O ex-ministro da de Defesa do Iraque Ali Hassan al-Majid, primo e assessor do ditado Saddam Hussein mais conhecido como Ali Químico, foi enforcado hoje, uma semana depois de ser condenado pela morte pela quarta vez na semana passada, pelo massacre de 6 mil pessoas com armas químicas em Halabja, a Hiroxima curda, em março de 1988.
Ali Químico também foi condenado à morte pelo genocídio de 180 mil curdos na Operação Anfal, nos anos 80, e por matanças de xiitas em 1991 e 1999.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
quarta-feira, 5 de setembro de 2007
Ali Químico será enforcando em 30 dias
O ex-dirigente iraquiano Ali Hassan al-Majid, conhecido como Ali Químico pelos ataques com armas químicas que lançou sobretudo contra a minoria curda, será enforcado dentro de 30 dias. Ele e outros dois altos funcionários da ditadura de Saddam Hussein tiveram seus recursos negados ontem por um tribunal de apelações no Iraque e devem ser mesmo executados.
terça-feira, 9 de janeiro de 2007
Saddam mandou exterminar curdos
O ex-ditador iraquiano Saddam Hussein e seu primo Ali Hassan al-Majid, apelidado de Ali Químico, discutiram o extermíno de milhares de curdos com armas químicas em 1988, antes do ataque contra Halabja, revelou uma gravação apresentada ontem num tribunal do Iraque
Nove dias depois de Saddam ser enforcado pelo massacre de 148 xiitas em 1982, o lugar do ex-ditador no banco dos réus estava vazio. Mas Ali Químico e outros funcionários do partido Baath enfrentam o julgamento pelos crime cometidos na Operação Anfal (Despojos de Guerra), na região curda, no Norte do Iraque.
"Vou atacá-los com armas químicas e matar todos eles", diz uma voz identificada pelo procurador como Majid. "Quem vai dizer alguma coisa: a comunidade internacional? Dane-se a comunidade internacional", continuou.
"Sim, é eficaz, especialmente naqueles que não colocarem uma máscara imediamente, entende", diz outra voz, identificado como de Saddam.
"Extermina milhares?", pergunta Ali.
"Sim, extermina milhares e os força a não beber e nem comer. Eles terão de evacuar suas casas sem levar nada, então finalmente podemos nos livrar deles", acrescentou Saddam.
Os procuradores acreditam que 180 mil curdos foram mortos na Operação Anfal.
Nove dias depois de Saddam ser enforcado pelo massacre de 148 xiitas em 1982, o lugar do ex-ditador no banco dos réus estava vazio. Mas Ali Químico e outros funcionários do partido Baath enfrentam o julgamento pelos crime cometidos na Operação Anfal (Despojos de Guerra), na região curda, no Norte do Iraque.
"Vou atacá-los com armas químicas e matar todos eles", diz uma voz identificada pelo procurador como Majid. "Quem vai dizer alguma coisa: a comunidade internacional? Dane-se a comunidade internacional", continuou.
"Sim, é eficaz, especialmente naqueles que não colocarem uma máscara imediamente, entende", diz outra voz, identificado como de Saddam.
"Extermina milhares?", pergunta Ali.
"Sim, extermina milhares e os força a não beber e nem comer. Eles terão de evacuar suas casas sem levar nada, então finalmente podemos nos livrar deles", acrescentou Saddam.
Os procuradores acreditam que 180 mil curdos foram mortos na Operação Anfal.
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