As Forças Democráticas Sírias, um grupo guerrilheiro curdo apoiado pelos Estados Unidos, lançaram uma ofensiva contra a cidade de Rakka, capital do autoproclamado Estado Islâmico do Iraque e do Levante, no Norte do Síria, noticiou a televisão americana CBS.
O ataque começa depois de uma visita à região, em 21 de maio, do chefe do Comando Central das Forças Armadas dos EUA, general Joseph Votel, responsável pelas operações militares americanas no Oriente Médio.
Um comandante das Unidades de Proteção do Povo Curdo (YPG) anunciou que o objetivo da operação é "limpar" a área e ocupar posições ao norte de Rakka para preparar o assalto final à cidade.
O ministro do Exterior da Rússia, Serguei Lavrov, prometeu coordenar as ações com os EUA e os curdos para evitar que os inimigos do Estado Islâmico acabem atingindo outras forças em luta contra a milícia terrorista.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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terça-feira, 24 de maio de 2016
terça-feira, 1 de março de 2011
Guerra civil líbia está num impasse militar
Depois de usar aviões, helicópteros e forças especiais para tentar retomar cidades a leste de Trípoli, hoje o coronel Muamar Kadafi enviou tropas para o oeste. A capital, Sirte, a terra natal de Kadafi e o Sul continuam sob controle do ditador. A revista americana Foreign Policy fala num impasse militar. O NY Times observa que as forças do ditador não conseguem avançar.
Os rebeldes repeliram a ofensiva contra Zauia, mas as forças leais a Kadafi ainda lutam na periferia da cidade e em Missurata. A estrada de 50 km entre a capital e Zauia tinha hoje 12 postos de controle militar.
Para sufocar a rebelião, o regime impede a chegada de comida e medicamentos à cidade, que resistiu a um assalto com aviões, helicópteros e forças especiais.
Para sufocar a rebelião, o regime impede a chegada de comida e medicamentos à cidade, que resistiu a um assalto com aviões, helicópteros e forças especiais.
Em Bengázi, a segunda maior cidade líbia, desde a semana passada em poder dos rebeldes, um funeral virou protesto contra o regime. Policiais de cidades liberadas voltam a trabalhar no trânsito para mostrar apoio à revolta. Uma prisão da cidade revela os porões da ditadura. A base militar da cidade foi tomada.
Um comboio com ajuda oficial saiu hoje de Trípoli para Bengázi sob o aplauso de partidários de Kadafi. Também houve manifestação a favor do governo em Sabrata, perto da fronteira com a Tunísia.
O Hospital Geral de Trípoli nega ter falta de material e disse ter recebido poucos feridos em duas semanas de revolta. A TV estatal mostrou cadetes da Academia da Aeronáutica em Missurata, negando o bombardeio a civis e a morte de colegas. Eles alegam que as bases foram atacadas e saquedas por indivíduos “anormais”, seguindo o discurso de defesa da ditadura.
• Mais três altos oficiais desertaram e aderiram à revolução, divulgando notas reproduzidas pela TV árabe Al Jazira.
• A Juventude do Levante de 17 de Fevereiro divulgou comunicado na Internet em apoio ao governo provisório que está sendo articulado em Bengázi (AJ) e rejeitando qualquer negociação com “esse regime criminoso”. Uma grande manifestação foi convocada para sexta-feira.
• O chefe do Comando Central dos EUA, general James Mattis, não tem ilusões. Para impor uma zona de proibição de voo, será preciso primeiro destruir as defesas antiaéreas da Líbia. Ou seja, será uma operação de guerra com todos os riscos de matar civis inocentes e provocar uma escalada no conflito, envolvendo o país numa terceira guerra num país muçulmano..
• A Itália autoriza o uso de suas bases militares para uma operação na Líbia.
• O Instituto de Pesquisas sobre a Paz Internacional de Estocolmo suspeita que a Bielorrússia tenha enviado armas para o coronel Kadafi, informou Al Jazira.
quarta-feira, 12 de março de 2008
Comandante militar americano renuncia por ser contra bombardeio ao programa nuclear do Irã
O almirante William Fallon, chefe do Comando Central dos Estados Unidos, que inclui o Oriente Médio e o Afeganistão, deixou o cargo na terça-feira. Ele se opõe à política do presidente George Walker Bush para o Irã, especialmente a possibilidade de um bombardeio aéreo maciço para tentar destruir o programa nuclear iraniano.
A revista Esquire previu sua queda, observando que Bush não costuma tolerar subordinados que expressem claramente posições contrárias às suas.
Em diversas entrevistas, o almirante considerou a retórica belicista do governo americano em relação ao Irã antiprodutiva e perigosa. Fallon também defendia uma retirada de um contingente substancial do Iraque, alegando que manter 140 mil soldados no país está colocando as Forças Armadas dos EUA numa situação-limite.
Nesse sentido, sua orientação se chocava com a do general David Petraeus, o comandante militar americano no Iraque, responsável pela queda da violência nos últimos nove meses, embora ontem tenha sido outro dia extremamente violento, com pelo menos 46 mortes por motivos políticos. Petraeus é um dos nomes cotados para substituir Fallon.
"É uma grande perda para o país", lamentou a presidente da Câmara, deputada democrata Nancy Pelosi.
Para o empresário Thomas P. M. Barnett, ex-professor da Escola de Guerra Naval, previu que, se o almirante Fallon passasse para a reserva prematuramente, seria um sinal de que "o presidente e o vice-presidente pretendem lançar uma ação militar contra o Irã antes do final do ano e não querem um comandante em seu caminho".
Na noite passada, o almirante Mike Mullen, comandante-em-chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA rejeitou essa interpretação. Alegou que a saída do almirante Fallon "não deve ser visto como um sinal que estamos marchando para qualquer tipo de conflito com o Irã".
A revista Esquire previu sua queda, observando que Bush não costuma tolerar subordinados que expressem claramente posições contrárias às suas.
Em diversas entrevistas, o almirante considerou a retórica belicista do governo americano em relação ao Irã antiprodutiva e perigosa. Fallon também defendia uma retirada de um contingente substancial do Iraque, alegando que manter 140 mil soldados no país está colocando as Forças Armadas dos EUA numa situação-limite.
Nesse sentido, sua orientação se chocava com a do general David Petraeus, o comandante militar americano no Iraque, responsável pela queda da violência nos últimos nove meses, embora ontem tenha sido outro dia extremamente violento, com pelo menos 46 mortes por motivos políticos. Petraeus é um dos nomes cotados para substituir Fallon.
"É uma grande perda para o país", lamentou a presidente da Câmara, deputada democrata Nancy Pelosi.
Para o empresário Thomas P. M. Barnett, ex-professor da Escola de Guerra Naval, previu que, se o almirante Fallon passasse para a reserva prematuramente, seria um sinal de que "o presidente e o vice-presidente pretendem lançar uma ação militar contra o Irã antes do final do ano e não querem um comandante em seu caminho".
Na noite passada, o almirante Mike Mullen, comandante-em-chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA rejeitou essa interpretação. Alegou que a saída do almirante Fallon "não deve ser visto como um sinal que estamos marchando para qualquer tipo de conflito com o Irã".
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