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sábado, 3 de abril de 2010

Ataque terrorista mata 25 em vila no Iraque

Pelo menos 20 pistoleiros vestidos com uniforme do Exército atacaram hoje um vilarejo na região de Arab Jabour, perto de Bagdá, a capital do Iraque, matando pelo menos 25 moradores do local.

Todos os mortos estavam algemados. A maioria foi baleada na cabeça. Cinco eram mulheres.

Logo depois da invasão do Iraque, em março de 2003, e da queda do ditador Saddam Hussein, em abril daquele ano, a região era um foco da insurgência sunita, que se aliou à rede terrorista Al Caeda.

Com a violência e o sectarismo cada vez maior d'al Caeda, os chefes tribais sunitas mudaram de lado e passaram a apoiar os Estados Unidos, formando os Conselhos de  Conscientização e as milícias conhecidas como Filhos do Iraque, com armas e financiamento americanos.

Aparentemente, Al Caeda contra ataca.

sábado, 27 de março de 2010

Aliança não religiosa vence eleições no Iraque

A aliança laica liderada pelo ex-primeiro-ministro Ayad Allawi venceu as eleições parlamentares de 7 de março no Iraque, vencendo a coligação xiita que apoia o atual primeiro-ministro, Nuri al-Maliki.

O resultado final saiu ontem. A bancada de Allawi terá 91 deputados na Assembleia Nacional, de 325 cadeiras, enquanto os aliados de Maliki serão 89.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Mulher-bomba mata pelo menos 54 no Iraque

Uma terrorista suicida mata 54 peregrinos xiitas no Norte de Bagdá, no início de uma peregrinação a Carbalá. Ela detonou os explosivos quando passava por um posto de controle para mulheres.

O atentado foi atribuído à rede terrorista Al Caeda, que lançou recentemente uma nova campanha de violência para sabotar as eleições parlamentares de março.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Três explosões coordenadas atingem Bagdá

Três atentados a bomba contra hotéis mataram pelo menos 38 pessoas e feriram outras 70 hoje na capital do Iraque.

Os ataques aconteceram após a execução do ex-ministro da Defesa Ali Hassan al-Majid, também conhecido como Ali Químico, assessor direto do ditador Saddam Hussein acusado por massacres de curdos e xiitas.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Al Caeda reivindica ataque a Bagdá

O grupo armado Estado Islâmico do Iraque, ligado à rede terrorista Al Caeda, reivindicou a autoria do ataque que matou 155 pessoas e feriu outras 700 no domingo em Bagdá, no pior ataque contra o país em dois anos.

A situação de Kirkuk, disputada por árabes e curdos, impede a aprovação da lei eleitoral para que o país realize eleições parlamentares em 16 de janeiro.

domingo, 25 de outubro de 2009

Pior ataque em dois anos mata 155 em Bagdá

Dois carros-bomba explodiram hoje perto da Zona Verde, no centro de Bagdá, matando pelo menos 155 pessoas e ferindo outras 700, no pior ataque na capital do Iraque em dois anos.

Na medida em que o Iraque se aproxima das eleições parlamentares, marcadas para janeiro, os terroristas, provavelmente ligados à rede Al Caeda, tentam desestabilizar a situação política do país.

As explosões colocam em cheque mais uma vez a capacidade das forças de segurança iraquianas de manter a ordem no país. Desde o fim de junho, as tropas dos Estados Unidos não fazem mais patrulhamento de cidades no Iraque, dentro do cronograma para uma retirada total até o fim de 2011, como propôs o presidente Barack Obama.

domingo, 8 de março de 2009

EUA e Reino Unido retiram soldados do Iraque

O comando militar aliado no Iraque anunciou neste domingo que 12 mil soldados americanos e 4 mil britânicos serão retirados do país até o fim de setembro, mas um ataque terrorista suicida contra um posto de recrutamento da academia de polícia matou 32 pessoas, revelando que o país ainda está longe da normalidade.

A retirada vai reduzir de 14 para 12 o número de brigadas americanas no Iraque.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Iraquianos pedem libertação de agressor de Bush

A família, a televisão e uma grande manifestação de xiitas no Sul de Bagdá pediram ontem a libertação de Muntazer al-Zaidi, o jornalista iraquiano que jogou dois sapatos contra o presidente George W. Bush durante uma entrevista coletiva no domingo na capital do Iraque.

Al-Zaidi, que foi preso e torturado na anarquia que se seguiu à ocupação americana, teria a intenção de humilhar o presidente dos Estados Unidos.

Na Cidade de Sáder, um grande bairro pobre xiita na periferia sul de Bagdá, cerca de 10 mil pessoas marcharam em protesto contra a prisão do repórter da TV Al Baghdaddia, sediada no Egito. Um sapato foi pendurado num poste com a expressão: "Fora, EUA". Bandeiras americanas foram queimadas.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Jornalista iraquiano joga sapatos em Bush

Na sua última visita ao Iraque como presidente dos Estados Unidos, feita de surpresa neste domingo por razões de segurança, George Walker Bush também teve uma surpresa.

Bush chegou pela manhã. Pela primeira vez, foi recebido com honras de chefe de Estado, com direito aos hinos nacionais dos dois países, um sinal de que a segurança em Bagdá melhorou.

Ao lado do presidente Jalal Talabani, defendeu a necessidade de derrubar Saddam Hussein. Mas depois de assinar o pacto de segurança que prorroga a ocupação americana até o fim de 2011, Bush foi alvo de dois sapatos jogados pelo jornalista iraquiano Muntazer al-Zaidi aos gritos: "Este é um beijo de despedida do povo iraquiano, seu cachorro".

Tanto o cachorro quanto sapatos são tidos como sujos e impuros. No mundo árabe, há uma recomendação de não cruzar as pernas para não mostrar a sola do sapato aos interlocutores. É deselegante.

Al-Zaidi, repórter da TV iraquiana Al-Baghdaddia, com emissora no Egito, foi preso e torturado na situação de caos e anarquia em que a invasão americana jogou o país.

terça-feira, 24 de junho de 2008

Violência caiu 40% a 80% no Iraque

Todos os grandes indicadores da violência caíram no Iraque a partir de fevereiro de 2007, quando começou a reforço das tropas americanas ordenado pelo presidente George Walker Bush.

No relatório trimestral enviado ao Congresso, o Departamento da Defesa dos Estados Unidos admite que os avanços políticos econômicos e militares permanecem "frágeis, reversíveis e instáveis". Os extremistas da rede terrorista Al Caeda ainda têm condições de fazer ataques espetaculares.

Mas as mortes de civis iraquianos caíram de um máximo de 4 mil por mês em dezembro de 2006 e janeiro de 2007 para cerca de 500 em maio. Em maio de 2007, 126 soldados americanos morreram no Iraque. Em maio de 2008, morreram 19, o menor número desde o início da guerra, em março de 2003.

O relatório cita o surgimento dos chamados Filhos do Iraque, as milícias sunitas com 90 mil homens treinados e financiados pelos EUA para garantir a segurança de suas comunidades, um inimigo que se tornou aliado em grande parte devido ao radicalismo da Al Caeda, inicialmente vista como aliada pelo sunitas para expulsar o invasor.

domingo, 18 de maio de 2008

Americano faz tiro ao Corão no Iraque

Um soldado americano foi punido e afastado da Guerra no Iraque por causa de uma provocação desnecessária capaz de inflamar ainda mais a infernal situação do país e a chamada guerra dos Estados Unidos contra o terrorismo. Em 11 de maio, ele fez treinamento de tiro usando uma cópia do Corão, o livro sagrado dos muçulmanos, como alvo.

A profanação da sagrada escritura é especialmente grave para os muçulmanos, que acreditam que o Corão é a palavra de Alá, ditada diretamente por Deus ao profeta Maomé.

O comando militar americano pediu desculpas a líderes tribais das comunidades que participaram do treinamento. Mas é altamente improvável que os extremistas muçulmanos as aceitem.

sábado, 19 de abril de 2008

Muktada ameaça Iraque com "guerra aberta"

O aiatolá Muktada al-Sader ameaçou declarar uma "guerra aberta", se o governo do primeiro-ministro Nuri al-Maliki continuar atacando o Exército Mehdi, a maior milícia do Iraque, com dezenas de milhares de homens"

Hoje pelo sete pessoas morreram no ataque iraquiano-americano à milícia na Cidade de Sader, um bairro pobre xiita da periferia sul de Bagdá. O Exército do Iraque também voltou a atacar em Bássora.

"Esta é a última advertência ao governo do Iraque: ou segue o bom senso e toma o caminho da paz ou vai terminar como o governo anterior", ameaçou Muktada, referindo-se ao regime de Saddam Hussein, que caiu porque foi derrubado pelos Estados Unidos, não por ele.

"Se eles não caírem em si e pararem com a infiltração de milícias, vamos declarar guerra aberta até a libertação."

O movimento de Al-Sader acusa outros partidos xiitas de infiltrar seus milicianos nas forças de segurança, especialmente no Sul, majoritariamente xiita, onde a disputa de poder até há pouco era entre milícias rivais. É a região onde está a maioria do petróleo do Iraque. Há diversos grupos disputando o poder.

sexta-feira, 28 de março de 2008

EUA bombardeiam milícias xiitas no Iraque

A Força Aérea dos Estados Unidos bombardeou hoje as milícias xiitas que resistem em Bássora, no Sul do Iraque, no quarto dia de uma ofensiva governamental para retomar o controle da segunda cidade mais importante do país.

Diante da resistência, o primeiro-ministro Nuri al-Maliki recuou, ampliando em mais 10 dias, até 8 de abril, o ultimamento que venceria na manhã deste sábado para que os milicianos xiitas se rendam. Também ofereceu dinheiro em troca das armas.

Pelo menos 180 pessoas morreram em quatro dias de ferozes combates que ameaçam a trégua declarada em agosto de 2007 pelo aiatolá Muktada al-Sader, chefe do Exército Mehdi, a maior milícia em atuação no Iraque, que recebe apoio e armas do vizinho Irã.

Mais uma vez, a ultraprotegida Zona Verde de Bagdá, onde ficam a sede do governo, o comando militar americano e as embaixadas, foi atingida por foguetes e morteiros, inclusive o escritório de um dos dois vice-presidentes, matando um funcionário. O ataque foi atribuído às forças de Al-Sader.

Em um sinal da divisão dos xiitas, na cidade sagrada de Carbalá, milhares de pessoas saíram às ruas em apoio a Maliki, enquanto na Cidade de Sader, um bairro xiita da periferia sul da capital iraquiana, o primeiro-ministro era acusado de ser um "ditador" e "fantoche dos EUA".

domingo, 27 de janeiro de 2008

Iraque lança ofensiva contra Al Caeda em Mossul

O primeiro-ministro Nuri al-Maliki lançou uma grande ofensiva contra a rede terrorista Al Caeda na cidade de Mossul, no Norte do Iraque, prometendo uma "batalha decisiva" depois que dezenas de pessoas foram mortas em ataques a bomba.

Pelo menos 35 pessoas foram mortas e outras 217 feridas num grande ataque a bomba na quarta-feira que destruiu um edifício e diversas casas em Mossul, a terceira maior cidade do país, capital da província de Nínive.

"Criamos um centro de operações em Nínive para a batalha final contra Al Castro e os remanescentes do antigo regime" de Saddam Hussein, anunciou Maliki na sexta-feira. "Hoje [sexta-feira], nossas forças estão marchando em direção a Mossul. O crime cometido pela Caeda na quarta-feira foi seu último recurso. Derrotamos a Al Caeda no Iraque. Só falta Nínive".

Na opinião dos estrategistas americanos, Mossul é o "centro de gravidade estratégico" da Caeda no Iraque por sua ligação rodoviária com a fronteira da Síria, por onde entra no país se infiltra a maioria dos combatentes sunitas.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Guerra no Iraque matou 151 mil

As estimativas sobre o total de mortos no Iraque desde a invasão americana de 2003 variam de 47.688, do site Iraq Body Count, que soma as mortes noticiadas pela mídia, a 600 mil, segundo estudo divulgado pela revista médica inglesa The Lancet.

Agora, uma pesquisa sobre a saúde das famílias realizada pelo governo iraquiano e a Organização Mundial da Saúde conclui que o total passa de 151 mil.

O relatório foi publicado na prestigiada revista médica americana The New England Journal of Medicine.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Petróleo chega a US$ 100 por barril

Pela primeira vez na história, o barril de petróleo West Texas, do Golfo do México, foi negociado hoje acima de US$ 100 na Bolsa Mercantil de Nova Iorque. Depois, caiu um pouco, fechando em US$ 99,62, com alta de US$ 3,64.

Este preço ainda é considerado inferior ao recorde de abril de 1980, que equivaleria a US$101,70, com a correção devida à variação cambial.

Com a queda do dólar, que chegou a US$ 1,475 por euro, e a alta do petróleo, a Bolsa de Valores de Nova Iorque sofreu uma queda de 220,86 pontos (1,7%), fechando em 13.043,96.

Os analistas de mercado atribuíram a alta do petróleo a um movimento especulativo causado pela violência política no Quênia, a redução dos estoques americanos no início do inverno no Hemisfério Norte e a fragilidade do dólar.

Essa fuga do dólar aumentou também o preço do ouro.

Em Londres, o petróleo padrão do Mar do Norte, tipo Brent, subiu US$3,99 para US$97,84. O ouro atingiu a cotação nominal recorde de US$ 861,10 pela onça de 28,35 gramas, batendo os US$ 850 de janeiro de 1980, quando o dólar valia muito mais.

Desde 2000, os preços do petróleo triplicaram por causa do aumento da demanda na China, da redução dos estoques, da desvalorização do dólar e da instabilidade política em países exportadores, e especialmente da invasão do Iraque.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Marrocos é cenário da guerra no Iraque

Como os riscos para filmar a ocupação americana in loco no Iraque, os produtores de Hollywood buscam outros países árabes para cenário dos filmes sobre a última guerra dos Estados Unidos. Um dos favoritos é o Marrocos. Mas seus habitantes ficam um pouco deprimidos ao saber que o lugar onde moram pode ser parecido com um país arrasados pela guerra.

Leia mais no Wall Street Journal, que pode restringir o acesso a assinantes.

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Maioria dos rebeldes estrangeiros no Iraque vem da Arábia Saudita e da Líbia

Cerca de 60% dos combatentes estrangeiros em ação no Iraque veio da Arábia Saudita e da Líbia, revela um documento secreto da rede terrorista Al Caeda apreendido pelos militares dos Estados Unidos.

No documento, apreendido perto da fronteira da Síria, são identificados cerca de 700 guerrilheiros. As autoridades americanas acreditam que 305 sejam sauditas e 137 líbios.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Violência no Iraque diminui ainda mais

Desde junho, quando o reforço das tropas americanas ordenado em janeiro pelo presidente George Walker Bush começou a ser sentido nas frentes de combate no Iraque, o número de civis iraquianos mortos diminuiu 60%; em Bagdá, a queda foi de 75%.

A média de soldados americanos mortos por mês baixou de 96 no primeiro semestre para 66 nos últimos quatro meses. Entre os civis e militares iraquianos, a redução foi de 2.157 para 1.223.

O número de atentados terroristas suicidas, de bombas na beira da estrada, de ataques e morteiros e outras ações inimigas contra as forças dos Estados Unidos e a população iraquiana caíram à metade desde que mais de 30 mil soldados americanos entraram em ação.

Para o comando militar dos EUA no Iraque, a explicação está na multiplicação dos acordos de cessar-fogo, na trégua de milícias radicais xiitas e na melhora do desempenho das forças de segurança iraquianas.

Essa redução na violência é considerada "fenomenal" pelo general-da-reserva Jack Keane, que convenceu Bush a enviar mais soldados ao Iraque, contrariando a oposição democrata e a maior parte da opinião públicana americana. "Quando você entende que está lidando com a complexidade de uma operação anti-insurgência, esse sucesso dramático em curto prazo não tem precedentes".

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

EUA pensam ter vencido Al Caeda no Iraque

O comando militar dos Estados Unidos no Iraque acredita ter desferido golpes arrasadores e talvez fatais na rede terrorista Al Caeda no Iraque, afirma hoje o jornal The Washington Post.

Alguns generais estão querendo declarar a vitória sobre o grupo, considerado o mais violento no país ocupado. Outros alertam para a capacidade de resistência de grupos terroristas.

Isto não significa, de modo algum, que a guerra esteja ganha. A rede televisão árabe Al Jazira anunciou ontem que sete grupos rebeldes se uniram para expulsar os americanos.

Leia mais no Washington Post.