A Força Aérea de Israel atacou hoje tropas e tanques do Exército da Síria nas Colinas do Golã, depois que disparos de artilharia errantes atingiram o território israelense, anunciaram porta-vozes militares de Israel. O regime sírio acusou o ataque de dar cobertura aérea a uma ação de milícias extremistas muçulmanas.
Dois sírios morreram no ataque à cidade de Kuneitra, onde, na versão da ditadura de Bachar Assad, havia uma ação da Frente al-Nusra, ligada à rede terrorista Al Caeda, que mudou de nome para Frente de Luta do Levante, tentando se desvincular d'al Caeda. Foi o primeiro incidente envolvendo Israel na guerra civil da Síria desde abril.
"As Forças de Defesa de Israel não vão permitir nenhuma tentativa de atingir a soberania de Israel e a segurança de seu povo, e vê o regime sírio como responsável pelo que vem de seu território", declarou em nota o comando militar israelense.
Israel ocupou as Colinas do Golã, que pertenciam à Síria, na Guerra dos Seis Dias, em 1967, e as anexou em 1981. Com o desenvolvimento de tecnologia de mísseis, elas perderam importância militar. Antes, poderiam ser usadas como base para ataques de artilharia contra o território israelense.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sábado, 24 de junho de 2017
domingo, 11 de setembro de 2016
Bombardeios matam 90 pessoas antes da trégua na Síria
Pelo menos 90 pessoas foram mortas ontem e hoje em bombardeios aéreos das Forças Aéreas da Rússia e da Síria contra áreas dominadas por rebeldes, antes do início de um cessar-fogo na guerra civil síria previsto para começar ao pôr-do-sol desta segunda-feira.
Em Alepo, pelo menos 18 civis foram mortos. O maior ataque foi no sábado a um mercado público em Idlibe, uma cidade em poder dos rebeldes, onde mais de 60 pessoas morreram. Entre os mortos, há pelo menos 13 mulheres e 13 crianças.
O cessar-fogo de uma semana visa a permitir o acesso de ajuda humanitária a áreas sitiadas, facilitar o combate dos Estados Unidos e da Rússia, mediadores do acordo, às organizações terroristas Estado Islâmico do Iraque e do Levante e Frente de Luta no Levante, que estão excluídas da trégua, e preparar o ambiente para o reinício das negociações de paz.
Em Alepo, pelo menos 18 civis foram mortos. O maior ataque foi no sábado a um mercado público em Idlibe, uma cidade em poder dos rebeldes, onde mais de 60 pessoas morreram. Entre os mortos, há pelo menos 13 mulheres e 13 crianças.
O cessar-fogo de uma semana visa a permitir o acesso de ajuda humanitária a áreas sitiadas, facilitar o combate dos Estados Unidos e da Rússia, mediadores do acordo, às organizações terroristas Estado Islâmico do Iraque e do Levante e Frente de Luta no Levante, que estão excluídas da trégua, e preparar o ambiente para o reinício das negociações de paz.
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sexta-feira, 9 de setembro de 2016
Comandante rebelde morre em bombardeio na Síria
Um alto comandante da Frente para a Conquista do Levante (Jabhat Fatah al-Cham), a antiga Frente al-Nusra, Abu Omar Sarakeb, morreu num bombardeio aéreo à província de Alepo na guerra civil da Síria, noticiou ontem a rádio e televisão pública britânica BBC citando fontes do grupo.
A frente, considerada um dos grupos mais eficientes na luta contra a ditadura de Bachar Assad, comunicou a morte de Sarakeb no Twitter. Em julho, a milícia mudou de nome e oficialmente cortou os laços com a rede terrorista Al Caeda, de que era o braço armado na guerra civil síria.
Não se sabe ao certo que país foi responsável pelo ataque aérea que matou o comandante na vila de Kafr Naha, na província de Alepo. Outros líderes da milícia teriam sido mortos na operação.
A frente, considerada um dos grupos mais eficientes na luta contra a ditadura de Bachar Assad, comunicou a morte de Sarakeb no Twitter. Em julho, a milícia mudou de nome e oficialmente cortou os laços com a rede terrorista Al Caeda, de que era o braço armado na guerra civil síria.
Não se sabe ao certo que país foi responsável pelo ataque aérea que matou o comandante na vila de Kafr Naha, na província de Alepo. Outros líderes da milícia teriam sido mortos na operação.
terça-feira, 16 de agosto de 2016
Rússia usa base do Irã para atacar na Síria
A Força Aérea da Rússia usou uma base no Irã para bombardear alvos na Síria, anunciou hoje em Moscou o Ministério da Defesa russo. Pela primeira vez, a Rússia usa outro país, num sinal claro de fortalecimento da cooperação com a República Islâmica do Irã.
Os aviões Su-34 e Tu-22M3 saíram de perto da cidade de Hamedã, provavelmente a base de Chahid Nojeh. Os alvos são o Estado Islâmico do Iraque e do Levante e a Frente de Luta do Levante, a antiga Frente al-Nusra, braço da rede terrorista Al Caeda na guerra civil síria, em Alepo, Deir el-Zur e Idlibe.
A Rússia e o Irã são os principais aliados da ditadura de Bachar Assad. Mais uma vez, a Rússia pediu autorização aos governos do Irã e do Iraque autorização para mísseis de cruzeiro disparados do Mar Cáspio atravessarem seu espaço aéreo.
Ao mesmo tempo em que anuncia negociações conjuntas para realização de ações conjuntas contra grupos terroristas na Síria, a Rússia tenta alinhar seus objetivos na Síria com o Irã e a Turquia.
Os aviões Su-34 e Tu-22M3 saíram de perto da cidade de Hamedã, provavelmente a base de Chahid Nojeh. Os alvos são o Estado Islâmico do Iraque e do Levante e a Frente de Luta do Levante, a antiga Frente al-Nusra, braço da rede terrorista Al Caeda na guerra civil síria, em Alepo, Deir el-Zur e Idlibe.
A Rússia e o Irã são os principais aliados da ditadura de Bachar Assad. Mais uma vez, a Rússia pediu autorização aos governos do Irã e do Iraque autorização para mísseis de cruzeiro disparados do Mar Cáspio atravessarem seu espaço aéreo.
Ao mesmo tempo em que anuncia negociações conjuntas para realização de ações conjuntas contra grupos terroristas na Síria, a Rússia tenta alinhar seus objetivos na Síria com o Irã e a Turquia.
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