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quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Investigação sobre terrorismo nos EUA foca no Sul da Flórida

Depois que dez bombas caseiras foram enviadas para adversários e críticos do presidente Donald Trump, o FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal dos Estados Unidos investiga endereços no Sul do estado da Flórida, onde alguns artefatos explosivos teriam sido postos no correio. Hoje foram descobertas mais três bombas, duas destinadas ao ex-vice-presidente Joe Biden e a outra ao ator Robert de Niro, noticiou o jornal The New York Times.

Os outros alvos foram os ex-presidente Bill Clinton e Barack Obama, a ex-senadora Hillary Clinton, o e-ministro da Justiça Eric Holder, a deputada Maxine Waters, o ex-diretor da CIA (Agência Central de Inteligência) John Brennan, comentarista da rede de televisão CNN, para onde foi enviada a bomba, e o megainvestidor George Soros, patrocinador de causas liberais.

Todos os pacotes-bomba apontavam como remetente a deputada Debbie Wasserman Schulz, ex-presidente do diretório nacional do Partido Democrata. "Parecem ter sido enviadas pela mesma pessoa", declarou um investigador.

A primeira bomba foi encontrada na segunda-feira na casa de Soros, em Nova York. As bombas para os ex-presidentes e altos funcionários foram interceptadas pelo serviço secreto. Na madrugada de hoje, às 5h (6h em Brasília), um segurança da Tribeca Produções, de Robert de Niro, suspeitou de um pacote e chamou o esquadrão antibombas da polícia nova-iorquina. A bomba foi removida uma hora e meia depois.

De Niro, crítico feroz de Trump, usou palavrões para se referir ao presidente americano na entrega dos Prêmios Tony, em junho passado.

No primeiro momento, a suspeita era de que algumas bombas tivessem sido deixadas diretamente nas caixas de correio. Agora, a polícia acredita que todas serão enviadas pelo correio. O objetivo agora é descobrir onde os envelopes e componentes das bombas foram comprados.

O FBI está pegando os dados das torres de telefonia celular nas áreas onde supõe que as bombas tenham sido postadas. Vai criar uma lista dos usuários que andaram por lá quando os pacotes com explosivos foram remetidos.

Depois de prometer defender todos os americanos e pedir unidade na Casa Branca à tarde, na noite de ontem Trump voltou ao discurso contra o jornalismo, acusando a imprensa de "incivilidade", "hostilidade permanente" e de publicar "notícias falsas".

Em resposta, o ex-diretor da CIA mandou o presidente parar de culpar os outros e se "olhar no espelho". Durante entrevista coletiva, o prefeito de Nova York, Bill de Blasio, reafirmou que foi terrorismo.

domingo, 24 de julho de 2016

Presidente democrata cai após vazamento de e-mails anti-Sanders

A presidente da comissão executiva nacional do Partido Democrata, deputada federal Debbie Wasserman Schultz, renunciou ao cargo diante do vazamento de mensagens reveladoras de favorecimento da cúpula partidária à ex-secretária de Estado Hillary Clinton na disputa com o senador Bernie Sanders pela candidatura à Presidência dos Estados Unidos, informou o jornal The New York Times.

O vazamento do sítio WikiLeaks, que pirateia mensagens de governos, partidos e empresas para revelar sua hipocrisia, aconteceu às véspera do início, amanhã, na Filadélfia, da convenção nacional para consagrar Hillary candidata. Abala a frágil trégua interna do partido com os eleitores de Sanders, mais à esquerda, que não ficaram satisfeitos com a escolha do senador moderado Tim Kaine para vice-presidente.

O coordenador da Rede de Delegados de Bernie, Norman Solomon, protestou contra o vice-presidente "inaceitável": "A secretária Clinton deve saber que a escolha de Kaine só pode inflamar em vez de acalmar a grande maioria dos eleitores de Bernie."

Sanders, socialista assumido, fez campanha denunciando o centro financeiro de Wall Street, a desigualdade social e os acordos de livre comércio. Sempre acusou Hillary de ser uma candidata do sistema que recebe ajuda dos grandes bancos e da cúpula do partido em sua campanha.

"A liderança do partido deve ser sempre imparcial durante o processo de indicação do candidato, algo que não aconteceu em 2016", lamentou Sanders em nota.

Ao anunciar a renúncia, Debbie Schultz deixou claro que vai continuar lutando por Hillary: "Eu sei que eleger Hillary Clinton a próxima presidente é crucial para o futuro dos EUA. Vou servir como militante na campanha na Flórida e ao redor do país para garantir a vitória. No momento, a melhor maneira de atingir este objetivo é deixar a presidência do partido no fim desta convenção."

Em nota, Hillary agradeceu à ex-presidente do partido: "Sou grata a Debbie por trazer o Partido Democrata até a histórica convenção deste ano na Filadélfia, e eu sei que o evento desta semana vai ser um sucesso graças a ela e a sua liderança."

O escândalo atinge a campanha à reeleição da própria Debbie, que disputa a candidatura pelo 23º distrito da Flórida com o professor de direito Tom Canova, aliado de Sanders, numa eleição primária em agosto.

Alguns dirigentes democratas acusaram a Rússia pelo vazamento, sob a alegação de que o presidente Vladimir Putin tem interesse na eleição do candidato republicano, Donald Trump.