As Forças Democráticas da Síria, um grupo rebelde moderado apoiado pelos Estados Unidos, capturaram ontem a cidade de Hul, na província de Hassaka, que estava em poder da organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, informou a agência Reuters.
Uma ofensiva de duas semanas contra o Estado Islâmico com o apoio da Força Aérea dos EUA visou Hul, no Nordeste da Síria, e Sinjar, no Norte do Iraque. As duas cidades estão na estrada entre Rakka, na Síria, a capital do califado declarado pelo Estado Islâmico, e Mossul, a segunda maior cidade iraquiana e a maior controlada pelo grupo.
Se quebrar a linha de suprimento, as duas partes do Império do Terror do EI ficam desconectadas. O primeiro objetivo na guerra contra o EI é lhe negar o território que justifica o nome de Estado. Sob a pressão das duas maiores potências militares, os EUA e a Rússia, o EI não tem conquistado vitórias nos campos de batalha do Oriente Médio desde a tomada de Palmira, em maio.
Na Síria, com a cobertura aérea da Rússia, o Exército do regime de Bachar Assad, com assessores iranianos e milícias aliadas como o movimento fundamentalista xiita libanês Hesbolá (Partido de Deus), rompeu o cerco a uma base aérea próxima a Alepo que durava dois anos. Avanço para retomar o controle total da cidade.
No Iraque, a queda de Sinjar para guerrilheiros curdos, os peshmerga, indica a determinação dos EUA de apresentar resultados. Sob pressão no campo de batalha, se estiver realmente acuado, só resta ao EI a opção do terrorismo como visto nas ruas de Paris.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
Mostrando postagens com marcador Hassaka. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Hassaka. Mostrar todas as postagens
sábado, 14 de novembro de 2015
sábado, 8 de agosto de 2015
Força Aérea bombardeia três províncias da Síria
A Força Aérea da Síria bombardeou hoje uma área próxima à cidade de Hassaka, na província do mesmo nome, e outros alvos nas províncias de Idlibe e de Latakia, revelou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental de oposição que monitora a guerra civil no país.
Houve combates entre forças leais à ditadura de Bachar Assad e rebeldes islamitas ao redor de Tablissa, na província de Homs. Na província de Rif Dimachk, as tropas governistas têm o reforço da milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus) na luta contra jihadistas em Daraia e Zabdani.
Os combates recomeçaram no distrito de Jobar, em Damasco, a capital síria. Na província de Alepo, houve choques entre o governo e os islamitas em Rachdin, Sakur e Jamia al-Zahrá.
Na vila de Om Hosh, foi o Estado Islâmico do Iraque e do Levante que atacou outros grupos extremistas muçulmanos.
A intensificação dos combates indica que o governo sírio tenta melhorar suas posições no campo de batalha enquanto uma grande atividade diplomática negocia uma saída para a guerra civil que matou mais de 230 mil pessoas nos últimos quatro anos e cinco meses.
Houve combates entre forças leais à ditadura de Bachar Assad e rebeldes islamitas ao redor de Tablissa, na província de Homs. Na província de Rif Dimachk, as tropas governistas têm o reforço da milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus) na luta contra jihadistas em Daraia e Zabdani.
Os combates recomeçaram no distrito de Jobar, em Damasco, a capital síria. Na província de Alepo, houve choques entre o governo e os islamitas em Rachdin, Sakur e Jamia al-Zahrá.
Na vila de Om Hosh, foi o Estado Islâmico do Iraque e do Levante que atacou outros grupos extremistas muçulmanos.
A intensificação dos combates indica que o governo sírio tenta melhorar suas posições no campo de batalha enquanto uma grande atividade diplomática negocia uma saída para a guerra civil que matou mais de 230 mil pessoas nos últimos quatro anos e cinco meses.
Marcadores:
Alepo,
Damasco,
Estado Islâmico do Iraque e do Levante,
Hassaka,
Hesbolá,
Idlibe,
Jihadismo,
Latakia,
Partido de Deus,
Síria
terça-feira, 3 de março de 2015
Estado Islâmico perde 23 vilas para o governo da Síria
Em três dias, o Exército da Síria, apoiado por milícias tribais, reconquistas 23 vilas ocupadas pela milícia extremista Estado Islâmico do Iraque e do Levante na província de Hassaka, no Nordeste do país, noticiou hoje o jornal libanês The Daily Star.
O Estado Islâmico também entrou em confronto com milícias curdas em outras batalhas na mesma região. Os jihadistas perdem território na Síria tanto para forças leais à ditadura de Bachar Assad quanto para as milícias curdas, especialmente em Deir el-Zour e Kobane.
O Estado Islâmico também entrou em confronto com milícias curdas em outras batalhas na mesma região. Os jihadistas perdem território na Síria tanto para forças leais à ditadura de Bachar Assad quanto para as milícias curdas, especialmente em Deir el-Zour e Kobane.
Marcadores:
Bachar Assad,
Deir el-Zour,
Estado Islâmico do Iraque e do Levante,
Exército,
Guerra Civil,
guerrilheiros curdos,
Hassaka,
Kobane,
Síria
sexta-feira, 2 de janeiro de 2015
EUA fizeram 23 missões de bombardeio no primeiro dia do ano
A aliança liderada pelos Estados Unidos fez 23 ataques aéreos na guerra contra o Estado Islâmico no primeiro dia de 2015, 12 na Síria e 11 no Iraque, noticiou o jornal libanês The Daily Star, citando como fonte o comando da Força-Tarefa Conjunta.
Na Síria, os alvos foram prédios, veículos e posições de combate do Estado Islâmico em Rakka, Hassaka, Kobane e seus arredores. No Iraque, os bombardeios atingiram Mossul, Faluja, Baiji, Kaim, Assad e Taji.
Em Bássora, a principal cidade da região predominantemente do Sul do Iraque, pistoleiros mataram três clérigos sunitas. Ninguém assumiu a responsabilidade pelos ataques. Outros clérigos sunitas pediram calma na região, alegando que se trata de uma conspiração para provocar um conflito sectário.
Na Síria, os alvos foram prédios, veículos e posições de combate do Estado Islâmico em Rakka, Hassaka, Kobane e seus arredores. No Iraque, os bombardeios atingiram Mossul, Faluja, Baiji, Kaim, Assad e Taji.
Em Bássora, a principal cidade da região predominantemente do Sul do Iraque, pistoleiros mataram três clérigos sunitas. Ninguém assumiu a responsabilidade pelos ataques. Outros clérigos sunitas pediram calma na região, alegando que se trata de uma conspiração para provocar um conflito sectário.
Assinar:
Postagens (Atom)