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terça-feira, 9 de abril de 2019

ONU adia conferência nacional sobre reconciliação da Líbia

Diante da ofensiva do autointitulado Exército Nacional da Líbia, liderado pelo general Khalifa Hifter, rumo à capital, as Nações Unidas suspenderam uma conferência nacional para reconciliar o país, organizar eleições e tentar reconstruir o sistema político.

A conferência estava marcada para 12 a 14 de abril, mas o general rebelde, que domina a região de Bengázi, no Leste da Líbia, tenta derrubar o Governo do Acordo Nacional, reconhecido internacionalmente.

O país vive em estado de anarquia e guerra civil desde a queda e a morte do ditador Muamar Kadafi, em 2011. A ofensiva e a suspensão do encontro indicam um colapso do diálogo. Atrasam ainda mais a estabilização do país. Criam o risco de mais um longo impasse.

Hifter mandou suas forças avançarem rumo a Trípoli na quinta-feira, 4 de abril, e enfrenta milícias ligadas ao Governo do Acordo Nacional na tentativa de unificar o país sob seu comando.

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Rússia e Síria preparam ofensiva contra último reduto rebelde

Com o apoio da Força Aérea e da Marinha da Rússia, as forças leais ao ditador Bachar Assad e milícias aliadas, inclusive iranianas, devem lançar a qualquer momento uma ofensiva contra o último reduto rebelde na guerra civil da Síria, na província de Idlibe, no Noroeste do país, noticiou a agência Reuters. Cerca de 10 mil rebeldes ligados grupos jihadistas estão cercados na região.

A Rússia deslocou navios de guerra capazes de disparar mísseis. Em Moscou, o ministro do Exterior russo, Serguei Lavrov, advertiu os Estados Unidos a não reagirem à ação contra "terroristas", como o regime sírio chama seus inimigos na guerra civil.

Lavrov falou em "abscesso purulento". Essa linguagem médica é usada militarmente para desumanizar o inimigo e assim justificar mortos e massacres. A Rússia entrou diretamente na guerra civil síria em 30 de setembro de 2015, quando seu aliado Assad parecia perdido, e virou o jogo.

No caso, a maioria dos rebeldes pertence a grupos jihadistas como o Exército da Conquista, uma aliança que inclui a rede Al Caeda, e tem o apoio da Turquia. O presidente Recep Tayyip Erdogan entrou em contato com a Rússia e o Irã, que também apoia Assad, para evitar uma massacre que parece iminente.

Através da subsecretária Heather Nauert, porta-voz do Departamento de Estado, os EUA "manifestaram preocupação não apenas com um possível ataque químico, mas com qualquer tipo de escalada da violência em Idlibe que ponha em riscos os civis e a infraestrutura".

Com a carta branca que Trump deu aos generais do Pentágono, a Força Aérea dos EUA arrasou Rakka, a capital do califado proclamado em 2014 pela organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante. Recentemente, cancelou uma ajuda de US$ 200 milhões para reconstruir a região e pediu aos aliados no Oriente Médio, especialmente a Arábia Saudita, para pagar a conta.

Em sete anos e meio, mais de 500 mil pessoas morreram na guerra civil da Síria. Cerca de 6 milhões de pessoas fugiram do país.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Estado Islâmico contra-ataca em Kirkuk ante ofensiva contra Mossul

Diante da ofensiva do Exército do Iraque e milícias aliadas para retomar a cidade de Mossul, com o apoio de uma coalizão aérea de 65 países liderada pelos Estados Unidos, a milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante lançou um contra-ataque à cidade de Kirkuk, situada a 160 quilômetros de distância.

A reação é uma tentativa de dividir as forças concentradas no assalto a Mossul, a segunda maior cidade do Iraque, que está em poder dos jihadistas desde 10 de junho de 2014.

Por volta da meia-noite pela hora local, os terroristas invadiram a cidade por vários flancos e explodiram três carros-bomba. Pelo menos 20 pessoas foram mortas, inclusive policiais e trabalhadores de uma central elétrica atacada, mas os extremistas não conseguiram tomar as instalações petrolíferas de Kirkuk.

O governador de província de Kirkuk, Nachmeldin Karin, impôs um toque de recolher e declarou que a situação está sob controle, mas ainda há enfrentamentos entre os jihadistas e as forças de segurança nos bairros do sul da cidade.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Rebeldes sírios derrubam helicóptero da Rússia

Um helicóptero militar da Rússia com cinco militares russos a bordo foi derrubado hoje quando passava por uma área controlada por rebeldes na província de Idlibe, na Síria, anunciou em Moscou o Ministério da Defesa, citado pela Agência France Presse (AFP). Não há sobreviventes.

De acordo com o governo da Rússia, o helicóptero Mi-8 voltava para sua base depois de entregar ajuda humanitária na cidade de Alepo, onde está sendo travada a maior batalha do momento na guerra civil síria. O grupo responsável pelo ataque não foi identificado.

A segunda cidade mais importante da Síria está cercada por forças leais ao governo, que conta com o apoio da Força Aérea da Rússia. No fim de semana, "corredores de ajuda humanitária" foram abertos pela ditadura de Bachar Assad e seus aliados russos. A medida foi criticada como uma pressão para a saída da população civil da cidade arrasada para diminuir as baixas durante o assalto final a Alepo.

terça-feira, 24 de maio de 2016

Curdos atacam Rakka com apoio dos EUA

As Forças Democráticas Sírias, um grupo guerrilheiro curdo apoiado pelos Estados Unidos, lançaram uma ofensiva contra a cidade de Rakka, capital do autoproclamado Estado Islâmico do Iraque e do Levante, no Norte do Síria, noticiou a televisão americana CBS.

O ataque começa depois de uma visita à região, em 21 de maio, do chefe do Comando Central das Forças Armadas dos EUA, general Joseph Votel, responsável pelas operações militares americanas no Oriente Médio.

Um comandante das Unidades de Proteção do Povo Curdo (YPG) anunciou que o objetivo da operação é "limpar" a área e ocupar posições ao norte de Rakka para preparar o assalto final à cidade.

O ministro do Exterior da Rússia, Serguei Lavrov, prometeu coordenar as ações com os EUA e os curdos para evitar que os inimigos do Estado Islâmico acabem atingindo outras forças em luta contra a milícia terrorista.

quinta-feira, 24 de março de 2016

Operação para retomar Mossul está em marcha

Com cobertura aérea dos Estados Unidos e aliados, o Exército do Iraque e milícias aliadas lançaram hoje uma ofensiva na província de Nínive com o objetivo de retomar Mossul, a segunda maior cidade do país, capturada em 10 de junho de 2014 pela organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante.

Enquanto na Síria, o regime de Bachar Assad e milícias aliadas estão prestes a retomar Palmira, a última cidade importante a caminho de Rakka, a capital do Estado Islâmico, o Iraque prepara a reconquistar Mossul.

A operação há muito esperada está em marcha. Deve ser longa e difícil. Hoje o comando militar iraquiano anunciou a retomada de várias vilas na periferia de Makhmur, uma cidade a leste de Mossul.

Dois mil homens lutam na ofensiva contra Makhmur, muitíssimo menos do que a força necessária para reconquistar Mossul. O plano de combate preparado pelos EUA pede que as forças de segurança do Iraque mobilizem de 20 a 25 mil homens, que seriam apoiados por milicianos curdos. A Turquia, por sua vez, daria ajuda a milícias sunitas aliadas.

Pelos cálculos da empresa de consultoria e estudos estratégicos americana Stratfor, serão necessários 40 mil soldados.

Nos últimos meses, as forças do Iraque conseguiram vitórias importantes contra o Estado Islâmico na cidade de Samarra e na província de Ambar. Para retomar Mossul, terá de cercar a cidade e cortar as linhas de suprimento dos jihadistas.

O general Sean MacFarland, comandante da campanha militar dos EUA contra o Estado Islâmico, disse que os generais iraquianos não acreditam que terão condições de reconquistar Mossul antes do fim deste ano ou do início de 2017.

Apesar da perda de 20% do total de territórios que já dominou no Iraque e na Síria, o Estado Islâmico ainda é uma poderosa força de combate. Não vai entregar Mossul sem luta. A cidade é hoje a grande bastiã do sunismo, um centro de logística e de finanças do Estado Islâmico, e uma fonte de mão de obra e de voluntários do martírio.

Se perder Rakka e Mossul, o Estado Islâmico deixará de ser o protoestado que é hoje. Será reduzido mais uma vez a grupo terrorista. Terá de fazer ataques espetaculares como os de 13 de novembro de 2015 em Paris e 22 de março de 2016 em Bruxelas para manter a liderança do movimento jihadista internacional. Isso o torna ainda mais perigoso para o resto do mundo, inclusive para o Brasil, que não é alvo mas pode ser palco de atentados terroristas durante a Olimpíada do Rio de Janeiro.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Bombardeio atinge escolas e hospitais na Síria

Um intenso bombardeio da Força Aérea da Rússia e de forças aliadas à ditadura de Bachar Assad destruiu cinco clínicas e hospitais e duas escolas em regiões da Síria dominadas por rebeldes. Pelo menos 50 pessoas morreram.

Com a expectativa de um cessar-fogo na próxima sexta-feira, que parece cada vez mais ameaçado, o regime trata de consolidar suas posições no campo de batalha.

A maioria das mortes aconteceu no Norte da Síria, na batalha pelo controle de Alepo, a segunda cidade mais importante do país. Quatorze pessoas foram mortas por mísseis que atingiram uma escola usado como abrigo para refugiados internos na cidade de Azaz, perto da fronteira com a Turquia.

Um dos hospitais era da organização não governamental Médicos sem Fronteiras (MsF), que havia sido alvo de um bombardeio dos Estados Unidos no Afeganistão. Ficava em Marat Numan, na província de Idlibe, no Noroeste da Síria.

"Houve pelo menos sete mortes de funcionários e pacientes e pelo menos oito funcionários dos MsF estão desaparecidos", declarou na França o presidente da ONG, Mego Terzian.

Os ataques a hospitais violam o direito internacional, mas tanto o governo sírio quanto os rebeldes foram acusados de fazer isso na guerra civil síria, que completa cinco anos em 15 de março de 2016.

Desde então, pelo menos 260 mil pessoas foram mortas, 470 numa estimativa mais pessimistas. Sem uma trégua, os rebeldes se negam a participar das negociações previstas para iniciar em 25 de fevereiro.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Negociação sobre a paz na Síria é adiada

Diante da intensificação dos bombardeios da Rússia e do avanço do Exército e de milícias aliados na cidade de Alepo, as negociações sobre a paz na Síria foram adiadas para 25 de fevereiro. Em Londres, uma conferência prometeu US$ 11 bilhões para ajudar a Síria, os países vizinhos e os refugiados sírios.

Para participar das negociações, os rebeldes exigem a suspensão dos bombardeios e acesso das equipes de ajuda humanitária às populações sitiadas.

Londres realizou a quarta conferência internacional para arrecadar recursos para as vítimas da guerra civil na Síria, onde mais de 260 mil pessoas foram mortas desde 15 de março de 2011. A União Europeia ofereceu US$ 3,3 bilhões; a Alemanha, US$ 2,6 bilhões; e o Reino Unido, US$ 1,7 bilhão. O Brasil deu uma contribuição simbólica de US$ 1,3 milhão.

Ontem, a UE aprovou uma ajuda de US$ 3,32 para a Turquia, o país que mais recebeu refugiados da guerra civil síria, mais de 2,7 milhões. Em troca, o governo turco se comprometeu a conter a onda de refugiados.

O primeiro-ministro turco Ahmet Davutoglu, foi eloquente ao responsabilizar a ditadura de Bachar Assad pela tragédia humanitária na Síria. Com o cerco de Alepo, "a população está comendo grama, quando encontra grama. Os refugiados que estão no exterior estão em situação muito melhor."

Desde 2011, 5,3 milhões de sírios fugiram do país. Dos 16 milhões de habitantes da Síria, cerca de 6,5 milhões são flagelados que não saíram do país. Cerca de 10 milhões de pessoas estão em situação vulnerável.

domingo, 27 de dezembro de 2015

Exército do Iraque retoma sede do governo de Ramadi

Com a cobertura aérea dos Estados Unidos, o Exército do Iraque entrou hoje no complexo governamental de Ramadi, capital da província de Ambar, que estava sob o controle do Estado Islâmico do Iraque e do Levante desde maio de 2015, noticiou a televisão pública britânica BBC citando fontes locais.

As forças de segurança iraquianas acreditam que os jihadistas fugiram para um bairro do Nordeste da cidade. Se a reconquista se confirmar, será a segunda grande cidade do Iraque retomada do Estado Islâmico, depois de Tikrit, terra natal do ditador Saddam Hussein, deposto na invasão americana de 2003.

Quando a retoma for concluída, o controle de Ramadi deve ser entregue à polícia local e a milícias tribais sunitas aliadas ao governo de Bagdá. A ofensiva do Exército deve avançar em direção a Mossul, a segunda maior cidade iraquiana, em poder do Estado Islâmico desde 10 de junho de 2014.

A operação para recapturar Ramadi começou no início de novembro e avançou lentamente. O governo preferiu não usar milícias xiitas para evitar um agravamento do conflito sectário.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Governo da Síria lança ofensiva para retomar Alepo

Com a cobertura da Força Aérea da Rússia, o Exército da Síria e milícias aliadas atacaram hoje posições rebeldes ao sul de Alepo, a segunda cidade mais importante do país, noticiou a agência Reuters citando como fonte o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental de oposição que monitora a guerra civil síria.

Violentos combates foram registrados perto de Jebel Azã, a menos de 15 quilômetros de Alepo, nas imediações da principal estrada para Damasco, a capital síria.

A ditadura de Bachar Assad tem o apoio de centenas de combatentes do Irã e da milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus). Os rebeldes têm uma forte desvantagem por falta de armas de defesa antiaérea para contra-atacar a avião de guerra da Rússia. A Arábia Saudita ficou de fornecer mísseis antiaéreos e mísseis antitanques americanos aos rebeldes que apoia.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Governo sírio lança ofensiva sob cobertura aérea da Rússia

Sob a proteção de bombardeios aéreos da Rússia, que passou a usar também mísseis de cruzeiro, as forças leais à ditadura de Bachar Assad lançaram hoje uma ofensiva terrestre, informou o Observatório Sírio de Direitos Humanos, uma organização não governamental de oposição que monitora a guerra civil na Síria.

O combate, descrito como o mais intenso dos últimos meses, começou na cidade de Morek, que fica na estrada entre a capital, Damasco, e Alepo, que era o principal centro econômico do país antes do início da guerra civil há quatro anos e meio.

Antes, navios de guerra russo estacionados no Mar Cáspio, a uma distância de 1,5 mil km, dispararam 26 mísseis de cruzeiros de última geração contra 11 alvos na Síria, passando pelo Irã e o Iraque.

Ontem, um grupo rebelde revelou que a Rússia instalou uma base na semana passada na cidade de Hama. Com a ajuda de assessores russos e iranianos, e da milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus), a ditadura de Bachar Assad espera retomar a iniciativa, enquanto a Turquia, a Arábia Saudita e outras monarquias petroleiras do Golfo Pérsico reforçam grupos rebeldes para resistir à intervenção militar russa.

A Rússia e o Irã tentam fortalecer o regime sírio para terem vozes mais fortes nas negociações para acabar com a maior tragédia humanitária em andamento hoje no mundo, que no momento estão alimentando.

quarta-feira, 18 de março de 2015

Exército da Nigéria tomou 36 localidades em poder do Boko Haram

Com a reconquista de Bama, segunda maior cidade do estado de Borno, o Exército da Nigéria já libertou 36 cidades e vilas do Nordeste do país da milícia terrorista Boko Haram na ofensiva conjunta com outros países da região para garantir a realização das eleições de 28 de março de 2015. De acordo com o governo nigeriano, restam três municípios em poder dos rebeldes.

Os soldados nigerianos entraram na segunda feira em Bama, ocupada há seis meses, enquanto os exércitos de Camarões, Chade e Níger fecharam o cerco do outro lado da fronteira, impedindo a fuga dos rebeldes jihadistas. Todos esses países da África Ocidental foram alvo do grupo.

Desde que aderiu à luta armada para tentar impor sua versão extremista do islamismo na região, em 2009, pelo menos 12 mil pessoas foram mortas no conflito deflagrado pelo grupo Boko Haram, que significa repúdio à educação ocidental.

Num dos ataques mais revoltantes, há pouco menos de um ano, em abril de 2014, a milícia jihadista raptou 273 meninas de uma escola secundária. Mais de 200 continuam desaparecidas.

quarta-feira, 11 de março de 2015

Exército do Iraque avança em Saladino e Estado Islâmico contra-ataca

As forças de segurança do Iraque tomaram hoje com o apoio de milícias e voluntários curdos, sunitas e xiitas uma prisão do grupo terrorista Estado Islâmico nos Montes Hamrin, entre as províncias de Kirkuk e de Saladino, libertando 34 civis detidos lá. Vários jihadistas foram presos na operação, inclusive dois somalianos.

Outro ataque foi lançado pelo governo iraquiano para reconquistar o centro da cidade de Tikrit, terra natal do ditador Saddam Hussein, deposto e morto durante a invasão americana. Ela fica no caminho entre a capital, Bagdá, e Mossul, a segunda maior cidade do Iraque, ocupada pelo Estado Islâmico desde junho de 2014. A vitória em Tikrit é essencial para retomar Mossul.

O Estado Islâmico contra-atacou em áreas controladas pelo governo da cidade de Ramadi, onde detonou sete carros-bomba simultaneamente, matando pelo menos dez pessoas e ferindo outras 30. A retaliação veio depois de uma semana da encarniçada batalha de Tikrit. A milícia jihadista se apresenta no Iraque como defensora da minoria árabe sunita.

Para ultraje do resto do mundo, o EI divulgou novo vídeo de uma execução, desta vez com um menino de 12 anos dando quatro tiros num jovem palestino acusado de ser espião de Israel.

segunda-feira, 9 de março de 2015

Chade e Níger retomam cidade ocupada pelo Boko Haram na Nigéria

A ofensiva conjunta das Forças Armadas do Chade e do Níger contra a milícia extremista muçulmana Boko Haram conseguiu retomar a cidade de Damask, no Nordeste da Nigéria, que havia sido ocupada pelos terroristas, informou o sítio de notícias sul-africano News24. Cerca de 200 rebeldes e 10 soldados chadianos morreram em combate.

Desde sábado, pelo menos 200 veículos e milhares de soldados dos países vizinhos invadiram a Nigéria na caça do Boko Haram. "Eles são bandidos e criminosos que nada têm a ver com religião", afirmou o general brigadeiro chadiano Zakaria Ngobongue. A República de Camarões também participa da operação para cortar a rota de fuga dos terroristas.

Os Estados Unidos, a França, o Reino Unido e a União Europeia apoiam a criação de uma força multinacional de 8.750 homens liderada pela Nigéria e o Chade, com a participação de soldados do Benin, de Camarões e do Níger, para combater o jihadismo na África Ocidental.

A escalada na guerra civil nigeriana, que transbordou para os países vizinhos, acontece semanas antes das eleições de 28 de março de 2015 na Nigéria por causa do medo de intensificação da violência. O Boko Haram defende o boicote ao pleito, antes previsto para 14 de fevereiro, por repudiar a democracia como anti-islâmica.

Depois de seis anos de luta contra o governo da Nigéria para impor sua versão sectária do islamismo, o Boko Haram declarou no sábado lealdade à milícia jihadista Estado Islâmico, que domina cerca de um terço do Iraque e um quarto da Síria e está cada vez mais presente na Líbia. Seria um risco a mais de internacionalização da guerra civil nigeriana com a vinda de voluntários de outras regiões.

Desde que o Boko Haram aderiu à luta armada, em 2009, pelo menos 12 mil pessoas morreram na guerra civil nigeriana, estima o Conselho de Relações Exteriores dos EUA, sendo 10 mil só no ano passado.

domingo, 8 de março de 2015

Chade e Níger lançam ofensiva contra o Boko Haram

As Forças Armadas do Chade e do Níger lançaram hoje uma ofensiva aérea e terrestre contra a milícia extremista muçulmana Boko Haram no Nordeste da Nigéria, informou o canal de notícias francês France24. Ontem, a milícia jihadista declarou lealdade ao Estado Islâmico.

"Hoje de manhã bem cedo, as tropas nigerinas e chadianas iniciaram uma ofensiva contra o Boko Haram em duas frentes, na zona de Bosso e perto de Difa", declarou um alto funcionário do Níger à Agência France Presse (AFP).

Há mais de um mês, sob pressão do Boko Haram, o Níger reforçou a região de Difa com milhares de soldados. No fim de janeiro, Camarões, o Chade e o Níger atacaram posições do grupo jihadista no Lago Chade, no extremo norte da Nigéria.

No sábado, três atentados terroristas a bomba contra dois mercados públicos e um terminal rodoviário mataram pelo menos 58 pessoas e feriram outras 139 em Maiduguri, capital do estado de Borno, uma das áreas de maior atividade do Boko Haram.

Também ontem, o Exército da Nigéria anunciou a retomada de três localidades no Nordeste do país: Buni Gari e Buni Yadi, no estado de Yobe; e Marte, no estado de Borno.

A ofensiva nigeriana visa a garantir a realização das eleições de 28 de março. Teria pressionado os rebeldes jihadistas, expulsando-os dos centros urbanos, mas o ataque múltiplo em Maiduguri mostra que os terroristas mantêm seu poder de fogo.

Desde que aderiu à luta armada para impor sua versão sectária do islamismo, o Boko Haram trava uma guerra civil em que cerca de 12 mil pessoas foram mortas, de acordo com o Conselho de Relações Exteriores dos Estados Unidos. Na análise da empresa americana de análises estratégicas Stratfor, pela primeira vez o Boko Haram enfrenta uma ameaça à sua sobrevivência.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Iraque lança grande ofensiva contra rebeldes

As forças de segurança do Iraque iniciaram hoje uma grande operação contra rebeldes sunitas no Oeste e no Noroeste do país, informou ontem a agência oficial de notícias Nova China, citando como fonte o governo iraquiano.

A ofensiva é uma resposta ao aumento da violência terrorista, com a morte de centenas de pessoas no sagrado mês do Ramadã.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Foguete atinge Telavive durante ofensiva em Gaza

No segundo dia de uma ofensiva da Força Aérea de Israel contra grupos armados baseados na Faixa de Gaza, foguete disparados do território palestino atingiu hoje Telavive, a maior cidade de Israel que não era atingida desde a Guerra do Golfo de 1991, quando Saddam Hussein tentou envolver o Estado judaico no conflito. Três civis israelenses morreram numa cidade próxima. Em Gaza, pelo menos 13 palestinos foram mortos.

Desde o início da ofensiva aérea, pelo menos 274 foguetes palestinos explodiram em território israelense. Mais de 110 foram interceptados para defesa antimísseis de Israel.

"Israel não tolerar a morte de civis inocentes", declarou o primeiro-ministro linha-dura Benjamin Netanyahu. "Por isso, autorizei as Forças de Defesa de Israel a fazer ataques cirúrgicos contra a infraestrutura do terrorismo em Gaza".

O ministro da Defesa, Ehud Barak, ordenou a mobilização de 30 mil reservistas, num sinal de que o Exército de Israel pode estar preparando uma operação terrestre.

As mortes foram as primeiras de israelenses. Ontem, Israel matou Ahmed Jabari, o comandante militar do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), principal grupo fundamentalista palestino, rompendo uma frágil trégua negociada dias antes. Em dois dias, a aviação israelense bombardeou mais de 250 alvos em Gaza, informou o jornal liberal israelense Haaretz.

Jabari seria responsável pelo sequestro do soldado israelense Gilad Shalit, libertado em outubro de 2011 depois de ficar mais de cinco anos no cativeiro. O movimento pacifista de Israel lamentou que ele tenha sido morto no momento em que se negociava uma trégua de longo prazo com o Hamas. Jabari teria uma cópia de um acordo pronto a ser assinado dentro do carro atingido por um míssil.

Com eleições gerais convocadas para 22 de janeiro de 2013, Netanyahu está sendo acusado de acirrar o conflito com a morte do comandante do Hamas para dar uma demonstração de força com objetivos eleitoreiros.

Em um pronunciamento marcado pela ira e a indignação, o primeiro-ministro de Gaza, Ismail Haniya, declarou que "nosso inimigo não conhece a nossa natureza". Ele prometeu uma nova fase na "guerra santa" contra Israel.

No Cairo, os governos do Egito e representantes da União Europeia tentam negociar um cessar-fogo, até agora sem sucesso.

sábado, 28 de julho de 2012

Síria intensifica assalto a Alepo

LONDRES - Com tanques, helicópteros, aviões e artilharia pesada, a ditadura de Bachar Assad usa todas as suas forças para esmagar a rebelião em Alepo, a maior cidade da Síria e a mais importante economicamente, até pouco poupada na guerra civil em que cerca de 20 mil pessoas foram mortas em um ano e sete meses.

Como observou o editor de Oriente Médio da BBC, Jeremy Bowen, o governo tem um poder de fogo muito maior, mas os rebeldes vivem um momento psicológico favorável desde que conseguiram matar quatro chefões do aparato de segurança do regime.

Moradores disseram que os rebeldes resistiram ao primeiro ataque, mas essa versão não foi confirmada, ressalvou o jornal The New York Times.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

UE aprova novas sanções contra a Síria

A ditadura de Bachar Assad lançou hoje uma nova ofensiva contra cidades do Noroeste da Síria, enquanto a União Europeia aprovava novas sanções contra o regime responsável por uma violenta repressão que causou mais de 7 mil mortes nos últimos 11 meses e meio.

Todos os ativos do banco central da Síria na Europa foram congelados. Mais sete pessoas foram incluídas numa lista de mais de cem indivíduos, empresas e organizações proibidas de viajar ao exterior. Todos os voos de carga da Síria para a Europa foram proibidos. Também foram impostas restrições ao comércio de ouro e metais preciosos.

Com canhões, foguetes e baterias antiaéreas, o Exército bombardeou as cidades de Sarmin, Maarat al-Numan e Binnish. Na semana passada, esta última estava sob controle do Exército da Síria Livre e do Exército de Libertação da Síria, informa a televisão pública britânica BBC.