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sábado, 18 de julho de 2015

Caminhão-bomba do Estado Islâmico mata mais de 120 no Iraque

Um terrorista suicida que fingia oferecer gelo para amenizar o calor detonou ontem à noite um caminhão-bomba com duas toneladas de explosivos no mercado público da cidade majoritariamente xiita de Khan Bani Saad, no Iraque, matando mais de 120 pessoas. 

A organização terrorista sunita Estado Islâmico do Iraque e do Levante reivindicou no Twitter a autoria do atentado, noticiou a televisão americana CNN.

Foi um dos ataques mais mortíferos do ano no Iraque. O mercado estava cheio de pessoas que compravam alimentos para a festa religiosa do Eid, que marca o fim do sagrado mês do Ramadã, quando os muçulmanos são obrigados a jejuar durante o dia e só podem comer e beber à noite.

O sol já tinha se posto, mas os termômetros rondavam os 35 graus centígrados. Assim, a oferta de gelo com desconto no preço atraiu centenas de pessoas para o caminhão-bomba. Além dos mortos, 160 pessoas foram feridas.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Governo e rebeldes sírios ignoram proposta de trégua

Tanto a ditadura de Bachar Assad quanto os rebeldes que lutam para derrubá-lo ignoram a proposta de cessar fogo durante o festa religiosa do Eid-al-Adha. A sugestão partiu do mediador das Nações Unidas e da Liga Árabe, o ex-ministro do Exterior da Argélia Lakhdar Brahimi.

O festival começa na quinta-feira e dura cinco dias. Celebra a decisão do profeta Ibrahim (Abraão) de oferecer seu próprio filho em sacrifício.

A Força Aérea síria voltou a bombardear Alepo, a capital econômica do país. Os combates continuam em todo o país, sem pausa, informa o jornal libanês The Daily Star.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Anistia condena tortura e execuções na Síria

Pelo menos 88 presos durante a revolta contra a ditadura de Bachar Assad foram mortos, inclusive dez crianças. A maioria foi torturada brutalmente pelas forças de segurança da Síria numa campanha de “perseguição sistemática em grande escala”, denunciou ontem a organização de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional, informa o jornal inglês The Guardian.

A Anistia documentou as prisões e mortes, e as famílias deram acesso aos corpos para que legistas independentes investigassem as causas das mortes. Há marcas de espancamento, açoite, choques elétricos e mutilações. O correspondente da BBC disse que as imagens eram chocantes demais para serem mostradas na televisão.

Ontem, na festa religiosa do Eid, que marca o fim do sagrado mês do Ramadã no calendário muçulmano, pelo menos mais sete manifestantes de oposição foram mortos pelo regime sírio, que estaria perdendo apoio na classe média. Um menino de 13 anos foi baleado em Derá.

Como uma intervenção internacional na Síria é altamente improvável, dado o apoio da Rússia e do Irã e a posição do país como potência regional no Oriente Médio, a ditadura só cai se houver uma fratura interna no regime.

Depois de seis meses, a fúria repressiva estaria inviabilizando a sobrevivência do regime. Os médicos e profissionais de saúde que se organizaram para atender os feridos foram presos e perseguidos. A categoria profissional aderiu à oposição. Os advogados também foram atacados por defender inimigos do regime.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Protesto no Afeganistão termina com três mortes

Pelo menos três manifestantes foram mortos no Afeganistão por soldados que atiraram contra um protesto contra a queima do livro sagrado dos muçulmanos, o Corão.

O presidente Hamid Karzai fez um apelo direto ao pastor Terry Jones, de uma obscura paróquia da Flórida para que suspenda o Dia da Queima do Corão, que marcaria amanhã o nono aniversário dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001.

Jones voltou atrás ontem à noite. Declarou que apenas suspendera o Dia de Queima do Corão mas poderia retomar a ideia, diante da recusa dos responsáveis pelo projeto da nova mesquita de Nova York de construí-la longe do World Trade Center, principal alvo dos atentados.

Em entrevista coletiva, o presidente Barack Obama pediu aos americanos tolerância religiosa e união em 11 de setembro para evitar brigas em torno da religião. 

Na véspera do aniversário dos atentados, um relatório conclui que a ameaça terrorista está mais difusa mas ainda é perigosa.

• No mundo inteiro, a festa religiosa muçulmana do Eid, que marca o fim do Ramadã, é usada para protestos contra a queima do Corão.

• Na Indonésia, o presidente Susilo Yudhoyono protestou.