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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Grandes potências anunciam trégua na Síria em uma semana

Os Estados Unidos e a Rússia anunciaram hoje em Munique, na Alemanha, um cessar-fogo dentro de uma semana na guerra civil da Síria, o que dá à ditadura de Bachar Assad uma chance de fortalecer sua posição. Com o acordo, o secretário de Estado americano, John Kerry, prometeu o envio imediato de ajuda às populações sitiadas.

Os grupos rebeldes jihadistas Estado Islâmico do Iraque e do Levante e Frente al-Nusra não participam da trégua. Isso significa que podem ser atacados. Observadores temem que a Rússia use isso como pretexto para atacar outros grupos rebeldes, como fez até agora.

As negociações sobre a paz na Síria deveria ter começado no início do mês, mas os rebeldes moderados que participam do diálogo exigiram o fim dos bombardeios aéreos da Rússia e do cerco a regiões dominadas pelos rebeldes.

No momento, as negociações estão marcadas para 25 de fevereiro. Sem uma trégua efetiva, provavelmente serão adiadas mais uma vez.

Desde 30 de setembro de 2015, sob o pretexto de combater o Estado Islâmico, a Rússia intervém militarmente para sustentar o regime do aliado Bachar Assad, que estava à beira do colapso. Mas pouco ataca o Estado Islâmico. Sob a cobertura aérea russa, forças iranianas e a milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus) lideram a ofensiva terrestre.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Israel bombardeia Síria em retaliação a ataque de foguetes

A Força Aérea de Israel atacou hoje quatro alvos na Síria depois que quatro foguetes de território sírio atingiram hoje o Norte de Israel nas regiões da Galileia e das Colinas do Golã, noticiou o jornal israelense Haaretz.

Os estrategistas israelenses acreditam que a milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus) se considera fortalecida pelo acordo nuclear das grandes potências mundiais com seu patrocinador, a República Islâmica do Irã.

Desde o início da guerra civil na Síria, em março de 2011, Israel bombardeou a Síria várias vezes, principalmente para destruir carregamentos de armas destinadas ao Hesbolá, que luta ao lado da ditadura de Bachar Assad.

sábado, 8 de agosto de 2015

Força Aérea bombardeia três províncias da Síria

A Força Aérea da Síria bombardeou hoje uma área próxima à cidade de Hassaka, na província do mesmo nome, e outros alvos nas províncias de Idlibe e de Latakia, revelou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental de oposição que monitora a guerra civil no país.

Houve combates entre forças leais à ditadura de Bachar Assad e rebeldes islamitas ao redor de Tablissa, na província de Homs. Na província de Rif Dimachk, as tropas governistas têm o reforço da milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus) na luta contra jihadistas em Daraia e Zabdani.

Os combates recomeçaram no distrito de Jobar, em Damasco, a capital síria. Na província de Alepo, houve choques entre o governo e os islamitas em Rachdin, Sakur e Jamia al-Zahrá.

Na vila de Om Hosh, foi o Estado Islâmico do Iraque e do Levante que atacou outros grupos extremistas muçulmanos.

A intensificação dos combates indica que o governo sírio tenta melhorar suas posições no campo de batalha enquanto uma grande atividade diplomática negocia uma saída para a guerra civil que matou mais de 230 mil pessoas nos últimos quatro anos e cinco meses.

domingo, 18 de janeiro de 2015

Israel mata comandante do Hesbolá

Um ataque de mísseis de um helicóptero do Exército de Israel contra uma caravana de veículos na Síria matou seis membros da milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá, o Partido de Deus, inclusive o comandante Jihad Mughnia, filho do comandante Imad Mughnia, morto em 2008 pelo serviço secreto israelense Mossad com a colaboração de vários países árabes.

Um alto funcionário de Israel acusou a milícia de estar planejando ataques contra Israel. Aliado do Irã, o Hesbolá luta ao lado da ditadura de Bachar Assad na guerra civil síria. Ha três dias, o líder do grupo, xeque Hassan Nasrallah, denunciou os bombardeios israelenses à Síria como atos de agressão que devem respondidos.

sábado, 27 de setembro de 2008

Carro-bomba mata 17 na capital da Síria

Um carro-bomba com 200 quilos de explosivos matou pelo menos 17 pessoas hoje em Damasco. O terceiro grande atentado em menos de um ano na Síria, governada com dureza por uma ditadura militar, ocorreu perto de um santuário xiita e de um posto policial no caminho do aeroporto da capital.

Nenhum grupo reivindicou a autoria do atentado. As autoridades sírias suspeitas de extremistas muçulmanos salafistas ligados ideologicamente à rede Al Caeda.

O governo sírio apóia a milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus) e abriga a direção política do Movimento de Resistência Islâmica, o Hamas. Mas massacrou um levante dos seus fundamentalistas na cidade de Hama, em 2 de fevereiro de 1982, matando entre 10 e 25 mil pessoas.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Morre homem que expulsou os EUA do Líbano

A explosão de uma bomba em seu carro matou em Damasco, na Síria, nesta quarta-feira Imad Mughnia, o mais procurado dos comandantes da milícia fundamentalista libanesa Hesbolá, o Partido de Deus xiita.

Entre outros atentados terroristas, Mughnia era acusado de ser o responsável pela expulsão dos Estados Unidos do Líbano em 1983, acabando com uma intervenção militar na guerra civil libanesa ordenada pelo então presidente Ronald Reagan.

Um caminhão-bomba enviado por ele destruiu o quartel-general dos fuzileiros navais americanos em Beirute, matando 241 soldados americanos. Reagan chamou os sobreviventes de volta para casa.

Também atacou a Legião Estrangeira da França, matando 58 militares. E a França caiu fora.

Foi denunciado pela Argentina pelos atentados contra a embaixada israelense em Buenos Aires, matando 29 pessoas em 1992, e contra AMIA, a sociedade israelita argentina, que deixou 84 mortos, em 1994.

Seus partidários o descreveram como mártir e acusaram Israel. Em entrevista, um ex-diretor do Mossad, o serviço secretro israelense, que virou deputado declarou que esse é um bom dia para a humanidade.

As maiores suspeitas recaem sobre o Mossad. Mughnia estava na lista. Um dia foi encontrado e executado. O assassinato seletivo é uma das técnicas usadas por Israel na guerra contra seus inimigos árabes.

O assassinato político é uma das formas de terrorismo ou intimidação. As principais formas de ação terrorista são o assassinato seletivo, o seqüestro e a explosão de bombas, o assassinato em massa. Mas a questão central é a legitimidade do alvo.

Atacar o quartel-general de uma força de intervenção estrangeira pode ser considerado um ato de guerra legítimo, de autodefesa. Mas atentados contra transportes públicos, bares e restaurantes e quaisquer civis inocentes são claramente contrários a qualquer princípio de direito. É o terror.

Mughnia era um guerreiro feroz e morre como herói. Usava o terror como arma e ontem chegou sua vez.