Diante do virtual colapso das negociações da conferência de paz conhecida como Genebra II, a Arábia Saudita resolveu fornecer mísseis antiaéreos e antitanque aos rebeldes que lutam contra a ditadura de Bachar Assad, revelou The Wall St. Journal, o jornal mais vendido nos Estados Unidos.
São armas sofisticadas como equipamentos portáteis de defesa antiaérea chineses, com mísseis terra-ar disparados do ombro, e mísseis antitanque guiados terra-terra russos. Se fornecidas em grande quantidade, podem neutralizar a superioridade militar do governo sírio, que possui helicópteros e aviões de combate.
Os Estados Unidos relutam em armar os rebeldes temendo que as armas caiam nas mãos de extremistas muçulmanos. A Arábia Saudita está mais preocupada em evitar uma vitória de Assad, apoiado pelo irã.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
Mostrando postagens com marcador conferência de paz. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador conferência de paz. Mostrar todas as postagens
sábado, 15 de fevereiro de 2014
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
Governo sírio participa de nova rodada de negociações
A ditadura de Bachar Assad confirmou hoje que vai participar da segunda rodada de negociações da conferência de paz Genebra II sobre a paz na Síria.
Hoje começou a operação para resgatar mulheres e crianças do centro histórico da cidade de Homs, sitiada pelas forças governamentais. Foi acertada uma trégua de três dias para permitir a operação.
Hoje começou a operação para resgatar mulheres e crianças do centro histórico da cidade de Homs, sitiada pelas forças governamentais. Foi acertada uma trégua de três dias para permitir a operação.
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
Negociação de paz sobre Síria começa sem esperança
O governo e os rebeldes da Síria devem se reunir a partir de sexta-feira em Genebra, na Suíça, para discutir a paz na violenta guerra civil que, em dois anos e dez meses, matou mais de 100 mil pessoas de acordo com as Nações Unidas, 130 mil pelos cálculos do Observatório Sírio dos Direitos Humanos, anunciou o secretário-geral da ONU, Ban Ki Moon, no fim do primeiro dia de uma conferência de paz realizada em Montreux, também na Suíça.
"Depois de quase três dolorosos anos de conflito e sofrimento na Síria, hoje é um dia de esperança frágil, mas real", declarou Ban Ki Moon na abertura do encontro. "Pela primeira vez, o governo, a oposição, os países da região e uma ampla representação da comunidade internacional estão reunidos para buscar uma solução política para a morte e a destruição que são hoje a realidade terrível da vida na Síria."
Mais de 2,3 milhões de sírios fugiram do país. Outros 6,5 milhões e meio de sírios fugiram de casa, mas estão no país. Mais de 9,3 milhões precisam de ajuda humanitária.
Ban propôs que as negociações retomam as bases da primeira proposta de paz, formulada pelo ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan: cessar-fogo, diálogo nacional, libertação de todos os presos políticos, eleições e formação de um governo de transição. O mediador agora é o ex-ministro do Exterior da Argélia Lakhdar Brahimi.
Na mesa de negociações, os dois lados só trocaram ataques. O ministro do Exterior sírio, Walid Muallem, limitou-se a pedir ajuda para "combater o terrorismo", termo que a ditadura de Bachar Assad usa para se referir a toda e qualquer oposição, questionando o propósito da conferência.
O secretário de Estado americano, John Kerry, lamentou há pouco que "todas as partes menos uma" presentes à conferência de paz endossaram os termos da proposta anterior, chamada de Genebra I. Os EUA, a União Europeia e a rebelde Coalizão Nacional Síria exigem a saída de Assad como precondição para um acordo de paz. Por discordar, o Irã foi desconvidado na última hora, diante da ameaça dos rebeldes de não comparecerem.
Kerry revelou que os presidentes Barack Obama e Vladimir Putin, da Rússia, conversaram ontem por telefone e instruíram seus chanceleres a insistir nas negociações de paz. "Negociações tomam tempo", resignou-se o secretário de Estado. "O fardo sobre a Jordânia e o Líbano está aumentando. Esta crise está piorando, não melhorando."
"Depois de quase três dolorosos anos de conflito e sofrimento na Síria, hoje é um dia de esperança frágil, mas real", declarou Ban Ki Moon na abertura do encontro. "Pela primeira vez, o governo, a oposição, os países da região e uma ampla representação da comunidade internacional estão reunidos para buscar uma solução política para a morte e a destruição que são hoje a realidade terrível da vida na Síria."
Mais de 2,3 milhões de sírios fugiram do país. Outros 6,5 milhões e meio de sírios fugiram de casa, mas estão no país. Mais de 9,3 milhões precisam de ajuda humanitária.
Ban propôs que as negociações retomam as bases da primeira proposta de paz, formulada pelo ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan: cessar-fogo, diálogo nacional, libertação de todos os presos políticos, eleições e formação de um governo de transição. O mediador agora é o ex-ministro do Exterior da Argélia Lakhdar Brahimi.
Na mesa de negociações, os dois lados só trocaram ataques. O ministro do Exterior sírio, Walid Muallem, limitou-se a pedir ajuda para "combater o terrorismo", termo que a ditadura de Bachar Assad usa para se referir a toda e qualquer oposição, questionando o propósito da conferência.
O secretário de Estado americano, John Kerry, lamentou há pouco que "todas as partes menos uma" presentes à conferência de paz endossaram os termos da proposta anterior, chamada de Genebra I. Os EUA, a União Europeia e a rebelde Coalizão Nacional Síria exigem a saída de Assad como precondição para um acordo de paz. Por discordar, o Irã foi desconvidado na última hora, diante da ameaça dos rebeldes de não comparecerem.
Kerry revelou que os presidentes Barack Obama e Vladimir Putin, da Rússia, conversaram ontem por telefone e instruíram seus chanceleres a insistir nas negociações de paz. "Negociações tomam tempo", resignou-se o secretário de Estado. "O fardo sobre a Jordânia e o Líbano está aumentando. Esta crise está piorando, não melhorando."
terça-feira, 21 de janeiro de 2014
Conselho Nacional Sírio abandona conferência de paz
Em mais um golpe contra a conferência de paz convocada pelos Estados Unidos e a Rússia, o Conselho Nacional Sírio, o maior grupo de oposição do país no exterior, anunciou hoje que está deixando a Coalizão Nacional Síria em protesto contra a negociação prevista para começar amanhã, em Montreux, na Suíça.
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
ONU retira convite ao Irã para conferência sobre Síria
Sob pressão dos Estados Unidos e da Coalizão Nacional Síria, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki Moon, retirou o convite para que o Irã participe da conferência sobre a paz na Síria que começa nesta quarta-feira em Genebra, na Suíça.
Os EUA e seus aliados na oposição síria querem que a conferência crie condições para uma "transição" na Síria. Isso exige a saída do ditador Bachar Assad. O Irã, aliado de Assad, se recusou a aceitar precondições.
Em entrevista divulgada no domingo, Assad manifestou a intenção de concorrer à reeleição. Não tem a menor intenção de deixar o poder.
Os EUA e seus aliados na oposição síria querem que a conferência crie condições para uma "transição" na Síria. Isso exige a saída do ditador Bachar Assad. O Irã, aliado de Assad, se recusou a aceitar precondições.
Em entrevista divulgada no domingo, Assad manifestou a intenção de concorrer à reeleição. Não tem a menor intenção de deixar o poder.
EUA mandam desconvidar Irã para conferência de paz
Os Estados Unidos estão pressionando as Nações Unidas a retirar o convite para que o Irã participe da conferência sobre a paz na Síria chamada de Genebra II, que começa nesta quarta-feira na cidade suíça. A alegação americana é que a república islâmica não concordou com um dos princípios básicos da conferência, que é criar um governo de transição na Síria.
Ao fazer o convite ontem, o secretário-geral da ONU, Ban Ki Moon, reafirmou que esta é uma das prioridades da conferência de paz. Uma visita do ministro do Exterior iraniano ao ditador sírio, Bachar Assad, foi vista como uma confirmação do apoio do regime fundamentalista do Irã.
Em conserva com Ban, o secretário de Estado americano, John Kerry, insistiu que o Irã só deve participar se aceitar publicamente as bases da conferência. A dois dias do início da conferência, a exigência dos EUA a da oposicionista Coalizão Nacional Síria ameaça a própria realização do encontro.
"Não é possível nenhuma solução enquanto Assad não deixar o poder", insistiu Kerry. Em entrevista concedida ontem, o ditador sírio repetiu sua proposta de que a conferência deve se concentrar no "combate ao terrorismo". Na sua opinião, "nenhum processo político é possível enquanto continuar o terrorismo", palavra que ele usa para desqualificar toda e qualquer oposição.
O ultimato dado pela oposição síria aceitável pelo Ocidente se esgota as 17h de hoje, pelo horário de Brasília. Portanto, o Irã tem menos de uma hora para se decidir. A Coalizão Nacional Síria deve anunciar em seguida se participa ou não de Genebra II.
Ao fazer o convite ontem, o secretário-geral da ONU, Ban Ki Moon, reafirmou que esta é uma das prioridades da conferência de paz. Uma visita do ministro do Exterior iraniano ao ditador sírio, Bachar Assad, foi vista como uma confirmação do apoio do regime fundamentalista do Irã.
Em conserva com Ban, o secretário de Estado americano, John Kerry, insistiu que o Irã só deve participar se aceitar publicamente as bases da conferência. A dois dias do início da conferência, a exigência dos EUA a da oposicionista Coalizão Nacional Síria ameaça a própria realização do encontro.
"Não é possível nenhuma solução enquanto Assad não deixar o poder", insistiu Kerry. Em entrevista concedida ontem, o ditador sírio repetiu sua proposta de que a conferência deve se concentrar no "combate ao terrorismo". Na sua opinião, "nenhum processo político é possível enquanto continuar o terrorismo", palavra que ele usa para desqualificar toda e qualquer oposição.
O ultimato dado pela oposição síria aceitável pelo Ocidente se esgota as 17h de hoje, pelo horário de Brasília. Portanto, o Irã tem menos de uma hora para se decidir. A Coalizão Nacional Síria deve anunciar em seguida se participa ou não de Genebra II.
sábado, 18 de janeiro de 2014
Oposição síria vai à conferência de paz em Genebra
A Coalizão Nacional Síria, o grupo de oposição apoiado pelos Estados Unidos e a União Europeia, decidiu hoje em Istambul, na Turquia, que vai participar da conferência de paz convocada pelos EUA e a Rússia para negociar o fim da guerra civil que matou mais de 130 mil pessoas desde 15 de março de 2011.
Diante do conflito de grupos rebeldes com o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, ligado à rede Al Caeda, a ditadura de Bachar Assad chegou a propor que a conferência, batizada de Genebra II, se concentre no "combate ao terrorismo", argumento que usa para atacar qualquer oposição desde o início da guerra civil, há dois anos e dez meses.
Os oposicionistas se recusavam a participar da conferência porque não aceitam, como os EUA e da Europa, que Assad continue no poder. Mas, enquanto o secretário de Estado americano, John Kerry, fala numa "transição" na Síria, o que implica a saída do ditador, a Rússia vende armas para fortalecer o aliado.
Na visão das potências ocidentais, depois de tantas atrocidades, a permanência de Assad é inaceitável. O regime negociaria o acordo possível com os rebeldes, mas o ditador cairia. É improvável que Assad e a Rússia aceitem.
Diante do conflito de grupos rebeldes com o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, ligado à rede Al Caeda, a ditadura de Bachar Assad chegou a propor que a conferência, batizada de Genebra II, se concentre no "combate ao terrorismo", argumento que usa para atacar qualquer oposição desde o início da guerra civil, há dois anos e dez meses.
Os oposicionistas se recusavam a participar da conferência porque não aceitam, como os EUA e da Europa, que Assad continue no poder. Mas, enquanto o secretário de Estado americano, John Kerry, fala numa "transição" na Síria, o que implica a saída do ditador, a Rússia vende armas para fortalecer o aliado.
Na visão das potências ocidentais, depois de tantas atrocidades, a permanência de Assad é inaceitável. O regime negociaria o acordo possível com os rebeldes, mas o ditador cairia. É improvável que Assad e a Rússia aceitem.
quinta-feira, 13 de junho de 2013
Total de mortos na Síria chega a 93 mil, diz ONU
Cerca de 93 mil pessoas foram mortas em um ano dois anos e dois meses de revolta popular e guerra civil na Síria, estimaram hoje as Nações Unidas. São mais de 30 mil a mais do que na estimativa anterior, de novembro de 2012.
A ONU admite que o total de mortos deve ser ainda maior porque muitas mortes não são notificadas. A guerra civil síria é o conflito mais violento da chamada Primavera Árabe, o único que resultou numa guerra total. Com o apoio do Irã e da Rússia, o governo está ganhando.
Enquanto o Irã ofereceu créditos de US$ 4 milhões à ditadura de Bachar Assad e a Rússia ignora a intervenção da milícia fundamentalista xiita Hesbolá. Com o regime retomando a iniciativa dos combates e ganhando terreno, é improvável que a Rússia esteja disposta a ceder na conferência internacional de paz que organiza com os Estados Unidos em Genebra, na Suíça, e muito menos de autorizar o uso da força dentro do Conselho de Segurança da ONU.
Uma intervenção militar liderada pelos EUA exigiria o emprego da força em grande escala, com consequências difíceis de prever para a estabilidade regional, o número de soldados mortos e a possibilidade de "sucesso", algo que o presidente Barack Obama ainda não definiu.
Sob pressão, os rebeldes renovam os apelos para receber armas e manter a resistência contra a ditadura. Diante da indecisão dos EUA, a França estaria disposta a armá-los.
A ONU admite que o total de mortos deve ser ainda maior porque muitas mortes não são notificadas. A guerra civil síria é o conflito mais violento da chamada Primavera Árabe, o único que resultou numa guerra total. Com o apoio do Irã e da Rússia, o governo está ganhando.
Enquanto o Irã ofereceu créditos de US$ 4 milhões à ditadura de Bachar Assad e a Rússia ignora a intervenção da milícia fundamentalista xiita Hesbolá. Com o regime retomando a iniciativa dos combates e ganhando terreno, é improvável que a Rússia esteja disposta a ceder na conferência internacional de paz que organiza com os Estados Unidos em Genebra, na Suíça, e muito menos de autorizar o uso da força dentro do Conselho de Segurança da ONU.
Uma intervenção militar liderada pelos EUA exigiria o emprego da força em grande escala, com consequências difíceis de prever para a estabilidade regional, o número de soldados mortos e a possibilidade de "sucesso", algo que o presidente Barack Obama ainda não definiu.
Sob pressão, os rebeldes renovam os apelos para receber armas e manter a resistência contra a ditadura. Diante da indecisão dos EUA, a França estaria disposta a armá-los.
Assinar:
Postagens (Atom)