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domingo, 24 de julho de 2016

Atentado suicida do Estado Islâmico mata 20 pessoas em Bagdá

Em uma rotina quase diária, a milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante reivindicou hoje um atentado suicida contra um posto de controle militar de Bagdá, a capital do Iraque. Mais de 20 pessoas morreram e outras 35 saíram feridas, noticiou a televisão pública britânica BBC.

O alvo foi a entrada do distrito majoritariamente xiita de Cadímia. A agência de notícias Amaq, porta-voz do Estado Islâmico, anunciou que os alvos eram soldados iraquianos. 

Um atentado que matou 281 pessoas em 3 de julho no distrito de Karrada foi o maior no Iraque desde a invasão americana de 2003 e o mais mortífero do Estado Islâmico até hoje.

Sob ataque em várias frentes, o Estado Islâmico perdeu no Iraque o controle de Ramadi e Faluja. Recorre cada vez mais a atentados terroristas suicidas.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Exército do Iraque retoma cidade do Estado Islâmico

Com a cobertura aérea dos Estados Unidos e aliados, o Exército do Iraque reconquistou hoje a cidade de Hit, na província de Ambar, que estava ocupada pela milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, anunciou o Comando de Operações Conjuntas, citado pela agência de notícias iraquiana Shafaq News.

Não há mais rebeldes na cidade, declarou um porta-voz militar, sem esclarecer se pode haver minas ou bombas deixadas pelos jihadistas.

As tropas iraquianas obtiveram uma vitória estratégica contra o Estado Islâmico em dezembro de 2015, com a retomada da cidade de Ramadi, capital da província de Ambar. Agora, avançam para libertar Mossul, a segunda maior cidade do Iraque, em poder do Estado Islâmico desde 10 de junho de 2014.

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Governo do Iraque promete acabar com Estado Islâmico em 2016

Em visita a Ramadi, a capital da província de Ambar libertada ontem, o primeiro-ministro Heidar al-Abadi prometeu expulsar do Iraque em 2016 a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, noticiou a Agência France Presse (AFP).

Seu próximo objetivo é reconquistar Mossul, tomada pelo Estado Islâmico em 10 de junho de 2014. Mas analistas estratégicos advertem que ainda há muitos obstáculos no caminho.

É prematuro esperar que Mossul possa cair como Tikrit, Sinjar e Ramadi, três cidades iraquianas de onde o Estado Islâmico foi expulso. Mossul, de onde nasceu a palavra muçulmano, é a segunda maior cidade do Iraque e a maior em poder da milícia jihadista.

domingo, 27 de dezembro de 2015

Exército do Iraque retoma sede do governo de Ramadi

Com a cobertura aérea dos Estados Unidos, o Exército do Iraque entrou hoje no complexo governamental de Ramadi, capital da província de Ambar, que estava sob o controle do Estado Islâmico do Iraque e do Levante desde maio de 2015, noticiou a televisão pública britânica BBC citando fontes locais.

As forças de segurança iraquianas acreditam que os jihadistas fugiram para um bairro do Nordeste da cidade. Se a reconquista se confirmar, será a segunda grande cidade do Iraque retomada do Estado Islâmico, depois de Tikrit, terra natal do ditador Saddam Hussein, deposto na invasão americana de 2003.

Quando a retoma for concluída, o controle de Ramadi deve ser entregue à polícia local e a milícias tribais sunitas aliadas ao governo de Bagdá. A ofensiva do Exército deve avançar em direção a Mossul, a segunda maior cidade iraquiana, em poder do Estado Islâmico desde 10 de junho de 2014.

A operação para recapturar Ramadi começou no início de novembro e avançou lentamente. O governo preferiu não usar milícias xiitas para evitar um agravamento do conflito sectário.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Exército do Iraque vai atacar Mossul após retomar Ramadi

Depois de recapturar Ramadi, capital da província de Ambar, o Exército do Iraque e milícias aliados planejam atacar Mossul, a segunda maior cidade do país, tomada pelo Estado Islâmico do Iraque e do Levante em 10 de junho de 2014, anunciou hoje o primeiro-ministro Heidar al-Abadi.

A reconquista de Mossul tiraria do Estado Islâmico seu maior centro populacional, uma cidade de 2 milhões de habitantes, que deu origem à palavra muçulmano. As duas cidades ficam a 420 quilômetros de distância.

O Exército do Iraque chegou em 22 de dezembro ao centro de Mossul e prometeu acabar com a resistência em dias.

A queda do Mossul foi o marco da grande expansão do território sob o controle do Estado Islâmico. Os soldados iraquianos simplesmente desertaram, abandonando armas de última geração compradas dos Estados Unidos. Em 29 de março de 2014, o grupo terrorista proclamou a fundação de um califado com reivindicação de soberania sobre o mundo inteiro.

Dois meses depois, os EUA entraram na guerra. O presidente Barack Obama prometeu "degradar e destruir" o Estado Islâmico, sem apresentar grandes resultados até agora. A retomada de Ramadi e Mossul seria um passo importante para negar ao EI uma base territorial que o permita de apresentar como um Estado Nacional e não apenas uma milícia terrorista.

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Exército do Iraque entra no centro de Ramadi

Depois de uma longa e lenta ofensiva em que teve de enfrentar vários atentados terroristas suicidas, o Exército do Iraque e milícias aliadas chegaram hoje ao centro de Ramadi, capital da província de Ambar, que estava desde março em poder da milícia extremista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, anunciou a agência Shafaq News. 

Ainda há resistência. O Exército iraquiano estima que ainda haja até 300 rebeldes na cidade. Um porta-voz militar iraquiano prometeu expulsar os últimos jihadistas em 72 horas.A maior resistência foi feita por francoatiradores, terroristas suicidas e carros-bomba.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Exército do Iraque corta suprimento do Estado Islâmico em Ramadi

Com a cobertura da Força Aérea dos Estados Unidos e o apoio de milícias xiitas treinadas pelo Irã, o Exército do Iraque conseguiu cortar a linha de suprimento para o Estado Islâmico do Iraque e do Levante em Ramadi, capital da província de Ambar, tomada pelo grupo em maio de 2015.

Ramadi foi a última conquista militar importante do Estado Islâmico no Iraque. É uma cidade sunita de cerca de 1 milhão de habitantes onde o governo central predominantemente xiita de Bagdá é visto com suspeita.

"Cortamos a linha de suprimento do Daech [acrônimo árabe do EI] entre Ramadi e a Síria", declarou um oficial do comando militar iraquiano em Ambar. "Agora as forças iraquianas podem sufocar os terroristas dentro da cidade e devemos vencer em alguns dias."

O mesmo otimismo no passado não se confirmou no campo de batalha. "As forças iraquianas têm dificuldades em operações urbanas. Ramadi vai ser difícil depois de entrar na cidade", observou um assessor militar ocidental do governo autônomo regional do Curdistão citado pela companhia jornalística americana McClatchy Newspapers, editora do jornal The Miami Herald.

A retomada de Ramadi não será fácil como a reconquista de Tikrit, a terra natal de Saddam Hussein, o ditador deposto pelos EUA em 2003, acrescenta o oficial: "Eles só foram capazes de assumir o controle de Tikrit, uma cidade muito menor e vazia, por causa do bombardeio aéreo pesado da coalizão" de 65 países liderada por Washington.

Agora, raciocina o assessor ocidental, "isso não será possível porque o Daech não deixou muita gente fugir quando tomou Ramadi. O combate casa a casa é duro para exército bem treinados, e o Exército do Iraque está longe disso."

O cerco a Ramadi começou na quarta-feira passada. Desde então, houve pelo menos sete bombardeios aéreos diários, principalmente nos arredores da cidade para dificultar a mobilidade do EI.

Na estratégia do presidente Barack Obama para "degradar e destruir" o Estado Islâmico, a Força Aérea dos EUA ataca unidades militares, mas evita ataques onde haja populações civis. Até há pouco, antes dos atentados terroristas em Paris, não bombardeava nem as exportações de petróleo, principal fonte de renda do EI.

O primeiro-ministro do Iraque, Heidar al-Abadi, critica os EUA por não fazer ataques aéreos contra áreas povoadas.

"Eles transformaram Ramadi numa bomba gigantesca desde maio. O número de bombas, minas e homens-bomba torna o avanço muito lento", admitiu um oficial do comando iraquiano em Ambar. "Alguns só avançamos 50 metros e temos de desarmar dez bombas nesse avanço."

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Exército do Iraque avança para retomar Ramadi do Estado Islâmico

Com a cobertura da Força Aérea dos Estados Unidos e seus aliados, as forças de segurança do Iraque já recapturaram a metade da cidade de Ramadi, capital da província de Ambar, tomada pelos jihadistas em maio de 2015, noticiou o sítio de notícias turco World Bulletin citando como fonte um oficial iraquiano.

Em outubro, diante da intervenção militar da Rússia na guerra civil da Síria, um porta-voz da aliança de mais de 60 países liderada pelos EUA contra o Estado Islâmico revelou que a ofensiva para retomar Ramadi estava na fase final de preparação.

A estratégia do presidente Barack Obama, acusada de ser insuficiente para conter o EI, precisa de uma vitória. O primeiro-ministro iraquiano, Heidar al-Abadi, precisa mostrar que o governo tem condições de restabelecer o controle sobre seu território.

Nos últimos dias, os EUA ajudaram os guerrilheiros curdos a retomar Sinjar, quebrando o eixo de ligação entre Rakka, na Síria, e Mossul, no Iraque, as duas cidades mais importantes em poder do EI. A terceira é Ramadi.

Sob intenso bombardeio da Rússia e da França, a liderança do EI estaria fugindo da Rakka, abandonando a capital do califado. Os bombardeios russos e americanos também visaram nos últimos dias os campos de petróleo e gás de onde o EI tira a maior parte de sua renda.

Enquanto bate em retirada em várias frentes no Oriente Médio, a milícia mostrou capacidade de aterrorizar Paris na sexta-feira, 13 de novembro de 2015. Mas o recurso ao terrorismo pode ser um sinal de fraqueza e desespero no momento em que o Estado Islâmico encolhe no Iraque e na Síria, onde já perdeu 25% de seu território.

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

EUA e Exército do Iraque lançam ofensiva para retomar Ramadi

Diante da espetacular intervenção militar da Rússia na guerra civil da Síria, os Estados Unidos estão recalibrando sua estratégia na guerra contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, deflagrando uma nova ofensiva com o Exército iraquiano e milícias aliadas para retomar a cidade de Ramadi, capital da província de Ambar, conquistada pelos jihadistas em 17 de maio de 2015.

Com cobertura da Força Aérea dos EUA, as forças iraquianas tomaram hoje uma ponte a 14 quilômetros do centro da cidade, anunciou o Comando de Operações do Exército do Iraque em Ambar. Dezenas de milicianos do Estado Islâmico teriam morrido em combates em Faluja e perto de Ramadi, informou a agência iraquiana Shafaq News.

Ontem, o porta-voz do comando militar americano na coalizão aérea contra o Estado Islâmico, coronel Steve Warren, confirmou que o Exército do Iraque estava pronto para reconquistar Ramadi. Hoje, a bandeira iraquiana tremula sobre a ponta Albu Faraj, que liga a cidade ao distrito de Albu Faruj por sobre o Rio Eufrates.

Tanto os EUA quanto o Iraque precisam de uma vitória sobre o Estado Islâmico para recuperar a moral. No caso americano, por causa da intervenção russa na Síria. No Iraque, o primeiro-ministro Heidar al-Abadi enfrenta um movimento de protesto crescente. Há rumores de golpe militar articulado pelo ex-primeiro-ministro Nuri al-Maliki e seus aliados iranianos, e a economia sofre com a queda nos preços internacionais do petróleo.

Dezesseis meses depois da queda de Mossul, a segunda maior cidade do país, a unidade do Iraque está cada vez mais ameaçada. Muitos analistas internacionais consideram inevitável a divisão do país, arrasado pela invasão dos EUA em 2003.

A autonomia da região curda no Norte do país se consolida cada vez mais. Com o apoio dos EUA, os peshmerga (guerrilheiros curdos) são a principal resistência ao Estado Islâmico. O governo dominado pela maioria árabe xiita, aliado do Irã, só controla o Centro e o Sul do Iraque, aprofundando as divisões étnicas e religiosas. A maior parte das áreas de maioria sunita está sob o domínio do Estado Islâmico.

Uma vitória em Ramadi vai melhorar a força moral da tropa, mas não resolve os problemas do país. Os jihadistas devem fugir para o deserto, onde terão a proteção de tribos sunitas que têm mais identidade com eles do que os americanos ou o governo xiita.

Essa divisão interna e a crise econômica enfraquecem o Iraque, complicam as ações militares contra o Estado Islâmico e tornam o país um campo de batalha dos candidatos a potências regionais no Oriente Médio: a Arábia Saudita, o Irã e a Turquia.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Exército e milícias do Iraque preparam assalto a Faluja

A alta liderança das Unidades de Mobilização Popular ordenou às milícias que lutam ao lado do Exército do Iraque que preparem um ataque contra o Estado Islâmico do Iraque e do Levante para retomar a cidade de Faluja, informou hoje a agência de notícias iraquiana Shafaq.

O governo e aliados também estariam cercando a cidade de Ramadi, capital da província de Ambar, em preparação a um ataque à cidade, tomada pelo Estado Islâmico em maio de 2015.

A retomada da província de Ambar, de maioria sunita, é uma questão de honra para o governo do primeiro-ministro Heidar Abadi provar que não representa apenas os xiitas.

terça-feira, 14 de julho de 2015

Estado Islâmico avança na Síria mas é alvo de ofensiva no Iraque

A milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante avançou na guerra civil contra o Exército da Síria na cidade de Hassakeh, que fica no Nordeste do país, reportou a Agência France Presse (AFP), citando como fonte o Observatório Sírio dos Direitos Humanos. Ao mesmo tempo, é alvo de uma ofensiva na província de Ambar, no Iraque.

Na Síria, a Batalha de Hassakeh está sendo travada desde 25 de junho de 2015, quando o Estado Islâmico tomou dois bairros da cidade. Desde então, pelo menos 170 pessoas morreram. Agora, os jihadistas assumiram o controle da entrada sul da cidade, de um estádio, de mais um bairro e parte de outro.

No Iraque, as forças de segurança iraquianas e milícias aliadas retomaram hoje oito regiões da província de Ambar, informou a agência de notícias iraquiana Shafaq News, citando fontes não identificadas do Exército do país.

Quatro caças-bombardeiros F-16 recebidos pelo governo iraquiano em 13 de julho vão participar da ofensiva em Ambar, anunciou o comando da Força Aérea.

A coalizão aérea liderada pelos Estados Unidos fez 29 ataques, bombardeando 67 posições do Estado Islâmico perto de Ramadi, a capital da província.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

EUA vão enviar 400 assessores militares ao Iraque

Os Estados Unidos planejam enviar 400 especialistas das Forças Armadas à província de Ambar, no Iraque, para treinar as forças iraquianas que lutam contra a milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, informou hoje a agência estatal russa Sputnik.

No momento, os EUA mantêm 3 mil soldados no Iraque para treinamento das forças de segurança iraquianas e lideram uma coalizão de forças aéreas que bombardeiam o Estado Islâmico no Iraque e na Síria.

De acordo com a reportagem, os americanos vão para uma base militar em Al-Habânia, onde estão se concentrando as forças que pretendem retomar a cidade de Ramadi, capital de Ambar, a maior província do Iraque.

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Estado Islâmico reivindica atentados terroristas a hotéis em Bagdá

A milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante reivindicou hoje a autoria de atentados a bomba que deixaram pelo menos 15 mortos e 42 feridos em dois hotéis de cinco estrelas de Bagdá.

De acordo com a declaração do Estado Islâmico, um terrorista suicida estacionou um carro-bomba no Hotel Ishtar e em seguida dirigiu o segundo carro-bomba até o Hotel Babylon, detonando os dois simultaneamente.

Os ataques à capital do Iraque são uma reação do EI no momento em que o Exército do Iraque e milícias aliadas contra-atacam Ramadi, capital da província de Ambar, tomada pela organização terrorista na sua maior vitória desde a queda de Mossul, em junho de 2014. Ramadi fica a 130 quilômetros da capital

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Iraque lança contraofensiva em Ramadi

O Exército do Iraque e milícias sunitas e xiitas aliadas iniciaram ontem uma ofensiva para reconquistar a cidade de Ramadi, a capital da província de Ambar, a maior do país, tomada pela milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante em 17 de maio de 2015.

As forças governistas conseguiram penetrar num setor da cidade e assumir o controle de uma universidade.

Ao tomar Ramadi, o Estado Islâmico conquistou sua maior vitória desde a queda de Mossul, a segunda maior cidade iraquiana, em junho de 2014. O grupo extremista sunita já controla cerca de metade do território sírio, mas analistas militares que não tenham como sustentar estas conquistas e administrar a vida cotidiana dos territórios ocupados como um verdadeiro Estado, como pretende ser.

domingo, 24 de maio de 2015

Estado Islâmico executa 400 pessoas em Palmira

Desde a queda da cidade histórica de Palmira, em 20 de maio de 2015, a milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante executou pelo menos 400 pessoas, informou hoje a agência Reuters citando como fonte a mídia estatal da Síria. A notícia não foi confirmada.

O Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental com sede em Londres que faz a contagem de mortos, feridos e refugiados na guerra civil síria, disse que várias pessoas foram degoladas, mas não fez uma estimativa do número total de mortos.

As tomadas de Ramadi, no Iraque, e Palmira, na Síria, foram importantes avanços do Estado Islâmico. O Exército do Iraque e milícias aliadas lançaram uma ofensiva para reconquistar Ramadi, capital de Ambar, a maior província iraquiana. As milícias sunitas pediram mais armas.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Estado Islâmico volta a entrar em Palmira

Milicianos do Estado Islâmico do Iraque e do Levante entraram de novo hoje na cidade histórica de Palmira, no centro da Síria, noticiou a Agência France Presse (AFP). Os jihadistas tomaram a chefiatura de polícia antes de se infiltrar pelos bairros da Zona Norte da cidade, que tinham tomado em 16 abril e perdido em menos de 24 horas.

Cidade histórica ameaçada
Se o Estado Islâmico tomar o Sudoeste da cidade, há o temor de que destrua as ruínas de uma cidade histórica de mais de 2 mil anos, uma encruzilhada importante das culturas romana, árabe, persa e turca, considerada patrimônio cultural da humanidade pela Unesco (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura).

Os terroristas já destruíram monumentos históricos que consideram profanos em Mossul, Nimrod, Nínive e Hatra.

Apesar das recentes vitórias na Síria e no Iraque, onde tomou Ramadi, capital da maior província iraquiana, analistas militares acreditam que o combate em duas frentes debilita o Estado Islâmico. No Iraque, milícias xiitas iraquianas financiadas e treinadas pelo Irã preparam uma contraofensiva.

Ontem, o Estado Islâmico anunciou na Internet que vai marchar rumo a Bagdá. Embora ainda pareça improvável que consiga tomar a capital do Iraque, pode aumentar sua capacidade de atacar a cidade com atos terroristas.

No fim do dia de hoje, o EI tomou toda a cidade de Palmira, onde fica uma das prisões da ditadura da Bachar Assad.

terça-feira, 19 de maio de 2015

Estado Islâmico anuncia ofensiva rumo a Bagdá

Em novo vídeo divulgado na Internet, a milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante festeja a conquista de Ramadi, capital da maior província iraquiana, e anuncia a continuação da ofensiva rumo a Bagdá e Carbalá.

O vídeo chamado Estado Islâmico controla Ramadi mostra milicianos festejando na cidade tomada dois dias atrás, quando as forças de segurança do Iraque fugiram. Impotente, o primeiro-ministro Heidar al-Abadi convocou milícias xiitas iraquianas coordenadas pelo Irã para tentar reconquistar Ramadi.

As forças governistas se concentram num quartel a 30 quilômetros de Ramadi para lançar o contra-ataque. O primeiro-ministro saiu enfraquecido.

Na prática, numa situação esdrúxula, os Estados Unidos vão ser a força aérea de milícias xiitas comandadas por generais iranianos. Pelo menos 500 pessoas morreram na queda de Ramadi.

domingo, 17 de maio de 2015

Estado Islâmico toma capital da maior província do Iraque

As últimas forças do governo do Iraque abandonaram hoje a cidade de Ramadi, capital da província da Ambar, a maior do Iraque, entregando-o à milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, que saqueou o quartel da cidade, roubando grande quantidade de armas e munição, noticiou o jornal The New York Times. Pelo menos 500 civis, militares e líderes tribais foram mortos.

O primeiro-ministro Heidar al-Abadi convocou as milícias xiitas, que até agora não tinham sido chamadas porque a população majoritariamente sunita poderia tomar sua ofensiva por uma invasão e ficar ao lado do Estado Islâmico.

Ramadi caiu apesar dos intensos bombardeios dos Estados Unidos nas últimas semanas, desmoralizando a estratégia anunciada no mês passado pelo governo iraquiano para reassumir o controle de toda a província.

Foi a maior vitória militar do Estado Islâmico desde a conquista de Mossul, a segunda maior cidade do Iraque, em junho de 2014.

"Os corpos de homens, mulheres, crianças e guerreiros estão jogados pelo chão", admitiu o xeque Rafi al-Fahdaui, um líder tribal de Ramadi que estava hoje em Bagdá. "Todas as forças de segurança e líderes tribais fugiram ou foram mortos. É uma grande perda."

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Estado Islâmico avança na província de Ambar

Num ataque lançado ontem à noite com a explosão de seis carros-bomba por terroristas suicidas, a milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante tomou hoje a sede do governo da província de Ambar, depois de intensos combates na capital, Ramadi, noticiou a agência Reuters.

Pelo menos 50 soldados e policiais iraquianos foram mortos. Os Estados Unidos contra-atacaram bombardeando pelo menos oito vezes posições do Estado Islâmico em Ramadi.

A noroeste de Ramadi, o Estado Islâmico conquistou a cidade de Juba, onde haveria centenas de assessores militares americanos. Mais cedo, a milícia extremista muçulmana garantiu o controle de uma área a leste da cidade de Faluja depois de uma batalha em que 200 soldados iraquianos foram mortos e 59 capturados.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Estado Islâmico resiste a ofensiva do Exército do Iraque

As forças de segurança do Iraque foram obrigadas a deixar a localidade de Albu Faraj, ao norte da cidade de Ramadi, capital da província de Ambar, depois de violentos combates com a milícia jihadista Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL), anunciou hoje a agência de notícias turca Anadolu. Pelo menos 27 extremistas foram mortos em bombardeios aéreos dos Estados Unidos.

Com o apoio de milícias tribais, depois de retomar Tikrit no início de abril de 2015, o Exército do Iraque lançou há dois dias uma ofensiva para recuperar o controle da província de Ambar, de maioria sunita.

Na cidade de Faluja, no Sul de Ambar, o EIIL divulgou uma lista de cem nomes de pessoas a serem executadas por não colaborar com o Califado proclamado em junho de 2014 por seu líder supremo, Abu Baker al-Baghdadi.

Faluja foi palco de uma grandes batalhas na reação contra a a invasão americana de 2003. Em maio de 2004, depois que quatro americanos foram mortos e arrastados pelas ruas, os EUA atacaram a cidade matando mais de 600 iraquianos.