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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Carro-bomba contra partido de Assad mata 53 na Síria

Um carro-bomba explodiu hoje no centro de Damasco. Pelo menos 53 pessoas morreram e mais de 200 saíram feridas. O alvo foi a sede do partido Baath, que governa a Síria desde 1967. Esse tipo de ataque costuma ser realizado por extremista muçulmanos ligados à rede terrorista Al Caeda.

Horas depois do atentado, duas bombas caíram perto do quartel-general do Estado-Maior das Forças Armadas da Síria, sem ferir ninguém.

A capital síria é alvo de atentados a bomba desde julho do ano passado, quando quatro altos assessores da ditadura de Bachar Assad e do partido Baath foram mortos.

O Observatório Sírio dos Direitos Humanos, ligado à oposição e baseado em Londres, afirmou que outras 18 pessoas morreram num bombardeio de forças governistas na cidade de Derá, um dos berços da revolta popular que completa dois anos em 15 de março.

Desde então, pela estimativa das Nações Unidas, mais de 70 mil pessoas foram mortas, 857 mil fugiram da Síria e mais de 2 milhões abandonaram suas casas mas continuam no país. Ontem, a Liga Árabe e a Rússia se ofereceram para intermediar negociações de paz, mas nenhum dos lados mostrou interesse.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Rebeldes atacam partido do governo da Síria

Os rebeldes que lutam contra a ditadura de Bachar Assad dispararam foguetes ontem contra a sede do Partido Baath, que governa a Síria desde 1963.

Foi o segundo ataque na capital, Damasco, nos últimos dias, conta o jornal The New York Times.

domingo, 21 de agosto de 2011

Assad rejeita pressão internacional para renunciar

O ditador Bachar Assad rejeitou hoje as pressões dos Estados Unidos e da União Européia por sua renúncia imediata e acusou as potências de quererem que "a Síria continue sendo um país atrasado".

Em uma rara entrevista à televisão estatal síria, o ditador prometeu apresentar até quinta-feira um projeto de lei para introduzir o pluripartidarismo no país. Contraditoriamente, reafirmou que o poder vai continuar nas mãos do partido Baath (Renascença), como acontece desde 1963.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Baathistas de Derá deixam partido em massa

Em protesto contra a ocupação militar da cidade de Derá, cerca de 200 membros do partido Baath, que governa a Síria ditatorialmente desde 1963, na província de Derá e arredores, no sul do país, abandonaram a agremiação hoje, anuncia a agência de notícias Reuters.

“Diante da atitude negativa tomada pela liderança do Partido Socialista Árabe Baath em relação aos events na Síria e em Derá, e da morte de centenas e ferimento de milhares nas mõas de vários serviços de segurança, submetemos nossa renúncia coletiva”, diz uma nota divulgada pelo grupo.

Outra declaração enviada à Reuters indica que um grupo de 28 baathistas deixou o partido em Banias. Essa cidade é um dos alvos do governo na reação contra o movimento pela democracia, que luta para derrubar o presidente Bachar Assad, no poder há dez anos, e acabar com a ditadura de 48 anos do partido Baath.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Meio-irmão de Saddam pede desculpas pela ditadura

Pela primeira vez, um alto dirigente da ditadura de Saddam Hussein (1979-2003) admitiu os crimes cometidos pelo antigo regime, acusado pela morte de mais de um milhão de pessoas, se for levado em conta que ele iniciou a Guerra Irã-Iraque, em 1980.

"Devo me desculpar diante do grande povo iraquiano pelo que o Partido Baath o fez sofrer", declarou Watbane Ibrahim Hassan al-Tikrit. "A direção desse partido agiu com a alma e o dinheiro do povo iraquiano como se tivesse o direito absoluto de dispor deles, mas não tinha."

domingo, 13 de janeiro de 2008

Iraque aprova lei de reconciliação com baathistas

A Assembléia Nacional do Iraque aprovou ontem uma lei importante para a reconciliação nacional. Ela permite que ex-militantes do Partido Baath, do ditador deposto e executado Saddam Hussein, voltem a ocupar cargos públicos e a receber suas pensões.

Os Estados Unidos pressionavam o governo e o parlamento iraquianos há meses para votar a lei, considerada essencial ao entendimento entre sunitas e xiitas, e à pacificação do país.

Confira nos jornais americanos The Washington Post e The New York Times.

Durante visita ao Kuwait ontem, o presidente George W. Bush anunciou a provável retirada de 20 mil dos 160 mil soldados americanos no Iraque ainda no primeiro semestre deste ano.

terça-feira, 9 de janeiro de 2007

Saddam mandou exterminar curdos

O ex-ditador iraquiano Saddam Hussein e seu primo Ali Hassan al-Majid, apelidado de Ali Químico, discutiram o extermíno de milhares de curdos com armas químicas em 1988, antes do ataque contra Halabja, revelou uma gravação apresentada ontem num tribunal do Iraque

Nove dias depois de Saddam ser enforcado pelo massacre de 148 xiitas em 1982, o lugar do ex-ditador no banco dos réus estava vazio. Mas Ali Químico e outros funcionários do partido Baath enfrentam o julgamento pelos crime cometidos na Operação Anfal (Despojos de Guerra), na região curda, no Norte do Iraque.

"Vou atacá-los com armas químicas e matar todos eles", diz uma voz identificada pelo procurador como Majid. "Quem vai dizer alguma coisa: a comunidade internacional? Dane-se a comunidade internacional", continuou.

"Sim, é eficaz, especialmente naqueles que não colocarem uma máscara imediamente, entende", diz outra voz, identificado como de Saddam.

"Extermina milhares?", pergunta Ali.

"Sim, extermina milhares e os força a não beber e nem comer. Eles terão de evacuar suas casas sem levar nada, então finalmente podemos nos livrar deles", acrescentou Saddam.

Os procuradores acreditam que 180 mil curdos foram mortos na Operação Anfal.

sábado, 16 de dezembro de 2006

Primeiro-ministro iraquiano apela a baathistas

O primeiro-ministro do Iraque, Nuri al-Maliki, fez um apelo hoje à minoria sunita, inclusive aos militantes do extinto partido Baath, do ex-ditador Saddam Hussein, para que se junte aos esforços de paz e de reconciliação nacional. Depois de pedir que os iraquianos parem de "remoer o passado", Maliki disse que ex-militantes do Baath e ex-militares das Forças Armadas de Saddam que não tiverem cometidos crimes graves podem se reintegrar à vida política e social.

Ao falar no primeiro dia de uma conferência de reconciliação nacional de dois dias, Maliki pediu à Assembléia Nacional que aprove uma emenda constitucional oferecendo anistia aos baathistas que não cometeram crimes.

A desbaathização do Iraque foi um dos principais erros cometidos pelos Estados Unidos após a queda de Saddam Hussein, em 9 de abril de 2003. Quando o governador militar indicado pelo Pentágono, Lewis Paul Bremer, dissolveu as Forças Armadas e a Polícia do Iraque sem oferecer outro emprego ou uma pensão, jogou na clandestinidade centenas de milhares de homens com treinamento para usar armas. Eles constituiriam o grosso da insurgência contra a nova ordem imposta pela invasão americana.

terça-feira, 7 de novembro de 2006

Polícia política de Saddam resiste na insurgência

O ex-ditador iraquiano Saddam Hussein foi sentenciado à forca pela morte de 148 xiitas e pode ser executado já no início de dezembro. Houve festa e protesto por sua condenação, sem maiores incidentes na torturada Bagdá. Mas sua política política, a Mukhabarat, continua ativa e lidera a insurgência sunita.

Muitos iraquianos desconfiam que o tribunal que condenou Saddam não é independente, obedece aos Estados Unidos e ao governo majoritariamente xiita. A leitura da sentença dois dias antes das eleições americanas reforça esta suspeição.

Saddam pode ser morto mas o saddamismo sobrevive no coração da insurgência. O proscrito Partido Baath ainda funciona clandestinamente. Seu objetivo é intimidar os iraquianos interessados em aderir ao governo, provocando a maior desordem e violência possível para forçar a retirada das tropas americanas do Iraque.

Expulsos os americanos, então eles atacariam os xiitas.