A milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá anunciou ontem a retomada de um vale estratégico que era o último reduto da Frente pela Conquista do Levante, braço da rede terrorista Al Caeda, na fronteira da Síria com o Líbano, informou o jornal conservador israelense The Jerusalem Post.
Ao lado do Exército da Síria, o Hesbolá reconquistou o vale de Wadi al-Kheil, em Juroud Arsal, uma zona de fronteira montanhosa que foi esconderijo para jihadistas da rede Al Caeda e da organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante.
Pelo menos 19 milicianos do Hesbolá e 130 jihadistas sunitas morreram na batalha. O Hesbolá, financiado e treinado pelo Irã, é a principal força terrestre de apoio do Exército na guerra civil da Síria.
Como os xiitas dominam hoje o governo de Bagdá e milícias xiitas, inclusive iranianas, participam da guerra contra o Estado Islâmico no Iraque, o Irã está criando um Crescente Xiita, um arco que vai do território iraniano até o Mar Mediterrâneo passando pelo Iraque, a Síria e o Líbano.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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terça-feira, 25 de julho de 2017
sábado, 24 de junho de 2017
Israel mata duas pessoas em bombardeio aéreo à Síria
A Força Aérea de Israel atacou hoje tropas e tanques do Exército da Síria nas Colinas do Golã, depois que disparos de artilharia errantes atingiram o território israelense, anunciaram porta-vozes militares de Israel. O regime sírio acusou o ataque de dar cobertura aérea a uma ação de milícias extremistas muçulmanas.
Dois sírios morreram no ataque à cidade de Kuneitra, onde, na versão da ditadura de Bachar Assad, havia uma ação da Frente al-Nusra, ligada à rede terrorista Al Caeda, que mudou de nome para Frente de Luta do Levante, tentando se desvincular d'al Caeda. Foi o primeiro incidente envolvendo Israel na guerra civil da Síria desde abril.
"As Forças de Defesa de Israel não vão permitir nenhuma tentativa de atingir a soberania de Israel e a segurança de seu povo, e vê o regime sírio como responsável pelo que vem de seu território", declarou em nota o comando militar israelense.
Israel ocupou as Colinas do Golã, que pertenciam à Síria, na Guerra dos Seis Dias, em 1967, e as anexou em 1981. Com o desenvolvimento de tecnologia de mísseis, elas perderam importância militar. Antes, poderiam ser usadas como base para ataques de artilharia contra o território israelense.
Dois sírios morreram no ataque à cidade de Kuneitra, onde, na versão da ditadura de Bachar Assad, havia uma ação da Frente al-Nusra, ligada à rede terrorista Al Caeda, que mudou de nome para Frente de Luta do Levante, tentando se desvincular d'al Caeda. Foi o primeiro incidente envolvendo Israel na guerra civil da Síria desde abril.
"As Forças de Defesa de Israel não vão permitir nenhuma tentativa de atingir a soberania de Israel e a segurança de seu povo, e vê o regime sírio como responsável pelo que vem de seu território", declarou em nota o comando militar israelense.
Israel ocupou as Colinas do Golã, que pertenciam à Síria, na Guerra dos Seis Dias, em 1967, e as anexou em 1981. Com o desenvolvimento de tecnologia de mísseis, elas perderam importância militar. Antes, poderiam ser usadas como base para ataques de artilharia contra o território israelense.
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segunda-feira, 15 de agosto de 2016
EUA e Rússia negociam ação conjunta na guerra civil da Síria
Os Estados Unidos e a Rússia estão negociando a realização de operações militares conjuntas contra a Jabhat Fatah al-Cham (Frente de Combate do Levante), revelou hoje em Moscou o ministro da Defesa russo, Serguei Choigu, noticiou a agência Reuters.
Os dois países vão trocar informações sobre alvos e lançar ações conjuntas contra a antiga Frente al-Nusra, que anunciou um rompimento com a rede terrorista Al Caeda para ter direito a participar de futuras negociações de paz.
Em troca, a Rússia deve suspender os bombardeios aos rebeldes moderados apoiados pelos EUA. Se houver acordo, será uma das maiores mudanças estratégicas desde o início da guerra civil na Síria há cinco anos e meio, observou a empresa de consultoria e análise estratégica Stratfor.
Os dois países vão trocar informações sobre alvos e lançar ações conjuntas contra a antiga Frente al-Nusra, que anunciou um rompimento com a rede terrorista Al Caeda para ter direito a participar de futuras negociações de paz.
Em troca, a Rússia deve suspender os bombardeios aos rebeldes moderados apoiados pelos EUA. Se houver acordo, será uma das maiores mudanças estratégicas desde o início da guerra civil na Síria há cinco anos e meio, observou a empresa de consultoria e análise estratégica Stratfor.
terça-feira, 5 de abril de 2016
Frente al-Nusra derruba avião de guerra da Síria em Alepo
A Frente para a Vitória (Jabhat al-Nusra) abateu hoje um avião da Força Aérea da Síria na província de Alepo e capturou o piloto, noticiou a Agência France Presse citando como fonte o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental que monitora a guerra civil no país.
A televisão estatal síria confirmou que o avião foi derrubado por um míssil terra-ar. Uma operação terrestre tenta resgatar o piloto, que conseguiu ejetar o assento.
Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra o piloto caído no chão cercado por várias pessoas. A Frente al-Nusra, braço armado da rede terrorista Al Caeda na guerra civil da Síria, e o Estado Islâmico do Iraque e do Levante estão excluídos do cessar-fogo parcial em vigor desde 27 de fevereiro de 2016.
A televisão estatal síria confirmou que o avião foi derrubado por um míssil terra-ar. Uma operação terrestre tenta resgatar o piloto, que conseguiu ejetar o assento.
Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra o piloto caído no chão cercado por várias pessoas. A Frente al-Nusra, braço armado da rede terrorista Al Caeda na guerra civil da Síria, e o Estado Islâmico do Iraque e do Levante estão excluídos do cessar-fogo parcial em vigor desde 27 de fevereiro de 2016.
segunda-feira, 4 de abril de 2016
Bombardeio aéreo mata porta-voz d'al Caeda na Síria
Um ataque aéreo matou ontem Abu Firas al-Suri, porta-voz da Frente al-Nusra, braço armado da rede terrorista Al Caeda na guerra civil da Síria, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, citado pela Agência France Presse (AFP).
Ainda não foi esclarecido quem foi responsável pelo bombardeio aéreo na província de Idlibe. A Frente al-Nusra e o Estado Islâmico do Iraque e do Levante estão excluídos do cessar-fogo parcial em vigor desde 27 de fevereiro de 2016.
Ainda não foi esclarecido quem foi responsável pelo bombardeio aéreo na província de Idlibe. A Frente al-Nusra e o Estado Islâmico do Iraque e do Levante estão excluídos do cessar-fogo parcial em vigor desde 27 de fevereiro de 2016.
sábado, 12 de março de 2016
Ditadura rejeita antecipar eleição presidencial na Síria
O regime de Bachar Assad vai enviar representantes para as negociações sobre a paz na Síria marcadas para amanhã, 13 de março, em Genebra, na Suíça, mas não está disposto a fazer concessões, indicou o ministro do Exterior, Walid al-Moallem, citado pela agência Reuters.
A oposição deve chegar hoje a Genebra por causa da ameaça dos governistas de se retirar se a delegação oposicionista não se apresentar em 24 horas.
Moallem rejeitou de antemão a exigência da oposição de convocação de uma eleição presidencial dentro de um ano e meio. Ainda em clima de guerra, a Síria vai realizar eleições parlamentares em 13 de abril. A oposição vai boicotar o pleito.
O Alto Comitê de Negociação, principal grupo oposicionista nas negociações, quer o estabelecimento de um cronograma de transição para um novo governo enquanto o regime só aceita um governo de união nacional sob o controle de Assad.
Mais de 260 mil pessoas foram mortas na guerra civil da Síria, o conflito mais violento em andamento hoje no mundo, iniciado em 15 de março de 2011 com a violência reação do governo às manifestações pacíficas pela liberalização do regime na chamada Primavera Árabe.
A anarquia e o caos na Síria levaram ao surgimento do Estado Islâmico do Iraque e do Levante, o mais poderoso grupo terrorista muçulmano formado até hoje.
Desde 30 de setembro do ano passado, a Força Aérea da Rússia intervém militarmente na Síria em apoio ao aliado Bachar Assad, que parecia prestes a ser derrubado. Fortalecida, a ditadura não vê necessidade de fazer concessões.
Há uma trégua parcial em vigor desde 27 de fevereiro, várias vezes violada e ameaça de entrar em colapso. O Estado Islâmico e a Frente al-Nusra, braço armado da rede terrorista Al Caeda na guerra civil da Síria, estão excluídos do cessar-fogo.
A oposição deve chegar hoje a Genebra por causa da ameaça dos governistas de se retirar se a delegação oposicionista não se apresentar em 24 horas.
Moallem rejeitou de antemão a exigência da oposição de convocação de uma eleição presidencial dentro de um ano e meio. Ainda em clima de guerra, a Síria vai realizar eleições parlamentares em 13 de abril. A oposição vai boicotar o pleito.
O Alto Comitê de Negociação, principal grupo oposicionista nas negociações, quer o estabelecimento de um cronograma de transição para um novo governo enquanto o regime só aceita um governo de união nacional sob o controle de Assad.
Mais de 260 mil pessoas foram mortas na guerra civil da Síria, o conflito mais violento em andamento hoje no mundo, iniciado em 15 de março de 2011 com a violência reação do governo às manifestações pacíficas pela liberalização do regime na chamada Primavera Árabe.
A anarquia e o caos na Síria levaram ao surgimento do Estado Islâmico do Iraque e do Levante, o mais poderoso grupo terrorista muçulmano formado até hoje.
Desde 30 de setembro do ano passado, a Força Aérea da Rússia intervém militarmente na Síria em apoio ao aliado Bachar Assad, que parecia prestes a ser derrubado. Fortalecida, a ditadura não vê necessidade de fazer concessões.
Há uma trégua parcial em vigor desde 27 de fevereiro, várias vezes violada e ameaça de entrar em colapso. O Estado Islâmico e a Frente al-Nusra, braço armado da rede terrorista Al Caeda na guerra civil da Síria, estão excluídos do cessar-fogo.
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sábado, 5 de março de 2016
Frente al-Nusra foge da Síria para o Iraque
Centenas de rebeldes da Frente al-Nusra, o braço armado da rede terrorista Al Caeda na guerra civil da Síria, estão fugindo para as províncias de Ambar e Saladino, no Iraque, e outros milhares devem segui-los.
Essa fuga vai criar novos problemas para o Exército do Iraque e milícias aliadas. Nem a Frente al-Nusra nem o Estado Islâmico do Iraque e do Levante faz parte do cessar-fogo em vigor há uma semana na Síria.
A Frente para a Vitória (Jabhat al-Nusra) foi criada pelo Estado Islâmico do Iraque como braço da rede terrorista Al Caeda na guerra civil da Síria. Em 2013, o Estado Islâmico do Iraque e do Levante decidiu unificar as lutas no Iraque e na Síria. Isso foi rejeitado pelo líder da rede Al Caeda, Ayman al-Zawahiri, levando à ruptura entre a rede o Estado Islâmico, em 2014.
Essa fuga vai criar novos problemas para o Exército do Iraque e milícias aliadas. Nem a Frente al-Nusra nem o Estado Islâmico do Iraque e do Levante faz parte do cessar-fogo em vigor há uma semana na Síria.
A Frente para a Vitória (Jabhat al-Nusra) foi criada pelo Estado Islâmico do Iraque como braço da rede terrorista Al Caeda na guerra civil da Síria. Em 2013, o Estado Islâmico do Iraque e do Levante decidiu unificar as lutas no Iraque e na Síria. Isso foi rejeitado pelo líder da rede Al Caeda, Ayman al-Zawahiri, levando à ruptura entre a rede o Estado Islâmico, em 2014.
quarta-feira, 2 de março de 2016
Carro-bomba mata 18 rebeldes na Síria
Um carro-bomba explodiu hoje junto a uma base rebelde na província de Kuneitra, na Síria, matando pelo menos 18 militantes do Exército da Síria Livre, o principal grupo de oposição apoiado pelos Estados Unidos e a Europa, noticiou a agência Reuters.
Um porta-voz rebelde acusou o Estado Islâmico do Iraque e do Levante pela ataque. Apesar do cessar-fogo, a guerra civil na Síria continua. A Frente al-Nusra, braço armado da rede terrorista Al Caeda, e o Estado Islâmico estão excluídos do cessar-fogo.
A maioria dos territórios conquistados pelo Estado Islâmico na Síria foram tomadas de outros grupos rebeldes, especialmente do Exército da Síria Livre.
Um porta-voz rebelde acusou o Estado Islâmico do Iraque e do Levante pela ataque. Apesar do cessar-fogo, a guerra civil na Síria continua. A Frente al-Nusra, braço armado da rede terrorista Al Caeda, e o Estado Islâmico estão excluídos do cessar-fogo.
A maioria dos territórios conquistados pelo Estado Islâmico na Síria foram tomadas de outros grupos rebeldes, especialmente do Exército da Síria Livre.
domingo, 14 de fevereiro de 2016
Turquia bombardeia milícia curda no Norte da Síria
A Turquia está bombardeando desde ontem posições ocupadas pela milícia curda Unidades de Proteção ao Povo (YPG) no Norte da Síria, noticiou a televisão pública britânica BBC, sob a alegação de que são ligadas ao Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).
O presidente Recep Tayyip Erdogan rompeu as negociações de paz com o PKK para ganhar as últimas eleições parlamentares na Turquia e passou a bombardear o grupo.
Seu objetivo é impedir que os curdos ocupam a região do Norte da Síria e a unam ao governo autônomo do Curdistão iraquiano. Como a maioria dos cursos vive na Turquia, um Curdistão independente reivindicaria parte do Sudeste da Turquia.
As milícias curdas se negam a deixar o território conquistado no Norte da Síria, afirmando que neste caso a região será ocupada pela organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante.
Até agora, os curdos foram a força terrestre mais efetiva no combate ao Estado Islâmico, que não é alvo dos bombardeios da Rússia nem da ofensiva da ditadura de Bachar Assad e seus aliados da Guarda Revolucionária do Irã e da milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus).
Os ataques turcos aos curdos mostram como as ambições das diferentes potências regionais do Oriente Médio complicam as negociações sobre a paz na Síria. Em 12 de fevereiro, os Estados Unidos e a Rússia anunciaram uma trégua a ser iniciada em uma semana, mas deixaram de fora o Estado Islâmico e a Frente al-Nusra, braço armado da rede terrorista Al Caeda no conflito sírio.
A Rússia queria iniciar o cessar-fogo em 1º de março, o que daria tempo às forças leais ao regime para retomar Alepo, a cidade mais importante do país, e fortalecer sua posição de negociação. Em entrevista, Assad não manifestou a intenção de fazer quaisquer concessões. Prometeu reassumir o controle de todo o território da Síria e combater "terroristas", palavra que usa para todos os grupos rebeldes, embora o maior terrorista na guerra civil seja o próprio Assad.
No momento, a Rússia e Assad se concentram no ataque aos grupos rebeldes que participam das negociações, poupando o Estado Islâmico, com o claro objetivo de apresentar o conflito como uma luta entre o regime e os jihadistas. Durante anos, a ditadura síria foi aliada à rede terrorista Al Caeda na luta contra invasão americano no vizinho Iraque.
O presidente Recep Tayyip Erdogan rompeu as negociações de paz com o PKK para ganhar as últimas eleições parlamentares na Turquia e passou a bombardear o grupo.
Seu objetivo é impedir que os curdos ocupam a região do Norte da Síria e a unam ao governo autônomo do Curdistão iraquiano. Como a maioria dos cursos vive na Turquia, um Curdistão independente reivindicaria parte do Sudeste da Turquia.
As milícias curdas se negam a deixar o território conquistado no Norte da Síria, afirmando que neste caso a região será ocupada pela organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante.
Até agora, os curdos foram a força terrestre mais efetiva no combate ao Estado Islâmico, que não é alvo dos bombardeios da Rússia nem da ofensiva da ditadura de Bachar Assad e seus aliados da Guarda Revolucionária do Irã e da milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus).
Os ataques turcos aos curdos mostram como as ambições das diferentes potências regionais do Oriente Médio complicam as negociações sobre a paz na Síria. Em 12 de fevereiro, os Estados Unidos e a Rússia anunciaram uma trégua a ser iniciada em uma semana, mas deixaram de fora o Estado Islâmico e a Frente al-Nusra, braço armado da rede terrorista Al Caeda no conflito sírio.
A Rússia queria iniciar o cessar-fogo em 1º de março, o que daria tempo às forças leais ao regime para retomar Alepo, a cidade mais importante do país, e fortalecer sua posição de negociação. Em entrevista, Assad não manifestou a intenção de fazer quaisquer concessões. Prometeu reassumir o controle de todo o território da Síria e combater "terroristas", palavra que usa para todos os grupos rebeldes, embora o maior terrorista na guerra civil seja o próprio Assad.
No momento, a Rússia e Assad se concentram no ataque aos grupos rebeldes que participam das negociações, poupando o Estado Islâmico, com o claro objetivo de apresentar o conflito como uma luta entre o regime e os jihadistas. Durante anos, a ditadura síria foi aliada à rede terrorista Al Caeda na luta contra invasão americano no vizinho Iraque.
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sábado, 30 de janeiro de 2016
Oposição chega a Genebra para negociar a paz na Síria
Uma delegação de 17 representantes da oposição, inclusive três líderes rebeldes e o chefe do Comitê de Alta Negociação, apoiado pela Arábia Saudita, chegou hoje a Genebra, na Suíça, para participar das negociações de paz na Síria organizadas pelas Nações Unidas, noticiou a televisão árabe Al Jazira.
O enviado especial da ONU, Staffan de Mistura, se encontrou primeiro com o embaixador sírio Bachar Jaafari. Amanhã, deve se reunir com os oposicionistas, que se negam a falar diretamente com os representantes da ditadura de Bachar Assad antes que suas exigências humanitárias sejam atendidas.
A ONU prometeu atender às exigências, que incluem o fim do bombardeio e dos bloqueios a áreas civis, mas os rebeldes querem ver uma mudança real nos campos de batalha.
Assim, a Rússia, principal aliada do regime sírio, não acredita em negociações diretas. Elas devem ser feitas por intermediários, admitiu o vice-ministro do Exterior, Guenadi Gatilov.
A proposta da ONU prevê uma transição de um ano e meio, mas os objetivos divergentes dos diferentes atores no conflito sírio tornará um acordo de paz muito difícil.
Os Estados Unidos, a União Europeia e seus aliados no Oriente Médio, a Turquia, a Arábia Saudita e as monarquias petroleiras do Golfo Pérsico exigem o afastamento de Assad. A Rússia e o Irã só admitem que isso aconteça em eleições onde provavelmente ele seria reeleito.
No momento, os rebeldes com força no campo de batalha são quatro grupos jihadistas: o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, a Frente al-Nusra, braço armado da rede Al Caeda, Ahrar al-Sham (Movimento dos Homens Livres do Levante) e Jaish al-Islam (Exército do Islã).
Os dois primeiros estão fora de qualquer negociação. A Arábia Saudita, o Catar e a Turquia apoiam os outros dois e exigem sua participação nas negocias, mas a Rússia, o Irã e o governo sírio os acusam de terrorismo.
O enviado especial da ONU, Staffan de Mistura, se encontrou primeiro com o embaixador sírio Bachar Jaafari. Amanhã, deve se reunir com os oposicionistas, que se negam a falar diretamente com os representantes da ditadura de Bachar Assad antes que suas exigências humanitárias sejam atendidas.
A ONU prometeu atender às exigências, que incluem o fim do bombardeio e dos bloqueios a áreas civis, mas os rebeldes querem ver uma mudança real nos campos de batalha.
Assim, a Rússia, principal aliada do regime sírio, não acredita em negociações diretas. Elas devem ser feitas por intermediários, admitiu o vice-ministro do Exterior, Guenadi Gatilov.
A proposta da ONU prevê uma transição de um ano e meio, mas os objetivos divergentes dos diferentes atores no conflito sírio tornará um acordo de paz muito difícil.
Os Estados Unidos, a União Europeia e seus aliados no Oriente Médio, a Turquia, a Arábia Saudita e as monarquias petroleiras do Golfo Pérsico exigem o afastamento de Assad. A Rússia e o Irã só admitem que isso aconteça em eleições onde provavelmente ele seria reeleito.
No momento, os rebeldes com força no campo de batalha são quatro grupos jihadistas: o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, a Frente al-Nusra, braço armado da rede Al Caeda, Ahrar al-Sham (Movimento dos Homens Livres do Levante) e Jaish al-Islam (Exército do Islã).
Os dois primeiros estão fora de qualquer negociação. A Arábia Saudita, o Catar e a Turquia apoiam os outros dois e exigem sua participação nas negocias, mas a Rússia, o Irã e o governo sírio os acusam de terrorismo.
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segunda-feira, 25 de janeiro de 2016
ONU adia início das negociações sobre a paz na Síria
As negociações para acabar com a guerra civil na Síria começam em 29 de janeiro, anunciou hoje o enviado especial das Nações Unidas para mediação do conflito, Staffan de Mistura, citado pela Agência France Presse (AFP).
O diálogo pela paz deveria ter começado hoje em Genebra, na Suíça. Foi adiado por desentendimento sobre quem serão os representantes das oposições.
As negociações devem durar seis meses. Duas tentativas anteriores fracassaram porque a ditadura de Bachar Assad se negou a fazer qualquer concessão, desqualificando como terroristas todos os grupos de oposição.
Com as enormes divergências entre os diferentes atores, será difícil chegar a um acordo. O desgaste de todos numa guerra civil brutal que já dura 4 anos e 10 meses e a intervenção militar da Rússia em defesa do regime de Assad, que mudou a realidade no campo de batalha, favorecem o acordo.
Nos últimos anos, os Estados Unidos e a Europa insistiram na saída de Assad, que nunca ofereceu mais do que novas eleições controladas pelo regime. Hoje, restam no campo de batalha as milícias jihadistas. Os rebeldes moderados apoiados pelo Ocidente como o Exército da Síria Livre não têm força real.
O Estado Islâmico do Iraque e do Levante e a Frente al-Nusra, braço armado da rede Al Caeda no conflito sírio, estão fora, mas a Arábia Saudita, o Catar e a Turquia exigem a participação dos grupos Ahrar al-Sham e Jaish al-Islam, que têm a mesma ideologia salafista mas são apoiados por eles.
Do outro lado, o regime de Assad e seus aliados, a Rússia e o Irã, acusam esses dois grupos de terrorismo. Com as sucessivas vitórias do governo com o apoio dos bombardeios russos, Assad fortalace sua posição negociadora e não está disposto a deixar a Presidência da Síria, como disse ao presidente Vladimir Putin.
Os EUA e a Europa já estão dispostos a aceitar a manutenção de Assad no poder por um período de transição de um ano e meio. No fim do processo, haveria eleições. Nada indica que o atual ditador não pretenda se reeleger mais uma vez.
Por trágica ironia do destino, o ditador que iniciou uma guerra civil brutal e há quase cinco anos massacra seu próprio povo, deflagrando uma onda de refugiados que não se via na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, pode ganhar a parada e continuar no poder. As alternativas são ainda piores.
O diálogo pela paz deveria ter começado hoje em Genebra, na Suíça. Foi adiado por desentendimento sobre quem serão os representantes das oposições.
As negociações devem durar seis meses. Duas tentativas anteriores fracassaram porque a ditadura de Bachar Assad se negou a fazer qualquer concessão, desqualificando como terroristas todos os grupos de oposição.
Com as enormes divergências entre os diferentes atores, será difícil chegar a um acordo. O desgaste de todos numa guerra civil brutal que já dura 4 anos e 10 meses e a intervenção militar da Rússia em defesa do regime de Assad, que mudou a realidade no campo de batalha, favorecem o acordo.
Nos últimos anos, os Estados Unidos e a Europa insistiram na saída de Assad, que nunca ofereceu mais do que novas eleições controladas pelo regime. Hoje, restam no campo de batalha as milícias jihadistas. Os rebeldes moderados apoiados pelo Ocidente como o Exército da Síria Livre não têm força real.
O Estado Islâmico do Iraque e do Levante e a Frente al-Nusra, braço armado da rede Al Caeda no conflito sírio, estão fora, mas a Arábia Saudita, o Catar e a Turquia exigem a participação dos grupos Ahrar al-Sham e Jaish al-Islam, que têm a mesma ideologia salafista mas são apoiados por eles.
Do outro lado, o regime de Assad e seus aliados, a Rússia e o Irã, acusam esses dois grupos de terrorismo. Com as sucessivas vitórias do governo com o apoio dos bombardeios russos, Assad fortalace sua posição negociadora e não está disposto a deixar a Presidência da Síria, como disse ao presidente Vladimir Putin.
Os EUA e a Europa já estão dispostos a aceitar a manutenção de Assad no poder por um período de transição de um ano e meio. No fim do processo, haveria eleições. Nada indica que o atual ditador não pretenda se reeleger mais uma vez.
Por trágica ironia do destino, o ditador que iniciou uma guerra civil brutal e há quase cinco anos massacra seu próprio povo, deflagrando uma onda de refugiados que não se via na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, pode ganhar a parada e continuar no poder. As alternativas são ainda piores.
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segunda-feira, 7 de setembro de 2015
Crise dos refugiados tende a se agravar
A milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante está concentrando esforços para assumir o controle de uma estrada estratégica da Síria. A manobra pode deflagrar a fuga de milhões de refugiados de áreas controladas pela ditadura de Bachar Assad.
Os jihadistas do Estado Islâmico estão a cerca de 35 da rodovia M5, descrita pelo jornal britânico The Independent on Sunday como a "espinha dorsal do regime de Assad". Se as forças do EI tiverem sucesso, milhões de pessoas podem querem fugir do país, engrossando a massa de refugiados em busca de asilo político na União Europeia.
Depois de quatro anos e meio de guerra, a situação da ditadura de Bachar Assad é cada vez mais instável. Em março, a Frente al-Nusra, braço da rede terrorista Al Caeda, e outros grupos extremistas muçulmanos conquistaram Idlibe, no Noroeste da Síria.
O Estado Islâmico tomou em maio a cidade histórica de Palmira, onde destruiu vários templos. Em 6 de agosto, tomou a cidade majoritariamente cristã de Kariatain. Desde então, o EI tomou duas cidades próximas da M5, enquanto fracassaram os esforços do Exército para retomar Kariatain.
Mais da metade dos 17 milhões de sírios está em fuga dentro e fora do país, reportou Patrick Cockburn, autor de A Origem do Estado Islâmico - o fracasso da guerra ao terror e a ascensão jihadista.
Com o avanço do EU, aumenta o risco para os 2,6 milhões de alauítas, a seita heterodoxa xiita que domina a política da Síria desde os anos 1960s, os 2,2 milhões de curdos, os 2 milhões de cristãos e cerca de 650 mil drusos, além dos árabes sunitas aliados do Egito.
Se estas minorias fugirem em massa, o número de refugiados no exterior, hoje de cerca de 4,5 milhões, pode dobrar rapidamente. O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados declarou que a Síria "se tornou a maior fonte de refugiados do mundo, posição ocupada pelo Afeganistão durante três décadas."
A atual crise migratória é a chegada da guerra civil da Síria à Europa, observa a Rede Integrada de Informações Regionais, um serviço de notícias do Gabinete da ONU para Coordenação de Assuntos Humanitários.
Como a Rússia tem na Síria sua única base naval no Mar Mediterrâneo, se nega a aceitar a exigência da Europa e dos Estados Unidos de que Assad seja afastado do poder. O atual regime faria parte da solução, mas não o ditador, responsável maior pela guerra civil.
O governo Vladimir Putin está enviado mais armas e equipamentos, e não descarta o envio de soldados à Síria. A República Islâmica do Irã também sustenta Assad com armas e milícias xiitas, especialmente o grupo radical libanês Hesbolá (Partido de Deus).
Nos últimos dias, chocado com a chegada do cadáver do menino Aylan al-Kurdi numa praia do Mar Egeu, na Grécia, o mundo se perguntou quem o matou. Os responsáveis são a guerra civil na Síria, o ditador Bachar Assad e a omissão da sociedade internacional, incapaz de conter a maior tragédia humanitária em andamento.
Enquanto não acabar a guerra civil na Síria, os refugiados vão chegar a Europa. Vivos ou mortos.
Os jihadistas do Estado Islâmico estão a cerca de 35 da rodovia M5, descrita pelo jornal britânico The Independent on Sunday como a "espinha dorsal do regime de Assad". Se as forças do EI tiverem sucesso, milhões de pessoas podem querem fugir do país, engrossando a massa de refugiados em busca de asilo político na União Europeia.
Depois de quatro anos e meio de guerra, a situação da ditadura de Bachar Assad é cada vez mais instável. Em março, a Frente al-Nusra, braço da rede terrorista Al Caeda, e outros grupos extremistas muçulmanos conquistaram Idlibe, no Noroeste da Síria.
O Estado Islâmico tomou em maio a cidade histórica de Palmira, onde destruiu vários templos. Em 6 de agosto, tomou a cidade majoritariamente cristã de Kariatain. Desde então, o EI tomou duas cidades próximas da M5, enquanto fracassaram os esforços do Exército para retomar Kariatain.
Mais da metade dos 17 milhões de sírios está em fuga dentro e fora do país, reportou Patrick Cockburn, autor de A Origem do Estado Islâmico - o fracasso da guerra ao terror e a ascensão jihadista.
Com o avanço do EU, aumenta o risco para os 2,6 milhões de alauítas, a seita heterodoxa xiita que domina a política da Síria desde os anos 1960s, os 2,2 milhões de curdos, os 2 milhões de cristãos e cerca de 650 mil drusos, além dos árabes sunitas aliados do Egito.
Se estas minorias fugirem em massa, o número de refugiados no exterior, hoje de cerca de 4,5 milhões, pode dobrar rapidamente. O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados declarou que a Síria "se tornou a maior fonte de refugiados do mundo, posição ocupada pelo Afeganistão durante três décadas."
A atual crise migratória é a chegada da guerra civil da Síria à Europa, observa a Rede Integrada de Informações Regionais, um serviço de notícias do Gabinete da ONU para Coordenação de Assuntos Humanitários.
Como a Rússia tem na Síria sua única base naval no Mar Mediterrâneo, se nega a aceitar a exigência da Europa e dos Estados Unidos de que Assad seja afastado do poder. O atual regime faria parte da solução, mas não o ditador, responsável maior pela guerra civil.
O governo Vladimir Putin está enviado mais armas e equipamentos, e não descarta o envio de soldados à Síria. A República Islâmica do Irã também sustenta Assad com armas e milícias xiitas, especialmente o grupo radical libanês Hesbolá (Partido de Deus).
Nos últimos dias, chocado com a chegada do cadáver do menino Aylan al-Kurdi numa praia do Mar Egeu, na Grécia, o mundo se perguntou quem o matou. Os responsáveis são a guerra civil na Síria, o ditador Bachar Assad e a omissão da sociedade internacional, incapaz de conter a maior tragédia humanitária em andamento.
Enquanto não acabar a guerra civil na Síria, os refugiados vão chegar a Europa. Vivos ou mortos.
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quinta-feira, 6 de agosto de 2015
Estado Islâmico conquista cidade estratégica na Síria
A milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante tomou o controle da cidade estratégica de Al-Kariatain, na província central de Homs, informou hoje o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental com sede em Londres que monitora a guerra civil na Síria.
Pelo menos 60 combatentes morreram na batalha, 37 das forças leais à ditadura de Bachar Assad e 23 milicianos do Estado Islâmico. A conquista de Al Kariatain dá aos jihadistas o controle de uma estrada ligando as regiões de Palmira e de Kalamun, ao norte de Damasco.
Os Estados Unidos intensificaram seus esforços contra o Estado Islâmico na Síria, mas a presença de vários grupos armados com interesses diferentes complica uma ação conjunta. A Frente al-Nusra, braço da rede terrorista Al Caeda no conflito sírio, sequestrou recentemente vários rebeldes moderados treinados pelos EUA.
Em pouco menos de quatro anos e meio, mais de 230 mil pessoas foram mortas na guerra civil da Síria, que continua sem solução a vista.
Pelo menos 60 combatentes morreram na batalha, 37 das forças leais à ditadura de Bachar Assad e 23 milicianos do Estado Islâmico. A conquista de Al Kariatain dá aos jihadistas o controle de uma estrada ligando as regiões de Palmira e de Kalamun, ao norte de Damasco.
Os Estados Unidos intensificaram seus esforços contra o Estado Islâmico na Síria, mas a presença de vários grupos armados com interesses diferentes complica uma ação conjunta. A Frente al-Nusra, braço da rede terrorista Al Caeda no conflito sírio, sequestrou recentemente vários rebeldes moderados treinados pelos EUA.
Em pouco menos de quatro anos e meio, mais de 230 mil pessoas foram mortas na guerra civil da Síria, que continua sem solução a vista.
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domingo, 19 de julho de 2015
Governo sírio retoma vilas na província de Latakia
Com bombardeios por terra e ar, as Forças Armadas da Síria reconquistaram várias vilas da província de Latakia que estavam em poder de milícias jihadistas na guerra civl que assola o país há quatro anos e quatro meses, noticiou hoje a agência Reuters citando fontes militares sírias.
O Exército bombardeou rotas de suprimento dos rebeldes e retomaram cinco vilas e topos de montanha de importância estratégica na região da província de Latakia junto à fronteira com a Turquia.
A Frente al-Nusra, ligada à rede terrorista Al Caeda, controla diversas áreas ao norte do porto de Latakia, a capital da província, que está sob controle da ditadura de Bachar Assad. O governo intensificou as operações militares na região depois que os rebeldes tomaram a cidade de Jisr al-Shughour, em abril de 2015.
O Exército bombardeou rotas de suprimento dos rebeldes e retomaram cinco vilas e topos de montanha de importância estratégica na região da província de Latakia junto à fronteira com a Turquia.
A Frente al-Nusra, ligada à rede terrorista Al Caeda, controla diversas áreas ao norte do porto de Latakia, a capital da província, que está sob controle da ditadura de Bachar Assad. O governo intensificou as operações militares na região depois que os rebeldes tomaram a cidade de Jisr al-Shughour, em abril de 2015.
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sábado, 4 de julho de 2015
Rebeldes jihadistas sírios lançam ofensiva contra Alepo
O Exército da Conquista, uma aliança de milícias extremistas muçulmanas incluindo a Frente al-Nusra, braço da rede terrorista Al Caeda, e Ahrar al-Cham (Movimento Islâmico dos Homens Livres do Levante) lançou ontem uma ofensiva para tomar Alepo, a maior cidade da Síria, informou o jornal Gulf News, dos Emirados Árabes Unidos.
A ditadura de Bachar Assad fez uma série de bombardeios aéreos para tentar repelir o assalto, enquanto a Turquia enviou tropas, tanques e blindados para reforçar a fronteira com a Síria. O primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu declarou não haver planos para invadir o território sírio.
"A Síria é hoje de fato um país dividido, mas as linhas dessa divisão vão mudar e as áreas vão mudar de mão. O regime vai recuar, mas vai defender suas linhas vermelhas com vigor e tenacidade", previu Ossama al-Sharif no jornal Gulf News.
Com a mesma visão de um país em colapso, Samia Nakhoul, da agência Reuters, observou que a estabilidade depende do contexto regional: "Não importa quanto a Síria se fragmente, seu destino final depende da disputa pelo poder regional entre o Irã xiita e a Arábia Saudita sunita, dizem os analistas, o que significa que a guerra civil pode se prolongar por anos."
O conflito deflagrado pela violência repressão da ditadura de Bachar Assad aos protestos da Primavera Árabe, em março de 2011, arrasou o país, mais mais de 220 mil pessoas, tornou o Estado Islâmico o mais poderoso grupo terrorista e não tem a menor perspectiva de solução.
"No momento", acrescenta Nakhoul, "a corrente mais linha dura do jihadismo sunita, o Estado Islâmico controle o Leste da Síria e grande parte do Oeste do Iraque, e incita seus seguidores a cometer atentados como os da semana passada na França, no Kuwait e na Tunísia. Ao mesmo tempo, o Irã xiita tenta consolidar sua posição no Mar Mediterrâneo através da aliança com a Síria e o Hesbolá, seu bastião no Líbano."
As dificuldades do regime sírio no Leste do país aumentaram desde que o Exército da Conquista (Jaish al-Fatah) - uma força conjunta que reúne a Frente al-Nusra, Ahrar al-Cham e a Legião de al-Cham - conquistou grandes áreas da província de Idlibe, em 18 de março de 2015.
"O rápido avanço do Exército da Conquista e a chegada dos rebeldes à costa da Síria, um dos principais redutos do regime e sua reserva de recursos humanos", advertiu Mohammed al-Khatieb no jornal digital Al Monitor, "põe o regime em risco".
A ditadura de Bachar Assad fez uma série de bombardeios aéreos para tentar repelir o assalto, enquanto a Turquia enviou tropas, tanques e blindados para reforçar a fronteira com a Síria. O primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu declarou não haver planos para invadir o território sírio.
"A Síria é hoje de fato um país dividido, mas as linhas dessa divisão vão mudar e as áreas vão mudar de mão. O regime vai recuar, mas vai defender suas linhas vermelhas com vigor e tenacidade", previu Ossama al-Sharif no jornal Gulf News.
Com a mesma visão de um país em colapso, Samia Nakhoul, da agência Reuters, observou que a estabilidade depende do contexto regional: "Não importa quanto a Síria se fragmente, seu destino final depende da disputa pelo poder regional entre o Irã xiita e a Arábia Saudita sunita, dizem os analistas, o que significa que a guerra civil pode se prolongar por anos."
O conflito deflagrado pela violência repressão da ditadura de Bachar Assad aos protestos da Primavera Árabe, em março de 2011, arrasou o país, mais mais de 220 mil pessoas, tornou o Estado Islâmico o mais poderoso grupo terrorista e não tem a menor perspectiva de solução.
"No momento", acrescenta Nakhoul, "a corrente mais linha dura do jihadismo sunita, o Estado Islâmico controle o Leste da Síria e grande parte do Oeste do Iraque, e incita seus seguidores a cometer atentados como os da semana passada na França, no Kuwait e na Tunísia. Ao mesmo tempo, o Irã xiita tenta consolidar sua posição no Mar Mediterrâneo através da aliança com a Síria e o Hesbolá, seu bastião no Líbano."
As dificuldades do regime sírio no Leste do país aumentaram desde que o Exército da Conquista (Jaish al-Fatah) - uma força conjunta que reúne a Frente al-Nusra, Ahrar al-Cham e a Legião de al-Cham - conquistou grandes áreas da província de Idlibe, em 18 de março de 2015.
"O rápido avanço do Exército da Conquista e a chegada dos rebeldes à costa da Síria, um dos principais redutos do regime e sua reserva de recursos humanos", advertiu Mohammed al-Khatieb no jornal digital Al Monitor, "põe o regime em risco".
quarta-feira, 24 de junho de 2015
Hesbolá e governo tomam cruzamento estratégico no Norte da Síria
No fim de uma batalha iniciada em 4 de maio de 2015, o Exército da Síria e a milícia jihadista libanesa Hesbolá (Partido de Deus), sua aliada, tomaram as colinas de Carná, Dalil Samaã e Chubat Auade e um cruzamento estratégico junto à cidade de Calamun, no Norte do país, noticiou hoje o jornal libanês The Daily Star.
De acordo com o Hesbolá, vários postos de controle dos rebeldes foram tomados perto da vila de Jarajir, dominada pelo regime sírio. A Frente al-Nusra, braço da rede terrorista Al Caeda na guerra civil da Síria, anunciou ontem ter destruído um tanque do Hesbolá perto de Flita.
Ao tomar Carná, as forças leais à ditadura de Bachar Assad assumiram o controle total do cruzamento estratégico de Wadi al-Maghara, que liga Calamun ao território libanês.
Neste mês, o Hesbolá avançou rumo a Arsal pelo sul e pelo oeste, cercando posições da Frente al-Nusra na região. Ao norte de Arsal, a milícia libanesa enfrenta o Estado Islâmico do Iraque e do Levante na luta pela cidade libanesa de Ras Baalbek.
O Exército do Líbano bombardeou acampamentos de rebeldes sírios nos arredores de Arsal e Ras Baalbek para impedir que invadam o território libanês. Mas o ex-primeiro-ministro libanês Saad Hariri, um muçulmano sunita aliado dos EUA que apoia os rebeldes sírios, afirmou que a operação protege a ditadura de Bachar Assad e não o Líbano.
De acordo com o Hesbolá, vários postos de controle dos rebeldes foram tomados perto da vila de Jarajir, dominada pelo regime sírio. A Frente al-Nusra, braço da rede terrorista Al Caeda na guerra civil da Síria, anunciou ontem ter destruído um tanque do Hesbolá perto de Flita.
Ao tomar Carná, as forças leais à ditadura de Bachar Assad assumiram o controle total do cruzamento estratégico de Wadi al-Maghara, que liga Calamun ao território libanês.
Neste mês, o Hesbolá avançou rumo a Arsal pelo sul e pelo oeste, cercando posições da Frente al-Nusra na região. Ao norte de Arsal, a milícia libanesa enfrenta o Estado Islâmico do Iraque e do Levante na luta pela cidade libanesa de Ras Baalbek.
O Exército do Líbano bombardeou acampamentos de rebeldes sírios nos arredores de Arsal e Ras Baalbek para impedir que invadam o território libanês. Mas o ex-primeiro-ministro libanês Saad Hariri, um muçulmano sunita aliado dos EUA que apoia os rebeldes sírios, afirmou que a operação protege a ditadura de Bachar Assad e não o Líbano.
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quinta-feira, 7 de maio de 2015
Rebeldes sírios pedem aos EUA para preparar a queda de Damasco
O presidente da Coalizão Nacional das Forças de Oposição pela Revolução na Síria, Khaled Khoja, pediu hoje cobertura aérea dos Estados Unidos para que os rebeldes possam criar uma zona segura para instalar um governo de transição, informou o jornal turco Hürriyet.
Com o apoio dos EUA, duas potências regionais aliadas de Washington, Arábia Saudita e Turquia, fizeram uma aliança para financiar, treinar e armar os rebeldes sírios luta dos rebeldes contra a ditadura de Bachar Assad, aliado do Irã e da Rússia.
Nas últimas semanas, o Estado Islâmico do Iraque e do Levante e o Exército da Conquista (Jaish al-Fatah), uma aliança das milícias Ahrar al-Cham e Jabhat al-Nusra, avançaram nas províncias de Idlibe e Lataquia, no Oeste da Síria, e na periferia da capital, Damasco.
Quando os EUA entraram na guerra contra o Estado Islâmico, em setembro de 2014, o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, não aderiu à aliança articulada por Washington sob o argumento de que a grande ameaça à segurança do Oriente Médio era a ditadura de Assad. Hoje, o ministro da Energia turco, Taner Yildiz, declarou não haver nenhum plano para intervir militarmente na Síria de imediato.
O apoio aos rebeldes está na pauta da viagem do secretário de Estado americano, John Kerry, ao Oriente Médio. Hoje ele está na Arábia Saudita, onde os dois países anunciaram uma trégua humanitária na guerra civil do Iêmen, onde uma coalizão sunita liderada pelos sauditas luta contra rebeldes apoiados pelo Irã.
Com o apoio dos EUA, duas potências regionais aliadas de Washington, Arábia Saudita e Turquia, fizeram uma aliança para financiar, treinar e armar os rebeldes sírios luta dos rebeldes contra a ditadura de Bachar Assad, aliado do Irã e da Rússia.
Nas últimas semanas, o Estado Islâmico do Iraque e do Levante e o Exército da Conquista (Jaish al-Fatah), uma aliança das milícias Ahrar al-Cham e Jabhat al-Nusra, avançaram nas províncias de Idlibe e Lataquia, no Oeste da Síria, e na periferia da capital, Damasco.
Quando os EUA entraram na guerra contra o Estado Islâmico, em setembro de 2014, o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, não aderiu à aliança articulada por Washington sob o argumento de que a grande ameaça à segurança do Oriente Médio era a ditadura de Assad. Hoje, o ministro da Energia turco, Taner Yildiz, declarou não haver nenhum plano para intervir militarmente na Síria de imediato.
O apoio aos rebeldes está na pauta da viagem do secretário de Estado americano, John Kerry, ao Oriente Médio. Hoje ele está na Arábia Saudita, onde os dois países anunciaram uma trégua humanitária na guerra civil do Iêmen, onde uma coalizão sunita liderada pelos sauditas luta contra rebeldes apoiados pelo Irã.
segunda-feira, 27 de abril de 2015
Exército da Conquista toma base do Exército da Síria perto de Idlibe
Rebeldes islamitas do Exército da Conquista tomaram o campo Karmid, um quartel do Exército da Síria na província de Idlibe, depois de um terrorista suicida da Frente al-Nusra, ligada à rede Al Caeda, explodir um caminhão-bomba com duas toneladas de explosivos para arrasar a área, noticiou hoje o jornal libanês The Daily Star.
É a terceira derrota em um mês da ditadura de Bachar Assad no Noroeste da Síria, depois da queda das cidades de Jisr al-Sugur e Idlibe, a capital da província. No fim de semana, a Força Aérea síria bombardeou Jisr al-Sugur, matando pelo menos 34 pessoas. A mídia estatal denunciou a presença de "dezenas de homens-bomba" da república russa da Chechênia.
"Um caminhão-bomba com duas toneladas de explosivos penetrou por uma das entradas do campo e facilitou a conquista", declarou pelo Skype o xeque Hussam Abu Bakar, comandante da milícia Ahrar al-Cham (Movimento Islâmico dos Homens Livres do Levante). Com 10 a 20 mil homens, é um dos maiores grupos em luta contra o regime sírio.
O Exército usava o campo Karmid para bombardear cidades e vilas ocupadas pelos rebeldes na região agrícola estratégica junto à fronteira com a Turquia. Para os insurgentes, vai servir da base para atacar o quartel de Mastuma, muito mais importante.
"Um caminhão-bomba com duas toneladas de explosivos penetrou por uma das entradas do campo e facilitou a conquista", declarou pelo Skype o xeque Hussam Abu Bakar, comandante da milícia Ahrar al-Cham (Movimento Islâmico dos Homens Livres do Levante). Com 10 a 20 mil homens, é um dos maiores grupos em luta contra o regime sírio.
O Exército usava o campo Karmid para bombardear cidades e vilas ocupadas pelos rebeldes na região agrícola estratégica junto à fronteira com a Turquia. Para os insurgentes, vai servir da base para atacar o quartel de Mastuma, muito mais importante.
"Era uma das maiores bases do regime na província de Idlibe, com grande quantidade de armas", comentou o diretor do Observatório Sírio dos Direitos Humanos, Rami Abdel Rahman, acrescentado que os rebeldes tomaram sete tanques, lançadores de granada e caixas de munição. Eles estão cada vez mais perto de tomar toda a província, por onde passa a estrada ligando Damasco e Alepo, as duas maiores cidades da Síria.
Com Idlibe e Rakka, a capital do Estado Islâmico da Síria e do Levante, grupos rebeldes distintos dominam duas capitais provinciais.
Os sucessos recentes dos rebeldes são resultado da união de esforços da Arábia Saudita, do Catar e da Turquia, que levaram grupos rebeldes a se aliar desde o mês passado no Exército da Conquista. os Estados Unidos vão treinar os rebeldes nestes três países e na Jordânia.
Neste momento em que Assad parece ser reabilitado ao dar entrevistas para televisões dos EUA e da Europa, que admitem incluí-lo nas negociações sobre o futuro da Síria, sua base de poder no país se esvai.
Com Idlibe e Rakka, a capital do Estado Islâmico da Síria e do Levante, grupos rebeldes distintos dominam duas capitais provinciais.
Os sucessos recentes dos rebeldes são resultado da união de esforços da Arábia Saudita, do Catar e da Turquia, que levaram grupos rebeldes a se aliar desde o mês passado no Exército da Conquista. os Estados Unidos vão treinar os rebeldes nestes três países e na Jordânia.
Neste momento em que Assad parece ser reabilitado ao dar entrevistas para televisões dos EUA e da Europa, que admitem incluí-lo nas negociações sobre o futuro da Síria, sua base de poder no país se esvai.
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sábado, 28 de março de 2015
Rebeldes islamitas tomam maior parte da cidade síria de Idlibe
Depois de quatro dias de batalha, milícias extremistas muçulmanas, inclusive a Frente al-Nusra, ligada à rede terrorista Al Caeda, tomaram a maior parte da cidade de Idlibe, no Nordeste da Síria, que estava em poder da ditadura de Bachar Assad, noticiou a agência Reuters.
A cidade, de 100 mil habitantes (165 mil antes da guerra), fica perto da estrada de ferro de importância estratégica que liga a capital, Damasco, a Alepo, a maior cidade síria, e da província de Latakia, um dos redutos do governo Assad.
O ataque a Idlibe é uma contraofensiva rebelde à ofensiva lançada pelo governo no Sul do país em fevereiro de 2015.
Em novembro de 2011, oito meses depois do início da guerra civil síria, o Exército da Síria Livre atacou a cidade, tomada em fevereiro de 2012. O governo recuperou-a numa contraofensiva em março do mesmo ano.
Um novo ataque coordenado de várias forças rebeldes começou em janeiro de 2013. Dois meses depois, a cidade foi recapturada, mas, desta vez, por um grupo jihadista chamado Jaish al-Fatah (Exército da Conquista).
O governo recuperou Idlibe. Agora, está ameaçado de perder a cidade novamente. Os jihadistas, inclusive da Jaich al-Fatah, já ocupam vários bairros.
Mais de 220 mil pessoas foram mortas em quatro da guerra civil na Síria, a maior tragédia deflagrada pela Primaveria Árabe. Mais de 11 milhões fugiram de casa. Destes, quase 4 milhões saíram do país. A China e a Rússia vetaram quatro resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas, rejeitando qualquer condenação à ditadura de Assad.
terça-feira, 24 de março de 2015
Rebeldes da Al Caeda lutam com governo sírio pela cidade de Idlibe
Vários grupos armados extremistas muçulmanos, inclusive a Frente al-Nusra, um ramo da rede terrorista Al Caeda, lançaram uma nova ofensiva para tomar a cidade de Idlibe, na Síria, em poder de forças da ditadura de Bachar Assad, noticiou hoje o jornal libanês The Daily Star.
Os rebeldes estão bombardeando posições do Exército, mas ainda não tentaram penetrar na cidade.
Em mensagem divulgada na Internet, eles anunciaram estar "nas muralhas de Idlibe" e "ter decidido libertar esta cidade boa". A mensagem aconselha os moradores a não sair de casa nos próximos dias.
Os rebeldes estão bombardeando posições do Exército, mas ainda não tentaram penetrar na cidade.
Em mensagem divulgada na Internet, eles anunciaram estar "nas muralhas de Idlibe" e "ter decidido libertar esta cidade boa". A mensagem aconselha os moradores a não sair de casa nos próximos dias.
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