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quarta-feira, 23 de abril de 2014

Hamas e OLP fazem acordo de reconciliação

A Organização para a Libertação da Palestina (OLP) e o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) fizeram um acordo na madrugada de hoje para "formar um governo de reconciliação nacional dentro de cinco semanas". Deve ser um governo tecnocrático.

A reconciliação vem num momento crucial para as negociações sobre a paz no Oriente Médio.

O governo de Israel já alegou que não pode fazer a paz com um povo dividido porque parte continuaria sendo sua inimiga. Hoje, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que o presidente palestino, Mahmoud Abbas, "tem de escolher entre o Hamas e a paz".

Mais linha-dura ainda, o ministro do Exterior, Avigdor Lieberman, declarou o fim do processo de paz, acusando o acordo entre os dois grandes partidos do movimento nacional palestino de criar "um governo de unidade no terror. A assinatura de um acordo entre a Fatah e o Hamas é uma assinatura pelo fim das negociações entre Israel e a Autoridade Palestina."

O ministro da Economia, Naftali Bennett, insistiu na expressão "governo da unidade no terror": "O Hamas vai continuar assassinando israelenses e Abbas vai continuar exigindo a libertação dos companheiros."

Assim, o governo israelense joga para dividir o inimigo e sabotar a iniciativa dos Estados Unidos.

domingo, 6 de janeiro de 2013

Assad rejeita diálogo com a "oposição-fantoche"

No seu primeiro pronunciamento desde novembro, o ditador Bachar Assad anunciou hoje na televisão o que chamou de "plano de paz", convocando uma "conferência de reconciliação nacional" com "aqueles que não traíram a Síria" seguida da formação de um novo governo e de uma anistia. Ele acusou os rebeldes que tentam derrubá-lo há quase um ano e dez meses de "criminosos" aliados ideologicamente à rede terrorista Al Caeda.

As Nações Unidas estimaram na semana passada em 60 mil o total de mortos desde o início, em 15 de março de 2011, da revolta inicialmente pacífica contra a ditadura de Assad.

Quando o ditador mandou um enviado especial a Moscou no fim do ano passado, parecia estar disposto a apelar para a mediação de seu principal aliado na esfera internacional. O pronunciamento de hoje indica a determinação de continuar lutando.

"A primeira etapa de uma solução política exige que as potências regionais parem de financiar e armar a oposição, o fim das operações terroristas e o controle das fronteiras", afirmou o ditador, citado pelo jornal liberal israelense Haaretz. "Não vamos abrir diálogo com um fantoche do Ocidente", acrescentou, referindo-se à Coalizão Nacional das Oposições Sírias, reconhecida pelos Estados Unidos, a França e o Reino Unido como embrião de um governo de transição.

domingo, 13 de janeiro de 2008

Iraque aprova lei de reconciliação com baathistas

A Assembléia Nacional do Iraque aprovou ontem uma lei importante para a reconciliação nacional. Ela permite que ex-militantes do Partido Baath, do ditador deposto e executado Saddam Hussein, voltem a ocupar cargos públicos e a receber suas pensões.

Os Estados Unidos pressionavam o governo e o parlamento iraquianos há meses para votar a lei, considerada essencial ao entendimento entre sunitas e xiitas, e à pacificação do país.

Confira nos jornais americanos The Washington Post e The New York Times.

Durante visita ao Kuwait ontem, o presidente George W. Bush anunciou a provável retirada de 20 mil dos 160 mil soldados americanos no Iraque ainda no primeiro semestre deste ano.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

EUA esperam "soluções iraquianas"

Depois de inúmeras tentativas fracassadas de promover a reconciliação nacional entre sunitas, xiitas e curdos no Iraque, e do relativo sucesso da ofensiva americana para reduzir a violência, os Estados Unidos esperam agora que os próprios iraquianos apresentem suas propostas para o futuro político do país.

"Estamos procurando soluções iraquianas para os problemas iraquianos", resumiu um oficial encarregado da reconstrução de Faluja, que foi um dos principais focos da insurgência sunita, em 2004.

Leia mais no jornal The Washington Post.