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terça-feira, 26 de março de 2019

Presidente do Irã ataca Trump por reconhecer soberania de Israel sobre Colinas do Golã

O presidente do Irã, Hassan Rouhani, criticou duramente o presidente Donald Trump por os Estados Unidos reconheceram a soberania de Israel sobre as Colinas do Golã, ocupadas durante a Guerra dos Seis Anos, em 1967, e anexadas em 1981 à revelia do direito internacional, que proíbe a guerra de conquista. As colônias pertenciam à Síria.

"Ninguém poderia imaginar que uma pessoa nos EUA viesse e desse terras de uma nação para um país ocupante, contra o direito e as convenções internacionais", declarou Rouhani. "É uma ação sem precedentes."

A Agência de Notícias República Islâmica citou o vice-primeiro-ministro e ministro do Exterior e dos Expatriados da Síria, Walid Moallem, para dizer que a decisão do presidente americano não muda a situação das Colinas do Golã.

Trump mudou uma política de décadas que previa que o status do território árabe ocupado seria definido em negociações de paz entre Israel e a Síria. Fez o anúncio no Twitter na quinta-feira passada e oficializou o reconhecimento ontem na Casa Branca, ao lado do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Três palestinos morrem em choques com forças de segurança de Israel

Hoje foi o oitavo dia de fúria contra a decisão do presidente Donald Trump de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel. Pelo menos três palestinos foram mortos e outros 260 saíram feridos de confrontos com as forças de segurança israelense na fronteira da Faixa de Gaza e na Cisjordânia ocupada, inclusive no setor árabe de Jerusalém, noticiou o jornal liberal israelense Haaretz citando como fonte o Ministério da Saúde palestino.

Milhares de palestinos participaram dos protestos. De acordo com as Forças de Defesa de Israel, cerca de 3,5 mil palestinos se manifestaram em nove locais junto à fronteira de casa, onde fizeram barricadas de fogo com pneus e atiraram pedras nos soldados e policiais. Dois palestinos, Yasser Sukar, de 23 anos, e Ibrahim Abu Thuraya, de 29, foram mortos lá.

Outros 2,5 mil protestaram na Cisjordânia, onde morreu Mustafá Bassel, de 29 anos. Milhares de árabes israelenses se manifestaram na cidade de Sakhnin, no Norte de Israel, onde o prefeito árabe "agradeceu a Trump por colocar a questão palestina na agenda internacional. O Leste de Jerusalém é uma cidade árabe e palestina, e será capital do Estado da Palestina."

Em Gaza, ao festejar os 30 anos de fundação do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), seu líder, Ismail Haniya, declarou que "o levante contra a contra a decisão de Trump causou fissuras na posição dos Estados Unidos e isolou seu governo.

"Estamos agindo para revogar a decisão de Trump e vamos derrubá-la de uma vez por todas. A decisão de Trump é mais perigosa do que a Declaração de Balfour", comentou Haniya, lembrando a promessa feita pelo Império Britânico em 1917, durante a Primeira Guerra Mundial, de criar uma pátria para o povo judeu no território histórico da Palestina.

"Estamos agindo com elementos islamistas árabes para transformar toda sexta-feira num dia de fúria por Jerusalém e exacerbar os protestos contra a decisão de Trump", desafiou o líder do Hamas.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Carter aconselha Obama para reconhecer a Palestina

Ainda existe uma chance escassa para uma paz no Oriente Médio baseada na coexistência pacífica de dois estados no território histórico da Palestina. Diante das tentativas do governo linha-dura de Israel de anexar a Cisjordânia, o ex-presidente Jimmy Carter recomendou ao presidente Barack Obama que os Estados Unidos reconheçam a independência da Palestina antes da posse de Donald Trump, em 20 de janeiro de 2017.

Em artigo no jornal The New York Times, Carter aconselha Obama a seguir o exemplo de outros 137 países que reconheceram a independência da Palestina, entre eles o Brasil, para que o país passe a ser membro pleno das Nações Unidas.

"Lá em 1978, durante meu governo, o primeiro-ministro de Israel, Menachen Begin, e o presidente do Egito, Anuar Sadat, assinaram os acordos de paz de Camp David", lembrou Carter. "Os acordos foram baseados na Resolução 242 do Conselho de Segurança da ONU, aprovada depois da Guerra dos Seis Dias, em 1967.

"As palavras-chaves foram 'a inadmissibilidade de conquista de território através da guerra e a necessidade de trabalhar por uma paz justa e duradoura no Oriente Médio na qual todo estado da região possa viver em segurança' e 'na retirada das Forças Armadas de Israel dos territórios ocupados no conflito recente'."

O processo de paz no Oriente Médio iniciado pela Conferência de Madri, em 1991, usaria nos acordos de Oslo a mesma fórmula de devolução dos territórios ocupados em troca de paz e segurança. Mas o processo foi interrompido pelo assassinato do primeiro-ministro Yitzhak Rabin, em novembro de 1995, e a ascensão do primeiro-ministro linha-dura Benjamin Netanyahu, no ano seguinte.

Carter elogia declaração de Obama em 2009 exigindo o congelamento total da colonização dos territórios árabes ocupados, sem mudar o comportamento do governo israelense. Em 2011, o atual presidente afirmou que os dois estados deveriam ter como base as fronteiras anteriores à guerra de 1967.

Hoje são 4,5 milhões de palestinos vivendo sob a ocupação militar de Israel, sem qualquer direito à cidadania, enquanto 600 mil colonos gozam de plenos direitos garantidos pela legislação israelense. O risco, adverte Carter, é que essa discriminação mine a democracia em Israel.

Com o reconhecimento da independência da Palestina pelos EUA, acrescenta o ex-presidente, o Conselho de Segurança da ONU estabeleceria os parâmetros para um acordo de paz definitivo, "reafirmando a ilegalidade de todos os assentamentos israelenses além das fronteiras de 1967

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Vaticano reconhece a independência da Palestina

Em uma nova iniciativa surpreendente do papa Francisco, o Vaticano anunciou hoje ter chegado a um acordo com o "Estado da Palestina", reconhecendo assim sua independência, o que irritou Israel. O tratado deve ser assinado "num futuro próximo".

A primeira oportunidade será na visita do presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, ao Vaticano no sábado, véspera da canonização de duas freiras palestinas. O tratado sobre as atividades da Igreja Católica nos territórios palestinos será o primeiro documento escrito em que a Santa Sé reconhece a Palestina como um país independente.

O Vaticano já tratava a Palestina como um Estado Nacional independente desde novembro de 2012, quando a Palestina foi aceita como observadora nas Nações Unidas, disse o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi.

"Há uma continuidade coerente", afirmou Lombardi em entrevista à televisão americana CNN. "Obviamente, este é um acordo internacional com o Estado da Palestina, então reafirma o reconhecimento."

É um momento crítico para a causa nacional palestina. Israel acaba de formar um novo governo direitista. Sob pressão do partido de ultradireita Casa Judaica, que não aceita a criação de uma Palestina independente, o primeiro-ministro linha-dura Benjamin Netanyahu prometeu ceder aos colonos israelenses o direito de construir e ampliar novas colônias na Cisjordânia ocupada.

Seu líder, Naftali Bennett, é contra a solução com dois países, Israel e a Palestina, convivendo lado a lado. Hoje, 135 dos 193 países-membros da ONU reconhecem a independência da Palestina, que na pratica fica mais distante.

Desde que foi eleito papa em março de 2003, Francisco pressionou as potências ocidentais a não bombardear a Síria, acolheu os homossexuais na Igreja, irritou a Turquia ao reconhecer como genocídio a matança de 1,5 milhão armênios em 1915-16, durante a Primeira Guerra Mundial e ajudou nas negociações de bastidores que levaram ao reatamento entre os EUA e Cuba.

Em junho de 2004, o papa recebeu Abbas e o ex-presidente de Israel Shimon Peres para um momento de oração em Roma. Recentemente, Francisco protestou contra a perseguição aos cristãos pelo Estado Islâmico do Iraque e do Levante.

Para Candida Moss, professora de história do cristianismo na Universidade de Notre Dame, nos EUA, o reconhecimento da Palestina ajuda a chamar a atenção para a ameaça aos cristãos no Oriente Médio: "A defesa de grupos marginalizados é uma parte central deste papado, então é totalmente esperado que Francisco aproveitasse esta oportunidade para expressar solidariedade aos marginalizados do Oriente Médio."

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Assembleia Nacional da França reconhece independência da Palestina

Em votação simbólica, por 339 a 151 votos, a Assembleia Nacional recomendou ao governo da França o reconhecimento da Palestina como um Estado Nacional, a exemplo do que fizeram os parlamentos da Espanha e do Reino Unido, diante da estagnação do processo de paz entre Israel e os palestinos.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, havia advertido de que seria um grave erro aprovar a criação de um país palestino antes de um acordo de paz com Israel. Mas manobra para estender indefinidamente as negociações enquanto a colonização dos territórios ocupados na Guerra dos Seis Dias, em 1967, avança, numa política de "fato consumado".

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

EUA reconhecem rebeldes como representantes da Síria

O presidente Barack Obama anunciou hoje que os Estados Unidos reconhecem oa Coalizão Nacional Síria (CNS) como legítimos representante do país e não mais a ditadura de Bachar Assad. A França e o Reino Unido já haviam declarado apoio a esta aliança oposicionista, que exclui os islamitas radicais como a Frente Nusra, uma extensão d'al Qaeda no Iraque que participa ativamente da guerra civil síria.

A CNS foi criada sob medida para receber o apoio dos países ocidentais. É uma tentativa de criar um embrião de um governo provisório para assumir o controle do país na era pós-Assad, evitando que a Síria caia nas mãos de extremistas muçulmanos.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Israel retalia autorizando expansão das colônias

Em resposta à votação da Assembleia-Geral das Nações Unidas elevando o status da Palestina para Estado não membro, o governo de Israel aprovou ontem à noite a construção de mais 3 mil moradias no Leste de Jerusalém e no resto da Cisjordânia, um dos territórios ocupados desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967.

"É um novo desafio do governo israelense", protestou Saeb Erekat, o principal negociador palestino. "No momento em que a liderança palestina tenta salvar a solução baseada em dois países, Israel faz tudo para destruí-la".

O novo assentamento vai isolar Belém e Ramalá de Jerusalém, tornando inviável a criação de um país palestino com território contíguo na Cisjordânia, observa o jornal The New York Times.

A Europa e os Estados Unidos condenaram a ação ilegal do governo direitista israelense. A Carta da ONU proíbe a guerra de conquista, a colonização e a anexão de territórios ocupados militarmente.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

ONU deve reconhecer hoje Estado palestino

A Assembleia Geral das Nações Unidas vota hoje à noite para reconhecer hoje a Palestina como um país independente não associado à organização, com status de observador. Os Estados Unidos não têm direito de veto sobre essa decisão.

Em retaliação, os EUA e Israel ameaçam reter fundos da Autoridade Nacional Palestina, que governa parte da Cisjordânia ocupada. Mas o enfraquecimento ainda maior da ANP favorece o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), que cada vez mais se firma como principal representante do povo palestino.

Pelo menos 15 países europeus, inclusive a França, membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, devem votar a favor. O Brasil e a América Latina devem apoiar em peso a reivindicação palestina

A votação na Assembleia Geral, hoje com 193 países-membros, acontece exatamente 65 anos depois que a Resolução 181 aprovou a divisão da Palestina para a criação de dois estados nacionais independentes, um árabe e um judaico, lembra a agência Reuters.

Desde os anos 70, a Organização para a Libertação da Palestina tinha status de entidade observadora na ONU. Ao elevar seu status para país não membro é implicitamente reconhecida como estado nacional e pode se associar a todo o sistema Nações Unidas, inclusive à Corte Internacional de Justiça, com sede em Haia, na Holanda, onde pode denunciar os abusos da ocupação israelense.