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terça-feira, 19 de julho de 2016

Três soldados franceses morreram em queda de helicóptero na Líbia

Três soldados de elite da França morreram quando viajavam num helicóptero do Exército Nacional da Líbia abatido por rebeldes islamistas perto de Bengázi, a segunda maior cidade do país, reportou a agência Associated Press (AP), citando fontes militares líbias.

Ninguém sobreviveu. O Ministério da Defesa da França se negou a comentar, alegando não poder fornecer informações sobre suas forças de operações especiais. Oficialmente não se sabia da presença de tropas de elite francesas na Líbia.

Cinco anos depois da queda do ditador Muamar Kadafi, a Líbia vive em estado de anarquia, com milícias rivais disputando o poder, inclusive o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, e enorme quantidade de armas.

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Comandos dos EUA libertam 70 guerrilheiros curdos no Iraque

Em uma operação noturna, forças de operações especiais dos Estados Unidos resgataram 70 guerrilheiros curdos capturados pela organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante no Norte do Iraque, reportou a agência Reuters. Um soldado americano e pelo menos 15 jihadistas foram mortos.

Foi a primeira morte de um americano em combate na guerra contra o Estado Islâmico e a primeira em ação no Iraque desde 2011. Pelo menos 30 militares dos participaram da operação conjunta com os peshmerga (guerrilheiros curdos) na cidade de Hawija, na província de Kirkuk.

A ação foi deflagrada porque os curdos estariam prestes a ser mortos pelo EI, declarou um oficial dos EUA. A prisão atacada era uma espécie de quartel-general da milícia na cidade, noticiou o jornal The Wall Street Journal.

Desde agosto de 2014, a Força Aérea dos EUA bombardeia alvos do EI no Iraque e na Síria, mas o presidente Barack Obama afirmou que não enviaria tropas terrestres, somente assessores para treinar as forças de segurança do Iraque e aliados como os curdos.

O plano para treinar e armar rebeldes na Síria foi abandonado diante da intervenção militar da Rússia, que começou alvejando os aliados de Washington.

terça-feira, 7 de julho de 2015

Comandos de elite da França matam líder d'al Caeda no Norte da África

Uma força de operações especiais da França matou no Mali um líder da rede terrorista Al Caeda no Magrebe Islâmico, a região árabe do Norte da África. Ali Ag Wadossene era suspeito do sequestro do cidadão francês Serge Lazarevic.

No ataque, os comandos prenderam dois milicianos e mataram Wadossene na cidade de Kidal, no Norte do Mali, onde Al Caeda apoia os rebeldes tuaregues contra o governo central de Bamako.

Lazarevic foi sequestrado em 24 de novembro de 2011 em Hombouri, no Mali, e libertado em 9 de dezembro de 2014 pela Caeda no Magrebe, provavelmente depois do pagamento de resgate. Philippe Veddon, capturado no mesmo dia, foi executado com um tiro na cabeça em 10 de março de 2013.

sábado, 16 de maio de 2015

Comandos dos EUA matam líder do Estado Islâmico na Síria

Um comando de operações especiais dos Estados Unidos se infiltrou na região de Deir er-Zor, no Leste da Síria, e matou um dos principais comandantes do Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Abu Sayyaf, uma espécie de ministro das Finanças do califado, responsável pelas vendas de petróleo e gás da milícia, anunciou hoje o secretário da Defesa, Ash Carter noticiou o jornal The New York Times.

Foi a primeira operação terrestre de forças dos EUA desde que o país entrou na guerra contra o Estado Islâmico, em agosto de 2014, e a primeira ação de comandos na Síria desde a tentativa frustrada de libertar, em julho do ano passado, o jornalista americano James Foley. A Força Delta tomou uma refinaria no Norte do país, mas o jornalista não estava lá. Foley foi degolado no mês seguinte.

Agora, na versão oficial do secretário, mais de 20 comandos da Força Delta saíram de uma base no Iraque em helicópteros Black Hawk e aviões V-22 Osprey, que decolam e pousam verticalmente. Os comandos foram até a casa de Sayaf em Amir, a pouco mais de 30 quilômetros de Deir er-Zor, perto do campo de petróleo de Omar, que ele administrava.

Houve troca de tiros e combate corpo a corpo, mas nenhum soldado americano foi ferido, o que suscita dúvidas. Nos julgamentos sobre violações dos direitos humanos, quando só há mortos e feridos de um lado, presume-se que não houve confronto mas que uma força esmagadora massacrou o inimigo.

Pelo menos 12 milicianos do Estado Islâmico foram mortos. Alvo da operação, Abu Sayaf era tunisiano e aderiu a Al Caeda no Iraque em 2003 para combater a invasão americana. A mulher de Abu Sayyaf, Umm, foi presa e levada para interrogatório no Iraque. Uma jovem yazidi de 18 anos mantida como escrava sexual foi libertada, acrescentou Carter.

O Conselho de Segurança Nacional dos EUA declarou que o presidente Barack Obama autorizou por telefone pessoalmente a ação com o apoio unânime de seus assessores e negou qualquer coordenação com a ditadura de Bachar Assad.

A morte de Abu Sayyaf é um golpe importante no Estado Islâmico. Acontece no momento em que a milícia terrorista avança na província majoritariamente sunita de Ambar, no Iraque, onde ontem tomou a sede do governo provincial em Ramadi. Mas mostra que os serviços secretos estão conseguindo rastrear os líderes do EI.

Na Síria, o Estado Islâmico já controla o Norte da cidade histórica de Palmira, uma encruzilhada das culturas grega, romana, árabe e persa considerada patrimônio cultural da humanidade ameaçada de destruição pelos jihadistas, que tentam apagar todo o passado não muçulmano das regiões conquistadas.

sábado, 6 de dezembro de 2014

Al Caeda mata reféns em tentativa de resgate no Iêmen

Dois reféns, um americano e outro sul-africano, foram mortos pela rede terrorista Al Caeda na Península Arábica durante uma fracassada tentativa de resgate feita por comandos de elite dos Estados Unidos, admitiu hoje o secretário da Defesa americano, Chuck Hagel.

Quando o comando de operações especiais com 40 soldados estava a cerca de 100 metros do esconderijo, na madrugada deste sábado, os seqüestradores perceberam sua presença. Num tiroteio de meia hora, os reféns foram mortos. Um deles era o jornalista britânico naturalizado americano Luke Somers; o outro, o assistente social sul-africano Pierre Korkie.

A Casa Branca lamentou o fracasso da operação, mas alegou que não tinha alternativa porque os terroristas estavam decididos a matar Somers: "Eles iam executá-lo neste sábado", declarou um alto funcionário do governo dos EUA ao jornal The Wall St. Journal.

Depois da operação que matou Ossama ben Laden, em Abotabade, no Paquistão, em 2 de maio de 2011, as ações de comandos de elite se mostraram uma opção importante na luta contra o terrorismo. Mas o risco de um resgate é sempre elevado.

Os serviços secretos americanos localizaram o refém na quinta-feira. O Comando Conjunto de Operações Especiais do Pentágono queria realizar a ação no dia seguinte. Na sexta-feira de manhã, o presidente Barack Obama aprovou a operação, com o apoio unânime de seus principais assessores, e ps EUA pediram autorização ao presidente do Iêmen.

Pelo relato dos altos funcionários do Pentágono, assim que o tiroteio começou, um militante da Caeda correu em direção ao prédio onde estariam os reféns, dentro de um complexo cercado por um muro alto. Naquele momento, eles devem ter sido mortos. Os americanos alegam que seus tiros não podem ser responsáveis pelas mortes porque havia um muro entre eles e o local onde estavam os reféns.

Um morreu no avião de resgate, um Ospreys V-22; o outro quando era operado no navio de assalto anfíbio USS Makin Island, estacionado na costa do Iêmen. Seis terroristas morreram na ação. Os comandos saíram ilesos. Pouco depois, a principal assessora antiterrorismo da Casa Branca, Lisa Monaco, revelou o fracasso ao presidente, que condenou a execução dos reféns.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Atirador que matou Ben Laden é identificado

O ex-soldado do comando de elite Seals (Focas) da Marinha dos Estados Unidos Robert O'Neill, de 38 anos, condecorado nas guerras do Afeganistão e do Iraque, foi apontado ontem como o homem que matou o líder terrorista Ossama ben Laden, no Paquistão, em 2 de maio de 2011. Ele foi identificado pelo sítio SOFREP, publicado por ex-colegas de forças de operações especiais descontentes, que o acusam de quebrar o código de honra que exige sigilo absoluto de seus integrantes

O'Neill, do estado de Montana, pretendia revelar sua identidade numa entrevista exclusiva à televisão americana Fox News. Ele serviu durante 15 anos no comando de elite Seals. Em 2009, participou da operação de resgate de um navio mercante capturado por piratas da Somália, episódio que virou o filme Capitão Phillips.

Naquela noite, O'Neill era o segundo na coluna de soldados que invadiu o esconderijo de Ben Laden. Em entrevista ao jornal The Washington Post, ele reafirmou ter desferido o tiro fatal na cabeça do líder da rede Al Caeda, mesmo admitindo que dois outros soldados atiraram, inclusive Mark Bissonnette, que contou sua versão do ataque no livro No Easy Day (Um dia que não foi fácil).

A quebra de sigilo gerou insatisfação nas Forças Armadas dos EUA. Em carta aos soldados das forças de operações especiais da Marinha em 31 de outubro de 2014, o comandante B. L. Losey, advertiu que um aspecto crítico da profissão é "não fazer propaganda nem buscar reconhecimento pelas ações. Não concordamos com o desrespeito egoísta e voluntarioso a nossos valores fundamentais em troca de notoriedade pública ou ganhos financeiros."

Foi em encontros privados com parentes de vítimas dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, alegou O'Neill, que ele decidiu revelar como Ben Laden foi morto. "As famílias me disseram que aquilo dava uma sensação de encerramento".

Em fevereiro de 2013, a revista Esquire publicou uma entrevista do repórter Phil Bronstein identificando O'Neill apenas como o Atirador.

Quando cinco soldados da tropa de elite Seals chegaram ao terceiro andar da principal casa do complexo, na cidade de Abotabade, no Paquistão, O'Neill era o segundo na fila. Quando Ben Laden apareceu na porta entrearberta, disse o soldado, o homem que estava na linha de frente disparou um tiro e errou.

"Passei por ele e entrei na sala", lembrou O'Neill. "Ali estava Ben Laden, de pé." Com seu equipamento de visão noturna, o soldado pode ver suas feições. "Naquele segundo, atirei duas vezes na testa dele. Ele caiu no chão diante da cama e eu o atingi de novo."

Como o crânio do terrorista foi rachado ao meio, O'Neill não teve dúvida: Ben Laden estava morto.