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terça-feira, 3 de maio de 2016

Estado Islâmico mata soldado dos EUA no Iraque

A milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante matou hoje um soldado americano da tropa de elite da Marinha Seals, a mesma que matou Ossama ben Laden. Ele apoiava guerrilheiros curdos em Mossul, a segunda maior cidade iraquiana, revelou o secretário da Defesa dos Estados Unidos, Ash Carter, durante visita a Stuttgart, na Alemanha.

"Foi uma morte em combate", declarou o chefe do Pentágono. O soldado, cuja identidade só será anunciada depois do aviso à família, foi atingido diretamente pelo fogo inimigo às 9h30 pela hora local (1h30 em Brasília) a cerca de 30 quilômetros ao norte de Mossul, quando o Estado Islâmico rompeu as linhas avançadas dos peshmerga. Esses guerrilheiros curdos são a principal forte terrestre na guerra contra o EI.

A Força Aérea dos EUA fez 23 ataques aéreos para ajudar os curdos a resistir aos jihadistas.

É o terceiro soldado americano morto em combate pelo Estado Islâmico desde que o presidente Barack Obama declarou guerra a esta organização terrorista, em setembro de 2014. No fim de março, um fuzileiro naval foi atingido por um foguete do EI numa base perto de Mossul. Em outubro de 2015, um comando da Força Delta de operações especiais morreu num ataque a uma prisão do Estado Islâmico perto da cidade de Kirkuk.

A morte coloca em questão mais uma vez a estratégia gradualista do presidente Barack Obama, que aumenta aos poucos o continente de soldados dos EUA na guerra contra o Estado Islâmico no Iraque. Há hoje mais de 4 mil militares americanos no país.

Obama prometeu acabar com a guerra na campanha de 2008 e afirma que não enviou soldados para combates em terra. A realidade o desmente.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Exército do Iraque retoma ofensiva rumo a Mossul

Com o apoio da coalizão aérea liderada pelos Estados Unidos, o Exército do Iraque e milícias aliadas reconquistaram hoje a cidade de Mahana, que estava em poder do Estado Islâmico do Iraque e do Levante, noticiou a televisão curda Rudaw. 

A chamada Ofensiva Makhmur faz parte da grande operação para retomar Mossul, a segunda maior cidade iraquiana, em poder do Estado Islâmico desde junho de 2014.

O avanço é lento, apesar da cobertura aérea dos EUA. Vários grupos armados participam da operação terrestre. Ao lado do Exército do Iraque, estão hoje guerrilheiros curdos, milícias xiitas e milícias tribais sunitas.

Quando o Estado Islâmico for derrotado, esses grupos devem lutar entre si por território e influência no futuro do Iraque. A luta contra um inimigo comum encobre a profunda fragmentação do país.

Como os EUA dissolveram as forças de segurança de Saddam Hussein depois de derrubar o ditador em 9 de abril de 2003, um grande contingente de soldados e policiais com formação militar ficou sem emprego. Muitos aderiram ao Estado Islâmico.

Até agora, o novo Exército do Iraque se mostrou incapaz de defender o país. Seu maior fracasso foi a queda de Mossul, quando os soldados abandonaram suas armas de última geração fornecidas pelos EUA e até seus uniformes para não serem identificados e mortos pelo Estado Islâmico.

Assim, as milícias são essenciais à guerra contra os jihadistas, mas cobram seu preço. Os curdos controlam hoje as províncias de Diala e Saladino, que hoje não fazem parte do governo regional autônomo do Curdistão iraquiano. Talvez a maior disputa seja em torno de Kirkuk, que os curdos tomaram em 2014 e chamam de Jerusalém Curda.

A maior parte dos territórios conquistados pelos curdos tem populações multiétnicas, em parte como resultado de migrações forçadas promovidas pela ditadura de Saddam Hussein para aumentar o contingente de seus aliados árabes sunitas.

Mesmo assim, o governo regional curdo pretende incorporá-las ao Curdistão iraquiano. Pode também usá-las como moeda de troca em negociações com o governo central de Bagdá para aumentar sua participação no ministério e ter o direito de exportar petróleo independentemente.

Os choques eventuais entre guerrilheiros curdos e milícias xiitas levantam dúvidas sobre a capacidade de articular a força de 40 mil homens considerada necessária para reconquistar Mossul. Os curdos devem ser encarregados de atacar pela frente norte de modo a impedir a fuga dos jihadistas.

As terras ao redor de Mossul são aráveis, muito melhores para a agricultura do que o território montanhoso do Curdistão iraquiano. Os curdos cobiçam.

As milícias xiitas, treinadas, armadas e financiadas pelo Irã, foram fundamentais para a defesa de Bagdá e a reconquista de Ramadi, Tikrit e Faluja. A maioria está sob o controle da Força Quods, braço da Guarda Revolucionária Iraniana para operações no exterior.

O Ministério do Interior tenta absorver as milícias xiitas com suas Forças de Mobilização Popular, de 110 mil homens, destinando US$ 2 bilhões para isso no orçamento para 2016. Mas seu controle continua nas mãos dos chefes das milícias.

Embora sejam apenas 20% da população iraquiana, os xiitas estavam no poder há mais de 300 anos e dominavam o Estado na ditadura de Saddam Hussein. A revolta sunita foi o centro da resistência contra a invasão americana de 2003. Isso facilitou a infiltração no país da rede terrorista Al Caeda.

Al Caeda no Iraque virou Estado Islâmico do Iraque e, com a guerra civil na Síria, Estado Islâmico do Iraque e do Levante, o mais poderoso grupo terrorista muçulmano jamais visto, que conta com muitos antigos oficiais e soldados de Saddam.

A participação de milícias sunitas é fundamental para a retomada de regiões de maioria sunita. Caso contrário, o Exército do Iraque, os guerrilheiros curdos e milícias xiitas são considerados invasores. Ao mesmo tempo, os xiitas acusam os sunitas de conivência e colaboração com o Estado Islâmico.

Quando a milícia terrorista for derrotada, será necessária uma nova acomodação política para reintegrar os sunitas no governo central iraquiano e evitar uma divisão do país. O governo regional curdo vai continuar trabalhando pela independência do Curdistão.

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Comandos dos EUA libertam 70 guerrilheiros curdos no Iraque

Em uma operação noturna, forças de operações especiais dos Estados Unidos resgataram 70 guerrilheiros curdos capturados pela organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante no Norte do Iraque, reportou a agência Reuters. Um soldado americano e pelo menos 15 jihadistas foram mortos.

Foi a primeira morte de um americano em combate na guerra contra o Estado Islâmico e a primeira em ação no Iraque desde 2011. Pelo menos 30 militares dos participaram da operação conjunta com os peshmerga (guerrilheiros curdos) na cidade de Hawija, na província de Kirkuk.

A ação foi deflagrada porque os curdos estariam prestes a ser mortos pelo EI, declarou um oficial dos EUA. A prisão atacada era uma espécie de quartel-general da milícia na cidade, noticiou o jornal The Wall Street Journal.

Desde agosto de 2014, a Força Aérea dos EUA bombardeia alvos do EI no Iraque e na Síria, mas o presidente Barack Obama afirmou que não enviaria tropas terrestres, somente assessores para treinar as forças de segurança do Iraque e aliados como os curdos.

O plano para treinar e armar rebeldes na Síria foi abandonado diante da intervenção militar da Rússia, que começou alvejando os aliados de Washington.

sábado, 13 de junho de 2015

Curdos avançam na luta contra o Estado Islâmico na Síria

Guerrilheiros das Unidades de Proteção do Povo Curdo avançaram na Síria rumo à cidade de Tal Abiade, que fica junto à fronteira com a Turquia e está em poder da milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, noticiou a agência de notícias Reuters.

Os peshmerga, como são chamados os guerrilheiros curdos, bloquearam os acessos a Suluk, uma cidade próximo que também está sob o controle do Estado Islâmico.

Tel Abiade é a cidade fronteiriça mais próxima de Rakka, considerada a capital do califado proclamado pelo Estado Islâmico em 29 de junho de 2015.

Com a cobertura aérea dos Estados Unidos e aliados, os curdos conseguiram retomar a cidade de Kobane, que também fica na fronteira com a Turquia, mas tanto na Síria como no Iraque não mostram interesse em lutar em regiões não curdas.

terça-feira, 31 de março de 2015

Iraque anuncia retomada de Tikrit do Estado Islâmico

Com o apoio das forças áereas dos Estados Unidos e aliados e de milícias xiitas, as forças de segurança do Iraque recapturaram hoje a cidade de Tikrit, terra natal do falecido ditador Saddam Hussein, depois de uma batalha de quatro semanas contra a milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, anunciou hoje em Bagdá o governo iraquiano.

Em pronunciamento na televisão estatal, o primeiro-ministro Heidar al-Abadi afirmou que as forças governistas chegaram ao centro da cidade, onde hastearam a bandeira do Iraque no quartel-general, enquanto suas tropas continuam atacando os bolsões de resistência dos jihadistas nos bairros da periferia.

Se a reconquista se confirmar, será a maior vitória do governo iraquiano desde que uma ofensiva do Estado Islâmico tomou Mossul, a segunda maior cidade do Iraque, em junho de 2014, e proclamou a fundação de um califado nos territórios tomados no Iraque e na Síria.

"A experiência de sucesso em Tikrit será repetida em outras áreas", previu o chefe de governo. Tikrit era a segunda maior cidade iraquiana em poder dos terroristas. Fica na estrada entre Bagdá e Mossul. Sua retomada é essencial para uma ofensiva para libertar Mossul prevista para os próximos meses.

Desde setembro do ano passado, os Estados Unidos entraram na guerra atacando o EI com bombardeios aéreos, sem usar tropas terrestres. Os combates em terra são realizados pelas forças de segurança do Iraque, guerrilheiros curdos, milícias tribais sunitas e milícias xiitas iraquianas coordenadas pela Guarda Revolucionária do Irã.

sábado, 14 de março de 2015

Estado Islâmico atacou curdos com armas químicas

O governo regional do Curdistão iraquiano declarou hoje ter provas de que a milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante usou o gás cloro como arma química contra os guerrilheiros curdos, noticiou hoje a agência Reuters.

De acordo com o Conselho de Segurança do governo semiautônomo curdo, uma análise do solo e de roupas depois de um atentado com carro-bomba em janeiro revelaram a presença de altos níveis do elemento químico. Seu uso como arma é proibido.

terça-feira, 3 de março de 2015

Estado Islâmico perde 23 vilas para o governo da Síria

Em três dias, o Exército da Síria, apoiado por milícias tribais, reconquistas 23 vilas ocupadas pela milícia extremista Estado Islâmico do Iraque e do Levante na província de Hassaka, no Nordeste do país, noticiou hoje o jornal libanês The Daily Star.

O Estado Islâmico também entrou em confronto com milícias curdas em outras batalhas na mesma região. Os jihadistas perdem território na Síria tanto para forças leais à ditadura de Bachar Assad quanto para as milícias curdas, especialmente em Deir el-Zour e Kobane.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Curdos avançam rumo à capital do Estado Islâmico

Com cobertura aérea dos Estados Unidos e seus aliados, as Unidades de Proteção Popular dos curdos da Síria avançam em direção à província de Rakka, capital do Califado proclamado em junho de 2014 pela milícia jihadista Estado Islâmico do Iraque e do Levante.

Os guerrilheiros curdos, os peshmerga, saíram da cidade de Kobane, que no mês passado derrotou uma ofensiva do Estado Islâmico iniciada em setembro, tomaram o Norte da província de Alepo e seguem em direção leste rumo a Rakka.

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Atentados a bomba matam 22 em Bagdá

Duas bombas explodiram hoje no Leste de Bagdá, uma região predominantemente xiita, matando 22 pessoas e ferindo outras 50, noticiou a agência Reuters citando fontes policiais.

No primeiro ataue, um terrorista suicida detonou os explosivos amarrados junto ao corpo dentro de um restaurante na Nova Bagdá, matando 12 pessoas. O segundo ataque foi num mercado público do bairro de Charka. Dez pessoas morreram.

Os atentados acontecem no momento em que o governo iraquiano se prepara para suspender o toque de recolher noturno na capital do país em vigor há 10 anos a partir da meia-noite de hoje.

No Norte do país, os Estados Unidos e seus aliados fazem desde setembro de 2014 uma guerra aérea contra a milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, enquanto Exército do Iraque, guerrilheiros curdos e milícias xiitas combatem no solo.

Desde ontem, as forças aéreas lideradas pelos EUA fizeram 15 ataques ao Estado Islâmico no Iraque e 11 na Síria, inclusive em nove alvos na região da cidade curda de Kobane, junto à fronteira com a Turquia. No Iraque, foram alvos as cidades de Kaim, Kirkuk, Makhmur, Mossul e Tal Afar.

domingo, 11 de janeiro de 2015

Estado Islâmico mata 24 curdos em ataque-surpresa

A milícia terrorista Estado Islâmico matou ontem pelo menos 24 guerrilheiros curdos num ataque na cidade de Guer, no Norte do Iraque, informou hoje a agência Reuters.

Os combates continuam hoje. Pelo menos 60 milicianos do EI foram mortos no contra-ataque curdo, disseram hoje oficiais do Exército do Iraque.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Estado Islâmico espera ataque do Exército do Iraque a Mossul

A milícia extremista muçulmana Estado Islâmico adotou uma mentalidade de cerco à espera de um ataque do Exército do Iraque à cidade de Mossul. Os moradores foram proibidos de deixar a cidade por mais de dez dias, informou o jornal inglês The Daily Mail.

Os hospitais foram fechados por falta de água ou energia elétrica. Os telefones foram cortados para impedir a passagem de informação para as tropas governamentais e dos guerrilheiros curdos.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Bombardeios dos EUA detêm avanço do Estado Islâmico em Kobane

Com a intensificação dos ataques aéreos, os Estados Unidos conseguiram deter o avanço da milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante na cidade predominantemente curda de Kobane, no Norte da Síria, chamada pelos árabes de Ain al-Arab.

Os jihadistas foram expulsos do Leste de Kobane, com a exceção de duas áreas, declarou um comandante da resistência curda, mas os EUA advertem que a "situação é delicada".

Pela primeira vez, os EUA revelaram ter mantido contato com o Partido da União Democrática Curda da Síria na semana passada, antes de intensificar os bombardeios, para coordenar as ações militares.

Ao menos 662 pessoas foram mortas em um mês na Batalha de Kobane, informa o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, com sede em Londres, sendo 374 milicianos do Estado Islâmico, 268 guerrilheiros curdos e 20 civis.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

EUA bombardeiam Estado Islâmico em Kobane

A Força Aérea dos Estados Unidos realizou hoje 18 missões de ataque contra posições da milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) na cidade curda de Kobane, no Norte da Síria, alvo de uma ofensiva dos jihadistas, informou o jornal The Washington Post, citando como fonte o Comando Central das Forças Armadas dos EUA, que cobre o Oriente Médio.

Pelo menos 16 prédios ocupados pela milícia foram atacados na Síria. Na segunda e na terça-feira, os americanos tinham bombardeado os extremistas em Kobane 21 vezes.

No Iraque, os EUA fizeram mais cinco ataques hoje contra o EIIL. Até agora, os bombardeios dificultaram mas não impediram o avanço terrorista.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Chefe do EIIL em Mossul é morto por curdos

Os guerrilheiros curdos conhecidos como peshmerga mataram o comandante da milícia extremista muçulmana Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) na cidade de Mossul, a segunda maior do Iraque, informou hoje a agência de notícias turca Anatólia.

Nos últimos dias, a Força Aérea dos Estados Unidos intensificou os bombardeios aéreos em apoio ao Exército do Iraque, aos guerrilheiros curdos e às tribos sunitas que fazem o combate em terra.