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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Comandante dos EUA acusa China por crise coreana

Durante visita a Seul, o comandante do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA, almirante Mike Mullen, acusou hoje a China de apoiar tacitamente as agressões da Coreia do Norte.

O presidente Barack Obama enviou o almirante Mullen para reafirmar o compromisso dos EUA com a defesa da Coreia do Sul e conter reações exageradas de Seul. Ele declarou que "a China tem uma enorme influência sobre a Coreia do Norte. Assim tem uma responsabilidade única. É hora de Beijim assumir essa responsabilidade e guiar a Coreia do Norte e a região como um todo a um futuro melhor."

Em um treinamento, a artilharia norte-coreana deu tiros n’água que assustaram o mercado hoje, depois do recente bombardeio a uma ilha da Coreia do Sul. Os sul-coreanos protestaram contra a nova provocação.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Comandante vê situação afegã piorando

Depois de afirmar, ao assumir o cargo, que os Estados Unidos não estão ganhando a guerra no Afeganistão, o comandante do Estado Maior das Forças Armadas americanas, almirante Mike Mullen, declarou ontem que a situação naquele país asiático é "séria e está se deteriorando".

Mullen afirmou que houve uma mudança importante no governo Obama: "O foco agora é na segurança do povo afegão. É uma mudança significativa em relação a meses atrás. É uma mudança que eles entendem. Queremos prover segurança para melhorar a governança para que eles possam desenvolver a economia e tomar conta do seu próprio destino".

Para o governo Obama, a paz não pode ser atingida apenas com a força das armas.

sábado, 20 de dezembro de 2008

EUA terão mais 30 mil soldados no Afeganistão

Em sua estratégia de concentrar o combate ao terrorismo dos fundamentalistas muçulmanos no Afeganistão, o próximo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deve enviar, até junho de 2009, mais 20 ou 30 mil soldados para a luta contra a milícia dos Talebã.

A revelação foi feita pelo almirante Mike Mullen, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA.

O secretário da Defesa, Robert Gates, que continuará no governo Obama, confirmou hoje que 3 mil soldados serão enviados em janeiro e os outros durante a primavera no Hemisfério Norte.

quarta-feira, 12 de março de 2008

Comandante militar americano renuncia por ser contra bombardeio ao programa nuclear do Irã

O almirante William Fallon, chefe do Comando Central dos Estados Unidos, que inclui o Oriente Médio e o Afeganistão, deixou o cargo na terça-feira. Ele se opõe à política do presidente George Walker Bush para o Irã, especialmente a possibilidade de um bombardeio aéreo maciço para tentar destruir o programa nuclear iraniano.

A revista Esquire previu sua queda, observando que Bush não costuma tolerar subordinados que expressem claramente posições contrárias às suas.

Em diversas entrevistas, o almirante considerou a retórica belicista do governo americano em relação ao Irã antiprodutiva e perigosa. Fallon também defendia uma retirada de um contingente substancial do Iraque, alegando que manter 140 mil soldados no país está colocando as Forças Armadas dos EUA numa situação-limite.

Nesse sentido, sua orientação se chocava com a do general David Petraeus, o comandante militar americano no Iraque, responsável pela queda da violência nos últimos nove meses, embora ontem tenha sido outro dia extremamente violento, com pelo menos 46 mortes por motivos políticos. Petraeus é um dos nomes cotados para substituir Fallon.

"É uma grande perda para o país", lamentou a presidente da Câmara, deputada democrata Nancy Pelosi.

Para o empresário Thomas P. M. Barnett, ex-professor da Escola de Guerra Naval, previu que, se o almirante Fallon passasse para a reserva prematuramente, seria um sinal de que "o presidente e o vice-presidente pretendem lançar uma ação militar contra o Irã antes do final do ano e não querem um comandante em seu caminho".

Na noite passada, o almirante Mike Mullen, comandante-em-chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA rejeitou essa interpretação. Alegou que a saída do almirante Fallon "não deve ser visto como um sinal que estamos marchando para qualquer tipo de conflito com o Irã".