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terça-feira, 30 de novembro de 2010

Militares dos EUA aceitam gays nas Forças Armadas

Cerca de 70% dos militares dos Estados Unidos acreditam que a presença de homossexuais assumidos nas Forças Armadas não prejudicaria o desempenho no campo de batalha. A conclusão é de um relatório apresentado hoje pelo secretário da Defesa, Robert Gates.

Gates pediu ao Senado que acabe com a norma conhecida como "não pergunte e não conte", que há 17 anos permite a participação de gays no Exército, na Marinha e na Força Aérea dos EUA desde que eles não assumam abertamente sua preferência sexual.

domingo, 29 de março de 2009

Guerra cibernética chinesa espiona 100 países

Uma ampla rede de espionagem supostamente articulada pelos serviços secretos da China obteve dados sigilosos de centenas de computadores dos governos de mais de 100 países, revelaram pesquisadores]s da Universidade de Toronto, no Canadá.

Os investigadores descobriram 1.295 computadores invadidos e infectados no mundo inteiro. Eles acompanharam o roubo de documentos e acompanharam os usuários com câmeras e microfones.

É provável que o relatório, rejeitado pelas autoridades chinesas, aumente o alerta internacional sobre a guerra cibernética e a ação dos hackers a serviço do governo comunista da China. A proporção de alvos de grande valor indicam se tratar de uma operação de espionagem e não de atuação de criminosos.

Dos 1.295 computadores infectados, 397 "eram significativos para as relações entre a China e o Tibete, Taiwan ou a Índia, ou pertenciam a embaixadas, missões diplomáticas, ministérios ou organizações internacionais".

A investigação durou 10 meses e foi realizada a pedido do governo tibetano no exílio, liderado pelo 14º Dalai Lama, Tenzin Gyatso. Vários computadores do escritório do Dalai Lama foram infiltrados.

O centro das operações de espionagem chinesas é a ilha de Hainã, sede do serviço secreto militar chinês Lingshui.

Para o diretor nacional de inteligência dos Estados Unidos, Dennis Blair, grandes potências como a China e a Rússia representam uma ameaça muito maior de guerra cibernética do que grupos extremistas muçulmanos: "Partem da China a maioria dos ataques do exterior contra organizações americanas. Ficam em segundo lugar, depois dos ataques originados nos EUA".

Em 2007, hackers chineses entraram no computador do secretário da Defesa, Robert Gates, mas não tiveram acesso a dados confidenciais do Pentágono. No ano passado, invadiram computadores da Casa Branca.

sábado, 20 de dezembro de 2008

EUA terão mais 30 mil soldados no Afeganistão

Em sua estratégia de concentrar o combate ao terrorismo dos fundamentalistas muçulmanos no Afeganistão, o próximo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deve enviar, até junho de 2009, mais 20 ou 30 mil soldados para a luta contra a milícia dos Talebã.

A revelação foi feita pelo almirante Mike Mullen, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA.

O secretário da Defesa, Robert Gates, que continuará no governo Obama, confirmou hoje que 3 mil soldados serão enviados em janeiro e os outros durante a primavera no Hemisfério Norte.

sábado, 31 de maio de 2008

Gates acusa Mianmar de matar milhares

A recusa da ditadura militar que desgoverna Mianmar, a antiga Birmânia, de receber ajuda externa custou a vida de dezenas de milhares de pessoas, afirmou durante uma conferência em Cingapura o secretário da Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates.

"Os Estados Unidos tinham navios e aviões à disposição e a Junta Militar recusou", declarou Gates. Ele comparou a reação dos generais de Mianmar com Indonésia, Paquistão, Bangladesh e Tailândia, outros países da região afetados por catástrofes naturais que aceitaram a colaboração de países e voluntários estrangeiros na operação de socorro.

Com medo de uma intervenção militar, a ditadura não deixa entrarem no país navios e aviões militares dos Estados Unidos e da França, o que levou um embaixador francês nas Nações Unidas a acusar a junta de "crimes contra a humanidade".

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

EUA pressionam Turquia a sair do Iraque

O secretário da Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, declarou na quarta-feira, 27 de fevereiro, que o Exército da Turquia deve sair do Norte do Iraque nos próximos dias.

A Turquia respondeu que primeiro quer cumprir a missão de destruir as bases de guerrilheiros Partido dos Trabalhadores do Curdistão, que aproveitam a conivência do governo autônomo da região curda no Norte do Iraque para atacar em território turco.

Maior povo do mundo sem Estado Nacional, os curdos se dividem entre a Turquia, o Iraque, o Irã, a Síria e o Azerbaijão. A queda de Saddam Hussein criou a oportunidade para reviver o sonho, enterrado depois da Primeira Guerra Mundial pelo então subsecretário do Exterior britânico para o Oriente Médio, Winston Churchill, que juntou a província de Kirkuk, rica em petróleo, às províncias de Bagdá e de Bássora do antigo Império Otomano para criar o Iraque.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Carro-bomba mata 33 no Norte do Iraque

A explosão de um carro-bomba matou pelo menos 33 pessoas no domingo perto de um posto do Exército do Iraque em Balad, no Norte do país, enquanto o secretário da Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, chegava a Bagdá para avaliar a situação e ver qual o número de soldados necessários para cumprir a missão.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Gates critica atuação da OTAN no Afeganistão

Numa rara crítica feita abertamente, o secretário da Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, acusou a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) de não saber travar uma guerra contra guerrilheiros, responsabilizando-se pelo ressurgimento da milícia fundamentalista dos Talebã, no Afeganistão.

"Estou preocupado que estejamos enviado assessores militares que não estejam propriamente treinados e que algumas forças militares não saibam realizar operações contra-insurgência", declarou Gates ao jornal Los Angeles Times.

A discussão pública dos problemas da guerra revela a desunião entre os comandantes americanos e da OTAN, a aliança militar entre os EUA e a Europa.

domingo, 9 de dezembro de 2007

Gates: Irã "fomenta instabilidade"

Durante conferência sobre a segurança no Golfo Pérsico, o secretário da Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, acusou o Irã de "fomentar a instabilidade" no Oriente Médio. Ele afirmou que a república islâmica pode reiniciar o desenvolvimento de armas nucleares "a qualquer momento" e que é uma ameaça para a região.

O chefe do Pentágono alegou que o Irã arma rebeldes no Afeganistão e no Iraque, apóia grupos radicais como a milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus) e o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), e está desenvolvendo mísseis balísticos de médio alcance.

Esses mísseis poderiam atingir Israel, que o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, já ameaçou "varrer do mapa".

Leia mais no jornal The Washington Post deste domingo, 9 de dezembro de 2007.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Pentágono pede mais US$ 42,3 bilhões para guerras no Iraque e no Afeganistão

O secretário da Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, pediu ontem ao Congresso a aprovação de uma verba extra de US$ 42,3 bilhões para as guerras no Afeganistão e no Iraque. Assim, o total solicitado pelo governo George Walker Bush para essas guerras em 2008 sobe para US$ 190 bilhões - a maior quantia anual até agora.

Um estudo recente indica que os EUA estão gastando US$ 720 milhões por dia no Iraque, sendo US$ 280 milhões em custos diretos, incluídos no orçamento enviado ao Congresso, e US$ 440 milhões para custos de longo prazo, como, por exemplo, o tratamento de mutilados de guerras.

Com o novo pedido, o gasto total dos EUA nas duas guerras iniciadas depois dos atentados de 11 de setembro de 2001 chegará a US$ 800 bilhões.

Enquanto isso, o ex-comandante militar americano no Iraque general George Casey advertiu mais uma vez que as Forças Armadas dos EUA estão esticadas ao máximo. Não teriam condições de enfrentar um novo conflito: "A atual demanda pelas nossas forças excede o suprimento sustentável. Estamos gastando nossos recursos para enfrentar as exigências da luta atual, sem capacidade de prover forças com a rapidez necessária para outras possíveis contingências", declarou o general.

Leia mais no Washington Post.

domingo, 16 de setembro de 2007

Greenspan diz que guerra é por petróleo

Os Estados Unidos invadiram o Iraque de olho na segunda maior reserva de petróleo comprovado do mundo, afirma Alan Greenspan, ex-presidente do Federal Reserve Board (Fed), o banco central americano, em seu livro de memórias, A Era da Turbulência: Aventuras num Novo Mundo, que está sendo lançando nesta semana.

Nesta interpretação, Greenspan concorda com o ministro para expatriados da Síria, Buthaina Chaaban, que interpretou o discurso do presidente George Walker Bush na quinta-feira passada, defendendo a presença de tropas americanas no Iraque, como uma indicação de que os EUA ficarão no Iraque "enquanto durarem as reservas de petróleo do país", ou seja, "por mais 100 anos".

A opinião de Greenspan, que também acusa o governo Bush de gastar demais, comprometendo o equilíbrio fiscal, provocou uma reação do secretário da Defesa, Robert Gates. Ele disse que a guerra foi contra um ditador agressivo que financiava terroristas e tinha programas de armas de destruição em massa.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

China invade computadores do Pentágono

Hackers da China invadiram os computadores do Pentágono em junho, no mais bem-sucedido ataque cibernético ao sistema de defesa dos Estados Unidos, admitiram altos funcionários americanos. O Departamento da Defesa reconheceu que teve de fechar parte do sistema, inclusive o computador do secretário Robert Gates, que afirmou não usar o correio eletrônico,

O Pentágono não quis declarar oficialmente quem considera suspeito, mas altos oficiais da ativa e da reserva revelaram ao jornal inglês Financial Times que o ataque partiu do Exército Popular de Libertação da China.

Se os EUA entrarem em conflito com a China, o ELP está preparado para a guerra eletrônica.

Leia a reportagem no Ft.com.

domingo, 5 de agosto de 2007

Gates admite iniciar retirada do Iraque este ano

Os Estados Unidos podem começar a retirada das forças que ocupam o Iraque ainda este ano, admitiu o secretário da Defesa, Robert Gates, neste domingo em entrevista ao programa Meet the Press (Encontro com a Imprensa), da rede de televisão americana NBC. Mas ressalvou que tudo depende do sucesso da atual estratégia da reforço das tropas em Bagdá, anunciada no início do ano pelo presidente George Walker Bush.

Em setembro, o general David Petraeus, comandante militar americano no Iraque, e o embaixador americano em Bagdá, Ryan Crocker, apresentarão relatório ao Congresso fazendo uma avaliação dessa estratégia. Gates discorda da sugestão feita no ano passado pelo Grupo de Estudos sobre o Iraque de reduzir substancialmente a ajuda econômica e militar ao governo iraquiano se não houver progressos efetivos rumo à reconciliação nacional.

"Temos observado uma evolução importante nas províncias de Anbar e Diala, e em outras áreas", declarou o secretário da Defesa. Os EUA estão trabalhando com chefes tribais que mudaram de lado e estão colaborando com a nova ordem, "alistando seus jovens nas forças de segurança e cooperando".

Gates considerou inevitável a aproximação a grupos sunitas que se opunham ferozmente à invasão americana: "Se o Iraque se reconciliar, se o Iraque se estabilizar, isto vai exigir que grupos de oposição deixem de ser oposição e passam a colaborar com o governo".

Tanto Gates quanto a secretária de Estado, Condoleezza Rice, aproveitaram as entrevistas deste domingo para negar que os EUA atacariam unilateralmente regiões tribais do Paquistão atrás de guerrilheiros da rede terrorista Al Caeda, como afirmou que faria o pré-candidato à Casa Branca pelo Partido Democrata Barack Obama.

Ambos prometeram consultar o ditador paquistanês, general Pervez Musharraf. Gates declarou estar certo de que "Musharraf teria prazer em participar conosco desta operação".

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

EUA "subestimaram" desunião de iraquianos

Os Estados Unidos "subestimaram" a desconfiança histórica entre árabes sunitas e árabes xiitas no Iraque e sua incapacidade de chegar a um acordo sobre um projeto nacional e medidas de reconciliação, admitiu nesta quinta-feira o secretário da Defesa americano, Robert Gates, no fim de uma viagem ao Oriente Médio. Gates considerou "desencorajadora" a decisão do principal bloco parlamentar sunita de retirar o apoio ao governo do primeiro-ministro Nuri al-Maliki.

Nesta quinta-feira, um terrorista suicida jogou um carro-bomba contra uma fila de candidatos a trabalhar na polícia, no Norte de Bagdá, matando 13 pessoas. Ao todo, mais de 70 pessoas foram mortas por bombas na capital iraquiana.

sábado, 9 de junho de 2007

Gen. Pace deixa chefia do Estado-Maior dos EUA

O secretário da Defesa, Robert Gates, anunciou ontem que o general Peter Pace deixará a chefia do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos Estados Unidos.

Gates declarou ter recomendado ao presidente George Walker Bush que nomeie Mike Mullen, hoje chefe de operações navais, para suceder Pace, primeiro fuzileiro naval a ocupar o mais alto posto militar dos EUA. Ele disse que pretendia reindicar o general Pace mas desistiu depois de ouvir restrições a seu nome de deputados e senadores que o consideram co-responsável pelos problemas do pós-guerra no Iraque.

quinta-feira, 24 de maio de 2007

EUA temem mísseis chineses de longo alcance

Há o risco de uma nova guerra fria no ar. Os Estados Unidos estão preocupados com o desenvolvimento pela China de mísseis intercontinentais baseados em terra ou no mar com capacidade de atingir o território americano, diz um novo relatório que está sendo preparado pelo Departamento da Defesa.

O relatório anual de 2007 do Pentágono sobre o poderio militar chinês vai destacar o desenvolvimento de uma nova classe de submarinos Jin capazes de carregar mísseis nucleares balísticos com mais de 8 mil quilômetros de alcance. Serão cinco ao todo. Um está em testes e pode entrar em operação no próximo ano.

Outra preocupação é com as implicações estratégicas da instalação pela China ainda este ano de mísseis balísticos intercontinentais terrestres móveis DF-31A. Eles também podem atingir os EUA.

Para o secretário da Defesa, Robert Gates, o relatório não exagera a ameaça chinesa: "Pinta um quadro em que um país está dedicando recursos substanciais às Forças Armadas e desenvolvendo algumas capacidades muito sofisticadas".

Os analistas americanos assinalam o fortalecimento da China junto ao Estreito de Taiwan, que o regime comunista considera uma província rebelde, o recente teste chinês com um míssil anti-satélite e o desenvolvimento de tecnologias para impedir acesso ao espaço.

A China acusou relatórios anteriores do Pentágono de fomentar uma nova guerra fria, e insiste sempre em que o orçamento militar chinês é uma fração do americano.

Em 2005, o general Zhu Chenghu disse que a China teria de usar armas nucleares se fosse atacada pelos EUA numa guerra com Taiwan. O governo chinês resistiu. Insiste em que sua política é de não ser o primeiro a usar armas atômicas. Mas os analistas militares acreditam que a China pode desenvolver uma força nuclear mais flexível e muito mais poderosa.

Com seu extraordinário crescimento, a China já é uma superpotência econômica. Tem dinheiro e capacidade tecnológica para se tornar uma superpotência militar, desafiando a supremacia americana.

Uma nova guerra fria depende do grau de hostilidade entre essas superpotências: elas vão cooperar, reforçando a interdependência econômica, ou disputar a supremacia mundial numa nova corrida armamentista.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

"Uma Guerra Fria é suficiente"

O novo secretário da Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, usou de ironia para rebater as acusações do presidente da Rússia, Vladimir Putin, de que as ações "ilegais" e "unilaterais" de Washington jogaram o mundo num "abismo de conflitos permanentes".

"Uma Guerra Fria é suficiente", reagiu com humor o novo chefe do Pentágono, conhecido falcão do tempo da confrontação entre os EUA e a União Soviética, quando foi diretor da Agência Central de Inteligência (CIA). Gates teria sido um dos últimos a acreditar nas reformas de Mikhail Gorbachev. "Como um guerreiro frio, as declarações de ontem quase me deram nostalgia de uma era menos complexa. Quase".

Como ex-diretor da CIA, comentou, "acredito que velhos espiões têm o hábito de falar bruscamente. No entanto, estive num campo de reeducação. Passei quatro anos e meio como presidente de uma universidade".

quarta-feira, 20 de dezembro de 2006

Bush quer aumentar contingente no Iraque

O presidente George W. Bush pediu ao novo secretário da Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, que estude o aumento do número de soldados americanos no Iraque para enfrentar insurgentes e terroristas.

Em entrevista ao jornal The Washington Post, Bush disse que "esta guerra ideológica em que estamos vai durar um tempo e vamos precisar de uma força militar capaz de sustentar nossos esforços e nos ajudar a alcançar a paz".

Bush estaria pensando em enviar mais 30 a 40 mil soldados para criar dar segurança à capital iraquiana. A partir daí, a zona de segurança seria ampliada, a segurança pública seria transferida para as forças do Iraque e os americanos retirariam o grosso de suas tropas.

Hoje, há cerca de 140 mil soldados americanos no Iraque. Até março de 2008, este contingente seria reduzido para 60 mil.

terça-feira, 19 de dezembro de 2006

Novo secretário da Defesa dos EUA considera fracasso no Iraque uma "calamidade"

O fracasso no Iraque seria uma "calamidade" que assombraria os Estados Unidos por muitos anos, admitiu ontem o novo secretário da Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, ex-diretor da CIA (Agência Central de Inteligência), ao assumir a chefia do Pentágono.

"Todos nós queremos encontrar uma maneira de trazer nossos filhos e filhas americanos de volta para casa", declarou Gates em seu discurso de posse. "Mas como o presidente deixa claro, não podemos fracassar no Oriente Médio. O fracasso no Iraque neste momento seria uma calamidade que assombraria a nação, reduziria nossa credibilidade e ameaçaria os americanos durante décadas."

Gates substitui Donald Rumsfeld, que caiu no dia seguinte à derrota republicana nas eleições de 7 de novembro, como o principal responsável pela condução da guerra que já matou mais de 2.940 americanos e custou US$ 400 bilhões, sem conseguir criar um governo estável no Iraque depois da queda de Saddam Hussein, em 9 de abril de 2003. Chega quando o presidente George Walker Bush discute com seus principais assessores e aliados uma reformulação da estratégia dos EUA, a ser anunciada nos primeiros dias de 2007.

Além do pesadelo em que se tornou a ocupação do Iraque e do ressurgimento dos Talebã no Afeganistão, Gates terá de se preocupar com outras ameaças, como os programas nucleares do Irã e da Coréia do Norte, e a situação-limite em que se encontram as Forças Armadas dos EUA, sem condições de agir em outras frentes, se houver necessidade.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2006

Senado dos EUA aprova novo secretário da Defesa

Por 95 a 2, o Senado dos Estados Unidos aprovou ontem a indicação do ex-diretor da CIA (Agência Central de Inteligência) Robert Gates para secretário da Defesa. Ele substitui Donald Rumsfeld, responsável pela estratégia da guerra no Iraque, que caiu um dia depois da derrota do Partido Republicano nas eleições parlamentares de 7 de novembro.

Durante as audiências de confirmação, em que foi interrogado pela Comissão de Defesa e Forças Armadas do Senado, Gates declarou que os EUA não estão perdendo nem ganhando a guerra no Iraque.

Este idéia acaba de ser repetida agora, em entrevista ao vivo na CNN, pelo ex-deputado democrata Lee Hamilton, co-presidente do Grupo de Estudos sobre o Iraque, que apresentou ontem seu relatório.

terça-feira, 5 de dezembro de 2006

"EUA não estão ganhando nem perdendo no Iraque"

O ex-diretor da CIA (Agência Central de Inteligência) Robert Gates, nomeado pelo presidente George Walker Bush para substituir Donald Rumsfeld como secretário da Defesa, declarou hoje, durante uma audiência de confirmação no Senado, que os Estados Unidos não estão ganhando nem perdendo a guerra no Iraque. Ele advertiu que uma retirada rápida do Iraque irá estimular a ação de terroristas, a exemplo do que aconteceu com a saída dos americanos da Somália em 1993.

Para o terrorista saudita Ossama ben Laden, líder da rede terrorista Al Caeda, foi um sinal de que a opinião pública americana não agüenta um número elevado de baixas e, nestes casos, pressiona o governo a trazer os soldados dos EUA de volta para casa.

"Nosso curso de ação nos próximos dois anos vai determinar se os povos americano e iraquiano, e o próximo presidente dos Estados Unidos verão uma melhoria lenta e gradual da situação no Iraque e na região, ou se haverá um risco real de confrontação regional, declarou o ex-diretor da CIA (1991-92) no governo do pai de Bush.

Gates considerou contraproducente um ataque contra a Síria, que "provocaria um aumento do antiamericanismo, piorando as relações dos EUA com todo o Oriente Médio". Mas não descartou a possibilidade de uma ação militar contra o programa nuclear do Irã, afirmando que "todas as opções estão sendo avaliadas".

A audiência está em andamento. A nomeação do novo chefe do Pentágono deve ser confirmada sem problemas.