida clandestinamente era o opiáceo mais perigoso. Hoje, o maior problema está em opiáceos vendidos em farmácias como medicamentos. Os opiáceos fentanyl, heroína, hidrocodona e oxicodona foram responsáveis por mais de 34,5 mil mortes no passado, de acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, com sede em Atlanta, na Geórgia.

O fentanyl é 50 vezes mais forte do que a heroína. Mesmo em pequenas quantidades, mesmo se um envelope no bolso molhar com o suor e for absorvido pela pele, pode ser fatal.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Cultivo de papoula bate recorde no Afeganistão

A produção de papoula, matéria-prima para a produção de ópio e heroína, cresceu 49% neste ano no Afeganistão, com aumento de 36% na área plantada, para um total recorde estimado em 5,5 mil toneladas, mais do que em todo o resto do mundo somado, informou hoje o Escritório das Nações Unidas para Drogas e Crime. Foi o terceiro ano consecutivo de aumento do cultivo.

A maioria da produção se concentra no Sul e no Leste do Afeganistão, regiões de maior influência da milícia fundamentalista dos Talebã (Estudantes).

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

"Álcool é pior do que crack e heroína"

O ex-assessor antidrogas do governo britânico David Nutt publica artigo na revista médica The Lancet afirmando que o álcool é mais prejudicial à sociedade do que drogas como crack e heroína.

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

Produção de heroína dispara no Afeganistão

O estado de guerra permanente em que vive o Afeganistão impede o desenvolvimento de atividades econômicas normais, tornando a plantação de papoula para produção de ópio, morfina e heroína. A área cultivada cresceu 59% no ano passado, chegando a 165 mil hectares, e a produção aumentou 50%, para 6,1 mil toneladas, revela o relatório anual da agência das Nações Unidas para controle e prevenção do uso de drogas.

Como na Colômbia, a economia clandestina das drogas acaba se associando a grupos armados. É o tráfico que sustenta os senhores de guerra que dominam regiões onde a autoridade do governo Hamid Karzai não chega e a própria milícia dos Talebã (Estudantes), que se reagrupou em áreas tribais da fronteira com o Paquistão e planeja uma grande ofensiva assim que terminar o inverno no Hemisfério Norte.

"Na província de Helmand, no Sul do Afeganistão, onde aumentaram os ataques dos talebã contra as forças internacionais e do governo, a área do cultivo ilícito aumentou em 69,3 mil hectares, demonstrando mais uma vez o vínculo entre a segurança e a luta contra cultivos ilícitos", diz o relatório da ONU.

Das 34 províncias afegãs, só quatro estão livres da produção de ópio e derivados.

No relatório do Escritório das Nações Unidas para Crime e Drogas, o governo de Evo Morales, na Bolívia, é advertido de que "algumas medidas que se dispõe a tomar descumprem as disposições dos tratados internacionais sobre controle de drogas". Podem facilitar a produção de cocaína.

sábado, 2 de dezembro de 2006

Produção de ópio é recorde no Afeganistão

Em mais um sinal do fracasso da ocupação do Afeganistão de criar um país estável, a produção de ópio no país que fornece mais de 90% da heroína consumida no mundo cresceu 26% nos últimos 12 meses, chegando a 5,644 toneladas, admitiu ontem o governo dos Estados Unidos.

A área cultivada com papoula aumentou 61%. Nas províncias de Helmand e Oruzgan, o crescimento foi de 132%.