Uma milícia ligada ao governo e os rebeldes tuaregues entraram em choque na cidade de Kidal, no Norte do Mali, na quinta-feira, 21 de julho de 2016. Em dois dias, cerca de 20 pessoas morreram, noticiou a agência Reuters citando fontes médicas.
A violência explodiu dois dias depois que as duas partes haviam assinado um acordo de cessar-fogo na cidade.
Depois de um golpe de Estado em 21 de março de 2012, os tuaregues tomaram a maior parte do Norte do Mali em aliança com milícias jihadistas como Al Caeda no Magrebe Islâmico, provocando uma intervenção militar da França em janeiro de 2013, quando os rebeldes ameaçavam marchar até a capital, Bamako.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sábado, 23 de julho de 2016
terça-feira, 18 de agosto de 2015
ONU cria zona de segurança ao redor de cidade do Norte do Mali
A missão de paz das Nações Unidas no Mali vai criar uma zona de segurança de 20 quilômetros de raio ao redor da cidade de Kidal, no Norte do país, noticiou o sítio de notícias sul-africano News 24.
O objetivo é proteger a zona para impedir combates entre os rebeldes separatistas tuaregues, que lutam pela independência de um país que chamam de Azawade, na região do Sahel, ao sul do Deserto do Saara.
De acordo com um porta-voz do governo, os combates na área cessaram, mas pelo menos dez pessoas foram mortas na última onda de violência.
Os rebeldes do Movimento Nacional de Libertação de Azawade e a milícia pró-governamental Plataforma assinaram um acordo de paz em junho. Assim, o governo tenta pacificar o Norte do Mali para o Exército se concentrar na luta contra extremistas muçulmanos no Oeste do país.
O objetivo é proteger a zona para impedir combates entre os rebeldes separatistas tuaregues, que lutam pela independência de um país que chamam de Azawade, na região do Sahel, ao sul do Deserto do Saara.
De acordo com um porta-voz do governo, os combates na área cessaram, mas pelo menos dez pessoas foram mortas na última onda de violência.
Os rebeldes do Movimento Nacional de Libertação de Azawade e a milícia pró-governamental Plataforma assinaram um acordo de paz em junho. Assim, o governo tenta pacificar o Norte do Mali para o Exército se concentrar na luta contra extremistas muçulmanos no Oeste do país.
terça-feira, 7 de julho de 2015
Comandos de elite da França matam líder d'al Caeda no Norte da África
Uma força de operações especiais da França matou no Mali um líder da rede terrorista Al Caeda no Magrebe Islâmico, a região árabe do Norte da África. Ali Ag Wadossene era suspeito do sequestro do cidadão francês Serge Lazarevic.
No ataque, os comandos prenderam dois milicianos e mataram Wadossene na cidade de Kidal, no Norte do Mali, onde Al Caeda apoia os rebeldes tuaregues contra o governo central de Bamako.
Lazarevic foi sequestrado em 24 de novembro de 2011 em Hombouri, no Mali, e libertado em 9 de dezembro de 2014 pela Caeda no Magrebe, provavelmente depois do pagamento de resgate. Philippe Veddon, capturado no mesmo dia, foi executado com um tiro na cabeça em 10 de março de 2013.
No ataque, os comandos prenderam dois milicianos e mataram Wadossene na cidade de Kidal, no Norte do Mali, onde Al Caeda apoia os rebeldes tuaregues contra o governo central de Bamako.
Lazarevic foi sequestrado em 24 de novembro de 2011 em Hombouri, no Mali, e libertado em 9 de dezembro de 2014 pela Caeda no Magrebe, provavelmente depois do pagamento de resgate. Philippe Veddon, capturado no mesmo dia, foi executado com um tiro na cabeça em 10 de março de 2013.
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quarta-feira, 6 de novembro de 2013
Al Caeda no Magreb reivindica morte de franceses
A rede terrorista Al Caeda no Magreb Islâmico assumiu hoje a responsabilidade pela morte de dois jornalistas franceses da Rádio França Internacional sequestrados e mortos no Norte do Mali em 2 de novembro de 2013.
Claude Verlon e Ghislaine Dupont foram assassinados na cidade de Kidal depois de entrevistas um dos líderes das milícias islamitas que ocuparam o Norte do Mali há um ano e meio e foram alvo de uma intervenção militar francesa em 11 de janeiro deste ano.
Claude Verlon e Ghislaine Dupont foram assassinados na cidade de Kidal depois de entrevistas um dos líderes das milícias islamitas que ocuparam o Norte do Mali há um ano e meio e foram alvo de uma intervenção militar francesa em 11 de janeiro deste ano.
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Países vizinhos impõem sanções ao Máli
Durante reunião de emergência de três horas hoje de manhã em Dacar, no Senegal, a Comunidade Econômica da África Ocidental (Ecowas, do inglês) impôs uma série de sanções aos golpistas que tomaram o poder no Máli.
As medidas entram em vigor imediatamente. Elas incluem o fechamento das fronteiras e o congelamento dos bens do governo malinês no banco central regional. Parecem ser suficientes para sufocar a economia do país, que não tem saída para o mar. Também podem deixar no escuro os 15 milhões de habitantes do Máli por falta de óleo diesel para os geradores de eletricidade.
Os golpistas derrubaram o presidente Amadou Touré sob o argumento de que as Forças Armadas estão mal equipadas para enfrentar os rebeldes tuaregues que lutam pela independência de uma região que chamam de Azawade. No fim de semana, os rebeldes tomaram três cidades importantes do Norte do Máli; Kidal, Gao e Timbuktu.
Sob intensa pressão internacional, o líder golpista, capitão Amadou Sanogo, prometeu ontem reinstaurar a Constituição e devolver o poder aos civis.
As medidas entram em vigor imediatamente. Elas incluem o fechamento das fronteiras e o congelamento dos bens do governo malinês no banco central regional. Parecem ser suficientes para sufocar a economia do país, que não tem saída para o mar. Também podem deixar no escuro os 15 milhões de habitantes do Máli por falta de óleo diesel para os geradores de eletricidade.
Os golpistas derrubaram o presidente Amadou Touré sob o argumento de que as Forças Armadas estão mal equipadas para enfrentar os rebeldes tuaregues que lutam pela independência de uma região que chamam de Azawade. No fim de semana, os rebeldes tomaram três cidades importantes do Norte do Máli; Kidal, Gao e Timbuktu.
Sob intensa pressão internacional, o líder golpista, capitão Amadou Sanogo, prometeu ontem reinstaurar a Constituição e devolver o poder aos civis.
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