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quarta-feira, 21 de setembro de 2022

Hoje na História do Mundo: 21 de Setembro

 TRAIÇÃO AOS EUA

    Em 1780, durante a Guerra da Independência (1775-83), o general norte-americano Benedict Arnold encontra o major britânico John Andre para discutir a entrega do forte de West Point, no estado de Nova York, ao inimigo em troca de um alto posto no Exército Real e uma grande soma em dinheiro.

A conspiração é descoberta. Andre é preso e executado. Arnold foge para o Reino Unido, onde nunca recebe o que fora prometido, e morre em 14 de junho de 1801.

REVOLUÇÃO ABOLE A MONARQUIA

    Em 1792, durante a segunda fase da Revolução Francesa (1789-99), a Convenção Nacional (1792-95) acaba com a monarquia e funda a Primeira República.

O rei Luís XVI e a rainha Maria Antonieta, presos em agosto de 1792, são executados na guilhotina em 1793. Luís XVI ascende ao trono em 1774. A França está exaurida e humilhada pela derrota para o Império Britânica na Guerra dos Sete Anos (1756-63), quando perde a maioria das possessões na América do Norte e na Índia.

A quebra de safras em invernos rigorosos causam fome, agravam a crise econômica e criam o ambiente para a revolução, que estoura em 14 de julho de 1789, com a tomada da prisão da Bastilha, em Paris, símbolo da opressão do antigo regime.

FIM DA NEUTRALIDADE

    Em 1939, o presidente Franklin Delano Roosevelt vai ao Capitólio e pede ao Congresso que altere as Leis da Neutralidade, aprovadas naquela década, para que os Estados Unidos enviem ajuda militar aos países da Europa ameaçados pela Alemanha Nazista na Segunda Guerra Mundial (1939-45).

No discurso, Roosevelt adverte que países como a Alemanha constroem "grandes exércitos, marinhas e arsenais com grande rapidez e intensidade", enquanto os EUA tentavam ficar neutros e usar "todo seu poder para encorajar soluções negociadas".

Com o início da guerra, o presidente americano vê necessidade de apoiar a luta das nações democráticas contra o Nazifascismo e afirma que a passividade "ajuda o agressor". O Congresso aprova as mudanças em 4 de novembro.

Depois a ocupação da França pelos nazistas em maio e junho de 1940, Roosevelt e o primeiro-ministro o Reino Unido, Winston Churchill, assinam a Carta do Atlântico em 14 de agosto de 1941, uma declaração de princípios sobre como deveria ser o mundo no pós-guerra.

Os EUA entram na guerra em 7 de dezembro de 1941, quando o Japão bombardeia a 7ª Frota Norte-Americana, estacionada em Pearl Harbor, no Havaí.

SUPERBOMBARDEIRO DECOLA

    Em 1942, a superfortaleza voadora B-29, fabricada pela Boeing, faz seu primeiro voo, em Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos.

O superbombardeiro é projetado em 1939 pelo general Arnold Hap. Ele teme que a conquista da Europa pela Alemanha Nazista deixe os EUA sem bases do outro lado do Oceano Atlântico. Precisariam de um avião capaz de voar mais alto, mais rápido e em distância mais longa.

A companhia aeronáutica Boeing desenvolve então um bombardeiro pesado com quatro motores com o primeiro sistema de ataque a radares de um avião de guerra americano.

Seu primeiro ataque acontece em 5 de junho de 1944, em Bangkok, na Tailândia, preparando a libertação da Birmânia, hoje Mianmar, ocupada pelo Império do Japão.

Os B-29 participam dos ataques a Tóquio com bombas incendiárias que matam 100 mil japoneses em março de 1945. Sua principal missão é transportar as bombas atômicas que explodem em Hiroxima, em 6 de agosto, e em Nagasaki, em 9 de agosto de 1945, matando 140 mil pessoas na hora e pondo fim à Segunda Guerra Mundial (1939-45).

domingo, 23 de agosto de 2020

Média diária de mortes pela covid-19 da última semana está em 985

Com 495 mortes, o menor número desde 31 de maio, e 23.028 casos novos da doença do coronavírus de 2019 registrados hoje, o Brasil soma até agora 114.772 mortes, 3.605.783 casos confirmados e 2.739.035 pacientes curados. A média diária das mortes dos últimos sete dias ficou em 985. Há mais de uma semana, está abaixo de mil.

No mundo inteiro, já são 23,5 milhões de casos confirmados, cerca de 810 mil mortes e 16 milhões de pacientes curados. Os Estados Unidos têm mais casos confirmados (5,7 milhões) e mais mortes (180 mil).

Sob pressão do presidente Donald Trump, a Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA), órgão regulador dos setores nos EUA, autorizou o tratamento contra a covid-19 usando o plasma sanguíneo de doentes recuperados.

No sábado, Trump afirmou que a FDA era parte de uma conspiração do "Estado profundo" contra sua reeleição, por isso, estaria atrasando a aprovação de vacinas contra o novo coronavírus.

Nesta segunda-feira, começa a Convenção Nacional do Partido Republicano que homologar a candidatura de Trump à reeleição em 3 de novembro.

quarta-feira, 19 de agosto de 2020

Brasil, Índia e África do Sul terão maior dificuldade de recuperação, prevê consultoria

O Brasil, a Índia e a Africa do Sul devem ser os países do Grupo dos Vinte com maior dificuldade de recuperação da pandemia do coronavírus de 2019. O G-20 reúne os 19 países mais ricos do mundo e a União Europeia. 

Para a empresa britânica de consultoria estratégica e risco global Verisk Maplecroft, Brasil, Índia e África do Sul terão problemas por ineficiência da máquina do Estado e corrupção sistêmica, com ameaça de agitação social e protestos. 

Brasil, índia e África do Sul têm 10 por cento do produto mundial bruto, estimado em 87 trilhões de dólares ou 481 trilhões de reais no ano passado pelo Fundo Monetário Internacional.

Nesta quarta-feira, o Brasil registrou 1.170 mortes e mais de 48,5 mil casos novos, totalizando 111.189 mortes e 2,615 milhões de casos confirmados. No mundo, já são 22,5 milhões de casos confirmados, 790 mil mortes e mais de 15 milhões de pacientes recuperados. 

Os Estados Unidos têm mais de 5,5 milhões de casos confirmados e 173 mil mortes.

A Índia está em terceiro lugar em número de casos (2,8 milhões) e em quarto no número de mortes (54 mil), logo atrás do México, onde a covid-19 matou quase 58,5 mil pessoas. Meu comentário:

segunda-feira, 2 de março de 2020

Pete Buttigieg abandona a corrida à Casa Branca

Depois de um mau resultado na eleição primária da Carolina do Sul, o ex-prefeito de South Bend, no estado de Indiana, Pete Buttigieg deixou ontem a disputa pela candidatura do Partido Democrata à Presidência dos Estados Unidos na eleição de 3 de novembro.

Ex-veterano de guerra e homossexual assumido, Buttigieg, de 39 anos, fez uma campanha histórica. Ele venceu as convenções regionais do estado de Iowa e ficou em segundo em Novo Hampshire, mas enfrentou problemas como a falta de experiência e a pequena popularidade entre o eleitorado negro, uma base importante do partido.

No sábado, o bilionário californiano Tom Steyer abandonou a campanha.

Com a saída desses dois candidatos, a disputa se concentra em torno do ex-vice-presidente Joe Biden e do senador Bernie Sanders, que se apresenta como socialista, o que preocupa os caciques do partido.

O estigma do socialismo poderia prejudicar outros candidatos do partido à Câmara, ao Senado e aos governos estaduais. Biden pediu apoio a Buttigieg na véspera na superterça-feira, 3 de março, quando 14 estados realizam eleições prévias, inclusive os dois mais populosos, a Califórnia e o Texas, que mandam mais delegados à Convenção Nacional Democrata, que vai escolher o candidato do partido de 13 a 16 de julho em Kilwaukee, no estado de Wisconsin.

A senadora Elizabeth Warren deve sair em breve e tende a apoiar Sanders. O ex-prefeito de Nova York Michael Bloomberg, um bilionário que financia sua própria campanha, corre por fora.

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Obama pede voto a Hillary como proteção contra demagogos

Em mais um discurso eletrizante, o presidente Barack Obama passou uma mensagem otimista, dizendo que o país está muito melhor do que quando foi eleito em 2008. Na terceira noite da convenção nacional do Partido Democrata, ele voltou a descrever a ex-secretária de Estado Hillary Clinton como "a pessoa mais qualificada que já disputou a Presidência dos Estados Unidos". 

Diante de uma audiência que chegou a pedir "mais quatro anos", Obama primeiro tentou desfazer a imagem dos EUA como "uma cena de crime dividida" e defendeu a reaproximação de seu governo com inimigos históricos como Cuba e o Irã, entre outras realizações como a recuperação da economia e a queda no desemprego.

Obama ironizou a alegação do candidato republicano de que será "a voz dos que não têm voz": "Alguém acredita que um cara que passou 70 anos neste mundo sem se preocupar com os trabalhadores vai de repente ser seu campeão?"

Ele criticou a pretensão de Trump de ser um salvador da pátria, lembrando que a força da democracia está no poder que emana do povo: "É por isso que quem ameaça nossos valores, sejam fascistas, comunistas, jihadistas ou demagogos domésticos, vai fracassar no fim", disse Obama, citado pelo jornal The New York Times.

O presidente apresentou Hillary Clinton como uma vida dedicada ao serviço público, apelando aos eleitores do senador Bernie Sanders, mais à esquerda: "Ela esteve lá lutando por nós mesmo quando não notamos e se você é realmente sério a respeito da nossa democracia não pode se dar ao luxo de ficar em casa porque ela não se alinha com você em todas as questões."

No fim, Hillary entrou no palco com um sorriso e abraçou longamente Obama, numa passagem de liderança do partido do atual presidente para a candidata à Casa Branca.

Antes, o vice-presidente Joe Biden, o ex-prefeito de Nova York Michael Bloomberg e o candidato a vice de Hillary, Tim Kaine, se revezaram para exaltar Hillary e arrasar Donald Trump.

Kaine, ex-governador da Virgínia, senador de primeiro mandato, se apresentou como fruto da educação numa escola jesuíta que se transformou em advogado defensor dos direitos civis. Ele falou palavras em espanhol para o eleitorado latino e para os brancos sem curso superior que são eleitores de Trump, atacando a imagem do candidato.

O vice de Hillary repetiu várias vezes que o candidato republicano faz promessas extravagantes e não revela sua declaração de renda, diz apenas: "Acreditem em mim", como se isso fosse suficiente." Kaine citou o senador Sanders, mas a ala esquerdista do partido levantou cartazes contra a Parceria TransPacífica (TPP), um acordo comercial repudiado pela esquerda. No Senado, Kaine foi a favor.

Para o ex-secretário da Defesa e ex-diretor da Agência Central de Inteligência (CIA) Leon Panetta, o pedido de Trump para que a Rússia pirateie o correio eletrônico privado usado por Hillary Clinton quando secretária de Estado o desqualifica para ser presidente e comandante-em-chefe das Forças Armadas dos EUA.

Bloomberg, ex-republicano que foi três vezes prefeito de Nova York (2002-13) e virou independente, é o 6º homem mais rico dos EUA e 8º do mundo, com uma fortuna de US$ 46,7 bilhões. Seu papel foi atacar a imagem de Trump como empresário bem-sucedido: "Donald Trump vai governar os EUA do jeito que administra suas empresas? Deus nos ajude!"

terça-feira, 26 de julho de 2016

Michelle Obama rouba a cena no início da convenção democrata

Com um discurso sensível e tocante, a primeira-dama Michelle Obama foi destaque da primeira noite da convenção nacional do Partido Democrata que vai oficializar a candidatura da ex-secretária de Estado Hillary Clinton à Presidência dos Estados Unidos em 8 de novembro de 2016.

O senador socialista Bernie Sanders prometeu manter viva sua "revolução política", mas pediu o voto de seus eleitores para Hillary e o vice moderado Tim Kaine em troca da inclusão na plataforma democrata de algumas de suas propostas, como o salário mínimo de US$ 15 por hora.

A senadora Elizabeth Warren atacou o candidato republicano em tom moderado e discreto, sem a veemência de discursos anteriores para desmascarar Donald Trump. Descreveu o adversário como um bilionário sem escrúpulos que "nunca cedeu absolutamente nada a ninguém".

Calma e serena, Michelle contou sua história pessoal de criar duas filhas na Casa Branca para falar da importância histórica do governo Barack Obama e de Hillary se tornar a primeira mulher a presidir os EUA. Insistiu que ela é a única alternativa confiável para controlar os códigos secretos das armas nucleares do país. Atacou Trump sem citar seu nome.

"É difícil acreditar que faz oito anos que estive aqui para falar para vocês por que eu achava que meu marido deveria ser presidente dos EUA", disse Michelle, sob aplausos. "Relembrem como eu falei de seu caráter e suas convicções, sua decência e sua cortesia, a cortesia que vimos durante todo seu tempo na Casa Branca, uma pessoa sempre suave. Se alguém é rude e ameaça, quando eles apelam para baixarias, nós saímos por cima."

Em seguida, a primeira-dama elogiou a dedicação da ex-secretária de Estado à vida pública: "Vejam! Em muitos momentos, Hillary poderia ter decidido que este trabalho é muito árduo, que o preço a pagar pelo serviço público é muito elevado, criticada como é pela maneira como se apresenta, se veste e até quando ri. O que o mais admiro em Hillary é que ela nunca se entrega sob pressão. Ela nunca procura a saída mais fácil. Nunca desistiu de nada na sua vida.

"Quero uma pessoa com força comprovada para perseverar", prosseguiu Michelle, "alguém que conheça este trabalho e o leve a sério, alguém que entenda que as questões que um presidente encara não são em branco e preto e não podem ser reduzidas a 140 caracteres, que conheça que me trouxe a este palco nesta noite, a história de gerações de pessoas que sentiram o chicote da escravidão, a vergonha da servidão, o estigma da segregação, mas que continuaram lutando, tendo esperança e fazendo o que tinham de fazer. Todos os dias de manhã eu acordava numa casa construída por escravos e se hoje minhas filhas acreditam que uma mulher pode chegar à Presidência dos EUA devo isso a Hillary."

No seu discurso, Sanders foi generoso com Hillary, descrevendo-a como "uma primeira-dama diferente das outras primeiras-damas, que se dedicou à luta pela cobertura universal de saúde". Foi uma tentativa de resgatar uma imagem mais progressista de Hillary.

Depois de uma campanha centrada no combate à desigualdade social em que prometeu uma revolução pelo voto, o desafio de Sanders agora é fazer seus seguidores votaram na chapa Clinton-Kaine.

Como observou o jornal mais vendido nos EUA, The Wall Street Journal, o Partido Democrata reunido na Filadélfia nesta semana é muito diferente daquele que em 1992 indicou Bill Clinton e Al Gore para presidente e vice. Ambos eram sulistas considerados conservadores da ala moderada do partido.

Os democratas vinham de três derrotas em eleições presidenciais, duas para Ronald Reagan, em 1980e 1984, e uma para George Herbert Walker Bush, o pai, em 1988. Clinton bateu Bush por causa de um terceiro candidato independente, o magnata Ross Perot, que roubou votos à direita de George Bush.

Nesta terça-feira, cabe ao ex-presidente Bill Clinton fazer o discurso mais esperado da convenção para defender a candidatura da mulher à Casa Branca. Na quarta-feira, será a vez do presidente Barack Obama e do vice-presidente Joe Biden. Hillary faz o discurso de aceitação oficial da candidatura na quinta-feira.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Sanders pede união dos democratas para derrotar Trump

Horas antes do início da convenção nacional do Partido Democrata para oficializar a candidatura de Hillary Clinton à Presidência dos Estados Unidos, seu rival nas eleições primárias, o senador socialista Bernie Sanders pediu união para derrotar o candidato republicano, Donald Trump, apesar do vazamento de e-mails indicando favorecimento da cúpula do partido a Hillary.

Cerca de 20 mil mensagens de correio eletrônico do comitê executivo nacional democrata foram reveladas pelo sítio WikiLeaks, especializado em piratear segredos políticos e empresariais. Neles, fica evidente a intenção de prejudicar a candidatura Sanders, com críticas inclusive em relação à religião. Sanders é judeu e ateu.

O escândalo ameaça a unidade do Partido Democrata, especialmente depois que Hillary escolheu o senador conservador Tim Kaine para candidato a vice-presidente. Ela ignorou a ala mais à esquerda do partido, que votou em massa em Sanders nas eleições prévias, seduzida pelas críticas à desigualdade social e às grandes empresas, especialmente financeiras, e acordos comerciais.

Em discurso no início da tarde, o senador socialista insistiu em propostas como um salário mínimo de US$ 15 por hora e pediu o voto para a chapa Clinton-Kane, apesar da reação negativa de seus aliados.

Depois de uma convenção republicana marcada pela clara rejeição de amplos setores do partido a Trump, na semana passada, os democratas esperavam dar uma demonstração de unidade. Sanders fala hoje à noite. Vai insistir que o verdadeiro inimigo é Trump.

domingo, 24 de julho de 2016

Presidente democrata cai após vazamento de e-mails anti-Sanders

A presidente da comissão executiva nacional do Partido Democrata, deputada federal Debbie Wasserman Schultz, renunciou ao cargo diante do vazamento de mensagens reveladoras de favorecimento da cúpula partidária à ex-secretária de Estado Hillary Clinton na disputa com o senador Bernie Sanders pela candidatura à Presidência dos Estados Unidos, informou o jornal The New York Times.

O vazamento do sítio WikiLeaks, que pirateia mensagens de governos, partidos e empresas para revelar sua hipocrisia, aconteceu às véspera do início, amanhã, na Filadélfia, da convenção nacional para consagrar Hillary candidata. Abala a frágil trégua interna do partido com os eleitores de Sanders, mais à esquerda, que não ficaram satisfeitos com a escolha do senador moderado Tim Kaine para vice-presidente.

O coordenador da Rede de Delegados de Bernie, Norman Solomon, protestou contra o vice-presidente "inaceitável": "A secretária Clinton deve saber que a escolha de Kaine só pode inflamar em vez de acalmar a grande maioria dos eleitores de Bernie."

Sanders, socialista assumido, fez campanha denunciando o centro financeiro de Wall Street, a desigualdade social e os acordos de livre comércio. Sempre acusou Hillary de ser uma candidata do sistema que recebe ajuda dos grandes bancos e da cúpula do partido em sua campanha.

"A liderança do partido deve ser sempre imparcial durante o processo de indicação do candidato, algo que não aconteceu em 2016", lamentou Sanders em nota.

Ao anunciar a renúncia, Debbie Schultz deixou claro que vai continuar lutando por Hillary: "Eu sei que eleger Hillary Clinton a próxima presidente é crucial para o futuro dos EUA. Vou servir como militante na campanha na Flórida e ao redor do país para garantir a vitória. No momento, a melhor maneira de atingir este objetivo é deixar a presidência do partido no fim desta convenção."

Em nota, Hillary agradeceu à ex-presidente do partido: "Sou grata a Debbie por trazer o Partido Democrata até a histórica convenção deste ano na Filadélfia, e eu sei que o evento desta semana vai ser um sucesso graças a ela e a sua liderança."

O escândalo atinge a campanha à reeleição da própria Debbie, que disputa a candidatura pelo 23º distrito da Flórida com o professor de direito Tom Canova, aliado de Sanders, numa eleição primária em agosto.

Alguns dirigentes democratas acusaram a Rússia pelo vazamento, sob a alegação de que o presidente Vladimir Putin tem interesse na eleição do candidato republicano, Donald Trump.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Discurso de Melania tem uma chance em um trilhão de não ser plágio

A probabilidade de que uma frase de 16 palavras seja repetida exatamente da mesma maneira em dois discursos é de um em um trilhão, estimou hoje a empresa responsável pelo programa de computador Turnitin, produzido para detectar plágio. Isso significa que a mulher do candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, Melania Trump, copiou um discurso da primeira-dama Michelle Obama.

Melania discursou na noite de segunda-feira, primeiro dia da convenção nacional para lançar o candidato do Partido Republicano à Casa Branca em 8 de novembro, Donald Trump. Seu papel era apresentar uma imagem humana do candidato, visto como um magnata imobiliário inescrupuloso.

Mas um jornalista desempregado teve a sensação de já ter ouvido aquelas palavras. Pesquisou na rede, descobriu o plágio e revelou-o publicamente nas redes sociais.

Pior ainda: a terceira mulher de Trump copiou Michelle Obama, uma figura odiada pelos republicanos, justamente na parte que fala dos valores da família e da educação dos filhos. Se ainda fosse uma primeira-dama do partido...

Trump faz aquele estilo arrasa-quarteirão: agride, nunca recua nem pede desculpas. Como era famoso por demitir candidatos a emprego ao vivo no seu programa de televisão, os americanos ficaram esperando a demissão do responsável.

A primeira versão divulgada nos meios de comunicação dos EUA era que dois redatores de discursos do partido enviaram um texto para Melania e ficaram surpreso quando ela leu um discurso muito diferente.

Para derrubar esta versão negativa para a candidatura Trump, hoje a redatora Meredith McIver pediu demissão. Ela declarou ser "amiga a admiradora da família Trump há muito tempo" e disse ter cometido um erro.

Ao revisar o discurso, Melania teria lido o discurso de Michelle como exemplo do que gostaria de dizer. Meredith afirma que introduziu alguns trechos lidos por Melania ao telefone sem conferir com os discursos de Michelle.

Numa reação aparentemente generosa, Trump rejeitou o pedido de demissão: "Ela cometeu um erro, mas todos cometemos erros", declarou o candidato à televisão americana ABC. Ficou uma forte suspeita de que Meredith foi recompensada por assumir a responsabilidade pelo plágio.

terça-feira, 19 de julho de 2016

Trump é oficialmente candidato republicano à Casa Branca

Há um ano parecia impossível, mas o magnata imobiliário Donald Trump será o candidato do Partido Republicano à Presidência dos Estados Unidos na eleição de 8 de novembro de 2016. A convenção nacional do partido, realizada em Cleveland, no estado de Ohio, oficializou há pouco a indicação.

Quando seu filho Donald Trump Jr. anunciou os votos do estado de Nova York, o bilionário atingiu o número mínimo de 1.237 delegados para garantir a candidatura. Ao todo, Trump recebeu os votos de 1.725 delegados, 69,8% do total, a oitava menor porcentagem da história do partido.

Isso significa que ele sofreu a maior oposição interna (30,2%) desde a última convenção disputada, em 1976, e a segunda maior em um século, observou o jornal The Washington Post.

Em discurso na quinta-feira, Trump aceita oficialmente a investidura.

Ainda hoje, os delegados devem confirmar a candidatura a vice-presidente do governador do estado de Indiana, Mike Pence.

Trump foi o grande fenômeno das eleições primárias deste ano. Com uma retórica agressiva de negociante e apresentador de televisão, o bilionário explora os medos do eleitorado americano, da violência, do desemprego e dos imigrantes. Comprou brigas com as mulheres, com os mexicanos e demais latino-americanos, com muçulmanos e imigrantes de modo geral.

Houve algumas tentativas de rebelião dentro do Partido Republicano de grupos que não o consideram conservador. Demagogo e oportunista, Trump era a favor do aborto e do controle de armas. Mudou o discurso para agradar ao eleitorado mais à direita.

A convenção nacional republicana para consagrar o bufônico Trump é marcada pelas ausências. De todos os ex-presidentes e candidatos do partido à Casa Branca, só Bob Dole participa do evento. A família Bush, com dois ex-presidentes boicota a convenção republicana, assim como o senador John McCain, candidato em 2008, e o empresário Mitt Romney, derrotado em 2012.

Até o governador do estado de Ohio, onde se realiza a convenção, John Kasich, está ausente, assim como outras figuras eminentes do partido como o senador Lindsay Graham.

Melania Trump plagiou discurso de Michelle Obama

Mais um escândalo ronda a candidatura do magnata imobiliário Donald Trump à Presidência dos Estados Unidos na eleição de 8 de novembro de 2016. Ao apresentar uma imagem humana do marido no primeiro dia da convenção nacional do Partido Republicano, sua mulher Melania Trump, copiou trechos do discurso de Michelle Obama na convenção do Partido Democrata em 2008.

Logo depois do discurso, a televisão americana CNN e o jornal The Washington Post apontaram partes praticamente iguais. Melanie reproduziu o discurso de Michelle sobre valores ensinados pelos pais de que "você trabalha trabalha muito pelo que quer na vida", sua palavra é um compromisso e de que "se deve tratar as pessoas com respeito".

Mais adiante, a frase "porque queremos que nossas criança saibam que o único limite a suas conquistas é o alcance do seus sonhos e sua vontade para trabalhar por eles", do discurso de Michelle em 2008, foi repetida com uma única mudança: em vez de "o alcance dos seus sonhos", Melanie usou "a força dos seus sonhos".

Melania afirmou que ela mesma escreveu o discurso com uma pequena ajuda de assessores da campanha de Trump. Foi mais um gesto de amadorismo, arrogância e incompetência da candidatura do bilionário. A questão é: vai fazer alguma diferença para o eleitorado que o apoia?

As últimas pesquisas indicam uma queda da vantagem da ex-secretária de Estado Hillary Clinton para 5 a 7 pontos percentuais depois que uma investigação concluiu que ela foi "extremamente descuidada" ao usar uma conta pessoal de correio eletrônico quando chefiava a diplomacia americana, colocando em risco a segurança nacional dos EUA.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Michelle Obama promete oportunidades para todos

Em tom emocionado, a primeira-dama Michelle Obama prometeu lutar por uma sociedade com oportunidades para todos nos Estados Unidos, independentemente da origem social, no principal discurso da primeira noite da Convenção Nacional do Partido Democrata que vai indicar oficialmente o presidente Barack Obama como candidato à reeleição em 6 de novembro.

Num magnífico vestido vermelho, Michelle descreveu seu marido na Casa Branca como o mesmo homem por quem se apaixonou anos atrás: "A Presidência não muda você. A Presidência revela quem você realmente é." Ela lembrou que os dois enfrentaram dificuldades, nasceram em famílias pobres e só cursaram universidades porque receberam auxílio financeiro.

Michelle Obama defendeu a reforma do sistema de saúde para oferecer cobertura universal, a grande conquista do marido em política interna, que a oposição republicana promete revogar, e ajuda financeira para todo jovem ter direito de fazer um curso superior.

Se Ann Romney foi usada na semana passada pelo Partido Republicano para humanizar o marido, Michelle conseguiu empolgar os delegados democratas. Veja a íntegra do discurso da primeira-dama no   sítio do jornal The Washington Post.

O maior desafio de Obama, depois da grande mobilização popular que o levou à vitória, é tirar de casa os eleitores da coalizão que conseguiu formar em 2008. Diante das dificuldades impostas pela crise, a maioria das promessas não foi realizada, o desemprego é elevado e a recuperação econômica claudicante.

A primeira-dama tinha a missão de convocar os eleitorados negro, pobre, feminino e latino. O ex-presidente Bill Clinton vai discursar para a classe operária e a classe média brancas, duramente atingidas pelo desemprego.

Na quinta-feira, ao aceitar oficialmente a investidura, Obama não pode prometer muito. Já está sendo acusado pela oposição de ter realizado muito pouco. Uma das frases do discurso de Mitt Romney na semana passada disse que, enquanto Obama quer mudar o mundo, ele quer apenas ajudar o americano comum e sua família.

Obama deve destacar as realizações de seu governo, alegando que o desemprego seria muito maior se não fosse o programa de incentivo de US$ 787 bilhões que os republicanos acusam de só ter servido para aumentar a dívida pública, hoje em mais de US$ 15 trilhões, acima de 100% do produto interno bruto. Ele conseguiu salvar a indústria automobilística e aprovar uma reforma da saúde para oferecer cobertura a todos os americanos.

Em seu governo, os EUA conseguiram matar o líder terrorista Ossama ben Laden, da rede terrorista Al Caeda. Retiraram os soldados americanos do Iraque. Pretendem parar de combater em 2013 na Guerra do Afeganistão, que já é a mais longa da História do país. E participaram da intervenção militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) na guerra civil da Líbia, ajudando a derrubar o ditador Muamar Kadafi, um inimigo histórico.

O governo Obama não conseguiu reatar as negociações de paz entre Israel e os palestinos. Está sendo acusado pelos republicanos de abandonar Israel. Na realidade, pressionou o governo direitista israelense a suspender a colonização da Cisjordânia ocupada para criar um clima favorável ao diálogo. A direita israelense se apoia na direita americana para rejeitar qualquer concessão.

Para o governo de Israel, os palestinos não representam uma ameaça. Sua maior preocupação é com o programa nuclear do Irã, suspeito de desenvolver armas atômicas. Obama abriu diálogo com o Irã, mas exige o fim do enriquecimento de urânio, o que os aiatolás não aceitam. Não houve avanço. Obama teria mandado um recado ao Irã de que não apoia uma ação militar israelense contra suas instalações nucleares.

Depois de tentar se livrar das duas guerras herdadas de George W. Bush, tudo o que Obama não quer é uma nova guerra.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Partido Republicano oficializa candidatura Romney

Apesar das restrições da ala mais conservadora, o Partido Republicano indicou oficialmente agora há pouco o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney como candidato à Presidência dos Estados Unidos na eleição de 6 de novembro de 2012.

Com a reação conservadora à eleição do primeiro presidente negro da História dos EUA, a oposição marchou para a direita, sob pressão do movimento radical Festa do Chá. Romney está à esquerda do partido, que adota posições extremistas, como condenar o aborto mesmo em caso de estupro.

O deputado Todd Akin, candidato ao Senado, chegou a dizer que a mulher tinha uma maneira de se fechar psicologicamente em casos de estupro, evitando a gravidez. Cerca de 31 mil gravidezes são causadas por ano por estupros nos EUA.

A convenção nacional republicana se realiza nesta semana em Tampa, na Flórida, que está na rota do furacão Isaac, o que resgatou a memória do furacão Katrina. O governo republicano de George W. Bush hesitou no socorro às vítimas. Foi muito criticado por sua péssima administração da tragédia. Além disso, para equilibrar o orçamento, os republicanos querem cortar o orçamento para emergências e desastres naturais.

Ann Romney, a mulher do candidato, tentou humanizar Mitt, considerado um milionário insensível, apresentando-o como um empresário competente que está sendo criticado por seu sucesso. Mas o casal, suspeito de ter dinheiro no exterior, se nega a divulgar suas declarações de renda.

Num discurso vazio mas muito aplaudido por uma plateia de brancos e louros onde era difícil encontrar representantes de qualquer minoria, o governador de Nova Jérsei, Chris Christie, acusou o presidente Barack Obama de "falir os EUA". Ele disse que Romney "saberá dizer as duras verdades que o país precisa ouvir para voltar a crescer".

O fracasso total do último governo republicano, de George W. Bush, é ignorado. A maioria dos americanos culpa mais Bush do que Obama pela pior crise econômica em 70 anos nos EUA, mas entende que o atual presidente poderia ter feito mais.

A maior dúvida é o que Romney fará, se for eleito. Na capa da influente revista inglesa The Economist, a pergunta é quais são as verdadeiras convicções do misterioso candidato republicano. Espera-se que ele dê alguma pista no discurso de aceitação da candidatura.