Um alto comandante da Frente para a Conquista do Levante (Jabhat Fatah al-Cham), a antiga Frente al-Nusra, Abu Omar Sarakeb, morreu num bombardeio aéreo à província de Alepo na guerra civil da Síria, noticiou ontem a rádio e televisão pública britânica BBC citando fontes do grupo.
A frente, considerada um dos grupos mais eficientes na luta contra a ditadura de Bachar Assad, comunicou a morte de Sarakeb no Twitter. Em julho, a milícia mudou de nome e oficialmente cortou os laços com a rede terrorista Al Caeda, de que era o braço armado na guerra civil síria.
Não se sabe ao certo que país foi responsável pelo ataque aérea que matou o comandante na vila de Kafr Naha, na província de Alepo. Outros líderes da milícia teriam sido mortos na operação.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sexta-feira, 9 de setembro de 2016
segunda-feira, 15 de agosto de 2016
EUA e Rússia negociam ação conjunta na guerra civil da Síria
Os Estados Unidos e a Rússia estão negociando a realização de operações militares conjuntas contra a Jabhat Fatah al-Cham (Frente de Combate do Levante), revelou hoje em Moscou o ministro da Defesa russo, Serguei Choigu, noticiou a agência Reuters.
Os dois países vão trocar informações sobre alvos e lançar ações conjuntas contra a antiga Frente al-Nusra, que anunciou um rompimento com a rede terrorista Al Caeda para ter direito a participar de futuras negociações de paz.
Em troca, a Rússia deve suspender os bombardeios aos rebeldes moderados apoiados pelos EUA. Se houver acordo, será uma das maiores mudanças estratégicas desde o início da guerra civil na Síria há cinco anos e meio, observou a empresa de consultoria e análise estratégica Stratfor.
Os dois países vão trocar informações sobre alvos e lançar ações conjuntas contra a antiga Frente al-Nusra, que anunciou um rompimento com a rede terrorista Al Caeda para ter direito a participar de futuras negociações de paz.
Em troca, a Rússia deve suspender os bombardeios aos rebeldes moderados apoiados pelos EUA. Se houver acordo, será uma das maiores mudanças estratégicas desde o início da guerra civil na Síria há cinco anos e meio, observou a empresa de consultoria e análise estratégica Stratfor.
segunda-feira, 1 de agosto de 2016
Aliança rebelde lança contraofensiva em Alepo
Uma aliança de grupos que lutam contra a ditadura de Bachar Assad na guerra civil da Síria lançaram ontem uma contraofensiva para tentar reabrir linhas de suprimento para áreas da cidade de Alepo em poder dos rebeldes, noticiou hoje a agência Reuters.
A coalizão reúne os grupos Ahrar al-Cham (Movimento dos Homens Livres do Levante), Jabhat Fatah al-Cham (Frente de Luta no Levante), a antiga Frente al-Nusra, e o Exército da Síria Livre, este último apoiado pelos Estados Unidos e seus aliados europeus.
Centenas de milhares de civis vivem em áreas controladas pelos rebeldes, que estão sob bombardeio das forças do governo e da Força Aérea da Rússia. A Batalha de Alepo é a mais violenta da guerra civil síria no momento. Nem o governo nem os rebeldes querem ceder suas posições na cidade.
Em mais de cinco anos, a guerra civil na Síria matou um total de pessoas estimado em 270 a 400 mil. Quase 5 milhões fugiram do país.
A coalizão reúne os grupos Ahrar al-Cham (Movimento dos Homens Livres do Levante), Jabhat Fatah al-Cham (Frente de Luta no Levante), a antiga Frente al-Nusra, e o Exército da Síria Livre, este último apoiado pelos Estados Unidos e seus aliados europeus.
Centenas de milhares de civis vivem em áreas controladas pelos rebeldes, que estão sob bombardeio das forças do governo e da Força Aérea da Rússia. A Batalha de Alepo é a mais violenta da guerra civil síria no momento. Nem o governo nem os rebeldes querem ceder suas posições na cidade.
Em mais de cinco anos, a guerra civil na Síria matou um total de pessoas estimado em 270 a 400 mil. Quase 5 milhões fugiram do país.
sábado, 30 de julho de 2016
Frente al-Nusra rompe com Al Caeda para ter futuro na Síria
A Frente de Apoio ao Povo do Levante (Jabhat al-Nusra) rompeu oficialmente com a rede terrorista Al Caeda na quinta-feira e mudou de nome para Frente de Luta dos Povos do Levante (Jabhat Fatah al-Cham), mas pode ser apenas uma manobra para se qualificar para participar das negociações sobre a paz na Síria.
O Departamento de Estado dos Estados Unidos considera muito cedo para concluir se a frente merece ser retirada da lista de organizações terroristas. O atual líder supremo da rede Al Caeda, o médico egípcio Ayman al-Zawahiri, teria autorizada a ruptura.
A Frente al-Nusra foi criada em janeiro de 2012 pelo Estado Islâmico do Iraque, já liderado na época por Abu Baker al-Baghdadi, como braço armado d'al Caeda na guerra civil da Síria a pedido de Al-Zawahiri.
Enquanto Al-Zawahiri queria manter o Estado Islâmico do Iraque, antiga Al Caeda no Iraque, na guerra civil do Iraque e a Frente al-Nusra no conflito sírio, Al-Baghdadi era a favor de unificar as duas milícias. Seu propósito é ignorar as fronteiras e os Estados nacionais do Iraque e da Síria, impostos pelas potências ocidentais depois da derrota do Império Otomano na Primeira Guerra Mundial.
Essa divergência causou o rompimento entre os dois grupos jihadistas. Em abril de 2013, Al-Baghdadi anunciou a fusão das duas milícias no Estado Islâmico do Iraque e do Levante. Em fevereiro de 2014, Al-Zawahiri rompeu com o Estado Islâmico.
O Estado Islâmico e a Frente al-Nusra são alvos das Forças Aéreas dos EUA e da Rússia.
O Departamento de Estado dos Estados Unidos considera muito cedo para concluir se a frente merece ser retirada da lista de organizações terroristas. O atual líder supremo da rede Al Caeda, o médico egípcio Ayman al-Zawahiri, teria autorizada a ruptura.
A Frente al-Nusra foi criada em janeiro de 2012 pelo Estado Islâmico do Iraque, já liderado na época por Abu Baker al-Baghdadi, como braço armado d'al Caeda na guerra civil da Síria a pedido de Al-Zawahiri.
Enquanto Al-Zawahiri queria manter o Estado Islâmico do Iraque, antiga Al Caeda no Iraque, na guerra civil do Iraque e a Frente al-Nusra no conflito sírio, Al-Baghdadi era a favor de unificar as duas milícias. Seu propósito é ignorar as fronteiras e os Estados nacionais do Iraque e da Síria, impostos pelas potências ocidentais depois da derrota do Império Otomano na Primeira Guerra Mundial.
Essa divergência causou o rompimento entre os dois grupos jihadistas. Em abril de 2013, Al-Baghdadi anunciou a fusão das duas milícias no Estado Islâmico do Iraque e do Levante. Em fevereiro de 2014, Al-Zawahiri rompeu com o Estado Islâmico.
O Estado Islâmico e a Frente al-Nusra são alvos das Forças Aéreas dos EUA e da Rússia.
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