Apesar das divergências, várias facções que lutam contra a ditadura de Bachar Assad, reunidas em Riade, na Arábia Saudita, conseguiram formar uma equipe para participar das negociações para acabar com a guerra civil na Síria, a serem iniciadas em 1º de janeiro de 2016 com o patrocínio dos Estados Unidos, da Rússia e das Nações Unidas.
Fazem parte do grupo representantes de facções rebeldes importantes como o Exército da Síria Livre, apoiado pelo Ocidente; e grupos radicais islâmicos como Ahrar al-Sham (Movimento Islâmico dos Homens Livres do Levante) e Jaish al-Islam (Exército do Islã).
O Estado Islâmico do Iraque e do Levante, a Jabhat al-Nusra (Frente da Vitória), braço da rede terrorista al Caeda na guerra civil da Síria e as Forças Democráticas Sírias, que incluem assírios, turcomanos e outras minorias, foram excluídas da reunião na Arábia Saudita.
Em Genebra, na Suíça, o Palácio das Nações, a sede da ONU na Europa, está sob forte vigilância e a cidade inteira em estado de alerta. Uma célula do Estado Islâmico estaria planejando atentados na cidade, onde o secretário de Estado americano, John Kerry, o ministro do Exterior da Rússia, Serguei Lavrov, e um representante da ONU se encontrariam ontem para preparar as negociações de paz.
A reunião entre EUA, Rússia e ONU foi transferida para local não revelado por razões de segurança
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sábado, 12 de dezembro de 2015
quarta-feira, 21 de outubro de 2015
Rússia mata comandante rebelde aliado aos EUA na Síria
Os bombardeios da Força Aérea da Rússia na província de Lataquia, na Síria, mataram no domingo um alto comandante do Exército da Síria Livre, um grupo rebelde apoiado pelos Estados Unidos, noticiou ontem a agência Reuters citando como fonte o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental com sede em Londres que monitora a guerra civil no país.
O ataque foi na região de Jabal Akrade, controlada pela 1ª Divisão Costeira do ESL, que confirmou a morte do ex-capitão do Exército sírio Basil Zamo.
Em outro bombardeio russo, ao sul de Alepo, que antes da guerra civil era a capital econômica da Síria, foi morto o comandante das Brigadas Nour al-din al-Zinki, outro entre os milhares de grupos armados rebeldes em ação na Síria.
Como a Rússia apoia a ditadura de Bachar Assad, a milícia fundamentalista libanesa Hesbolá (Partido de Deus) e o Irã na guerra civil síria, a facção xiita, a Arábia Saudita, a Turquia e as monarquias petroleiras do Golfo Pérsico devem aumentar o apoio aos grupos rebeldes sunitas para tentar contrabalançar a intervenção russa.
Durante o Grande Prêmio de Fórmula-1 de Rússia, realizado em Sóchi, o presidente Vladimir Putin teve uma discussão dura com o segundo príncipe herdeiro e ministro da Defesa saudita, Mohamed ben Salman, e o comandante supremo das Forças Armadas dos Emirados Árabes Unidos, xeque Mohamed ben Sayed al-Nuhayyan.
Os países do Conselho de Cooperação do Golfo estão desapontados com a falta de um apoio decidido dos EUA a grupos rebeldes e determinados a combater a expansão da influência iraniana no Oriente Médio. Putin os advertiu a não entregar aos rebeldes mísseis antiaéreos capazes de abater aviões russos.
O ataque foi na região de Jabal Akrade, controlada pela 1ª Divisão Costeira do ESL, que confirmou a morte do ex-capitão do Exército sírio Basil Zamo.
Em outro bombardeio russo, ao sul de Alepo, que antes da guerra civil era a capital econômica da Síria, foi morto o comandante das Brigadas Nour al-din al-Zinki, outro entre os milhares de grupos armados rebeldes em ação na Síria.
Como a Rússia apoia a ditadura de Bachar Assad, a milícia fundamentalista libanesa Hesbolá (Partido de Deus) e o Irã na guerra civil síria, a facção xiita, a Arábia Saudita, a Turquia e as monarquias petroleiras do Golfo Pérsico devem aumentar o apoio aos grupos rebeldes sunitas para tentar contrabalançar a intervenção russa.
Durante o Grande Prêmio de Fórmula-1 de Rússia, realizado em Sóchi, o presidente Vladimir Putin teve uma discussão dura com o segundo príncipe herdeiro e ministro da Defesa saudita, Mohamed ben Salman, e o comandante supremo das Forças Armadas dos Emirados Árabes Unidos, xeque Mohamed ben Sayed al-Nuhayyan.
Os países do Conselho de Cooperação do Golfo estão desapontados com a falta de um apoio decidido dos EUA a grupos rebeldes e determinados a combater a expansão da influência iraniana no Oriente Médio. Putin os advertiu a não entregar aos rebeldes mísseis antiaéreos capazes de abater aviões russos.
sábado, 28 de março de 2015
Rebeldes islamitas tomam maior parte da cidade síria de Idlibe
Depois de quatro dias de batalha, milícias extremistas muçulmanas, inclusive a Frente al-Nusra, ligada à rede terrorista Al Caeda, tomaram a maior parte da cidade de Idlibe, no Nordeste da Síria, que estava em poder da ditadura de Bachar Assad, noticiou a agência Reuters.
A cidade, de 100 mil habitantes (165 mil antes da guerra), fica perto da estrada de ferro de importância estratégica que liga a capital, Damasco, a Alepo, a maior cidade síria, e da província de Latakia, um dos redutos do governo Assad.
O ataque a Idlibe é uma contraofensiva rebelde à ofensiva lançada pelo governo no Sul do país em fevereiro de 2015.
Em novembro de 2011, oito meses depois do início da guerra civil síria, o Exército da Síria Livre atacou a cidade, tomada em fevereiro de 2012. O governo recuperou-a numa contraofensiva em março do mesmo ano.
Um novo ataque coordenado de várias forças rebeldes começou em janeiro de 2013. Dois meses depois, a cidade foi recapturada, mas, desta vez, por um grupo jihadista chamado Jaish al-Fatah (Exército da Conquista).
O governo recuperou Idlibe. Agora, está ameaçado de perder a cidade novamente. Os jihadistas, inclusive da Jaich al-Fatah, já ocupam vários bairros.
Mais de 220 mil pessoas foram mortas em quatro da guerra civil na Síria, a maior tragédia deflagrada pela Primaveria Árabe. Mais de 11 milhões fugiram de casa. Destes, quase 4 milhões saíram do país. A China e a Rússia vetaram quatro resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas, rejeitando qualquer condenação à ditadura de Assad.
sexta-feira, 16 de janeiro de 2015
EUA enviam 400 militares para treinar rebeldes da Síria
O Departamento da Defesa dos Estados Unidos vai enviar 400 soldados e oficiais para treinar os rebeldes da Síria alinhados com Washington, anunciou hoje o porta-voz do Pentágono, James Brindle. A autorização tem base em lei sancionada pelo presidente Barack Obama em dezembro de 2014 dentro da guerra contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante.
Nas últimas semanas, houve notícias de dissolução do Exército da Síria Livre, que no início da guerra civil era a principal força rebelde não religiosa. Diante da impossibilidade de sustentar a luta contra a ditadura de Bachar Assad, parte de seus militantes teria se bandeado para os grupos jihadistas, o Estado Islâmico e a Frente al-Nusra, ligada à rede terrorista Al Caeda.
Nas últimas semanas, houve notícias de dissolução do Exército da Síria Livre, que no início da guerra civil era a principal força rebelde não religiosa. Diante da impossibilidade de sustentar a luta contra a ditadura de Bachar Assad, parte de seus militantes teria se bandeado para os grupos jihadistas, o Estado Islâmico e a Frente al-Nusra, ligada à rede terrorista Al Caeda.
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quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
Luta entre rebeldes mata mais de mil na Síria
O conflito entre grupos rebeldes e extremistas ligados à rede terrorista Al Caeda já matou mais de mil pessoas na guerra civil da Síria, anunciou hoje o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental ligada à oposição, com sede em Londres.
Desde o início do ano, o Exército da Síria Livre e até mesmo a Frente al-Nusra, muçulmana radical, lançaram uma "segunda revolução" contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, um braço da rede terrorista Al Caeda, depois de abusos, punições arbitrárias e execuções sumárias.
Desde o início do ano, o Exército da Síria Livre e até mesmo a Frente al-Nusra, muçulmana radical, lançaram uma "segunda revolução" contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, um braço da rede terrorista Al Caeda, depois de abusos, punições arbitrárias e execuções sumárias.
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
EUA e UE param de apoiar o Exército da Síria Livre
Os Estados Unidos e a União Europeia anunciaram hoje que só darão ajuda não letal ao Exército da Síria Livre, que teria sido infiltrado por extremistas muçulmanos.
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
Síria bloqueia acesso a área atingida por ataque químico
No segundo dia de trabalho dos inspetores das Nações Unidas encarregados de destruir as armas químicas da Síria, as forças de segurança da ditadura de Bachar Assad cercaram a cidade de Moadâmia, na Grande Damasco, atingida por um ataque químico em agosto para impedir a movimentação de pessoas e a entrada de comida para cerca de 12 mil pessoas, na maioria civis, revelou o jornal The Wall St. Journal. No primeiro dia, um morteiro caíra perto do Hotel Four Seasons onde eles estão hospedados, noticia o jornal The New York Times.
Em declaração divulgada ontem, o Conselho de Segurança da ONU manifestou preocupação com a "rápida deterioração" das condições de vida da população afetada pela guerra civil na Síria e exigiu acesso aos cerca de 6 milhões de deslocados internamente pelo conflito, informa a televisão pública britânica BBC.
Seis grupos rebeldes pediram ontem uma trégua imediata entre duas facções antigovernamentais que entraram em conflito na cidade de Azaz, perto da fronteira com a Turquia. A luta é entre o Exército da Síria Livre, secularista e apoiado pelo Ocidente, e o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, ligado à rede terrorista Al Caeda.
Em declaração divulgada ontem, o Conselho de Segurança da ONU manifestou preocupação com a "rápida deterioração" das condições de vida da população afetada pela guerra civil na Síria e exigiu acesso aos cerca de 6 milhões de deslocados internamente pelo conflito, informa a televisão pública britânica BBC.
Seis grupos rebeldes pediram ontem uma trégua imediata entre duas facções antigovernamentais que entraram em conflito na cidade de Azaz, perto da fronteira com a Turquia. A luta é entre o Exército da Síria Livre, secularista e apoiado pelo Ocidente, e o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, ligado à rede terrorista Al Caeda.
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sexta-feira, 21 de junho de 2013
Rebeldes sírios afirmam ter armas para virar o jogo
O Exército da Síria Livre já tem armas capazes de "mudar o equilíbrio de forças no terreno", afirmou o comandante rebelde Salim Idriss, citado pela televisão árabe Al Arabiya.
Em entrevistas anteriores, Idriss declarou que derrubaria o ditador Bachar Assad em seis meses, se os Estados Unidos dessem armas aos rebeldes. Há oito dias, o governo americano chegou à conclusão de que o regime sírio usou armas químicas e prometeu em resposta armar os rebeldes.
Em entrevistas anteriores, Idriss declarou que derrubaria o ditador Bachar Assad em seis meses, se os Estados Unidos dessem armas aos rebeldes. Há oito dias, o governo americano chegou à conclusão de que o regime sírio usou armas químicas e prometeu em resposta armar os rebeldes.
quarta-feira, 29 de maio de 2013
Rebeldes sírios ameaçam levar guerra ao Líbano
Em resposta à intervenção da milícia fundamentalista xiita Hesbolá (Partido de Deus) na guerra civil síria ao lado da ditadura de Bachar Assad, o Exército da Síria Livre ameaça atacar no Líbano, noticiou hoje a televisão árabe especializada em notícias Al Arabiya.
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Morte de comandante da Força Aérea gera boatos na Síria
A televisão estatal da Síria anunciou que os rebeldes mataram o comandante da Força Aérea, general-brigadeiro Abdullah Mahmud al-Khalidi, na segunda-feira em Damasco, a capital do país, informa o jornal The New York Times.
O Exército da Síria Livre reivindicou a autoria do ataque, mas há rumores de que ele poderia ter sido morto pela ditadura de Bachar Assad porque estaria prestes a desertar.
Com o fim do prazo da trégua que não houve, a Força Aérea da Síria lançou uma nova ofensiva bombardeando hoje Damasco e Homs, a terceira maior cidade do país, reporta a agência Reuters.
Apesar do fracasso do cessar-fogo, o enviado especial das Nações Unidas e da Liga Árabe, Lakhdar Brahimi, prometeu continuar se empenhando para negociar a paz na guerra civil que matou mais de 30 mil pessoas desde março de 2011.
O Exército da Síria Livre reivindicou a autoria do ataque, mas há rumores de que ele poderia ter sido morto pela ditadura de Bachar Assad porque estaria prestes a desertar.
Com o fim do prazo da trégua que não houve, a Força Aérea da Síria lançou uma nova ofensiva bombardeando hoje Damasco e Homs, a terceira maior cidade do país, reporta a agência Reuters.
Apesar do fracasso do cessar-fogo, o enviado especial das Nações Unidas e da Liga Árabe, Lakhdar Brahimi, prometeu continuar se empenhando para negociar a paz na guerra civil que matou mais de 30 mil pessoas desde março de 2011.
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
Bombas explodem no QG do Exército da Síria
Duas explosões atingiram o quartel-general do Exército da Síria no ultrafortificado centro de Damasco, a capital do país. Em seguida, houve tiroteio. O Exército da Síria Livre, que luta desde o ano passado para derrubar a ditadura de Bachar Assad, reivindicou a autoria do ataque.
Foi o maior ataque à capital síria desde 18 de julho, quando um atentado a bomba matou vários altos oficiais da cúpula do regime, inclusive os ministros da Defesa e do Interior. Os rebeldes disseram que "dezenas de pessoas morreram", mas o governo afirma que ninguém saiu ferido.
Um correspondente síria da televisão do Irã foi morto no tiroteio que se seguiu às explosões.
Foi o maior ataque à capital síria desde 18 de julho, quando um atentado a bomba matou vários altos oficiais da cúpula do regime, inclusive os ministros da Defesa e do Interior. Os rebeldes disseram que "dezenas de pessoas morreram", mas o governo afirma que ninguém saiu ferido.
Um correspondente síria da televisão do Irã foi morto no tiroteio que se seguiu às explosões.
sábado, 22 de setembro de 2012
QG do exército rebelde vai da Turquia para Síria
Em um vídeo divulgado via Internet, o comandante do Exército da Síria Livre, Riad al-Assaad, anunciou hoje que está indo da Turquia para instalar seu quartel-general em "regiões liberadas" da Síria. É um marco para os rebeldes que lutam para derrubar a ditadura de Bachar Assad.
Desde sua criação, no ano passado, o comando do ESL estava baseado na vizinha Turquia: "Queremos dizer a todos que a liderança do exército entrou nas áreas liberadas". O próximo passo, acrescentou, é "planejar a libertação de Damasco", afirmou o comandante, citado pela TV americana CNN.
Desde sua criação, no ano passado, o comando do ESL estava baseado na vizinha Turquia: "Queremos dizer a todos que a liderança do exército entrou nas áreas liberadas". O próximo passo, acrescentou, é "planejar a libertação de Damasco", afirmou o comandante, citado pela TV americana CNN.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
UE aprova novas sanções contra a Síria
A ditadura de Bachar Assad lançou hoje uma nova ofensiva contra cidades do Noroeste da Síria, enquanto a União Europeia aprovava novas sanções contra o regime responsável por uma violenta repressão que causou mais de 7 mil mortes nos últimos 11 meses e meio.
Todos os ativos do banco central da Síria na Europa foram congelados. Mais sete pessoas foram incluídas numa lista de mais de cem indivíduos, empresas e organizações proibidas de viajar ao exterior. Todos os voos de carga da Síria para a Europa foram proibidos. Também foram impostas restrições ao comércio de ouro e metais preciosos.
Com canhões, foguetes e baterias antiaéreas, o Exército bombardeou as cidades de Sarmin, Maarat al-Numan e Binnish. Na semana passada, esta última estava sob controle do Exército da Síria Livre e do Exército de Libertação da Síria, informa a televisão pública britânica BBC.
Todos os ativos do banco central da Síria na Europa foram congelados. Mais sete pessoas foram incluídas numa lista de mais de cem indivíduos, empresas e organizações proibidas de viajar ao exterior. Todos os voos de carga da Síria para a Europa foram proibidos. Também foram impostas restrições ao comércio de ouro e metais preciosos.
Com canhões, foguetes e baterias antiaéreas, o Exército bombardeou as cidades de Sarmin, Maarat al-Numan e Binnish. Na semana passada, esta última estava sob controle do Exército da Síria Livre e do Exército de Libertação da Síria, informa a televisão pública britânica BBC.
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Rebeldes atacam partido do governo da Síria
Os rebeldes que lutam contra a ditadura de Bachar Assad dispararam foguetes ontem contra a sede do Partido Baath, que governa a Síria desde 1963.
Foi o segundo ataque na capital, Damasco, nos últimos dias, conta o jornal The New York Times.
Foi o segundo ataque na capital, Damasco, nos últimos dias, conta o jornal The New York Times.
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
França e Turquia querem sanções contra a Síria
Durante encontro em Ancara, os ministros do Exterior da França, Alain Juppé, e da Turquia, Ahmed Davutoglu, pediram hoje a imposição de duras sanções contra a Síria e o fortalecimento da oposição ao ditador Bachar Assad, no poder há dez anos, reporta a TV pública britânica BBC.
Cerca de 4 mil pessoas foram mortas na violenta repressão contra a revolta popular iniciada em 15 de março de 2011. Nos últimos dias, houve notícias de ataques de um grupo organizado, o Exército da Síria Livre, sediado na Turquia, o que caracterizaria uma guerra civil, observa o jornal americano The Miami Herald.
Um projeto de resolução condenando o regime sírio no Conselho de Segurança das Nações Unidas foi vetado pela China e a Rússia. O Brasil está entre os países que resistem à adoção de sanções, como se dar mais tempo para as reformas prometidas por Assad resolvesse o problema.
O ministro do Exterior britânico, William Hague, vai se reunir na segunda-feira com os dois principais grupos de oposição, o Conselho Nacional Sírio e o Comitê de Coordenação pela Mudança Democrática, informa o Financial Times.
Cerca de 4 mil pessoas foram mortas na violenta repressão contra a revolta popular iniciada em 15 de março de 2011. Nos últimos dias, houve notícias de ataques de um grupo organizado, o Exército da Síria Livre, sediado na Turquia, o que caracterizaria uma guerra civil, observa o jornal americano The Miami Herald.
Um projeto de resolução condenando o regime sírio no Conselho de Segurança das Nações Unidas foi vetado pela China e a Rússia. O Brasil está entre os países que resistem à adoção de sanções, como se dar mais tempo para as reformas prometidas por Assad resolvesse o problema.
O ministro do Exterior britânico, William Hague, vai se reunir na segunda-feira com os dois principais grupos de oposição, o Conselho Nacional Sírio e o Comitê de Coordenação pela Mudança Democrática, informa o Financial Times.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Rebeldes atacam sede do serviço secreto sírio
Com foguetes e metralhadoras, desertores do Exército da Síria revoltados contra a repressão violenta da ditadura de Bachar Assad atacaram hoje uma base do serviço secreto da Força Aérea situada ao norte de Damasco, reporta a agência Reuters.
Depois de um intenso tiroteio, helicópteros sobrevoaram a área. Não há informações sobre vítimas.
O coronel Riad Assad, que desertou e fugiu para a Turquia, anunciou em julho a criação do Exército da Síria Livre.
Ontem, o governo sírio anunciou a libertação de 1.180 presos políticos, um dos pontos do plano de paz da Liga Árabe, que a ditadura aceitou mas não implementou.
Depois de um intenso tiroteio, helicópteros sobrevoaram a área. Não há informações sobre vítimas.
O coronel Riad Assad, que desertou e fugiu para a Turquia, anunciou em julho a criação do Exército da Síria Livre.
Ontem, o governo sírio anunciou a libertação de 1.180 presos políticos, um dos pontos do plano de paz da Liga Árabe, que a ditadura aceitou mas não implementou.
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Turquia abriga grupo armado da Síria
Em apoio aberto à luta para derrubar a ditadura de Bachar Assad, a Turquia está dando proteção ao grupo armado Exército da Síria Livre, revela o jornal The New York Times, permitindo que se refugie em seu território e o use como base para atacar a ditadura síria.
A exemplo dos Estados Unidos e de outros países ocidentais, a Turquia deve impor em breve sanções econômicas à ditadura síria. Essas sanções são consideradas uma ameaça maior ao regime de Assad do que os manifestantes que resistem a uma violenta repressão, com mais de 3 mil mortes nos últimos sete meses e meio.
No plano político, o governo turco, islamita moderado, apoia o Conselho Nacional da Síria, uma aliança de grupos de oposição formada em Istambul.
O Exército da Síria Livre é uma milícia formada por militares que desertaram das Forças Armadas do país por não concordar em atacar a oposição. Ontem, o grupo anunciou ter matado nove militares sírios, inclusive um oficial fardado, durante uma incursão dentro do país.
Seus militantes estão alojados num campo de refugiados na Turquia, perto da fronteira com a Síria. O Ministério do Exterior turco alega que o país está apenas dando ajuda humanitária e não vai impedir os exilados de se manifestar.
"Quando essas pessoas fugiram da Síria, não sabíamos quem eram", alegou porta-voz da chancelaria turca. "Não estava escrito na testa de ninguém 'eu sou um soldado' ou 'eu sou um oposicionista'. Estamos dando residência temporária a essas pessoas por razões humanitárias, e isso vai continuar."
O exército rebelde ainda é muito pequeno para ameaçar o poder de Assad. Mas seu líder, o coronel Riad Asaad, prometeu, em entrevista coletiva organizada pelo governo turco, não dar trégua ao ditador: "Vamos lutar até a queda do regime e construir uma nova era de segurança e estabilidade na Síria. Somos os líderes do povo sírio. Vamos lutar por ele."
Ele pediu armas à sociedade internacional para que, "como um exército, o Exército da Síria Livre possa proteger o povo sírio. Se a comunidade internacional nos der armas, podemos derrubar o regime rapidamente".
A exemplo dos Estados Unidos e de outros países ocidentais, a Turquia deve impor em breve sanções econômicas à ditadura síria. Essas sanções são consideradas uma ameaça maior ao regime de Assad do que os manifestantes que resistem a uma violenta repressão, com mais de 3 mil mortes nos últimos sete meses e meio.
No plano político, o governo turco, islamita moderado, apoia o Conselho Nacional da Síria, uma aliança de grupos de oposição formada em Istambul.
O Exército da Síria Livre é uma milícia formada por militares que desertaram das Forças Armadas do país por não concordar em atacar a oposição. Ontem, o grupo anunciou ter matado nove militares sírios, inclusive um oficial fardado, durante uma incursão dentro do país.
Seus militantes estão alojados num campo de refugiados na Turquia, perto da fronteira com a Síria. O Ministério do Exterior turco alega que o país está apenas dando ajuda humanitária e não vai impedir os exilados de se manifestar.
"Quando essas pessoas fugiram da Síria, não sabíamos quem eram", alegou porta-voz da chancelaria turca. "Não estava escrito na testa de ninguém 'eu sou um soldado' ou 'eu sou um oposicionista'. Estamos dando residência temporária a essas pessoas por razões humanitárias, e isso vai continuar."
O exército rebelde ainda é muito pequeno para ameaçar o poder de Assad. Mas seu líder, o coronel Riad Asaad, prometeu, em entrevista coletiva organizada pelo governo turco, não dar trégua ao ditador: "Vamos lutar até a queda do regime e construir uma nova era de segurança e estabilidade na Síria. Somos os líderes do povo sírio. Vamos lutar por ele."
Ele pediu armas à sociedade internacional para que, "como um exército, o Exército da Síria Livre possa proteger o povo sírio. Se a comunidade internacional nos der armas, podemos derrubar o regime rapidamente".
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