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sábado, 30 de julho de 2016

Frente al-Nusra rompe com Al Caeda para ter futuro na Síria

A Frente de Apoio ao Povo do Levante (Jabhat al-Nusra) rompeu oficialmente com a rede terrorista Al Caeda na quinta-feira e mudou de nome para Frente de Luta dos Povos do Levante (Jabhat Fatah al-Cham), mas pode ser apenas uma manobra para se qualificar para participar das negociações sobre a paz na Síria.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos considera muito cedo para concluir se a frente merece ser retirada da lista de organizações terroristas. O atual líder supremo da rede Al Caeda, o médico egípcio Ayman al-Zawahiri, teria autorizada a ruptura.

A Frente al-Nusra foi criada em janeiro de 2012 pelo Estado Islâmico do Iraque, já liderado na época por Abu Baker al-Baghdadi, como braço armado d'al Caeda na guerra civil da Síria a pedido de Al-Zawahiri.

Enquanto Al-Zawahiri queria manter o Estado Islâmico do Iraque, antiga Al Caeda no Iraque, na guerra civil do Iraque e a Frente al-Nusra no conflito sírio, Al-Baghdadi era a favor de unificar as duas milícias. Seu propósito é ignorar as fronteiras e os Estados nacionais do Iraque e da Síria, impostos pelas potências ocidentais depois da derrota do Império Otomano na Primeira Guerra Mundial.

Essa divergência causou o rompimento entre os dois grupos jihadistas. Em abril de 2013, Al-Baghdadi anunciou a fusão das duas milícias no Estado Islâmico do Iraque e do Levante. Em fevereiro de 2014, Al-Zawahiri rompeu com o Estado Islâmico.

O Estado Islâmico e a Frente al-Nusra são alvos das Forças Aéreas dos EUA e da Rússia.

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Ahrar al-Cham toma ponto de cruzamento na fronteira síria com Israel

O Movimento Islâmico dos Homens Livres do Levante (Ahrar al-Cham) tomou hoje uma localidade da Síria onde fica um posto de controle da fronteira com Israel, noticiou o jornal libanês The Daily Star citando como fonte o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental com sede em Londres que monitoria a guerra civil no país.

Na província de Idlibe, no Noroeste da Síria, a Frente da Vitória (Jabhat al-Nusra), ligada à rede terrorista Al Caeda, e milícias jihadistas aliadas cercaram um hospital na cidade de Jisr al-Sugur onde há 150 soldados do Exército da Síria.

Ahrar al-Cham e Jabhat al-Nusra são as milícias mais importantes do Exército da Conquista (Jaish al-Fatah), uma aliança rebelde que lançou uma ofensiva nas províncias de Hama e Idlibe e já controla a maior parte desta última.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

EUA ampliam ataques a mais dois grupos na Síria

A coalizão liderada pelos Estados Unidos ampliou seus bombardeios aéreos na Síria, incluindo mais duas milícias extremistas muçulmanas entre os alvos: Ahrar al-Cham e Jabhat al-Nusra (Frente da Vitória), noticiou hoje a Agência France Presse (AFP).

Os ataques aéreos foram uma resposta a avanços da frente na luta contra os rebeldes da Coalizão Nacional Síria, apoiados pelos EUA e a União Europeia. Vários combatentes e pelo menos duas crianças foram mortas, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental oposicionista com sede em Londres.

Ao admitir que foram atacadas, as milícias disseram na Internet que a maioria dos mortos era civil. O comando militar americano declarou que os objetivos foram atingindos e que um especialista em fabricar bombas foi morto.

O regime do presidente Bachar Assad se beneficia discretamente dos bombardeios americanos contra seus inimigos extremistas.

domingo, 5 de agosto de 2012

Síria vira campo de batalha do jihadismo

Pelo menos dez grupos jihadistas aproveitaram a revolta popular para se infiltrar ou se estabelecer na Síria e entrar na luta contra a ditadura de Bachar Assad, tornando-se uma ameaça para o regime e para qualquer futuro governo do país, conclui uma análise do Instituto de Estudos de Segurança Nacional de Universidade de Telavive, em Israel.

Desde janeiro de 2012, 134 bombas caseiras foram detonadas contra as forças de segurança sírias, a maioria por jihadistas com experiência de guerrilha em outros conflitos.

No relatório A Penetração do Islã Radical no Conflito Sírio, Jonathan Robinson, Tal First e Einav Yogev enquandram os grupos de fundamentalistas muçulmanos engajados na luta armada na Síria em três categorias.

Na primeira, estão grupos que apoiam o tráfico de armas e o recrumento de homens para as fileiras rebeldes. Na segunda, estão pequenas células que realizaram pequenos ataques regularmente contra o inimigo. Na terceira categoria, estão os grupos terroristas capazes de realizar grandes ações fora das zonas de combate.

Esses grupos realizaram pelo menos 12 grandes ataques, inclusive com carros-bomba, contra Damasco, Alepo e Idlibe. Entre eles, se destacam duas organizações salafistas sírias, Jabhat al-Nusra e Kataib Ahrar al-Cham, que recebem apoio da rede Al Caeda na Mesopotâmia, instalada no Iraque depois da invasão americana de 2003.

Os jihadistas não têm grande apoio popular dentro da Síria e não criaram laços com o Exército Sírio Livre, a principal força rebelde na luta contra o regime da dinastia Assad. Do exterior, recebem a adesão de voluntários do Egito, do Iraque, da Jordânia e do Kuwait.

Do ponto de vista israelense, o conflito sírio já afetou a rota de suprimento da milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus), apoiado pela Síria e o Irã. Ao desestabilizar a Síria, o Irã e o Hesbolá, a guerra civil síria beneficia Israel.

Tecnicamente, Israel ainda está em guerra com a Síria, de quem tomou as Colinas do Golã na Guerra dos Seis Dias, em 1967, e anexou em 1981. Mas a fronteira entre os dois países está em calma há 45 anos. A situação caótica e a emergência de novos grupos radicais anti-israelenses aumenta o risco de ataques na fronteira norte.