Milicianos do grupo Ahrar al-Cham (Movimento Islâmico dos Homens Livres do Levante), parte da Coalizão Frente Islâmica, assumiu o controle da rotatória de Rasmussá, rompendo o isolamento dos rebeldes entrincheirados na cidade de Alepo na guerra civil da Síria, anunciou hoje no Twitter a Frente Islâmica.
Desde junho, forças leais à ditadura de Bachar Assad cercaram os rebeldes na segunda cidade mais importante da Síria. A Batalha de Alepo é no momento a mais importante da guerra civil síria. Pode ser decisiva.
O desfecho desta batalha pode mudar o equilíbrio de forças no campo de batalha e a posição do Estado Islâmico do Iraque e do Levante, que luta tanto contra o governo como contra os rebeldes.
Cerca de 250 mil pessoas vivem em áreas sitiadas de Alepo, sob intenso bombardeio da Força Aérea da Rússia, que intervém há 10 meses na guerra civil da Síria.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sábado, 6 de agosto de 2016
segunda-feira, 1 de agosto de 2016
Aliança rebelde lança contraofensiva em Alepo
Uma aliança de grupos que lutam contra a ditadura de Bachar Assad na guerra civil da Síria lançaram ontem uma contraofensiva para tentar reabrir linhas de suprimento para áreas da cidade de Alepo em poder dos rebeldes, noticiou hoje a agência Reuters.
A coalizão reúne os grupos Ahrar al-Cham (Movimento dos Homens Livres do Levante), Jabhat Fatah al-Cham (Frente de Luta no Levante), a antiga Frente al-Nusra, e o Exército da Síria Livre, este último apoiado pelos Estados Unidos e seus aliados europeus.
Centenas de milhares de civis vivem em áreas controladas pelos rebeldes, que estão sob bombardeio das forças do governo e da Força Aérea da Rússia. A Batalha de Alepo é a mais violenta da guerra civil síria no momento. Nem o governo nem os rebeldes querem ceder suas posições na cidade.
Em mais de cinco anos, a guerra civil na Síria matou um total de pessoas estimado em 270 a 400 mil. Quase 5 milhões fugiram do país.
A coalizão reúne os grupos Ahrar al-Cham (Movimento dos Homens Livres do Levante), Jabhat Fatah al-Cham (Frente de Luta no Levante), a antiga Frente al-Nusra, e o Exército da Síria Livre, este último apoiado pelos Estados Unidos e seus aliados europeus.
Centenas de milhares de civis vivem em áreas controladas pelos rebeldes, que estão sob bombardeio das forças do governo e da Força Aérea da Rússia. A Batalha de Alepo é a mais violenta da guerra civil síria no momento. Nem o governo nem os rebeldes querem ceder suas posições na cidade.
Em mais de cinco anos, a guerra civil na Síria matou um total de pessoas estimado em 270 a 400 mil. Quase 5 milhões fugiram do país.
sábado, 4 de julho de 2015
Rebeldes jihadistas sírios lançam ofensiva contra Alepo
O Exército da Conquista, uma aliança de milícias extremistas muçulmanas incluindo a Frente al-Nusra, braço da rede terrorista Al Caeda, e Ahrar al-Cham (Movimento Islâmico dos Homens Livres do Levante) lançou ontem uma ofensiva para tomar Alepo, a maior cidade da Síria, informou o jornal Gulf News, dos Emirados Árabes Unidos.
A ditadura de Bachar Assad fez uma série de bombardeios aéreos para tentar repelir o assalto, enquanto a Turquia enviou tropas, tanques e blindados para reforçar a fronteira com a Síria. O primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu declarou não haver planos para invadir o território sírio.
"A Síria é hoje de fato um país dividido, mas as linhas dessa divisão vão mudar e as áreas vão mudar de mão. O regime vai recuar, mas vai defender suas linhas vermelhas com vigor e tenacidade", previu Ossama al-Sharif no jornal Gulf News.
Com a mesma visão de um país em colapso, Samia Nakhoul, da agência Reuters, observou que a estabilidade depende do contexto regional: "Não importa quanto a Síria se fragmente, seu destino final depende da disputa pelo poder regional entre o Irã xiita e a Arábia Saudita sunita, dizem os analistas, o que significa que a guerra civil pode se prolongar por anos."
O conflito deflagrado pela violência repressão da ditadura de Bachar Assad aos protestos da Primavera Árabe, em março de 2011, arrasou o país, mais mais de 220 mil pessoas, tornou o Estado Islâmico o mais poderoso grupo terrorista e não tem a menor perspectiva de solução.
"No momento", acrescenta Nakhoul, "a corrente mais linha dura do jihadismo sunita, o Estado Islâmico controle o Leste da Síria e grande parte do Oeste do Iraque, e incita seus seguidores a cometer atentados como os da semana passada na França, no Kuwait e na Tunísia. Ao mesmo tempo, o Irã xiita tenta consolidar sua posição no Mar Mediterrâneo através da aliança com a Síria e o Hesbolá, seu bastião no Líbano."
As dificuldades do regime sírio no Leste do país aumentaram desde que o Exército da Conquista (Jaish al-Fatah) - uma força conjunta que reúne a Frente al-Nusra, Ahrar al-Cham e a Legião de al-Cham - conquistou grandes áreas da província de Idlibe, em 18 de março de 2015.
"O rápido avanço do Exército da Conquista e a chegada dos rebeldes à costa da Síria, um dos principais redutos do regime e sua reserva de recursos humanos", advertiu Mohammed al-Khatieb no jornal digital Al Monitor, "põe o regime em risco".
A ditadura de Bachar Assad fez uma série de bombardeios aéreos para tentar repelir o assalto, enquanto a Turquia enviou tropas, tanques e blindados para reforçar a fronteira com a Síria. O primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu declarou não haver planos para invadir o território sírio.
"A Síria é hoje de fato um país dividido, mas as linhas dessa divisão vão mudar e as áreas vão mudar de mão. O regime vai recuar, mas vai defender suas linhas vermelhas com vigor e tenacidade", previu Ossama al-Sharif no jornal Gulf News.
Com a mesma visão de um país em colapso, Samia Nakhoul, da agência Reuters, observou que a estabilidade depende do contexto regional: "Não importa quanto a Síria se fragmente, seu destino final depende da disputa pelo poder regional entre o Irã xiita e a Arábia Saudita sunita, dizem os analistas, o que significa que a guerra civil pode se prolongar por anos."
O conflito deflagrado pela violência repressão da ditadura de Bachar Assad aos protestos da Primavera Árabe, em março de 2011, arrasou o país, mais mais de 220 mil pessoas, tornou o Estado Islâmico o mais poderoso grupo terrorista e não tem a menor perspectiva de solução.
"No momento", acrescenta Nakhoul, "a corrente mais linha dura do jihadismo sunita, o Estado Islâmico controle o Leste da Síria e grande parte do Oeste do Iraque, e incita seus seguidores a cometer atentados como os da semana passada na França, no Kuwait e na Tunísia. Ao mesmo tempo, o Irã xiita tenta consolidar sua posição no Mar Mediterrâneo através da aliança com a Síria e o Hesbolá, seu bastião no Líbano."
As dificuldades do regime sírio no Leste do país aumentaram desde que o Exército da Conquista (Jaish al-Fatah) - uma força conjunta que reúne a Frente al-Nusra, Ahrar al-Cham e a Legião de al-Cham - conquistou grandes áreas da província de Idlibe, em 18 de março de 2015.
"O rápido avanço do Exército da Conquista e a chegada dos rebeldes à costa da Síria, um dos principais redutos do regime e sua reserva de recursos humanos", advertiu Mohammed al-Khatieb no jornal digital Al Monitor, "põe o regime em risco".
quinta-feira, 7 de maio de 2015
Rebeldes sírios pedem aos EUA para preparar a queda de Damasco
O presidente da Coalizão Nacional das Forças de Oposição pela Revolução na Síria, Khaled Khoja, pediu hoje cobertura aérea dos Estados Unidos para que os rebeldes possam criar uma zona segura para instalar um governo de transição, informou o jornal turco Hürriyet.
Com o apoio dos EUA, duas potências regionais aliadas de Washington, Arábia Saudita e Turquia, fizeram uma aliança para financiar, treinar e armar os rebeldes sírios luta dos rebeldes contra a ditadura de Bachar Assad, aliado do Irã e da Rússia.
Nas últimas semanas, o Estado Islâmico do Iraque e do Levante e o Exército da Conquista (Jaish al-Fatah), uma aliança das milícias Ahrar al-Cham e Jabhat al-Nusra, avançaram nas províncias de Idlibe e Lataquia, no Oeste da Síria, e na periferia da capital, Damasco.
Quando os EUA entraram na guerra contra o Estado Islâmico, em setembro de 2014, o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, não aderiu à aliança articulada por Washington sob o argumento de que a grande ameaça à segurança do Oriente Médio era a ditadura de Assad. Hoje, o ministro da Energia turco, Taner Yildiz, declarou não haver nenhum plano para intervir militarmente na Síria de imediato.
O apoio aos rebeldes está na pauta da viagem do secretário de Estado americano, John Kerry, ao Oriente Médio. Hoje ele está na Arábia Saudita, onde os dois países anunciaram uma trégua humanitária na guerra civil do Iêmen, onde uma coalizão sunita liderada pelos sauditas luta contra rebeldes apoiados pelo Irã.
Com o apoio dos EUA, duas potências regionais aliadas de Washington, Arábia Saudita e Turquia, fizeram uma aliança para financiar, treinar e armar os rebeldes sírios luta dos rebeldes contra a ditadura de Bachar Assad, aliado do Irã e da Rússia.
Nas últimas semanas, o Estado Islâmico do Iraque e do Levante e o Exército da Conquista (Jaish al-Fatah), uma aliança das milícias Ahrar al-Cham e Jabhat al-Nusra, avançaram nas províncias de Idlibe e Lataquia, no Oeste da Síria, e na periferia da capital, Damasco.
Quando os EUA entraram na guerra contra o Estado Islâmico, em setembro de 2014, o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, não aderiu à aliança articulada por Washington sob o argumento de que a grande ameaça à segurança do Oriente Médio era a ditadura de Assad. Hoje, o ministro da Energia turco, Taner Yildiz, declarou não haver nenhum plano para intervir militarmente na Síria de imediato.
O apoio aos rebeldes está na pauta da viagem do secretário de Estado americano, John Kerry, ao Oriente Médio. Hoje ele está na Arábia Saudita, onde os dois países anunciaram uma trégua humanitária na guerra civil do Iêmen, onde uma coalizão sunita liderada pelos sauditas luta contra rebeldes apoiados pelo Irã.
quinta-feira, 30 de abril de 2015
Ahrar al-Cham toma ponto de cruzamento na fronteira síria com Israel
O Movimento Islâmico dos Homens Livres do Levante (Ahrar al-Cham) tomou hoje uma localidade da Síria onde fica um posto de controle da fronteira com Israel, noticiou o jornal libanês The Daily Star citando como fonte o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental com sede em Londres que monitoria a guerra civil no país.
Na província de Idlibe, no Noroeste da Síria, a Frente da Vitória (Jabhat al-Nusra), ligada à rede terrorista Al Caeda, e milícias jihadistas aliadas cercaram um hospital na cidade de Jisr al-Sugur onde há 150 soldados do Exército da Síria.
Ahrar al-Cham e Jabhat al-Nusra são as milícias mais importantes do Exército da Conquista (Jaish al-Fatah), uma aliança rebelde que lançou uma ofensiva nas províncias de Hama e Idlibe e já controla a maior parte desta última.
Na província de Idlibe, no Noroeste da Síria, a Frente da Vitória (Jabhat al-Nusra), ligada à rede terrorista Al Caeda, e milícias jihadistas aliadas cercaram um hospital na cidade de Jisr al-Sugur onde há 150 soldados do Exército da Síria.
Ahrar al-Cham e Jabhat al-Nusra são as milícias mais importantes do Exército da Conquista (Jaish al-Fatah), uma aliança rebelde que lançou uma ofensiva nas províncias de Hama e Idlibe e já controla a maior parte desta última.
quinta-feira, 6 de novembro de 2014
EUA ampliam ataques a mais dois grupos na Síria
A coalizão liderada pelos Estados Unidos ampliou seus bombardeios aéreos na Síria, incluindo mais duas milícias extremistas muçulmanas entre os alvos: Ahrar al-Cham e Jabhat al-Nusra (Frente da Vitória), noticiou hoje a Agência France Presse (AFP).
Os ataques aéreos foram uma resposta a avanços da frente na luta contra os rebeldes da Coalizão Nacional Síria, apoiados pelos EUA e a União Europeia. Vários combatentes e pelo menos duas crianças foram mortas, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental oposicionista com sede em Londres.
Ao admitir que foram atacadas, as milícias disseram na Internet que a maioria dos mortos era civil. O comando militar americano declarou que os objetivos foram atingindos e que um especialista em fabricar bombas foi morto.
O regime do presidente Bachar Assad se beneficia discretamente dos bombardeios americanos contra seus inimigos extremistas.
Os ataques aéreos foram uma resposta a avanços da frente na luta contra os rebeldes da Coalizão Nacional Síria, apoiados pelos EUA e a União Europeia. Vários combatentes e pelo menos duas crianças foram mortas, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental oposicionista com sede em Londres.
Ao admitir que foram atacadas, as milícias disseram na Internet que a maioria dos mortos era civil. O comando militar americano declarou que os objetivos foram atingindos e que um especialista em fabricar bombas foi morto.
O regime do presidente Bachar Assad se beneficia discretamente dos bombardeios americanos contra seus inimigos extremistas.
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