Em três dias, o Exército da Síria, apoiado por milícias tribais, reconquistas 23 vilas ocupadas pela milícia extremista Estado Islâmico do Iraque e do Levante na província de Hassaka, no Nordeste do país, noticiou hoje o jornal libanês The Daily Star.
O Estado Islâmico também entrou em confronto com milícias curdas em outras batalhas na mesma região. Os jihadistas perdem território na Síria tanto para forças leais à ditadura de Bachar Assad quanto para as milícias curdas, especialmente em Deir el-Zour e Kobane.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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terça-feira, 3 de março de 2015
sábado, 6 de dezembro de 2014
Síria repele ataque do Estado Islâmico a base aérea de Deir el-Zour
As Forças Armadas da Síria repeliram o cerco da milícia extremista Estado Islâmico do Iraque e do Levante à base aérea de Deir el-Zour, uma das últimas do Leste do país ainda em poder do regime de Bachar Assad. Pelo menos 51 soldados e 68 milicianos morreram na batalha.
Os jihadistas chegaram a entrar na base, mas foram obrigados a recuar, informou em Londres o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental de oposição.
Os jihadistas chegaram a entrar na base, mas foram obrigados a recuar, informou em Londres o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental de oposição.
sexta-feira, 5 de dezembro de 2014
Estado Islâmico está prestes a tomar base da Força Aérea da Síria
A milícia extremista muçulmana Estado Islâmico do Iraque e do Levante está fechando o cerco sobre a base aérea de Deir el-Zour, a última ainda mantida pelo governo da Síria na região nordeste do país. O EI controla a maior parte da província de Deir el-Zour, mas a ditadura de Bachar Assad ainda domina parte da capital, inclusive o quartel da Força Aérea, noticiou o jornal libanês The Daily Star.
Com a ofensiva do EI, resta ao governo apenas um corredor de suprimento ligando Deir el-Zour ao Oeste da Síria, informou em Londres o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental ligada à oposição.
Em dois dias de combate, pelo menos 30 soldados sírios e 27 milicianos do Estado Islâmico morreram. Perto de Albu Kamal, em outra região da Síria, perto da fronteira com o Iraque, um bombardeio aéreo dos Estados Unidos e seus aliados matou mais 15 jihadistas do EI.
Ao atacar os extremistas, os bombardeios americanos estão ajudando a ditadura síria na guerra civil que matou mais de 200 mil pessoas em 3 anos e 9 meses, e obrigou mais de 10 milhões a fugir de casa.
Os EUA apoiam os rebeldes secularistas do Exército da Síria Livre, mas o presidente Barack Obama reluta em lhes dar armamento pesado. Consideram o governo Assad ilegítimo por atacar seus próprio povo, mas temem o caos, a anarquia e a ascensão de extremistas muçulmanos se o regime sírio entrar em colapso. Preferem uma negociação que Assad só fará quando estiver enfraquecido.
Com a ofensiva do EI, resta ao governo apenas um corredor de suprimento ligando Deir el-Zour ao Oeste da Síria, informou em Londres o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental ligada à oposição.
Em dois dias de combate, pelo menos 30 soldados sírios e 27 milicianos do Estado Islâmico morreram. Perto de Albu Kamal, em outra região da Síria, perto da fronteira com o Iraque, um bombardeio aéreo dos Estados Unidos e seus aliados matou mais 15 jihadistas do EI.
Ao atacar os extremistas, os bombardeios americanos estão ajudando a ditadura síria na guerra civil que matou mais de 200 mil pessoas em 3 anos e 9 meses, e obrigou mais de 10 milhões a fugir de casa.
Os EUA apoiam os rebeldes secularistas do Exército da Síria Livre, mas o presidente Barack Obama reluta em lhes dar armamento pesado. Consideram o governo Assad ilegítimo por atacar seus próprio povo, mas temem o caos, a anarquia e a ascensão de extremistas muçulmanos se o regime sírio entrar em colapso. Preferem uma negociação que Assad só fará quando estiver enfraquecido.
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