Depois de uma nova onda de bombardeios aéreos dos Estados Unidos e seus aliados, a milícia terrorista muçulmana Estado Islâmico do Iraque e do Levante se retirou hoje da frente ocidental na Batalha de Kobane, informou o jornal libanês The Daily Star citando como fonte o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.
Os milicianos ainda lutam nas frentes sul e leste. Kobane, chamada pelos árabes de Ain al-Arab, é uma cidade curda do Norte da Síria, junto à fronteira com a Turquia, que ate agora reluta em entrar na guerra em território sírio. Tanto o presidente quanto o primeiro-ministro turcos querem que o objetivo final sera a queda da ditadura de Bachar Assad, na Síria, que responsabilizam pela guerra civil em que mais de 200 mil pessoas foram mortas desde março de 2011.
A queda de Kobane colocaria em cheque a estratégia do presidente Barack Obama de atacar pelo ar sem enviar soldados americanos para operações terrestres. Diante do colapso do Exército do Iraque e da incapacidade dos guerrilheiros curdos de resistir ao avanço do EIIL, a Turquia poderia fazer o trabalho em terra, mas está impondo condições.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quarta-feira, 8 de outubro de 2014
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