Com o apoio da Força Aérea dos Estados Unidos, a milícia árabe-curda Forças Democráticas Sírias (FDS) conquistou ontem uma parte do Norte da cidade de Rakka, na Síria, capital do califado autoproclamado há três anos pela organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental que monitora a guerra civil no país.
Na sexta-feira, os milicianos do Estado Islâmico haviam retomado o distrito estratégico de Al-Siná, que fica junto à Cidade Antiga de Rakka e estava em poder das FDS, mas ontem as FDS reassumiram o controle de mais da metade do distrito.
Desde 6 de junho, a FDS trava a decisiva Batalha de Rakka. A aliança curdo-árabe também avança nos distritos de Al-Kadíssia, Al-Baride e Hatin, no Oeste de Rakka.
Com a derrota na Batalha de Mossul, no Iraque, e em breve em Rakka, o califado está praticamente extinto. O Estado Islâmico voltará a ser apenas um grupo terrorista clandestino. Isso não o torna menos perigoso. Nos últmos meses, o EI fez 1.486 ataques em 16 cidades sírias e iraquianas liberadas de sua utopia totalitária e sanguinária.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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domingo, 2 de julho de 2017
terça-feira, 6 de junho de 2017
Milícia árabe-curda apoiada pelos EUA invade capital do Estado Islâmico
As Forças Democráticas Sírias (FDS), uma milícia formada por combatentes árabes e curdos com apoio financeiro, armas e cobertura aérea dos Estados Unidos, invadiram hoje a cidade de Rakka, na Síria, declarada capital do califado proclamado há três anos pela organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante.
"Nossas forças entraram no bairro de Mechlebe, no Leste da cidade", declarou a comandante curda Rojda Felat à Agência France Presse (AFP). O Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental de oposição que monitora a guerra civil na Síria, confirmou a invasão.
A Batalha de Rakka começa enquanto o Estado Islâmico ainda resiste em algumas áreas de Mossul, a segunda maior cidade do Iraque, cenário de uma batalha sangrenta há nove meses. Com a queda destas duas cidades, o califado proclamado em 29 de junho de 2014 pelo líder supremo Abu Baker al-Baghdadi, o Califa Ibrahim.
Sem um protoestado para chamar de seu no Oriente Médio, o Estado Islâmico regride a um movimento clandestino que tem no terrorismo seu principal instrumento de propaganda e ação. Os órfãos do califado são homens-bomba em potencial.
"Nossas forças entraram no bairro de Mechlebe, no Leste da cidade", declarou a comandante curda Rojda Felat à Agência France Presse (AFP). O Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental de oposição que monitora a guerra civil na Síria, confirmou a invasão.
A Batalha de Rakka começa enquanto o Estado Islâmico ainda resiste em algumas áreas de Mossul, a segunda maior cidade do Iraque, cenário de uma batalha sangrenta há nove meses. Com a queda destas duas cidades, o califado proclamado em 29 de junho de 2014 pelo líder supremo Abu Baker al-Baghdadi, o Califa Ibrahim.
Sem um protoestado para chamar de seu no Oriente Médio, o Estado Islâmico regride a um movimento clandestino que tem no terrorismo seu principal instrumento de propaganda e ação. Os órfãos do califado são homens-bomba em potencial.
quinta-feira, 25 de agosto de 2016
Turquia invade a Síria para combater curdos e o Estado Islâmico
O Exército da Turquia, a Força Aérea dos Estados Unidos e rebeldes se uniram numa grande operação através da fronteira com a Síria para tomar a cidade de Jarabulus, último reduto da milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante na região da fronteira.
Com bombardeios aéreos e terrestres, a Operação Escudo no Eufrates atacou 100 alvos do Estado Islâmico, abrindo caminho para os rebeldes invadirem Jarabulus. Depois de horas de combate com armas leves, os rebeldes venceram.
O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, declarou que o objetivo é impedir ataques terroristas articulados na Síria e cometidos na Turquia, mas o momento do ataque coincidiu tanto com a visita do vice-presidente americano, Joe Biden, a primeira de um líder estrangeiro depois do fracassado golpe de 15 de julho, quando com a queda de Manbij para as Forças Democráticas Sírias.
As FDS, apoiadas pelos EUA, reúnem árabes sunitas, cristãos sírios e guerrilheiros curdos. Há muito, Washington pressiona Ancara para que o Exército da Turquia seja a principal força terrestre na guerra contra o Estado Islâmico. Até agora, Erdogan resistia.
Sem alternativa, os EUA passaram a apoiar guerrilheiros ligados ao Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), de ideologia marxista-leninista, que tanto EUA quanto Turquia consideram um grupo terrorista.
A maior preocupação de Erdogan é a possibilidade de união de vários redutos curdos do outro lado da fronteira. Os curdos são o maior povo do mundo sem um Estado Nacional e a maior parte vive na Turquia.
Depois do golpe fracassado, Erdogan acusou o clérigo muçulmano Fethullah Gulen, autoexilado nos EUA e o próprio governo americano pela conspiração, ameaçando vetar o uso da base aérea de Incirlik, essencial para a campanha aérea contra o Estado Islâmico.
Diante da reação negativa da Europa e dos EUA ao amplo expurgo promovido por Erdogan aproveitando-se do golpe para se livrar de adversários políticos nas Forças Armadas, no Poder Judiciário, no setor público e na academia, Erdogan se reaproximou da Rússia. Superou a crise provocada pelo abate de um bombardeiro russo por um caça turco em 24 de novembro de 2015.
Para os EUA, a Turquia, sócia na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), é uma aliada estratégica fundamental no Oriente Médio. Por um momento, os interesses se alinharam. Uma das exigências de Erdogan é reagrupar os guerrilheiros curdos a leste do Rio Eufrates. Biden ameaçou retirar o apoio dos EUA se eles não fizerem isso.
sábado, 23 de julho de 2016
Estado Islâmico rejeita ultimato para deixar Manbij
A milícia jihadista Estado Islâmico do Iraque e do Levante ignorou o ultimato de 48 horas para se retirar da cidade de Manbij, no Norte da Síria, e voltou a atacar hoje as Forças Democráticas da Síria, um grupo curdo-árabe apoiado pelos Estados Unidos.
As FDS deram aos milicianos do Estado Islâmico a possibilidade de sair da cidade levando armas leves. Os terroristas não aceitaram porque Manbij, situada no Norte da província de Alepo, é uma cidade estratégica localizada na principal rota de suprimento do grupo entre a Síria e a Turquia.
"Até onde nos interessa, a situação não mudou, declarou Sharfan Darwish, do Conselho Militar das FDS. "Estamos avançando para libertar Manbij."
Depois da morte de civis na terça-feira num bombardeio da coalizão aérea liderada pelos EUA, as FDS acusaram o EI de usar a população de Manbij como escudos humanos para minar o apoio ao grupo.
"O Estado Islâmico resiste ferozmente à penetração das FDS na cidade e está colocando crianças na linha de frente", afirmou Rami Abdel Rahman, diretor da organização não governamental de oposição Observatório Sírio dos Direitos Humanos, que monitora a guerra civil no país.
É uma batalha mais feroz do que em Ramadi e Faluja, duas cidades de onde os jihadistas foram expulsos neste ano, comparou o porta-voz da aliança liderada pelos EUA, coronel Chris Garver. "É um combate como não vimos antes."
Garver alegou que o bombardeio da terça-feira foi pedido pelas FDS. Os rebeldes sírios aliados dos EUA teriam visto "um grande comboio de milicianos do Estado Islâmico que pareciam estar preparando um contra-ataque". Um inquérito foi aberto para investigar a morte dos civis.
As FDS deram aos milicianos do Estado Islâmico a possibilidade de sair da cidade levando armas leves. Os terroristas não aceitaram porque Manbij, situada no Norte da província de Alepo, é uma cidade estratégica localizada na principal rota de suprimento do grupo entre a Síria e a Turquia.
"Até onde nos interessa, a situação não mudou, declarou Sharfan Darwish, do Conselho Militar das FDS. "Estamos avançando para libertar Manbij."
Depois da morte de civis na terça-feira num bombardeio da coalizão aérea liderada pelos EUA, as FDS acusaram o EI de usar a população de Manbij como escudos humanos para minar o apoio ao grupo.
"O Estado Islâmico resiste ferozmente à penetração das FDS na cidade e está colocando crianças na linha de frente", afirmou Rami Abdel Rahman, diretor da organização não governamental de oposição Observatório Sírio dos Direitos Humanos, que monitora a guerra civil no país.
É uma batalha mais feroz do que em Ramadi e Faluja, duas cidades de onde os jihadistas foram expulsos neste ano, comparou o porta-voz da aliança liderada pelos EUA, coronel Chris Garver. "É um combate como não vimos antes."
Garver alegou que o bombardeio da terça-feira foi pedido pelas FDS. Os rebeldes sírios aliados dos EUA teriam visto "um grande comboio de milicianos do Estado Islâmico que pareciam estar preparando um contra-ataque". Um inquérito foi aberto para investigar a morte dos civis.
quinta-feira, 23 de junho de 2016
Aliados dos EUA entram em Manbij na guerra civil da Síria
As Forças Democráticas Sírias, apoiadas pelos Estados Unidos, entraram hoje em Manbij, uma cidade da fronteira com a Turquia controlada pela milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante desde 2014, revelou hoje o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, citado pela Agência France Presse (AFP).
Com a cobertura da Força Aérea dos EUA e aliados, as FDS, formadas por guerrilheiros curdos e árabes, entraram na cidade pelo lado sul, informou a organização não governamental de oposição que monitora a guerra civil na Síria.
Manbij é uma cidade estratégica na rota de suprimento da Turquia para a cidade síria de Rakka, a capital do califado autoproclamado pelo Estado Islâmico. Sua queda isolaria Rakka, impedindo a chegada de armas e reforços, e dificultando a venda de petróleo pelos jihadistas.
Com a cobertura da Força Aérea dos EUA e aliados, as FDS, formadas por guerrilheiros curdos e árabes, entraram na cidade pelo lado sul, informou a organização não governamental de oposição que monitora a guerra civil na Síria.
Manbij é uma cidade estratégica na rota de suprimento da Turquia para a cidade síria de Rakka, a capital do califado autoproclamado pelo Estado Islâmico. Sua queda isolaria Rakka, impedindo a chegada de armas e reforços, e dificultando a venda de petróleo pelos jihadistas.
terça-feira, 24 de maio de 2016
Curdos atacam Rakka com apoio dos EUA
As Forças Democráticas Sírias, um grupo guerrilheiro curdo apoiado pelos Estados Unidos, lançaram uma ofensiva contra a cidade de Rakka, capital do autoproclamado Estado Islâmico do Iraque e do Levante, no Norte do Síria, noticiou a televisão americana CBS.
O ataque começa depois de uma visita à região, em 21 de maio, do chefe do Comando Central das Forças Armadas dos EUA, general Joseph Votel, responsável pelas operações militares americanas no Oriente Médio.
Um comandante das Unidades de Proteção do Povo Curdo (YPG) anunciou que o objetivo da operação é "limpar" a área e ocupar posições ao norte de Rakka para preparar o assalto final à cidade.
O ministro do Exterior da Rússia, Serguei Lavrov, prometeu coordenar as ações com os EUA e os curdos para evitar que os inimigos do Estado Islâmico acabem atingindo outras forças em luta contra a milícia terrorista.
O ataque começa depois de uma visita à região, em 21 de maio, do chefe do Comando Central das Forças Armadas dos EUA, general Joseph Votel, responsável pelas operações militares americanas no Oriente Médio.
Um comandante das Unidades de Proteção do Povo Curdo (YPG) anunciou que o objetivo da operação é "limpar" a área e ocupar posições ao norte de Rakka para preparar o assalto final à cidade.
O ministro do Exterior da Rússia, Serguei Lavrov, prometeu coordenar as ações com os EUA e os curdos para evitar que os inimigos do Estado Islâmico acabem atingindo outras forças em luta contra a milícia terrorista.
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