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quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Bombardeio destrói Tribunal da Charia em Mossul

A coalizão internacional de forças aéreas liderada pelos Estados Unidos destruiu totalmente o Tribunal da Charia (Lei Islâmica) instalado pela organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante na cidade de Mossul, no Norte do Iraque, noticiou hoje a agência iraquiana Shafaq News.

Na madrugada de hoje, os bombardeiros atacaram pelo menos 11 vezes o tribunal corânico, situado perto de uma ponte. Vários milicianos que estavam dentro do prédio devem ter sido mortos.

Em pânico, os líderes do Estado Islâmico fecharam todas as ruas que levam ao tribunal para evitar a aproximação de civis capazes de constatar os danos sofridos pelo grupo.

Segunda maior cidade do Iraque, Mossul foi tomada em dias pelo Estado Islâmico em junho de 2014. Na principal mesquita da cidade, o dirigente supremo do grupo, Abu Bakr al-Baghdadi, proclamou no fim daquele mês a criação de um califado, um império do terror com jurisdição sobre o mundo inteiro.

Mossul, no Iraque, e Rakka, na Síria, foram as principais conquistas do Estado Islâmico. Há fortes indicações de que os EUA e aliados planejam operações para retomar estas duas cidades. Sua queda provavelmente destruiria o proto-Estado terrorista e obrigaria o Estado Islâmico a voltar a ser um grupo terrorista.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Sábios do islamismo denunciam Estado Islâmico

Mais de 120 eruditos muçulmanos do mundo inteiro divulgaram ontem uma carta aberta a Abu Bakr al-Baghdadi, líder da milícia extremista e autoproclamado califa do Estado Islâmico, denunciando as práticas terroristas do grupo como anti-islâmicas.

Os sábios do Islã advertem que "é proibido editar fatwas [decretos religiosos] sem ter os conhecimentos necessários" como "definido nos textos clássicos. Também é proibido citar um trecho ou um versículo do Corão para justificar uma decisão sem examinar tudo o que o Corão e o Hadith dizem sobre a matéria."

Também é proibido pelo islamismo "tomar decisões legais sobre qualquer matéria sem dominar a língua árabe", "simplificar demais a char'ia [direito corânico] e ignorar as ciências e a jurisprudência muçulmanas", "ignorar a realidade contemporânea na tomada de decisões legais", "matar inocentes", "matar emissários, embaixadores e diplomatas, inclusive jornalistas e trabalhadores que dão ajuda humanitária", "declarar que alguém não é muçulmano, a não ser que a pessoa se declare infiel", "machucar ou maltratar cristãos e outros povos das escrituras", "não considerar os yazidis um povo das escrituras", "reintroduzir a escravidão", "forçar as pessoas a ser converter", "negar direitos às mulheres e às crianças", "aplicar punições legais sem procedimentos corretos que garantam piedade e justiça", "a tortura", "a profanação dos mortos", "atribuir atos demoníacos a Alá", "insurreição armada, a não ser que o governante seja infiel e impeça o povo de orar", e "proclamar um califado sem o consenso de todos os muçulmanos".

A guerra santa (jihad), acrescentam, "é uma guerra defensiva. Não é permissível sem uma causa justa, um propósito adequado e regras de conduta corretas".

domingo, 2 de agosto de 2009

Total de mortes no Norte da Nigéria chega a 700

O conflito entre as forças de segurança da Nigéria e um grupo fundamentalismo muçulmano causou cerca de 700 mortes, admitiu o comandante da operação na cidade de Maiduguri, coronel Ben Ahonotu.

Pelos relatos anteriores, o total de rebeldes, soldados, policiais e civis mortos no conflito em quatro estados - Borno, Yobe, Kano e Katsina - estava em 400. Os rebeldes pertencem à seita Boko Haram, que quer impor a lei islâmica, a charia, a todo o país e se opõe à educação nos padrões ocidentais.

A lei islâmica já é adotada em alguns estados do Norte da Nigéria, onde a maioria da população é muçulmana; o Sul é predominantemente cristão.

O líder rebelde, Mohammed Yussuf, foi preso pela polícia e morto na prisão.

Maior país da África em população, com cerca de 140 milhões de habitantes, a Nigéria tem também a segunda maior diversidade cultural do mundo, com cerca de 300 grupos etnolinguísticos.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Ex-arcebispo da Cantuária critica sucessor que sugeriu incorporar direito islâmico à lei britânica

O ex-arcebispo da Cantuária, lorde George Carey, critica seu sucessor no mais alto cargo eclesiástico da Igreja Anglicana da Inglaterra (a chefe é a rainha). Rowan Williams considerou "inevitável" que alguns aspectos do direito islâmico, a charia, sejam adotados pela lei britânica.

Diante da forte reação negativa, o primeiro-ministro Gordon Brown declarou que o sistema jurídico continuará sendo baseado na lei britânica.

Lorde Carey considerou "exagerado" o comentário feito quinta-feira, 8 de fevereiro de 2008, pelo sucessor. Mas não acha que ele deva ser afastado por causa disso.

"Não pode haver exceções às leias da nossa terra, penosamente construídas na luta pela democracia e os direitos humanos", escreve o ex-arcebispo na edição de hoje do jornal dominical mais vendido no Reino Unido, The News of the World.

"Sua conclusão de que a Grã-Bretanha terá de conceder alguns espaço na lei para aspectos da charia é uma visão que não posso compartilhar. A aceitação de alguns aspectos do direito islâmico na lei britânica seria desastrosa", acrescenta Carey.

Diversos membros do Sínodo dos Bispos pediram a renúncia de Williams. "Não acredito que ele tenha a liderança que a Igreja precisa", protestou o coronel Edward Armitstead, da Diocese de Bath e Wells.

O Conselho Muçulmano da Grã-Bretanha agradeceu ao arcebispo pela "intervenção inteligente".

Já o ex-arcebispo pondera que as afirmações do atual provocam um debate que talvez sirva para enquadrar os Conselhos da Charia existentes no direito britânico.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Rei saudita perdoa vítima de estupro

O sultão Abdullah, da Arábia Saudita, perdoou uma mulher vítima de estupro que havia sido condenada a 200 chibatadas e seis meses de prisão por andar em companhia de um homem que não era de sua família.

A sentença contra uma vítima causou forte reação internacional contra a Justiça saudita, que se baseia na charia, o direito islâmico.