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quarta-feira, 8 de junho de 2022

Hoje na História do Mundo: 8 de junho

MORTE DE MAOMÉ 

    Em 632, o profeta Maomé morre em Medina nas braços de sua terceira mulher, Aicha, a favorita. 

Fundador do islamismo, é um dos líderes políticos e religiosos mais importantes da história. De origem humilde, nasceu em Meca por volta do ano 570. Aos 25 anos, casa com uma viúva rica. Durante 15 anos, é um simples mercador,

Numa caverna do Monte Hira, em 610, ele tem uma visão em que o anjo Gabriel fala com ele em nome de Deus e o orienta a criar a "verdadeira religião". Começa aí uma era 22 anos de revelações em que o anjo Gabriel dita para o profeta o Corão, o livro sagrado dos muçulmanos, que é considerado pelos fiéis como a palavra de Alá (Deus em árabe).

Maomé se considera o último profeta da tradição judaico-cristã, o último profeta de Abraão, depois do próprio Abraão, de seus filhos Isaac e Ismael, de Davi, Moisés e Jesus. Ele usou a teologia das religiões anteriores para unir as tribos árabes, que viviam em estado de anarquia.

Por isso, desde sua origem, o islamismo tem um projeto político um modelo de sociedade que o cristianismo, nascido numa pequena província do grande Império Romano, não tinha. Quando convidaram Jesus para participar de uma revolta contra os impostos cobrados por Roma, ele disse: "Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus." A frase sugere uma separação entre Igreja e Estado.

Sob ameaça de morte, em 21 de junho de 622, Maomé foge de Meca para Medina, onde chega em 2 de julho. A Hégira, a fuga de Meca para Medina, é o marco inicial do islamismo. 

Em Medina, ele cria um Estado teocrático e começa a construir um império que, em menos de 100 anos, dominaria a Arábia, boa parte do Oriente Médio, o Norte da África e a Península Ibérica, invadida em 711. A expansão é contida por Carlos Martel em 732 em Poitiers, hoje parte da França.

O islamismo é hoje a segunda maior religião do mundo, com 1,9 bilhão de seguidores, cerca de 25% da população mundial.

HERÓI DA RESISTÊNCIA

    Em 1874, morre no Novo México o cacique apache Cochise, da tribo chiricahua, que vivia na região do Deserto de Sonora, no Nordeste do México, no Arizona e no Novo México, tomados pelos EUA na Guerra Mexicano-Americana (1846-48). 

Cochise nasceu em 1805 no Vice-Reino da Nova Espanha, que se tornaria independente como México. Ele resiste à invasão dos europeus e lidera seu povo em guerras contra mexicanos e americanos.  

ISRAEL ATACA NAVIO DOS EUA

    Em 1967, durante a Guerra dos Seis Dias, Israel ataca o navio de inteligência americano USS Liberty em águas internacionais diante da Faixa de Gaza

Como só tinha armamento leve, o Liberty tenta pedir ajuda pelo rádio, mas a Força Aérea de Israel bloqueia a transmissão. Depois, o Liberty consegue contato com o Saratoga, que envia um esquadrão aéreo com 12 caças-bombardeiros. Ao saber da operação, o secretário da Defesa, Robert McNamara, mandou suspender a resposta americana.

Depois do bombardeio aéreo, lanchas torpedeiras atacam o Liberty. Em duas horas de ataque, 34 americanos morrem e outros 171 saem feridos. Israel pediu desculpas, afirmando ter confundido o Liberty com um navio egípcio. Sobreviventes americanos duvidaram da versão israelenses por entender que sofreram o ataque para encobrir a conquista por Israel das Colinas do Golã, da Síria.

PRESO ASSASSINO DE LUTHER KING

    Em 1968, James Earl Ray, assassino do líder do movimento pelos direitos civis dos negros americanos, Martin Luther King Jr., é preso em Londres, na Inglaterra

Luther King é morto por um atirador quando está na varanda de seu quarto no Hotel Lorraine, em Memphis, no Tennessee, em 4 de abril de 1968. 

Na mesma noite, a polícia encontra a arma do crime, uma espingarda de caça. A perícia na arma, com impressões digitais, e depoimentos de testemunhas levam a Ray, um condenado por assalto à mão armada que fugira da prisão.

O FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal norte-americana americana, inicia uma grande caçada ao fugitivo e descobre que ele havia conseguido um passaporte canadense falso. A polícia britânica, a Scotland Yard prende Ray num aeroporto de Londres.

Ray pretendia ir para a Bélgica e da lá para a Rodésia, hoje Zimbábue, na época governado por um regime segregacionista da minoria branca semelhante ao apartheid da África do Sul. Extraditado para os Estados Unidos, confessa o crime para escapar da pena de morte na cadeira elétrica e é condenado a 99 anos de cadeia. Morre em 1998.

DEPUTADA NEGRA VISITA GOVERNADOR RACISTA

    Em 1972, a deputada Shirley Chisholm, primeira mulher negra eleita para o Congresso dos EUA, visita no hospital o então governador do Alabama, George Wallace, talvez o maior segregacionista da história recente do país, que se recupera de uma tentativa de assassinato. Ambos disputavam a candidatura do Partido Democrata à Casa Branca.

Wallace fora eleito com uma plataforma que prometia "segregação agora, segregação amanhã, segregação para sempre". Em 1963, vai pessoalmente impedir o acesso de negros à Universidade do Alabama. Como candidato de um terceiro partido à Casa Branca, ganha em cinco estados do Sul prometendo acabar com as iniciativas do governo federal para acabar com a segregação racial.

Chisholm quer abrir espaço para a mulher negra e acredita nunca ter sido levada a sério pelo partido. Wallace está na disputa até ser baleado cinco vezes em Laurel, no estado de Maryland, em 15 de maio de 1972, o que o deixa paralítico.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Google entra na guerra contra o Estado Islâmico

Depois de criar um mecanismo de busca que virou uma empresa de meio trilhão de dólares, o Google tenta agora reorientar as mentes de jovens que procuram informações sobre a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, candidatos em potencial a voluntários do martírio, revelou na semana passada a revista de alta tecnologia americana Wired.

Há quase um ano, a empresa Jigsaw (Quebra-Cabeças), a encubadora de ideias e novas tecnologias do Google, a antiga Google Ideas, desenvolve um programa chamada Método de Redireção combinando os algoritmos do mecanismo de busca com a plataforma de vídeo YouTube para tentar entrar na mente dos jovens em processo de radicalização.

O programa oferece uma lista de vídeos em árabe e em inglês que atacam a propaganda do Estado Islâmico e denunciam seus crimes contra a humanidade, tentando evitar a lavagem cerebral de jovens aventureiros. Tem palestras de imãs criticando a interpretação jihadista do Corão, o livro sagrado dos muçulmanos, depoimentos de ex-militantes que escaparam do grupo e cenas da vida cotidiano no Califado, como longas filas para comprar comida, falta de água e de energia.

"Há uma grande demanda na Internet de material sobre o Estado Islâmico, mas também há uma série de vozes com credibilidade desmontando suas narrativas", declarou Yasmin Green, diretora de pesquisa e desenvolvimento da Jigsaw.

"O Método de Redireção é no fundo uma campanha publicitária para um público específico: vamos pegar esses indivíduos vulneráveis às mensagens de recrutamento do EIIL e apresentar a eles informações que as refutam", acrescentou Yasmin.

Em oito semanas, o programa piloto usou 1,7 mil palavras-chave e coletou dados de 320 mil indivíduos que viram mais de 500 mil horas de vídeos contra o Estado Islâmico. A sutileza também é importante. Muitas vezes a mensagem é indireta. Em vez de produzir conteúdo, o projeto pesquisou na rede o material já existente produzido por críticos do extremismo muçulmano. Fica mais autêntico.

As grandes empresas americanas da Internet colaboram há anos no combate ao terrorismo. O Twitter já fechou centenas de milhares de contas para promover a "guerra santa" islâmica. O Facebook e o YouTube também removem material apresentando e exaltando execuções em massa, degolas e outras execuções de vítimas do Estado Islâmico. Os terroristas migraram para sítios que aceitam todo tipo de conteúdo.

Esta é a primeira tentativa de propor uma visão alternativa além das advertências oficiais de governos.

Neste mês, começa uma segunda fase do projeto. Os alvos serão extremistas americanos, tanto jihadistas em potencial quanto supremacistas brancos.

sábado, 14 de novembro de 2015

Estado Islâmico, o Império do Terror

Ao conquistar territórios com uma brutalidade sem precedentes e redesenhar fronteiras históricas, o Estado Islâmico do Iraque e do Levante é hoje a maior ameaça à estabilidade do Oriente Médio e do mundo muçulmano, adverte o jornalista paquistanês Ahmed Rashid no prefácio do livro The Islamic State: a brief introduction, de Charles Lister, pesquisador da Brooking's Institution em Doha, no Catar.

Um fator de seu grande sucesso é a capacidade de mobilizar para a luta jovens muçulmanos do mundo inteiro. Atentados espetaculares como os de Paris têm forte impacto publicitário e aumentam a fila dos voluntários do martírio.

Rashid, um dos grandes especialistas na milícia dos Talebã do Afeganistão, considera a ameaça do EI maior do que Al Caeda e os Talebã combinados. Afirma que "desde que os exércitos árabes muçulmanos saíram para conquistar o mundo depois da morte do profeta Maomé no século 7 não testemunhamos uma força tão poderosa, que combina uma estratégia política e militar brilhante com uma crueldade abjeta e a opressão daqueles sob seu domínio."

Ao contrário de outros exércitos, as conquistas do Estado Islâmico são marcadas por massacres horrendos, execuções em massa e a morte de milhares de civis, conversões forçadas para sua corrente do islamismo e escravidão de mulheres e de minorias étnicas e religiosas.

Apesar desse histórico assustador, entre 30 e 50 mil muçulmanos de mais de 90 países aderiram ao grupo, atraídos pelo aventureirismo característico da juventude, pelo sonho de viver num país ideologicamente puro e pelo instinto de morte ou desejo de matar, inato na espécie humana.

Como dizia o pai da psicanálise, Sigmund Freud, a simples existência do mandamento da Igreja "Não matar!" comprova que a humanidade descende de incontáveis gerações de assassinos. A civilização é repressiva para promover o fim da barbárie.

A guerra suspende essa regra básica da convivência civilizada: é proibido matar, a não ser em legítima defesa.

Na guerra civil dentro do Islã em torno da verdadeira interpretação do Corão, o livro sagrado do islamismo, o Estado Islâmico fomenta o conflito sectário entre sunitas e xiitas, declarando tafkirs (apóstatas) todos os que não seguem sua corrente religiosa, o wahabismo ou salafismo, adotado oficialmente na Arábia Saudita. Sendo traidores do Islã, podem ser mortos, uma justificativa para matar muçulmanos, o que Ossama ben Laden repudiava.

Sua preocupação central é "resistir [sobreviver] e se expandir". Inicialmente, o EI evitou o conflito direto com o Ocidente, preferindo se concentrar na criação de um califado, de um Estado com território, governo e povo.

Em contraste com os Talebã no Afeganistão e a milícia Al Chababe na Somália, o EI não quer impor a lei islâmica a um só país. Ao mudar de nome de Estado de Islâmico do Iraque e do Levante para Estado Islâmico com a fundação do califado, em 29 de junho de 2014, o Império do Terror reivindica uma soberania universal.

Se as degolas de jornalistas e agentes humanitários eram vinganças por mortes de seus milicianos, com os bombardeios dos EUA e aliados a partir de agosto de 2014 e da Rússia a partir de 30 de setembro de 2015, o EI entrou em confronto direto com as grandes potências.

A queda de um avião de passageiros russo no Deserto do Sinai, no Egito, em 31 de outubro, matando as 224 pessoas a bordo, e a onda de terror de 13 de novembro em Paris, com 129 mortes, são os primeiros ataques do EI nesta guerra.

"O EI está determinado a construir um Estado unitário ou califado que acabe com as fronteiras do Oriente Médio e vá muito além - até a Índia e a Ásia Central", escreveu Rashid em janeiro de 2015. "Ao contrário dos terroristas suicidas que desejam chegar a um paraíso celeste através do martírio, o EI quer construir um paraíso na Terra". Isso o torna atraente para jovens sonhadores e delirantes.

Tanto na teoria como na prática de construção do Estado, o EI foi muito além de outros grupos jihadistas como a rede terrorista Al Caeda, que deixou isso para uma etapa posterior da luta, observa o jornalista: "Eliminou muçulmanos educados que não seguiam sua crença e tentou mobilizar extremistas com talento, educação e capacidade administrativa para se juntar à experiência de construção do Estado."

Aí está uma diferença marcante em relação aos Talebã. Durante todo o período em que governaram o Emirado Islâmico do Afeganistão, de 1996 a 2001, os talebã nutriram uma profunda desconfiança por burocratas e tecnocratas necessários para tocar a máquina do Estado. Quando os EUA invadiram, em outubro de 2001, para vingar os atentados de 11 de setembro, o regime fundamentalista dos Talebã estava à beira do colapso.

O Estado Islâmico também persegue as minorias étnicas e religiosas como cristãos, curdos, drusos, judeus e yazidis. Está acabando com o pluralismo das sociedades do Oriente Médio, que é anterior ao profeta Maomé e ao islamismo.

Pior do que a ameaça de destruir as fronteiras estabelecidas a partir do Acordo de Sykes-Picot (1916), em que os Impérios Britânico e Francês dividiram o Oriente Médio antecipando-se à derrota do Império Otomano na Primeira Guerra Mundial, alertou o jornalista, é a perseguição às mulheres e às minorias, que no caso do povo yazidi chega ao genocídio.

Ao mesmo tempo, há os ataques a monumentos e ao patrimônio cultural para destruir 4 mil anos de história da região.

Berço de três das cinco grandes religiões da humanidade (judaísmo, cristianismo e islamismo; as outras duas são o hinduísmo e o budismo), o Oriente Médio sempre foi historicamente um entroncamento de diferentes culturas, crenças, profetas e povos.

De 1 milhão de cristãos que viviam no Iraque quando os EUA invadiram em 2003, restam menos de 25%. "Os 500 mil assírios que ainda falam aramaico, a língua de Jesus Cristo, fugiram do Iraque, assim como armênios e gregos", acrescenta Rashid, com uma advertência: "Entregar todo o Oriente Médio apenas àqueles muçulmanos que seguem o credo do EI é nada menos do que uma guerra contra a história e as religiões do mundo."

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Estado Islâmico ocupa rádio na Líbia

Atiradores afiliados ao Estado Islâmico do Iraque e do Levante tomaram uma rádio na cidade de Sirte, na Líbia, informou hoje a Agência France Presse (AFP), e divulgaram na Internet fotos de homens armados com fuzis de guerra Kalachnikov diante dos microfones.

Os terroristas estão lendo no ar versos do Corão e discursos do líder do grupo, Abu Baker al-Baghdadi. De acordo com um funcionário municipal, os milicianos instalaram seu quartel-general no centro da cidade.

As milícias Ansar al-Charia, que atacou o Consulado Americano em Bengázi em 11 de setembro de 2012, e outras afiliadas ao Amanhecer na Líbia também são atuantes na cidade, terra natal do ex-ditador Muamar Kadafi, deposto na chamada Primavera Árabe, em 2011. Desde então, a Líbia vive em estado de anarquia.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Estado Islâmico degola guerrilheiros curdos capturados

Pelo menos nove guerrilheiros curdos capturados na batalha pela cidade de Kobane, no Norte da Síria, foram decapitados pelos terroristas do Estado Islâmico do Iraque e do Levante, informou a agência de notícias Ynet News.

A Força Aérea dos Estados Unidos bombardeou posições da milícia extremista muçulmana a cerca de cinco quilômetros da cidade, chamada pelos árabes de Ayn al-Arab. Até agora, esses ataques não foram suficientes para deter o EIIL ou virar o jogo na Batalha de Kobane.

Grupos de oposição e religiosos pediram uma trégua em respeito ao feriado do Eid al-Adha (Festa do Sacrifício), comemorado 70 dias depois do fim do sagrado mês do Ramadã para celebrar o sacrifício de Ismael pelo profeta Abraão. Essa história aparece no Corão, o livro sagrado do islamismo. É comparada ao sacrifício de Isaac por Abrão, descrito na Bíblia como um teste divino à lealdade do profeta. Na hora do sacrifício, surge um cordeiro e Isaac é poupado.

No Corão, Abraão tem um sonho em que oferece o filho a Deus em sacrifício. Ele conta ao filho, que o aconselha a seguir a vontade divina. Os dois sobem o Monte Arafat e, como na Bíblia, na hora do sacrifício Deus oferece um cordeiro.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Sábios do islamismo denunciam Estado Islâmico

Mais de 120 eruditos muçulmanos do mundo inteiro divulgaram ontem uma carta aberta a Abu Bakr al-Baghdadi, líder da milícia extremista e autoproclamado califa do Estado Islâmico, denunciando as práticas terroristas do grupo como anti-islâmicas.

Os sábios do Islã advertem que "é proibido editar fatwas [decretos religiosos] sem ter os conhecimentos necessários" como "definido nos textos clássicos. Também é proibido citar um trecho ou um versículo do Corão para justificar uma decisão sem examinar tudo o que o Corão e o Hadith dizem sobre a matéria."

Também é proibido pelo islamismo "tomar decisões legais sobre qualquer matéria sem dominar a língua árabe", "simplificar demais a char'ia [direito corânico] e ignorar as ciências e a jurisprudência muçulmanas", "ignorar a realidade contemporânea na tomada de decisões legais", "matar inocentes", "matar emissários, embaixadores e diplomatas, inclusive jornalistas e trabalhadores que dão ajuda humanitária", "declarar que alguém não é muçulmano, a não ser que a pessoa se declare infiel", "machucar ou maltratar cristãos e outros povos das escrituras", "não considerar os yazidis um povo das escrituras", "reintroduzir a escravidão", "forçar as pessoas a ser converter", "negar direitos às mulheres e às crianças", "aplicar punições legais sem procedimentos corretos que garantam piedade e justiça", "a tortura", "a profanação dos mortos", "atribuir atos demoníacos a Alá", "insurreição armada, a não ser que o governante seja infiel e impeça o povo de orar", e "proclamar um califado sem o consenso de todos os muçulmanos".

A guerra santa (jihad), acrescentam, "é uma guerra defensiva. Não é permissível sem uma causa justa, um propósito adequado e regras de conduta corretas".

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Carro-bomba mata nove em aeroporto no Afeganistão

Um atentado terrorista suicida com carro-bomba matou nove pessoas hoje num aeroporto militar do Leste do Afeganistão. Pelo menos 39 pessoas foram mortas desde que foi revelada a queima de cópias do Corão, o livro sagrado dos muçulmanos, numa base dos Estados Unidos.

A milícia fundamentalista dos Talebã, que governou o Afeganistão de 1996 a 2001, reivindicou a responsabilidade pelo atentado contra o aeroporto de Jalalabade, descrevendo-o como uma vingança pela profanação do livro sagrado.

O aeroporto é usado quase que exclusivamente pelas forças dos EUA e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), informa a agência de notícias Reuters.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Obama pede desculpas pela queima do Corão

Sob pressão de protestos em pelo menos oito províncias do Afeganistão, o presidente Barack Obama pediu desculpas ontem pela queima de várias cópias do Corão, livro sagrado do Islã, por militares americanos. Perto de uma das maifestações, um soldado afegão matou dois soldados dos Estados Unidos.

A milícia fundamentalista dos Talebã (Estudantes) defendeu um levante popular para expulsar as forças estrangeiras do país e derrotar o Exército afegão, organizado e treinado pelos EUA, informa o jornal The New York Times.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Manifestantes atacam ONU no Afeganistão

Um protesto contra a queima do Corão, o livro sagrado dos muçulmanos, por um obscuro pastor da Flórida, nos Estados Unidos, levou milhares de pessoas a atacar hoje um complexo das Nações Unidas em Mazar-e-Charif, no Norte do Afeganistão.

Pelo menos 12 pessoas foram mortas. Sete eram funcionários da ONU. Foi o maior ataque contra empregados da organização realizado até hoje no Afeganistão.

Os manifestantes alegam que o protesto era pacífico. Até agora, a cidade era considerada relativamente calma.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Protesto no Afeganistão termina com três mortes

Pelo menos três manifestantes foram mortos no Afeganistão por soldados que atiraram contra um protesto contra a queima do livro sagrado dos muçulmanos, o Corão.

O presidente Hamid Karzai fez um apelo direto ao pastor Terry Jones, de uma obscura paróquia da Flórida para que suspenda o Dia da Queima do Corão, que marcaria amanhã o nono aniversário dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001.

Jones voltou atrás ontem à noite. Declarou que apenas suspendera o Dia de Queima do Corão mas poderia retomar a ideia, diante da recusa dos responsáveis pelo projeto da nova mesquita de Nova York de construí-la longe do World Trade Center, principal alvo dos atentados.

Em entrevista coletiva, o presidente Barack Obama pediu aos americanos tolerância religiosa e união em 11 de setembro para evitar brigas em torno da religião. 

Na véspera do aniversário dos atentados, um relatório conclui que a ameaça terrorista está mais difusa mas ainda é perigosa.

• No mundo inteiro, a festa religiosa muçulmana do Eid, que marca o fim do Ramadã, é usada para protestos contra a queima do Corão.

• Na Indonésia, o presidente Susilo Yudhoyono protestou.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Obama faz novo apelo contra queima do Corão

O presidente Barack Obama fez hoje um novo apelo ao pastor Terry Jones para que ouça os “anjos bons” e desista de queimar o livro sagrado dos muçulmanos em protesto contra os atentados de 11 de setembro de 2001. Obama alegou que seria um poderoso instrumento de propaganda para a rede terrorista Al Caeda.

Já o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki Moon, afirma que a queima do Corão vai contra os esforços da ONU para promover a paz mundial.

• No Iraque, representantes de várias religiões se uniram para condenar o Dia de Queima do Corão.
• No Paquistão, único país muçulmano com armas nucleares, manifestantes protestam em Caráchi, a maior cidade do país.
• O Parlamento Europeu também condena o pastor da Flórida.
• Na Flórida, um imã tentou convencer o pastor Terry Jones, de uma obscura paróquia da Flórida, a mudar de ideia, até agora sem sucesso.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Pastor mantém Dia de Queima do Corão

Apesar das pressões internacionais, um obscuro pastor evangélico de uma pequena paróquia da Flórida decidiu manter a queima de cópias do livro sagrado dos muçulmanos prevista para 11 de setembro, em repúdio aos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 contra os Estados Unidos.

Na Indonésia, o maior país muçulmano, um pequeno grupo de cerca de 20 fiéis da Frente de Defesa do Islã protestou em Jacarta contra a queima do sagrado alcorão.

O pastor Terry Jones, da cidade de Gainsville, se defendeu dizendo que está apenas queimando um livro, não matando seres humanos como fazem os extremistas muçulmanos.


• Em palestra no Conselho de Relações Exteriores, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, repudiou a queima, dizendo que um pastor de uma igreja com 50 paroquianos está causando sérios danos aos EUA.

• O Vaticano também condena a queima do livro sagrado muçulmano (3219).

domingo, 24 de maio de 2009

Arábia Saudita é um buraco negro

A Arábia Saudita, país que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou na semana passada, é um buraco negro. Está montada em 25% de todas as reservas mundiais conhecidas de petróleo, mais de 260 bilhões de barris. E o petróleo está logo ali, no subsolo, a um custo de produção inferior a US$ 11/barril, provavelmente muito menos.

Como o sunismo é um ramo do islamismo em que o poder secular não é exercido pelo líder espiritual, como no xiismo, o chefe político era o califa. O último califado foi do Império Otomano, herdeiro do Califado de Bagdá (762-1258).

Há uma aliança da família real saudita, como guardiã das cidades sagradas de Meca e Medina, onde houve a Hégira, em 622, marco do nascimento da religião islâmica, com os mulás, os doutores em direito islâmico que dão legitimidade a essa monarquia medieval.

O país não tem Constituição. Em teoria, tudo pertence ao rei, inclusive o petróleo. A família real tem 22 mil príncipe. Os sultões até hoje foram e é todos filhos do sultão Abdul Aziz al Saud, que fundou o país em 1932.

Há um encontro histórico dele com o então presidente americano
Franklin Delano Roosevelt, já em cadeira de rodas, em que selou uma aliança com os EUA para obter financiamento e assistência técnica para desenvolver a indústria do petróleo, a partir de 1938.

Essa aliança persiste até hoje. É uma das bases da política de Oriente Médio dos EUA. Os dois maiores aliados árabes dos EUA são a Arábia Saudita e o Egito, que tem a maior população do mundo árabe, quase 80 milhões.

O raciocínio é que a Arábia Saudita tem o petróleo e que mexer ali só vai provocar algo pior. Essa é a maior bronca de fundamentalistas como Ossama ben Laden, uma família real corrupta se alia ao imperialismo.

Ele foi um dos emissários do sultão para levar ajuda ao Afeganistão durante a invasão soviética, ao lado de EUA, China e Paquistão.

Este é outro aspecto da Arábia Saudita. O tipo de islamismo oficial no país é uma versão ultrapuritana chamada da wahabismo ou salafismo, que surgiu no século 18 em reação ao sufismo, então não pode cantar, não pode dançar, há toda uma série de restrições impostas rigorosamente pela polícia religiosa.

A polícia religiosa saudita foi o modelo para o Ministério de Combate do Vício e Promoção da Virtude do regime dos talebã no Afeganistão.

“Em uma geração, passamos de camelos a Cadillacs. Do jeito que estamos gastando, vamos voltar aos camelos”, disse o rei Faiçal, citado por Mai Yamani num dos livros que te emprestei.

O Rei Faiçal impôs o embargo da venda de petróleo árabe aos aliados de Israel depois da Guerra do Yom Kippur, em 1973, causando a primeira crise do petróleo. Foi morto em 1975 pelo filho de um príncipe que havia se rebelado contra a primeira transmissão de TV no país (o Islã proíbe a representação da figura humana) e morto ao ser desalojado à força da torre de transmissão.

Quando Abul Aziz conquistou o território que considerava necessário para fundar o país e parou, uma turma disse que não, que o Corão mandava conquistar o mundo para o Islã. Ben Laden é herdeiro dessa filosofia da espada. A espada está na bandeira saudita com versos do Corão.

Em 11 de setembro de 2001, 15 dos 19 terroristas eram sauditas. Como foi uma operação rigorosamente planejada, é claro que a participação de tamanha maioria de saudita visava abrir um racha na aliança EUA-Arábia Saudita.

Imediatamente os sauditas passaram a ser mal vistos nos EUA. Como a Arábia Saudita é um buraco negro, todo o mundo suspeita que alguns príncipes fundamentalistas apóiam Ben Laden e sua turma.

Al Caeda gostaria de recrir o Califado, uma superpotência muçulmana da Mauritânia à Indonésia, com o petróleo do Oriente Médio e as armas nucleares do Paquistão. É um delírio mas os fatos estão aí. O alvo central é o sultão (e o petróleo) da Arábia Saudita.

O país prospera quando o petróleo sobe e sofre quando desce. Tem um nível de vida altíssimo, mas não consegue dar o salto da modernidade para se industrializar e parar de depender apenas do petróleo. É uma riqueza fácil que pastores do camelos deixaram os gringos tirar do subsolo em troca de aviões e tanques para patrulhar o deserto, e depois tomaram conta.

É uma riqueza fácil e a maldição do petróleo, que sustenta a tese de que uma riqueza fácil gera regimes autoritários Arábia Saudita, Irã, Iraque, Nigéria, Indonésia, México e agora Venezuela.

Uma pesquisa da antropóloga Mai Yamani investiga como os jovens sauditas enfrentam esse desafio da modernidade. No Irã, a maioria dos jovens, especialmente em áreas urbanas, e as outras são muito atrasadas, se volta para o Ocidente, para os estilos de vida mais liberais associados à modernidade.

Na Arábia Saudita, a maioria dos jovens se volta para a religião, para o Islã, como caminho para interpretar a vida. Ela os divide em três grupos: os liberais modernistas, os conversadores salafistas e os radicais, no caso os jihadistas, que combinam religião com luta armada para criar uma ideologia populista.

A religião é pano de fundo. O fundamentalismo na verdade é um projeto político. É capitalista e privatista em economia, extremamente conservador em questões sociais e radicalmente anti-imperialista em política externa.

Com a riqueza fácil do petróleo, a Arábia Saudita financiou essa expansão do islamismo pelo mundo, de sua versão puritana, o wahabismo, e o radicalismo que levou a Ben Laden, de exemplares do Corão impressos em S. Paulo (tenho um que ganhei do Partido Islâmico de Moçambique) às milhares de pickups Toyota que deram superioridade aos Talebã na guerra civil afegã nos anos 90.

É uma forma de exportar o radicalismo gerado pela falta de discussão política interna. A luta contra o regime só pode ser clandestina ou armada. Houve vários atentados, muitos contra alvos ocidentais. Eles tratam a ferro e fogo. Não se consegue nem ter noção do tamanho dos grupos jihadistas, mas no momento estão por baixo,

Por tudo isso, é um buraco negro: ditadura, contabilidade obscura, transparência zero, uma família real inchada, mulher não pode nem dirigir, se for estuprada e denunciar é processa por adultério, e terrorismo. É uma usina e uma fonte de financiamento do fundamentalismo muçulmano da pior espécie.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Exército de Israel divide Gaza em duas

O Exército de Israel dividiu hoje a Faixa de Gaza em duas, cercou a Cidade de Gaza e matou pelo menos mais três líderes do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas).

Em Teerã, o presidente do parlamento do Irã, Ari Larijani, repetiu a ameaça feita ontem por líderes do grupo extremista palestino de "transformar Gaza num cemitério" para os soldados de Israel.

Há vários conflitos: o primeiro é o conflito árabe-israelense, a questão palestina, um povo sem pátria porque até hoje não foi criado o Estado árabe previsto na decisão das Nações Unidas. Isso criou uma guerra sim e um problema de refugiados desde a fundação de Israel, em 1948.

Na Guerra dos Seis Dias, em 1967, Israel ocupou a Cisjordânia e a Faixa de Gaza, assumindo o controle de todo o território histórico da Palestina, entregue pela Liga das Nações ao Império Britânico no final da Primeira Guerra Mundial, que os extremistas israelenses consideram o território sagrado da Grande Israel.

Além deste conflito, há o conflito ou a guerra civil interna do Islã sobre qual é a verdadeira interpretação do Corão, contrapondo fundamentalistas e secularistas. Isso alinha a guerra Israel x Hamas na luta dos EUA e seus aliados contra o jihadismo, a guerra de George W. Bush contra o terrorismo.

O Hamas é um partido de orientação religiosa que se opõe à Fatah do presidente palestino, Mahmoud Abbas, e boicota as negociações de paz da Autoridade Nacional Palestina com Israel e os Estados Unidos. Mas suas diferenças com a Organização para a Libertação da Palestina, que é laica, não são religiosas, são políticas.

Em algum momento, será necessário negociar com o Hamas. A viagem que o presidente da França, Nicolas Sarkozy inicia nesta segunda-feira ao Oriente Médio, passando por Israel, a Cisjordânia, a Jordânia, o Líbano e a Síria mostra a intenção de buscar um acordo amplo para tornar a paz entre árabes e israelenses. É evidente a intenção de atrair a Síria e isolar o Irã.

Israel, por sua vez, realiza eleições gerais em fevereiro. O líder da oposição direitista, o ex-primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, liderava as pesquisas pregando uma invasão a Gaza para acabar com os ataques do Hamas.

Desde que Israel deixou a Faixa de Gaza e retirou os 8 mil colonos instalados no território palestino, em 2005, mais de 3 mil foguetes disparados de lá atingiram o território israelense. Mesmo durante os últimos seis meses de trégua encerrada em 19 de dezembro, um a dois foguetes caíam diariamente no Sul de Israel.

O ministro da Defesa, Ehud Barak, também ex-primeiro-ministro, é candidato a voltar à chefia do governo como líder do Partido Trabalhista. A ministra do Exterior, Tzipi Livni, é candidata pelo partido Kadima (Avante), do atual primeiro-ministro Ehud Olmert, que renunciou em meio a um escândalo de corrupção envolvendo financiadores de campanhas eleitorais.

A maioria da população israelense (52%) é a favor da continuação da ofensiva até o fim dos ataques de foguetes da Faixa de Gaza.

Há ainda a disputa pela liderança regional entre EUA e Irã, que se manifesta no apoio iraniano a grupos como o Hamas e a milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus).

O Irã foi o maior beneficiário da invasão americana ao Iraque, que derrubou seu inimigo e levou ao poder um governo da maioria xiita, que tem uma afinidade histórica, política e cultural com o país vizinho. É uma potência regional e está desenvolvendo armas nucleares.

Ao desafiar Israel e resistir a uma ofensiva israelense de 12 de julho a 14 de agosto de 2006, o Hesbolá quebrou o mito da invencibilidade israelense e se fortaleceu como líder da oposição libanesa. Tanto para o Hesbolá como para o Hamas, tudo é feito em nome de uma resistência que iguala seus adversários políticos a lacaios de Israel e dos EUA.

Esta invasão israelense à Faixa de Gaza, iniciada no sábado, 3 de janeiro de 2009, visa também a restaurar a credibilidade das Forças Armadas de Israel, abalada pela desastrosa campanha no Líbano, já sob o governo Olmert.

O primeiro-ministro demissionário, à espera apenas das próximas eleições para entregar o cargo com desonra ao sucessor, tenta melhorar sua imagem na História. Mas mesmo que obtenha uma vitória militar, o ganho moral e político pode ir para o inimigo, como aconteceu com o Hesbolá há dois anos e meio.

domingo, 18 de maio de 2008

Americano faz tiro ao Corão no Iraque

Um soldado americano foi punido e afastado da Guerra no Iraque por causa de uma provocação desnecessária capaz de inflamar ainda mais a infernal situação do país e a chamada guerra dos Estados Unidos contra o terrorismo. Em 11 de maio, ele fez treinamento de tiro usando uma cópia do Corão, o livro sagrado dos muçulmanos, como alvo.

A profanação da sagrada escritura é especialmente grave para os muçulmanos, que acreditam que o Corão é a palavra de Alá, ditada diretamente por Deus ao profeta Maomé.

O comando militar americano pediu desculpas a líderes tribais das comunidades que participaram do treinamento. Mas é altamente improvável que os extremistas muçulmanos as aceitem.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Júri vê vídeo de terrorista suicida na Inglaterra

Um vídeo que seria a mensagem póstuma de um terrorista suicida foi exibido ao júri hoje num tribunal em Londres onde estão sendo processados oito suspeito de planejar a explosões aviões em pleno ar em vôos transatlânticos.

A quadrilha foi presa em agosto de 2006, sob a acusação de conspirar para atacar vôos em rotas entre Inglaterra, os Estados Unidos e o Canadá. Essa conspiração provocou um caos nos aeroportos, ao aumentar o rigor nas inspeções antes do embarque. Até hoje, no mundo inteiro, persistem as restrições para entrar com líquidos na bagagem de mão.

De turbante xadrez e robe branco, diante de uma bandeira preta, o jovem Umar Islam prega uma guerra sem fim contra os EUA e seus aliados, enquanto invadirem as terras muçulmanas, socando o ar de vez em quando para dar ênfase e extravasar sua raiva.

"Fazemos isso para receber a recompensa de Alá o Todo-Poderoso, porque Alá o Todo-Poderoso ama os que seguem o seu caminho, Alá o Todo-Poderoso ama os mujahedin, e Alá o Todo-Poderoso ama aqueles que morrem ou são mortos no seu caminho. Qualquer um que queira negar isso deve ler o Corão. Não serão capazes de negar isso porque são palavras do Corão. Não deixaremos essa luta enquanto não deixarem nossas terras e vocês não sentirem aquilo que sentimos.

"Esta é a vingança pelas ações dos EUA e seus cúmplices, como os britânicos e os judeus, em terras muçulmanas. Esta é uma advertência para os infiéis. Se eles não deixarem nossas terras, haverá muitos mais como nós, muito mais prontos para atacar até que a lei de Alá seja estabelecida na Terra.

"A todos os infiéis, a todos os não-muçulmanos, deve ficar claro que vocês jamais vão vencer esta guerra. Mesmo que pareça que estejam ganhando, saibam que o que importa é a vitória a longo prazo e estamos firmemente decididos a fazer a guerra santa contra vocês.

"Operações de martírio e operações de matírio vão continuar desabando sobre os infiéis até que eles entendam e saiam de nossas terras."

segunda-feira, 30 de outubro de 2006

Ataque a escola mata 80 no Paquistão

Líderes muçulmanos acusaram os Estados Unidos pelo ataque a uma escola religiosa suspeita de ser um centro de treinamento da rede terrorista Al Caeda. Oitenta pessoas morreram, num dos piores ataques contra militantes suspeitos de terrorismo no Paquistão.

Os líderes muçulmanos convocaram manifestações de protesto em todo o país para condenar o ataque contra a madrassá, o tipo de escola religiosa onde estudaram os refugiados afegãos que formariam a Milícia dos Talebã (Estudantes). Há no Paquistão cerca de 9 mil madrassás, escolas onde só se estuda o Corão, o livro sagrado dos muçulmanos.

Tropas paquistanesas apoiada por helicópteros armados de mísseis atacaram a escola religiosa suspeita de estar sob o controle da Caeda. Moradores da regão e líderes religiosos disseram que o ataque, desfechado pouco antes do amanhecer, matou professores e estudantes inocentes.

Os EUA e o Paquistão negaram envolvimento americano na operação.