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domingo, 9 de fevereiro de 2020

Regime sírio retoma cidade estratégica na estrada Damasco-Alepo

Forças leais à ditadura de Bachar Assad tomaram ontem Sarakeb, na província de Idlibe, no Noroeste da Síria, a segunda cidade estratégica reconquistada na estrada que liga a capital, Damasco, à cidade mais rica, Alepo.

"Unidades do Exército da Síria completaram operações para desmontar explosivos e minas terrestres deixadas por terroristas na cidade de Sarakeb depois de serem expulsos", informou a agência oficial de notícias SANA. 

Era a última cidade importante na rodovia M5 ainda em poder dos rebeldes do grupo jihadista Hayat Tahrir al-Sham (Comitê para a Libertação do Levante), ligado à rede terrorista Al Caeda. A Turquia, que apoia os rebeldes, tem quatro pontos de observação numa zona desmilitarizada que criou com a Rússia, que apoia o regime sírio.

Na semana passada, a Turquia enviou mais de mil veículos com reforços, de acordo com o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização não governamental de oposição que monitora a guerra civil na Síria.

Depois de tomar Sarakeb, o Exército sírio seguiu em ofensiva rumo ao leste e conquistou mais cinco pequenas cidades ao longo da M5 perto da divisa com a província de Alepo. Não avançou para oeste em direção a Idlibe, capital da província do mesmo nome.

Diante das tensões, a Rússia e a Turquia marcaram uma reunião para discutir a situação de Idlibe. Desde 1º de dezembro, 590 mil pessoas fugiram de casa nas províncias de Alepo e Idlibe para escapar da ofensiva das forças leais a Assad contra os últimos redutos rebeldes.

Em quase nove anos, a guerra civil síria matou pelo menos 380 mil pessoas. Cerca de 5,5 milhões fugiram do país.

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Crise dos refugiados tende a se agravar

A milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante está concentrando esforços para assumir o controle de uma estrada estratégica da Síria. A manobra pode deflagrar a fuga de milhões de refugiados de áreas controladas pela ditadura de Bachar Assad.

Os jihadistas do Estado Islâmico estão a cerca de 35 da rodovia M5, descrita pelo jornal britânico The Independent on Sunday como a "espinha dorsal do regime de Assad". Se as forças do EI tiverem sucesso, milhões de pessoas podem querem fugir do país, engrossando a massa de refugiados em busca de asilo político na União Europeia.

Depois de quatro anos e meio de guerra, a situação da ditadura de Bachar Assad é cada vez mais instável. Em março, a Frente al-Nusra, braço da rede terrorista Al Caeda, e outros grupos extremistas muçulmanos conquistaram Idlibe, no Noroeste da Síria.

O Estado Islâmico tomou em maio a cidade histórica de Palmira, onde destruiu vários templos. Em 6 de agosto, tomou a cidade majoritariamente cristã de Kariatain. Desde então, o EI tomou duas cidades próximas da M5, enquanto fracassaram os esforços do Exército para retomar Kariatain.

Mais da metade dos 17 milhões de sírios está em fuga dentro e fora do país, reportou Patrick Cockburn, autor de A Origem do Estado Islâmico - o fracasso da guerra ao terror e a ascensão jihadista.

Com o avanço do EU, aumenta o risco para os 2,6 milhões de alauítas, a seita heterodoxa xiita que domina a política da Síria desde os anos 1960s, os 2,2 milhões de curdos, os 2 milhões de cristãos e cerca de 650 mil drusos, além dos árabes sunitas aliados do Egito.

Se estas minorias fugirem em massa, o número de refugiados no exterior, hoje de cerca de 4,5 milhões, pode dobrar rapidamente. O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados declarou que a Síria "se tornou a maior fonte de refugiados do mundo, posição ocupada pelo Afeganistão durante três décadas."

A atual crise migratória é a chegada da guerra civil da Síria à Europa, observa a Rede Integrada de Informações Regionais, um serviço de notícias do Gabinete da ONU para Coordenação de Assuntos Humanitários.

Como a Rússia tem na Síria sua única base naval no Mar Mediterrâneo, se nega a aceitar a exigência da Europa e dos Estados Unidos de que Assad seja afastado do poder. O atual regime faria parte da solução, mas não o ditador, responsável maior pela guerra civil.

O governo Vladimir Putin está enviado mais armas e equipamentos, e não descarta o envio de soldados à Síria. A República Islâmica do Irã também sustenta Assad com armas e milícias xiitas, especialmente o grupo radical libanês Hesbolá (Partido de Deus).

Nos últimos dias, chocado com a chegada do cadáver do menino Aylan al-Kurdi numa praia do Mar Egeu, na Grécia, o mundo se perguntou quem o matou. Os responsáveis são a guerra civil na Síria, o ditador Bachar Assad e a omissão da sociedade internacional, incapaz de conter a maior tragédia humanitária em andamento.

Enquanto não acabar a guerra civil na Síria, os refugiados vão chegar a Europa. Vivos ou mortos.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Síria acusa Turquia de ajudar rebeldes a tomar Idlibe

A Turquia deu apoio logístico e militar à tomada da cidade de Idlibe pelos rebeldes islamitas na guerra civil da Síria, declarou o ditador sírio, Bachar Assad, em entrevista ao jornal sueco Expressen, informou hoje a agência Reuters. O Ministério do Exterior turco desmentiu a notícia.

Em 5 de março de 2015, vários grupos extremistas muçulmanos, inclusive a Frente al-Nusra, braço da rede terrorista Al Caeda na guerra civil síria, conquistaram a cidade de Idlibe. Desde então, os rebeldes controlam parte da rodovia M5, que leva para Alepo, a capital econômica do país.

Quando os Estados Unidos entraram na guerra, em agosto de 2014, para atacar a milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, negou-se a participar da aliança liderada por Washington alegando que o problema era a ditadura de Assad.

Sem um compromisso claro do governo Obama com a queda de Bachar Assad, a Turquia não entraria na guerra.

Pelo jeito, está perseguindo seus objetivos de outras formas.