Duas bombas explodiram hoje no Leste de Bagdá, uma região predominantemente xiita, matando 22 pessoas e ferindo outras 50, noticiou a agência Reuters citando fontes policiais.
No primeiro ataue, um terrorista suicida detonou os explosivos amarrados junto ao corpo dentro de um restaurante na Nova Bagdá, matando 12 pessoas. O segundo ataque foi num mercado público do bairro de Charka. Dez pessoas morreram.
Os atentados acontecem no momento em que o governo iraquiano se prepara para suspender o toque de recolher noturno na capital do país em vigor há 10 anos a partir da meia-noite de hoje.
No Norte do país, os Estados Unidos e seus aliados fazem desde setembro de 2014 uma guerra aérea contra a milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, enquanto Exército do Iraque, guerrilheiros curdos e milícias xiitas combatem no solo.
Desde ontem, as forças aéreas lideradas pelos EUA fizeram 15 ataques ao Estado Islâmico no Iraque e 11 na Síria, inclusive em nove alvos na região da cidade curda de Kobane, junto à fronteira com a Turquia. No Iraque, foram alvos as cidades de Kaim, Kirkuk, Makhmur, Mossul e Tal Afar.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sábado, 7 de fevereiro de 2015
sábado, 3 de janeiro de 2015
Arábia Saudita vai reabrir embaixada no Iraque
Uma delegação diplomática da Arábia Saudita viaja na próxima semana para Bagdá para preparar a reabertura da embaixada no Iraque depois de 25 anos, anunciou hoje a agência oficial de notícias saudita. Também será aberto um consulado em Arbil.
A Arábia Saudita rompeu relações com o Iraque em 1990, depois que o ditador Saddam Hussein invadiu e anexou o Kuwait, e participou da guerra liderada pelos Estados Unidos para libertar o Kuwait em 1991.
O reatamento pleno de relações com o Iraque faz parte de uma ofensiva diplomática saudita para contrabalançar o poderio e a influência crescentes do Irã. A República Islâmica ganhou com a ascensão da maioria xiita iraquiana depois da segunda invasão americana, em 2003.
Há hoje uma conflagração no Oriente Médio opondo sunitas e xiitas que vai do Mar Mediterrâneo ao leste de Bagdá, além da ameaça renovada do extremismo muçulmano no Estado Islâmico do Iraque e do Levante, visto como inimigo tanto por sauditas quanto pelos aiatolás que governam o Irã. É um desafio radical que contesta a legitimidade dos regimes de inspiração religiosa.
A Arábia Saudita rompeu relações com o Iraque em 1990, depois que o ditador Saddam Hussein invadiu e anexou o Kuwait, e participou da guerra liderada pelos Estados Unidos para libertar o Kuwait em 1991.
O reatamento pleno de relações com o Iraque faz parte de uma ofensiva diplomática saudita para contrabalançar o poderio e a influência crescentes do Irã. A República Islâmica ganhou com a ascensão da maioria xiita iraquiana depois da segunda invasão americana, em 2003.
Há hoje uma conflagração no Oriente Médio opondo sunitas e xiitas que vai do Mar Mediterrâneo ao leste de Bagdá, além da ameaça renovada do extremismo muçulmano no Estado Islâmico do Iraque e do Levante, visto como inimigo tanto por sauditas quanto pelos aiatolás que governam o Irã. É um desafio radical que contesta a legitimidade dos regimes de inspiração religiosa.
domingo, 6 de abril de 2008
Combate na Cidade de Sader mata 20 no Iraque
Um violento combate as forças de segurança do Iraque, apoiadas pelos Estados Unidos, e o Exército Mehdi, a milícia do aiatolá Muktada al-Sader, causou a morte de pelo menos 20 pessoas na Cidade de Sader, um bairro xiita da periferia sul de Bagdá.
Depois da fracassada ofensiva do governo há duas semanas, Al-Sader ordenou a saída de seus milicianos das ruas.
Mas a tensão voltou a crescer nos últimos dias, quando o aiatolá rebelde convocou uma grande manifestação de protesto contra a ocupação americana, que chamou de Passeta do Milhão, para a próxima quarta-feira, 9 de abril, quinto aniversário da queda do ditador Saddam Hussein.
Depois da fracassada ofensiva do governo há duas semanas, Al-Sader ordenou a saída de seus milicianos das ruas.
Mas a tensão voltou a crescer nos últimos dias, quando o aiatolá rebelde convocou uma grande manifestação de protesto contra a ocupação americana, que chamou de Passeta do Milhão, para a próxima quarta-feira, 9 de abril, quinto aniversário da queda do ditador Saddam Hussein.
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