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sábado, 8 de agosto de 2015

Líder da oposição na Síria vai a Moscou negociar a paz

O chefe da Coalizão Nacional da Revolução e das Forças de Oposição Sírias, Khaled al-Khoja, vai liderar uma delegação que vai a Moscou nos dias 12 e 13 de agosto de 2015 para encontros com o ministro do Exterior da Rússia, Serguei Lavrov, na expectativa de começar a negociar o fim da guerra civil.

Diante do colapso iminente da ditadura de Bachar Assad, aliado da Rússia, que mantém no país sua única base naval no Mar Mediterrâneo, o Kremlin tenta articular uma solução diplomática para o conflito que matou mais de 230 mil pessoas nos últimos três anos e cinco meses, uma saída para a Síria pós-Assad.

Neste processo, o sultanato de Omã atua como um mediador neutro transmitindo mensagens entre a Arábia Saudita, os Estados Unidos, o Irã, a Rússia, a Síria e a Turquia. Mas é um esforço divorciado da realidade no campo de batalha, onde milícias jihadistas que não participam das negociações, como o Estado Islâmico do Iraque e do Levante e a Frente al-Nusra, braço da rede terrorista Al Caeda, controlam vastos territórios.

Depois de uma viagem a Teerã, o ministro do Exterior da Síria, Walid Muallem, foi a Mascate falar com o ministro do Exterior de Omã, Yussuf ben Alawi ben Abdullah. Embora a Arábia Saudita prefira negociar em segredo, o governo sírio faz questão de divulgar a notícia para tentar romper anos de isolamento diplomático.

Os dois chanceleres discutiram a Síria pós-Assad. A proposta de realizar eleições com o atual ditador como candidato é rejeitada pelos EUA e seus aliados sunitas. Ele ainda busca uma saída honrosa, mas é improvável que Washington aceite uma anistia por causa dos crimes de guerra e do uso de armas químicas pelo regime sírio.

A Síria assinou mas não ratificou o Estatuto de Roma, que criou o Tribunal Penal Internacional. Está fora da jurisdição do tribunal, a não ser que o Conselho de Segurança das Nações Unidas apresente o caso.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Rebeldes sírios pedem aos EUA para preparar a queda de Damasco

O presidente da Coalizão Nacional das Forças de Oposição pela Revolução na Síria, Khaled Khoja, pediu hoje cobertura aérea dos Estados Unidos para que os rebeldes possam criar uma zona segura para instalar um governo de transição, informou o jornal turco Hürriyet.

Com o apoio dos EUA, duas potências regionais aliadas de Washington, Arábia Saudita e Turquia, fizeram uma aliança para financiar, treinar e armar os rebeldes sírios luta dos rebeldes contra a ditadura de Bachar Assad, aliado do Irã e da Rússia.

Nas últimas semanas, o Estado Islâmico do Iraque e do Levante e o Exército da Conquista (Jaish al-Fatah), uma aliança das milícias Ahrar al-Cham e Jabhat al-Nusra, avançaram nas províncias de Idlibe e Lataquia, no Oeste da Síria, e na periferia da capital, Damasco.

Quando os EUA entraram na guerra contra o Estado Islâmico, em setembro de 2014, o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, não aderiu à aliança articulada por Washington sob o argumento de que a grande ameaça à segurança do Oriente Médio era a ditadura de Assad. Hoje, o ministro da Energia turco, Taner Yildiz, declarou não haver nenhum plano para intervir militarmente na Síria de imediato.

O apoio aos rebeldes está na pauta da viagem do secretário de Estado americano, John Kerry, ao Oriente Médio. Hoje ele está na Arábia Saudita, onde os dois países anunciaram uma trégua humanitária na guerra civil do Iêmen, onde uma coalizão sunita liderada pelos sauditas luta contra rebeldes apoiados pelo Irã.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

EUA ampliam ataques a mais dois grupos na Síria

A coalizão liderada pelos Estados Unidos ampliou seus bombardeios aéreos na Síria, incluindo mais duas milícias extremistas muçulmanas entre os alvos: Ahrar al-Cham e Jabhat al-Nusra (Frente da Vitória), noticiou hoje a Agência France Presse (AFP).

Os ataques aéreos foram uma resposta a avanços da frente na luta contra os rebeldes da Coalizão Nacional Síria, apoiados pelos EUA e a União Europeia. Vários combatentes e pelo menos duas crianças foram mortas, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental oposicionista com sede em Londres.

Ao admitir que foram atacadas, as milícias disseram na Internet que a maioria dos mortos era civil. O comando militar americano declarou que os objetivos foram atingindos e que um especialista em fabricar bombas foi morto.

O regime do presidente Bachar Assad se beneficia discretamente dos bombardeios americanos contra seus inimigos extremistas.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Líder rebelde sírio pede armas aos EUA

O líder da Coalizão Nacional Síria, o grupo de oposição reconhecido pelas potências ocidentais, Ahmed Jarba, pediu armas hoje aos Estados Unidos para derrotar a ditadura de Bachar Assad, apoiada pela Rússia, o Irã e a milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus).

Sem armas, alegou Jarba, os rebeldes não têm como mudar a correlação de forças no campo de batalha e forçar uma solução política. Mas, com a retirada de Homs, que era chamada de capital dos rebeldes, a questão é se a guerra está perdida.

Desde o início do conflito, há três anos e dois meses, os EUA relutam em armar os rebeldes temendo que as armas caiam nas mãos de grupos terroristas muçulmanos.

No ano passado, o presidente Barack Obama ameaçou bombardear alvos do governo sírio em retaliação pelo uso de armas químicas, mas recuou diante de um acordo mediado pela Rússia para que a Síria entregasse todo o arsenal químico, o que só fez parcialmente.

sábado, 18 de janeiro de 2014

Oposição síria vai à conferência de paz em Genebra

A Coalizão Nacional Síria, o grupo de oposição apoiado pelos Estados Unidos e a União Europeia, decidiu hoje em Istambul, na Turquia, que vai participar da conferência de paz convocada pelos EUA e a Rússia para negociar o fim da guerra civil que matou mais de 130 mil pessoas desde 15 de março de 2011.

Diante do conflito de grupos rebeldes com o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, ligado à rede Al Caeda, a ditadura de Bachar Assad chegou a propor que a conferência, batizada de Genebra II, se concentre no "combate ao terrorismo", argumento que usa para atacar qualquer oposição desde o início da guerra civil, há dois anos e dez meses.

Os oposicionistas se recusavam a participar da conferência porque não aceitam, como os EUA e da Europa, que Assad continue no poder. Mas, enquanto o secretário de Estado americano, John Kerry, fala numa "transição" na Síria, o que implica a saída do ditador, a Rússia vende armas para fortalecer o aliado.

Na visão das potências ocidentais, depois de tantas atrocidades, a permanência de Assad é inaceitável. O regime negociaria o acordo possível com os rebeldes, mas o ditador cairia. É improvável que Assad e a Rússia aceitem.

domingo, 6 de janeiro de 2013

Assad rejeita diálogo com a "oposição-fantoche"

No seu primeiro pronunciamento desde novembro, o ditador Bachar Assad anunciou hoje na televisão o que chamou de "plano de paz", convocando uma "conferência de reconciliação nacional" com "aqueles que não traíram a Síria" seguida da formação de um novo governo e de uma anistia. Ele acusou os rebeldes que tentam derrubá-lo há quase um ano e dez meses de "criminosos" aliados ideologicamente à rede terrorista Al Caeda.

As Nações Unidas estimaram na semana passada em 60 mil o total de mortos desde o início, em 15 de março de 2011, da revolta inicialmente pacífica contra a ditadura de Assad.

Quando o ditador mandou um enviado especial a Moscou no fim do ano passado, parecia estar disposto a apelar para a mediação de seu principal aliado na esfera internacional. O pronunciamento de hoje indica a determinação de continuar lutando.

"A primeira etapa de uma solução política exige que as potências regionais parem de financiar e armar a oposição, o fim das operações terroristas e o controle das fronteiras", afirmou o ditador, citado pelo jornal liberal israelense Haaretz. "Não vamos abrir diálogo com um fantoche do Ocidente", acrescentou, referindo-se à Coalizão Nacional das Oposições Sírias, reconhecida pelos Estados Unidos, a França e o Reino Unido como embrião de um governo de transição.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

EUA reconhecem rebeldes como representantes da Síria

O presidente Barack Obama anunciou hoje que os Estados Unidos reconhecem oa Coalizão Nacional Síria (CNS) como legítimos representante do país e não mais a ditadura de Bachar Assad. A França e o Reino Unido já haviam declarado apoio a esta aliança oposicionista, que exclui os islamitas radicais como a Frente Nusra, uma extensão d'al Qaeda no Iraque que participa ativamente da guerra civil síria.

A CNS foi criada sob medida para receber o apoio dos países ocidentais. É uma tentativa de criar um embrião de um governo provisório para assumir o controle do país na era pós-Assad, evitando que a Síria caia nas mãos de extremistas muçulmanos.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Islamitas rejeitam Coalizão Nacional Síria

O que é bom para a França e os Estados Unidos não é bom para os grupos extremistas muçulmanos que lutam contra a ditadura de Bachar Assad na guerra civil da Síria. Eles rejeitam a Coalizão Nacional de Forças Revolucionárias e de Oposição Sírias, apresentada como uma ampla aliança das oposições ao atual regime.

A Turquia e várias monarquias petroleiras do Golfo Pérsico também reconheceram a coalizão, formada para "criar uma alternativa ao atual regime" e ser o embrião de um futuro governo. Para isso, precisava ser aceitável para os EUA, que relutam em armar os rebeldes temendo que suas armas caiam em mãos de terroristas.

Na segunda-feira, a União Europeia prometeu apoio à coalizão desde que "continue a trabalhar pela inclusão, subscrevendo os princípios da democracia e dos direitos humanos e se engajando com todos os grupos de oposição e todos os setores da sociedade civil da Síria", reporta o jornal The New York Times.