Um navio com 250 pessoas a bordo foi a pique no Mar Mediterrâneo, perto de onde 339 imigrantes ilegais morreram num naufrágio quando chegavam à Ilha de Lampedusa, na Itália, na semana passada.
Pelo menos 200 pessoas foram resgatados por navios da Itália e de Malta.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
Mostrando postagens com marcador Ilha de Lampedusa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ilha de Lampedusa. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
terça-feira, 8 de outubro de 2013
Total de mortos no naufrágio na Itália sobre para 271
Com mais corpos encontrados no navio superlotado de imigrantes ilegais da Somália e da Eritreia, o total de mortos no naufrágio perto da Ilha de Lampedusa, na Itália, na semana passada, sobe para 271. Ainda há desaparecidos, o que permite projetar o total de mortes em mais de 300.
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
Lampedusa: hipocrisia e lágrimas de crocodilo
Enquanto o mundo chora a morte ou desaparecimento de 300 imigrantes ilegais africanos num naufrágio perto da Ilha de Lampedusa, na Itália, um sítio de notícias da África denuncia o que considera "hipocrisia e lágrimas de crocodilo" dos líderes do continente e da Europa, responsabilizando-os pela tragédia.
Para o jornalista Boubacar Sanso Barry, do GuineeConacry.info, o naufrágio é resultado do que o papa Francisco chamou recentemente de "falta do senso de responsabilidade fraternal" e "insensibilidade com as crises dos outros", comparáveis ao comportamento das potências europeias no período colonial.
As principais causas, observou, que levam africanos desesperados a "tentar assaltar a Fortaleza Europa" são perseguições políticas e situações econômicas insuportáveis.
Os dois países da região do Chifre da África de onde saíram os cerca de 500 náufragos de Lampedusa, Somália e Eritreia, vivem em instabilidade política crônica, com Estados quase inexistentes, numa anarquia sistêmica em que grupos armados e criminosos dividem o território entre si e impõem sua lei.
Para o jornalista Boubacar Sanso Barry, do GuineeConacry.info, o naufrágio é resultado do que o papa Francisco chamou recentemente de "falta do senso de responsabilidade fraternal" e "insensibilidade com as crises dos outros", comparáveis ao comportamento das potências europeias no período colonial.
As principais causas, observou, que levam africanos desesperados a "tentar assaltar a Fortaleza Europa" são perseguições políticas e situações econômicas insuportáveis.
Os dois países da região do Chifre da África de onde saíram os cerca de 500 náufragos de Lampedusa, Somália e Eritreia, vivem em instabilidade política crônica, com Estados quase inexistentes, numa anarquia sistêmica em que grupos armados e criminosos dividem o território entre si e impõem sua lei.
Assinar:
Postagens (Atom)