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terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Governo do Iraque promete acabar com Estado Islâmico em 2016

Em visita a Ramadi, a capital da província de Ambar libertada ontem, o primeiro-ministro Heidar al-Abadi prometeu expulsar do Iraque em 2016 a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, noticiou a Agência France Presse (AFP).

Seu próximo objetivo é reconquistar Mossul, tomada pelo Estado Islâmico em 10 de junho de 2014. Mas analistas estratégicos advertem que ainda há muitos obstáculos no caminho.

É prematuro esperar que Mossul possa cair como Tikrit, Sinjar e Ramadi, três cidades iraquianas de onde o Estado Islâmico foi expulso. Mossul, de onde nasceu a palavra muçulmano, é a segunda maior cidade do Iraque e a maior em poder da milícia jihadista.

sábado, 14 de novembro de 2015

Rebeldes moderados tomam cidade do Estado Islâmico na Síria

As Forças Democráticas da Síria, um grupo rebelde moderado apoiado pelos Estados Unidos, capturaram ontem a cidade de Hul, na província de Hassaka, que estava em poder da organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, informou a agência Reuters.

Uma ofensiva de duas semanas contra o Estado Islâmico com o apoio da Força Aérea dos EUA visou Hul, no Nordeste da Síria, e Sinjar, no Norte do Iraque. As duas cidades estão na estrada entre Rakka, na Síria, a capital do califado declarado pelo Estado Islâmico, e Mossul, a segunda maior cidade iraquiana e a maior controlada pelo grupo.

Se quebrar a linha de suprimento, as duas partes do Império do Terror do EI ficam desconectadas. O primeiro objetivo na guerra contra o EI é lhe negar o território que justifica o nome de Estado. Sob a pressão das duas maiores potências militares, os EUA e a Rússia, o EI não tem conquistado vitórias nos campos de batalha do Oriente Médio desde a tomada de Palmira, em maio.

Na Síria, com a cobertura aérea da Rússia, o Exército do regime de Bachar Assad, com assessores iranianos e milícias aliadas como o movimento fundamentalista xiita libanês Hesbolá (Partido de Deus), rompeu o cerco a uma base aérea próxima a Alepo que durava dois anos. Avanço para retomar o controle total da cidade.

No Iraque, a queda de Sinjar para guerrilheiros curdos, os peshmerga, indica a determinação dos EUA de apresentar resultados. Sob pressão no campo de batalha, se estiver realmente acuado, só resta ao EI a opção do terrorismo como visto nas ruas de Paris.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Curdos do Iraque lançam ofensiva para tomar Sinjar do Estado Islâmico

Com o apoio da coalizão aérea liderada pelos Estados Unidos, os guerrilheiros curdos lançaram hoje cedo uma ofensiva para reconquistar a cidade de Sinjar, no Norte do Iraque. 

A cidade foi tomada no ano passado pelo Estado Islâmico do Iraque e do Levante num avanço que causou a fuga de 50 mil yazidis e provocou os primeiros bombardeios americanos contra a organização terrorista, em agosto de 2014.

Nos últimos dias, os EUA lançaram seis ondas de ataque aéreo que destruíram três unidades do Estado Islâmico e 18 posições dos jihadistas. Só na noite de quarta-feira, a coalizão aérea bombardeou 20 alvos do EI.

Hoje cerca de 7,5 mil peshmerga convergiram hoje cedo para a montanha de Sinjar vindo de três direções. Eles pertencem à União Democrática do Curdistão, apoiada pelo Irã, ou ao Partido Democrático do Curdistão e são aliados do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), cujo braço armado luta contra o governo da Turquia. Pelo menos um guerrilheiro curdo morreu e dez foram feridos nesta quinta-feira.

Se tomarem Sinjar, os curdos passam a controlar a estrada que liga Rakka, na Síria, considerada a capital do Estado Islâmico, e Mossul, a segunda maior cidade do Iraque e a mais importante em poder do grupo nesse país. Se controlaram a estrada, os curdos cortam a principal linha de suprimento do EI.

A ofensiva ocorre num momento em que a intervenção militar da Rússia na guerra civil da Síria em apoio à ditadura de Bachar Assad começa a dar resultados. É importante para recuperar a credibilidade dos EUA no momento em que o governo do Iraque cogita pedir a Moscou que ataque o Estado Islâmico também em território iraquiano.

Até agora, os curdos foram a força mais eficiente a combater o Estado Islâmico no solo. Esta ofensiva marca também um compromisso mais forte dos EUA. Em seu primeiro ano, a estratégia do presidente Barack Obama para "degradar e destruir" o EI teve pouco sucesso.