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sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

General Nkunda é preso

O general rebelde Laurent Nkunda, que luta contra o Exército do Congo em nome da defesa do povo tútsi, foi preso agora há pouco quando tentava entrar em Ruanda.

Em agosto de 2008, o general renegado reiniciou a guerra civil da República Democrática com o pretexto de proteger o povo tútsi da milícia da etnia hutu responsável pela morte de 800 mil pessoas no genocídio em Ruanda, de abril a junho de 1994.

A milícia genocida Interahamwe refugiou-se no Congo, deflagrando uma guerra civil em que morreram 5,4 milhões de africanos de vários países.

Agora, Nkunda invocou uma suposta aliança do Exército do Congo com a Frente Democrática pela Libertação de Ruanda para justificar o ataque. Ele tinha o apoio do governo tútsi de Ruanda.

Mais de 150 mil pessoas fugiram de suas casas desde agosto, provocando uma catástrofe humanitária na província de Kivu do Norte, perto da fronteira de Ruanda.

O Congo e Ruanda foram pressionados a resolver o conflito, e o ex-presidente da Nigéria Olusegun Obasanjo foi nomeado mediador. Ele esperava sucesso rápido nas negociações de paz, mas esbarrou na intransigência do general rebelde.

Sob pressão internacional, os dois países chegaram a um acordo e decidiram capturar Nkunda. Ele foi preso ao entrar em Ruanda. O Congo pede sua extradição para processá-lo por violações dos direitos humanos e crimes de guerra.

domingo, 9 de novembro de 2008

Congo acusa rebeldes de violar trégua

Os rebeldes do Congresso Nacional pela Defesa do Povo não estão honrando o cessar-fogo declarado por seu líder, o general renegado Laurent Nkunda, denunciou neste domingo o ministro das Comunicações, Lambert Mende Omalanga. Dezenas de soldados e civis congoleses teriam sido mortos, apesar do anúncio de uma trégua.

"É claro que o cessar-fogo foi rompido", declarou Omalanga à rede de televisão americana CNN. "Estão matando e saqueando".

Pelo menos 200 pessoas teriam sido mortas na semana passada.

ONU investiga crimes de guerra no Congo

A morte de 26 pessoas na última explosão de violência na República Democrática do Congo pode ter sido um crime de guerra, se forem todos civis inocentes, declarou hoje o porta-voz da força de paz das Nações Unidas no país, a maior do mundo.

Ainda não se sabe com certeza quem foi responsável pelas mortes na vila de Kiwanja. Residentes da localidade acusaram os rebeldes de matar civis suspeitos de colaborar com o Exército do Congo.

"Alguns eram combatentes, outros não", declarou em Kinshasa o porta-voz Madnodje Mounoubai. "Se ficar comprovado que eles não foram pegos no fogo-cruzada, que foram tirados de suas casas para interrogatório e mortos, isso caracterizaria um crime de guerra".

Na sexta-feira, uma reunião de cúpula de líderes africanos de que participou o secretário-geral da ONU, Ban Ki Moon, exigiu um cessar-fogo imediato e a abertura de corredores de ajuda humanitária.

A guerra civil congolesa recomeçou no final de agosto, quando forças rebeldes lideradas pelo general Laurent Nkunda entraram em conflito com o Exército do Congo e milícias que Nkunda acusa de serem remanescentes dos responsáveis pelo genocídio de 800 mil pessoas em 1994 em Ruanda.