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sábado, 17 de janeiro de 2015

Batalha de Kobane já matou mais de 1,6 mil pessoas

Pelo menos 1.607 foram mortas nos últimos quatro meses na ofensiva do Estado Islâmico do Iraque e do Levante contra a cidade curda de Kobane, no Norte da Síria, junto à fronteira com a Turquia, na maioria jihadistas, revelou hoje em Londres o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental de oposição que se tornou a principal fonte de informações sobre a contagem de mortos, feridos e refugiados na guerra civil síria.

Entre os mortos, 1.091 eram militantes do Estado Islâmico, inclusive 49 terroristas suicidas que se detonaram na cidade e em seus arredores. Outros 462 eram guerrilheiros das Unidades de Proteção do Povo Curdo, o braço armado do Partido dos Trabalhadores do Curdistão. Pelo menos 21 mortos eram de grupos rebeldes não religiosos que apoiaram os curdos na luta contra o EI.

Da população civil de Kobane, morreram 32 pessoas. Pelo menos 17 foram executados pelos jihadistas e quatro destes foram degolados. O Observatório Sírio acredita que possa haver muito mais mortos por causa do segredo imposto tanto pelo EI quanto pelos curdos nas áreas sob seu controle.

Com o apoio da Força Aérea dos Estados Unidos e seus aliados, os curdos retomaram a iniciativa do combate e dominariam hoje 80% de Kobane. Mas a batalha parece longe do fim.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Estado Islâmico pega armas jogadas para curdos na Síria

A milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante ficou com pelo menos um dos pacotes de armas, munições e suprimentos jogados por aviões militares dos Estados Unidos para os guerrilheiros curdos na cidade de Kobane, no Norte da Síria, revelou hoje em Londres o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental ligada à oposição.

As armas recolhidas pelos extremistas muçulmanos incluem granadas de mão, munição e granadas disparadas por morteiros. Somam-se ao vasto arsenal de armas americanas tomadas do Exército do Iraque em junho, no início da atual ofensiva em duas frentes.

No fim de junho, o líder do Estado Islâmico, Abu Baker al-Baghdadi, proclamou um califado na região, ignorando as fronteiras estabelecidas no Oriente Médio depois do fim da Primeira Guerra Mundial.

Depois que dois jornalistas americanos foram degolados, o presidente Barack Obama decidiu intervir com bombardeios aéreos, mas se negou a envolver tropas dos EUA em operações terrestres. Apesar dos bombardeios, o EIIL mantém a ofensiva na Batalha de Kobane.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Bombardeios dos EUA detêm avanço do Estado Islâmico em Kobane

Com a intensificação dos ataques aéreos, os Estados Unidos conseguiram deter o avanço da milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante na cidade predominantemente curda de Kobane, no Norte da Síria, chamada pelos árabes de Ain al-Arab.

Os jihadistas foram expulsos do Leste de Kobane, com a exceção de duas áreas, declarou um comandante da resistência curda, mas os EUA advertem que a "situação é delicada".

Pela primeira vez, os EUA revelaram ter mantido contato com o Partido da União Democrática Curda da Síria na semana passada, antes de intensificar os bombardeios, para coordenar as ações militares.

Ao menos 662 pessoas foram mortas em um mês na Batalha de Kobane, informa o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, com sede em Londres, sendo 374 milicianos do Estado Islâmico, 268 guerrilheiros curdos e 20 civis.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

EUA bombardeiam Estado Islâmico em Kobane

A Força Aérea dos Estados Unidos realizou hoje 18 missões de ataque contra posições da milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) na cidade curda de Kobane, no Norte da Síria, alvo de uma ofensiva dos jihadistas, informou o jornal The Washington Post, citando como fonte o Comando Central das Forças Armadas dos EUA, que cobre o Oriente Médio.

Pelo menos 16 prédios ocupados pela milícia foram atacados na Síria. Na segunda e na terça-feira, os americanos tinham bombardeado os extremistas em Kobane 21 vezes.

No Iraque, os EUA fizeram mais cinco ataques hoje contra o EIIL. Até agora, os bombardeios dificultaram mas não impediram o avanço terrorista.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Estado Islâmico recua em Kobane

Depois de uma nova onda de bombardeios aéreos dos Estados Unidos e seus aliados, a milícia terrorista muçulmana Estado Islâmico do Iraque e do Levante se retirou hoje da frente ocidental na Batalha de Kobane, informou o jornal libanês The Daily Star citando como fonte o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

Os milicianos ainda lutam nas frentes sul e leste. Kobane, chamada pelos árabes de Ain al-Arab, é uma cidade curda do Norte da Síria, junto à fronteira com a Turquia, que ate agora reluta em entrar na guerra em território sírio. Tanto o presidente quanto o primeiro-ministro turcos querem que o objetivo final sera a queda da ditadura de Bachar Assad, na Síria, que responsabilizam pela guerra civil em que mais de 200 mil pessoas foram mortas desde março de 2011.

A queda de Kobane colocaria em cheque a estratégia do presidente Barack Obama de atacar pelo ar sem enviar soldados americanos para operações terrestres. Diante do colapso do Exército do Iraque e da incapacidade dos guerrilheiros curdos de resistir ao avanço do EIIL, a Turquia poderia fazer o trabalho em terra, mas está impondo condições.