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sábado, 16 de maio de 2015

Comandos dos EUA matam líder do Estado Islâmico na Síria

Um comando de operações especiais dos Estados Unidos se infiltrou na região de Deir er-Zor, no Leste da Síria, e matou um dos principais comandantes do Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Abu Sayyaf, uma espécie de ministro das Finanças do califado, responsável pelas vendas de petróleo e gás da milícia, anunciou hoje o secretário da Defesa, Ash Carter noticiou o jornal The New York Times.

Foi a primeira operação terrestre de forças dos EUA desde que o país entrou na guerra contra o Estado Islâmico, em agosto de 2014, e a primeira ação de comandos na Síria desde a tentativa frustrada de libertar, em julho do ano passado, o jornalista americano James Foley. A Força Delta tomou uma refinaria no Norte do país, mas o jornalista não estava lá. Foley foi degolado no mês seguinte.

Agora, na versão oficial do secretário, mais de 20 comandos da Força Delta saíram de uma base no Iraque em helicópteros Black Hawk e aviões V-22 Osprey, que decolam e pousam verticalmente. Os comandos foram até a casa de Sayaf em Amir, a pouco mais de 30 quilômetros de Deir er-Zor, perto do campo de petróleo de Omar, que ele administrava.

Houve troca de tiros e combate corpo a corpo, mas nenhum soldado americano foi ferido, o que suscita dúvidas. Nos julgamentos sobre violações dos direitos humanos, quando só há mortos e feridos de um lado, presume-se que não houve confronto mas que uma força esmagadora massacrou o inimigo.

Pelo menos 12 milicianos do Estado Islâmico foram mortos. Alvo da operação, Abu Sayaf era tunisiano e aderiu a Al Caeda no Iraque em 2003 para combater a invasão americana. A mulher de Abu Sayyaf, Umm, foi presa e levada para interrogatório no Iraque. Uma jovem yazidi de 18 anos mantida como escrava sexual foi libertada, acrescentou Carter.

O Conselho de Segurança Nacional dos EUA declarou que o presidente Barack Obama autorizou por telefone pessoalmente a ação com o apoio unânime de seus assessores e negou qualquer coordenação com a ditadura de Bachar Assad.

A morte de Abu Sayyaf é um golpe importante no Estado Islâmico. Acontece no momento em que a milícia terrorista avança na província majoritariamente sunita de Ambar, no Iraque, onde ontem tomou a sede do governo provincial em Ramadi. Mas mostra que os serviços secretos estão conseguindo rastrear os líderes do EI.

Na Síria, o Estado Islâmico já controla o Norte da cidade histórica de Palmira, uma encruzilhada das culturas grega, romana, árabe e persa considerada patrimônio cultural da humanidade ameaçada de destruição pelos jihadistas, que tentam apagar todo o passado não muçulmano das regiões conquistadas.

sábado, 6 de dezembro de 2014

Al Caeda mata reféns em tentativa de resgate no Iêmen

Dois reféns, um americano e outro sul-africano, foram mortos pela rede terrorista Al Caeda na Península Arábica durante uma fracassada tentativa de resgate feita por comandos de elite dos Estados Unidos, admitiu hoje o secretário da Defesa americano, Chuck Hagel.

Quando o comando de operações especiais com 40 soldados estava a cerca de 100 metros do esconderijo, na madrugada deste sábado, os seqüestradores perceberam sua presença. Num tiroteio de meia hora, os reféns foram mortos. Um deles era o jornalista britânico naturalizado americano Luke Somers; o outro, o assistente social sul-africano Pierre Korkie.

A Casa Branca lamentou o fracasso da operação, mas alegou que não tinha alternativa porque os terroristas estavam decididos a matar Somers: "Eles iam executá-lo neste sábado", declarou um alto funcionário do governo dos EUA ao jornal The Wall St. Journal.

Depois da operação que matou Ossama ben Laden, em Abotabade, no Paquistão, em 2 de maio de 2011, as ações de comandos de elite se mostraram uma opção importante na luta contra o terrorismo. Mas o risco de um resgate é sempre elevado.

Os serviços secretos americanos localizaram o refém na quinta-feira. O Comando Conjunto de Operações Especiais do Pentágono queria realizar a ação no dia seguinte. Na sexta-feira de manhã, o presidente Barack Obama aprovou a operação, com o apoio unânime de seus principais assessores, e ps EUA pediram autorização ao presidente do Iêmen.

Pelo relato dos altos funcionários do Pentágono, assim que o tiroteio começou, um militante da Caeda correu em direção ao prédio onde estariam os reféns, dentro de um complexo cercado por um muro alto. Naquele momento, eles devem ter sido mortos. Os americanos alegam que seus tiros não podem ser responsáveis pelas mortes porque havia um muro entre eles e o local onde estavam os reféns.

Um morreu no avião de resgate, um Ospreys V-22; o outro quando era operado no navio de assalto anfíbio USS Makin Island, estacionado na costa do Iêmen. Seis terroristas morreram na ação. Os comandos saíram ilesos. Pouco depois, a principal assessora antiterrorismo da Casa Branca, Lisa Monaco, revelou o fracasso ao presidente, que condenou a execução dos reféns.