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quinta-feira, 5 de março de 2020

Senadora Elizabeth Warren abandona campanha à Presidência dos EUA

Depois de um desempenho medíocre na superterça-feira, a senadora Elizabeth Warren vai desistir da candidatura à Presidência dos Estados Unidos pelo Partido Democrata, anunciou hoje a mídia americana, citando como fonte funcionários da campanha. Ainda não está claro se ela vai apoiar outro candidato.

Warren faz parte da ala mais à esquerda do partido. Como o senador socialista Bernie Sanders, defende a taxação dos bilionários, a criação de um sistema de saúde pública e a universidade gratuita. Mas não há garantia de que seus eleitores passem automaticamente a apoiar Sanders.

Parte dos eleitores de Warren seria gente que votou em Hillary Clinton contra Sanders na campanha de 2016 na expectativa de ver uma mulher na Casa Branca.

Na superterça-feira, Warren não ganhou nem em seu estado, Massachusetts. Ficou em terceiro, atrás do ex-vice-presidente Joe Biden, líder da disputa entre os democratas, e de Sanders.

Ao anunciar oficialmente a retirada, Warren optou por não apoiar nenhum candidato, dando a seus eleitores total liberdade para escolher.

segunda-feira, 2 de março de 2020

Pete Buttigieg abandona a corrida à Casa Branca

Depois de um mau resultado na eleição primária da Carolina do Sul, o ex-prefeito de South Bend, no estado de Indiana, Pete Buttigieg deixou ontem a disputa pela candidatura do Partido Democrata à Presidência dos Estados Unidos na eleição de 3 de novembro.

Ex-veterano de guerra e homossexual assumido, Buttigieg, de 39 anos, fez uma campanha histórica. Ele venceu as convenções regionais do estado de Iowa e ficou em segundo em Novo Hampshire, mas enfrentou problemas como a falta de experiência e a pequena popularidade entre o eleitorado negro, uma base importante do partido.

No sábado, o bilionário californiano Tom Steyer abandonou a campanha.

Com a saída desses dois candidatos, a disputa se concentra em torno do ex-vice-presidente Joe Biden e do senador Bernie Sanders, que se apresenta como socialista, o que preocupa os caciques do partido.

O estigma do socialismo poderia prejudicar outros candidatos do partido à Câmara, ao Senado e aos governos estaduais. Biden pediu apoio a Buttigieg na véspera na superterça-feira, 3 de março, quando 14 estados realizam eleições prévias, inclusive os dois mais populosos, a Califórnia e o Texas, que mandam mais delegados à Convenção Nacional Democrata, que vai escolher o candidato do partido de 13 a 16 de julho em Kilwaukee, no estado de Wisconsin.

A senadora Elizabeth Warren deve sair em breve e tende a apoiar Sanders. O ex-prefeito de Nova York Michael Bloomberg, um bilionário que financia sua própria campanha, corre por fora.

sábado, 22 de fevereiro de 2020

Sanders vence em Nevada e se firma como líder da corrida democrata à Casa Branca

Com 44,1% dos delegados, o senador socialista Bernie Sanders ganhou as convenções regionais do estado de Nevada para indicar o candidato do Partido Democrata à Presidência dos Estados Unidos em 3 de novembro. 

O ex-vice-presidente Joe Biden ficou bem atrás, com 25%, seguido pelo ex-prefeito Pete Buttigieg (14,9%) e a senadora Elizabeth Warren (8,4%), de acordo com as projeções da rede de televisão americana CNN.

Sanders ganhou no voto popular em Iowa, mas perdeu no número de delegados, que é o que realmente importa, para Buttigieg. Depois de vencer em Novo Hampshire e agora em Nevada, um estado com 40% de negros e latinos, eleitorados importantes para os democratas, firma-se como o candidato favorito do partido.

Em Nevada, dois terços dos jovens e mais da metade dos latinos votaram em Sanders. Os latinos representam 20% do eleitorado. Ele conquistou os votos dos latinos moderados. A senadora Amy Klobuchar, teve apenas 4% do voto latino, Warren 7% e Buttigieg 9%.

Entre os homens, Sanders conquistou 38% dos votos, Buttigieg 16% e Biden 15%. Klobuchar só levou 3% do voto negro e Buttigieg 2%.

Pouco mais da metade dos participantes das convenções do Partido Democrata era de mulheres. Sanders levou 30% do voto feminino, enquanto Biden ficou com 16%, Buttigieg com 14% e Klobuchar com 12%.

Ontem, foi noticiado que a campanha da Rússia para ajudar na reeleição de Trump trabalha para apoiar a candidatura de Sanders. Como ele é assumidamente socialista, quer estatizar o sistema de saúde, e é muito difícil de imaginar que os EUA elejam um presidente socialista, seria o candidato mais fácil para Trump derrotar.

O grande teste será a Super Terça-Feira, 3 de março, quando haverá eleições primárias em 14 estados: Alabama, Arkansas, Califórnia, Carolina do Norte Colorado, Maine, Massachusetts, Minnesota, Oklahoma, Tennessee, Texas, Utah, Vermont e Virgínia. Também votam neste dia os Democratas no Exterior. A contagem destes votos será concluída em 10 de março.

Num único dia, estarão em jogo 1.357 dos 3.979 delegados à convenção nacional do Partido Democrata escolhidos nas prévias. A convenção vai indicar de 13 a 16 de julho, em Milwaukee, no estado de Wisconsin, o candidato da oposição ao presidente do Donald Trump. Os dois estados mais populosos, a Califórnia e o Texas, elegem 415 e 228 delegados.

Antes, em 29 de fevereiro, daqui a uma semana, a Carolina do Sul faz sua eleição primária. Biden precisa de uma vitória para impedir a disparada de Sanders.

Na Super Terça, entra na disputa o ex-prefeito de Nova York Michael Bloomberg, um bilionário que está financiando sua própria e foi o principal alvo dos outros pré-candidatos no último debate na televisão dias atrás.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Sanders vence a eleição primária democrata em Novo Hampshire

O senador socialista Bernie Sanders é o novo líder da disputa pela candidatura do Partido Democrata à Presidência dos Estados Unidos em 3 de novembro. Depois de ganhar no voto popular no estado de Iowa, mas perder no número de delegados, Sanders venceu ontem a eleição primária em Novo Hampshire.

Com 97% das urnas apuradas, Sanders venceu com 25,7%, seguido pelo ex-prefeito Pete Buttigieg, vencedor em Iowa, desta vez com 24,4%. A grande surpresa foi a senadora moderada Amy Klobuchar, que conquistou 19,8% dos votos.

Os grandes derrotados foram a senadora Elizabeth Warren (9,2%), que disputa com Sanders os votos da ala mais esquerdista do partido, e o ex-vice-presidente Joe Biden (8,4%), considerado por muitos como o mais capaz de vencer o presidente Donald Trump.

Além das duas derrotas, Biden, de 77 anos, vê dois candidatos mais jovens, Buttigieg e Klobuchar, disputando os votos dos moderados. Biden é o favorito entre o eleitorado negro, fundamental para um candidato democrata. Em pronunciamento gravado, declarou que a corrida para derrotar Trump está apenas começando.

O ex-vice-presidente terá de provar sua viabilidade nas próximas eleições prévias, em Nevada, na Carolina do Sul e especialmente nos 15 estados e territórios que votam na SuperTerça-Feira, em 3 de março, quando estarão em jogo os dois estados mais populosos, a Califórnia e o Texas.

Por outro lado, a soma dos votos nos principais candidatos moderados ultrapassa os 50%, enquanto os radicais não chegam a 35%. Quatro anos atrás, Sanders chegou a 60% contra a ex-secretária de Estado Hillary Clinton. O empresário Andrew Yang, o senador Michael Bennet e o ex-governador Deval Patrick abandonaram a disputa.

Sanders e Warren empolgam as alas mais radicais do partido com propostas como aumentar impostos para os muito ricos e criar um sistema público para garantir cobertura universal de saúde, mas a maioria dos americanos não quer abrir mão de seu seguro-saúde privado nem pagar os impostos necessários para financiar um sistema totalmente público. São considerados inelegíveis por levar o partido muito para a esquerda. Serão acusados de socialistas por Trump.

A grande novidade é o ex-prefeito de South Bend, no estado de Indiana, Pete Buttigieg, moderado veterano de guerra e homossexual assumido. Além de jovem e pouco experiente, ele faz 39 anos daqui a uma semana, é difícil imaginar que os americanos elejam um presidente gay. Sua candidatura galvanizaria o eleitorado conservador e religioso ao redor da reeleição de Trump.

Neste cenário, cresce a candidatura do bilionário Michael Bloomberg, ex-prefeito de Nova York, que não participou das prévias em Iowa e Novo Hampshire. Ele banca sua própria campanha e pode ser o moderado capaz de derrotar o atual presidente. Já está em terceiro lugar nas pesquisas, atrás de Sanders e Buttigieg.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Primárias democratas começam com grande atraso na divulgação do resultado

A luta para derrotar o presidente Donald Trump na eleição de 3 de novembro começou com problemas técnicos. Até agora, só foi divulgado um resultado parcial das convenções regionais do Partido Democrata no estado de Iowa. 

Com a apuração dos votos em 62% dos locais de votação, o ex-prefeito Pete Buttigieg (26,9%) lidera, seguido pelo senador socialista Bernie Sanders (25,1%). A senadora Elizabeth Warren (18,3%) ficou em terceiro e o suposto favorito nas pesquisas nacionais, o ex-vice-presidente Joe Biden, foi o quarto (15,6%).

No fim da apuração, quem tiver mais de 15% leva parte dos delegados do estado à convenção nacional que vai indicar o adversário de Trump, a ser realizada de 13 a 16 de julho em Milwaukee, no estado de Wisconsin.

Os dirigentes estaduais do partido, que organizaram a prévia, negam ter havido um ataque cibernético. Atribuíram o atraso a um aplicativo usado para fazer a totalização dos votos.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Democratas começam a escolher o adversário de Donald Trump

Os americanos começam a votar para escolher o próximo presidente dos Estados Unidos. O estado de Iowa faz hoje a primeira eleição prévia entre os aspirantes à candidatura do Partido Democrata, de oposição. Com a economia crescendo em ritmo de 2,1% ao ano e a taxa de desemprego em 3,5%, o presidente Donald Trump é favorito, apesar da impopularidade.

Num regime presidencialista, como no Brasil e nos Estados Unidos, a reeleição é sempre um plebiscito sobre o governo do dia e o presidente tem a máquina pública nas mãos. Como ficou evidente nas relações com a Ucrânia que levaram ao processo de impeachment, Trump não hesita em usar a máquina para trabalhar para ele.

Mas hoje é o dia do início das prévias democrata. No estado de Iowa, não é uma eleição primária, é uma série de convenções regionais só para membros do partido. Iowa elege 49 delegados à Convenção Nacional do Partido Democrata que vai escolher o candidato de 13 a 16 de julho em Milwaukee, no estado do Wisconsin. 

O candidato do Partido Republicano será indicado em convenção nacional a ser realizada de 24 a 27 de agosto em Charlotte, no estado da Carolina do Norte. Com certeza, será Trump. 

A eleição no voto popular está marcada para 3 de novembro. Quem vencer em cada estado, ganha os delegados do estado no Colégio Eleitoral que vai eleger efetivamente o presidente dos Estados Unidos em 14 de dezembro. Meu comentário:

terça-feira, 2 de julho de 2019

Kamala Harris sobe entre democratas na corrida à Casa Branca

Grande vencedora dos debates da semana passada, a senadora pelo estado da Califórnia Kamala Harris ficou em segundo lugar na última pesquisa da rede de televisão americana CNN sobre os pré-candidatos do Partido Democrata à eleição presidencial de 2020, ultrapassando os senadores Bernie Sanders e Elizabeth Warren.

No segundo debate, na sexta-feira, a senadora desafiou o líder nas pesquisas sobre a candidatura democrata, o ex-vice-presidente Joe Biden, ao falar de suas relações com supremacistas brancos do Partido Republicano. Quem conhece a luta de Biden pelos direitos civis considerou a crítica exagerada, mas aparentemente pegou bem entre os eleitores do partido.

Biden lidera com 22%, seguido de Harris com 17%, Warren com 15% e Sanders com 14%, na pesquisa CNN. As eleições primárias começam no início do próximo ano.

Como há 20 democratas lutando pela candidatura, os postulantes foram divididos em dois grupos para os primeiros debates. O primeiro dia foi dominado por Warren. Não houve grandes choques. Os pré-candidatos estavam mais interessados em se apresentar ao eleitorado e o líder não estava presente para ser alvo de todos os outros.

Harris, Biden e Sanders estavam no segundo dia. A senadora californiana impressionou com sua história da vida pessoal de uma menina negra que se sentia segregada quando frequentava uma escola pública em Berkeley.

A ascensão de Warren pela esquerda é atribuída em parte ao desgaste do socialista Sanders, que não é mais novidade como em 2016, quando desafiava a ex-secretária de Estado Hillary Clinton.

quinta-feira, 23 de maio de 2019

Vice de Obama lidera entre pré-candidatos democratas à Presidência dos EUA

O ex-vice-presidente Joe Biden lidera as pesquisas entre os 24 aspirantes à Casa Branca do Partido Democrata, com 33% das preferências em pesquisa da Universidade Monmouth, de West Long Beach, no estado da Virgínia. 

Biden subiu desde que declarou sua candidatura. Também avançaram as senadoras Elizabeth Warren e Kamala Harris, enquanto o senador socialista Bernie Sanders sofreu uma queda forte.

Biden tinha 28% em março e 27% em abril. Sanders caiu de 25% em março para 20% em abril. Agora, tem 15%. Harris aparece em terceiro, com 11%, um pouco acima dos 8% de abril e dos 10% de março. Warren está com 10%, depois de receber o apoio de 8% em março e 6% em abril.

O prefeito Pete Buttigieg, homossexual assumido, caiu para 6% depois de subir de menos de 1% em março para 8% em abril. O deputado Beto O'Rourke tem 4%, mesmo índice de abril, depois de registrar 6% em março. E a senadora Amy Klobuchar ficou com os 3% que tinha em março, após uma queda para 1% em abril.

Depois de Biden, Warren é a candidata mais conhecida pelos eleitores democratas (88%), seguida por Harris (82%).

domingo, 14 de outubro de 2018

Senadora democrata faz campanha para concorrer à Casa Branca em 2020

Nos últimos seis meses, a senadora Elizabeth Warren, uma das maiores adversárias políticas do presidente Donald Trump, armou uma estrutura para impulsionar as campanhas do Partido Democrata em 50 estados que parece uma articulação para disputar a Presidência dos Estados Unidos em 2020, noticiou hoje o jornal The Washington Post.

Warren está em contato com mais de 150 campanhas às eleições intermediárias de meio de mandato, em 6 de novembro, quando os democratas esperam retomar a maioria na Câmara dos Representantes, perdida em 2010, dois anos depois da eleição de Barack Obama.

"Sinto a urgência do momento nacionalmente", declarou a senadora pelo estado de Massachusetts. "Tem duas partes: responsabilizar Donald Trump pelo que faz e melhorar o país para famílias que trabalham duramente."

Isso revela uma descentralização partido, "com a maior parte da energia é gerada por indivíduos que constroem suas próprias operação", acrescenta o Post.

Em média, os democratas arrecadaram US$ 1 milhão a mais do que os republicanos em cada uma das 435 cadeiras da Câmara. Warren distribuiu US$ 100 milhões a candidatos democratas.

A senadora é um dos principais alvos democratas de Trump, que a chama pejorativamente de Pocahontas, nome de uma princesa indígena, porque Warren alegou ter antecedentes indígenas ao entrar na Universidade de Harvard. Ela divulgou um teste de DNA para sustentar a alegação.

terça-feira, 26 de julho de 2016

Michelle Obama rouba a cena no início da convenção democrata

Com um discurso sensível e tocante, a primeira-dama Michelle Obama foi destaque da primeira noite da convenção nacional do Partido Democrata que vai oficializar a candidatura da ex-secretária de Estado Hillary Clinton à Presidência dos Estados Unidos em 8 de novembro de 2016.

O senador socialista Bernie Sanders prometeu manter viva sua "revolução política", mas pediu o voto de seus eleitores para Hillary e o vice moderado Tim Kaine em troca da inclusão na plataforma democrata de algumas de suas propostas, como o salário mínimo de US$ 15 por hora.

A senadora Elizabeth Warren atacou o candidato republicano em tom moderado e discreto, sem a veemência de discursos anteriores para desmascarar Donald Trump. Descreveu o adversário como um bilionário sem escrúpulos que "nunca cedeu absolutamente nada a ninguém".

Calma e serena, Michelle contou sua história pessoal de criar duas filhas na Casa Branca para falar da importância histórica do governo Barack Obama e de Hillary se tornar a primeira mulher a presidir os EUA. Insistiu que ela é a única alternativa confiável para controlar os códigos secretos das armas nucleares do país. Atacou Trump sem citar seu nome.

"É difícil acreditar que faz oito anos que estive aqui para falar para vocês por que eu achava que meu marido deveria ser presidente dos EUA", disse Michelle, sob aplausos. "Relembrem como eu falei de seu caráter e suas convicções, sua decência e sua cortesia, a cortesia que vimos durante todo seu tempo na Casa Branca, uma pessoa sempre suave. Se alguém é rude e ameaça, quando eles apelam para baixarias, nós saímos por cima."

Em seguida, a primeira-dama elogiou a dedicação da ex-secretária de Estado à vida pública: "Vejam! Em muitos momentos, Hillary poderia ter decidido que este trabalho é muito árduo, que o preço a pagar pelo serviço público é muito elevado, criticada como é pela maneira como se apresenta, se veste e até quando ri. O que o mais admiro em Hillary é que ela nunca se entrega sob pressão. Ela nunca procura a saída mais fácil. Nunca desistiu de nada na sua vida.

"Quero uma pessoa com força comprovada para perseverar", prosseguiu Michelle, "alguém que conheça este trabalho e o leve a sério, alguém que entenda que as questões que um presidente encara não são em branco e preto e não podem ser reduzidas a 140 caracteres, que conheça que me trouxe a este palco nesta noite, a história de gerações de pessoas que sentiram o chicote da escravidão, a vergonha da servidão, o estigma da segregação, mas que continuaram lutando, tendo esperança e fazendo o que tinham de fazer. Todos os dias de manhã eu acordava numa casa construída por escravos e se hoje minhas filhas acreditam que uma mulher pode chegar à Presidência dos EUA devo isso a Hillary."

No seu discurso, Sanders foi generoso com Hillary, descrevendo-a como "uma primeira-dama diferente das outras primeiras-damas, que se dedicou à luta pela cobertura universal de saúde". Foi uma tentativa de resgatar uma imagem mais progressista de Hillary.

Depois de uma campanha centrada no combate à desigualdade social em que prometeu uma revolução pelo voto, o desafio de Sanders agora é fazer seus seguidores votaram na chapa Clinton-Kaine.

Como observou o jornal mais vendido nos EUA, The Wall Street Journal, o Partido Democrata reunido na Filadélfia nesta semana é muito diferente daquele que em 1992 indicou Bill Clinton e Al Gore para presidente e vice. Ambos eram sulistas considerados conservadores da ala moderada do partido.

Os democratas vinham de três derrotas em eleições presidenciais, duas para Ronald Reagan, em 1980e 1984, e uma para George Herbert Walker Bush, o pai, em 1988. Clinton bateu Bush por causa de um terceiro candidato independente, o magnata Ross Perot, que roubou votos à direita de George Bush.

Nesta terça-feira, cabe ao ex-presidente Bill Clinton fazer o discurso mais esperado da convenção para defender a candidatura da mulher à Casa Branca. Na quarta-feira, será a vez do presidente Barack Obama e do vice-presidente Joe Biden. Hillary faz o discurso de aceitação oficial da candidatura na quinta-feira.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Candidato socialista à Casa Branca quer dividir grandes bancos

O senador Bernie Sanders, único desafiante até agora da candidadura da ex-secretária de Estado e ex-primeira-dama Hillary Clinton à Presidência dos Estados Unidos pela Partido Democrata, anunciou ontem a intenção de dividir as grandes empresas do setor financeiro. 

Socialista assumido, Sanders está nitidamente à esquerda de Hillary, que por sua vez está à direita do presidente Barack Obama. A a ala esquerdista do partido apostava na candidatura da senadora e ex-professora da Universidade de Harvard Elizabeth Warren para empurrar Hillary mais para a esquerda.

Pela proposta de Sanders, o Conselho de Supervisão da Estabilidade Financeira deve fazer uma lista do bancos e das instituições "grandes demais para falir", que contam com o apoio do governo nos momentos de crise.

"Se uma instituição é grande demais para falir, é grande demais para existir", declarou o candidato socialista à Casa Branca.

domingo, 21 de dezembro de 2014

Hillary tem apoio de 61% dos eleitores democratas

A ex-secretária de Estado e ex-primeira-dama Hillary Clinton caiu um pouco, mas ainda é a franca favorita entre os possíveis postulantes à candidatura do Partido Democrata à Presidência dos Estados Unidos em 2016.

De acordo com uma nova pesquisa do jornal The Washington Post e da rede de televisão ABC, Hillary tem a preferência de 61% dos eleitores democratas e independentes com tendência a votar no Partido Democrata, contra 14% para o vice-presidente Joe Biden e 13% para a senadora Elizabeth Warren, da ala mais esquerdista do partido.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Hillary lidera corrida democrata à Casa Branca

A ex-secretária de Estado e ex-primeira-dama Hillary Clinton tem ampla vantagem os demais possíveis candidatos do Partido Democrata à Presidência dos Estados Unidos em 2016.

Numa pesquisa feita para a rede de televisão americana ABC e o jornal The Washington Post, Hillary lidera com 73% das preferências de eleitores democratas e independentes inclinados a votar num candidato democrata.

Em segundo lugar, com 12%, vem o vice-presidente Joe Biden. Famoso por suas gafes e um certo destempero verbal, Biden é considerado um concorrente fraco. Em terceiro lugar, com 8%, está a senadora Elizabeth Warren, que recuperou a vaga de Ted Kennedy no Senado nas últimas eleições.

A senadora pode incomodar Hillary. Da ala mais à esquerda do partido, Elizabeth Warren é uma crítica feroz do centro financeiro de Wall St. Antes de se eleger para o Senado, era professora da Faculdade de Direito da Universidade de Harvard, especializada em falências e concordatas. Se for candidata nas eleições primárias, deve empurrar Hillary mais para a esquerda.