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quinta-feira, 1 de outubro de 2020

Trump e mulher pegam o coronavírus e entram em quarentena

O presidente Donald Trump e a primeira-dama Melanie Trump fizeram hoje testes da doença do coronavírus de 2019 depois que Hope Hicks, uma assessora próxima que viajou com eles de helicóptero e no avião presidencial, testou positivo. 

Hicks entrou em quarentena, como recomenda o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC). O presidente revelou há pouco no Twitter que ele e a primeira-dama pegaram o vírus. Terá de fazer quarentena em plena campanha eleitoral.

"Vamos sair dessa juntos", tuitou o presidente. Politicamente, a doença recoloca a covid-19 e o fracasso do governo americano em conter a pandemia no centro da campanha eleitoral a 32 da eleição. É péssimo para Trump. Ele falou em "gripezinha". Quando o país tinha 15 casos, afirmou que em breve não teria nenhum, Hoje, soma 7,278 milhões de casos e 207.878 mortes.

No Brasil, foram registradas mais 881 mortes e 35.643 casos novos, elevando o total de óbitos para 144.767 e o de casos confirmados para 4,85 milhões. A média diária dos últimos sete dias está em 698. Meu comentário:

terça-feira, 6 de março de 2018

Principal assessor econômico de Trump sai por guerra comercial

A guerra comercial do presidente Donald Trump faz sua primeira vítima, na frente interna. O principal assessor econômico da Casa Branca, Gary Cohn, pediu demissão hoje por discordar da imposição de sobretaxas às importações de aço e alumínio. Cohn, ex-diretor do banco Goldman Sachs, é um defensor do liberalismo econômico.

É 21º alto funcionário da Casa Branca que cai fora do caótico governo Trump em pouco mais de um ano e um peso-pesado. Cohn presidia o Conselho Econômico Nacional e é considerado o maior responsável pela maior realização do atual governo, os cortes de impostos acusados de favorecerem os ricos e muito ricos.

"Gary era meu principal assessor econômico e fez um trabalho soberbo por nosso programa, especialmente na aprovação de um corte de impostos histórico e de reformas para a economia americana deslanchar uma vez mais", declarou Trump. "É um talento raro. Eu o agradeço pelo serviço dedicado ao povo americano."

Só no mês passado, saíram o secretário Rob Porter, acusado de espancamento por duas ex-mulheres, numa falha na verificação de seus antecedentes criminais, e a diretora de comunicações, Hope Kicks, que admitiu em depoimento ao Congresso dos Estados Unidos ter dito "pequenas mentiras" em defesa do presidente.

Cohn avisou na semana passada. Não ficaria se Trump insistisse em taxar o aço importado em 25% e o alumínio importado em 10%. Várias vozes dissidentes se insurgiram dentro do Partido Republicano, defensor do livre mercado.

Hoje o presidente da Câmara, deputado Paul Ryan, declarou que as tarifas deveriam ser aplicadas apenas a alguns países e citou a China.

Desde o anúncio, os maiores parceiros comerciais dos EUA, a China, a União Europeia e o Canadá, indicaram que pretendem retaliar. No fim de semana, Trump alegou no Twitter que "guerras comerciais são fáceis de ganhar". A maioria dos economistas aposta que todos perdem, a começar pelos EUA.

Os preços internos vão ficar mais altos e os ganhos na produção local serão muito menores do que as perdas, além do risco maior de uma guerra comercial capaz de destroçar o sistema multilateral de comércio construído pelos EUA no pós-guerra.